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Hugh Laurie – Didn’t It Rain?

Muito do fascínio pelo primeiro trabalho vinha da força do personagem de Laurie nas televisões do mundo, o Doutor House, mas não dá pra negar a competência dele em arregimentar músicos competentes e reproduzir um climão empoeirado e misterioso no disco.

Fonte: Internet

Fonte: Internet

Por Carlos Eduardo Lima, no Monkey Buzz

A maioria dos britânicos tem profunda fascinação pela América. É um grande playground cultural, um pedação de terra que fugiu do controle da Velha Ilha e adquiriu vida e mitologia próprias. Sempre haverá um branquelo inglês cantando como negro, tocando como negro, embasbacado pelo caldeirão do Blues/R&B/Soul/Funk/Country e o que mais vier. Com Hugh “House” Laurie não é diferente.

Se valeu da paixão ancestral por Blues e som de Nova Orleans, sobretudo pelo standard de Professor Longhair, “Tipitina”, e caiu na farra. O êxito foi tamanho, que Laurie não teve outra escolha a não ser gravar um punhado de canções que mostravam o imaginário folclórico-musical da região da Lousiana.

Let Them Talk, lançado em 2011, fez bonito nas paradas de sucesso inglesas, chegando a empatar com Adele. Claro que muito do fascínio pelo primeiro trabalho vinha da força do personagem de Laurie nas televisões do mundo, o Doutor Gregory House, mas não dá pra negar a competência dele em arregimentar músicos competentes e reproduzir um climão empoeirado e misterioso no disco.

Esse mesmo time de músicos, inclusive o produtor Joe Henry, estão presentes em Didn’t It Rain. Após um 2012 agitado, passado o tempo todo na estrada em uma agenda de shows invejável, Laurie retornou ao Ocean Studios para ampliar seu espectro sobre a música americana, incluindo generosas porções de Blues e R&B, chegando na sonoridade que os manuais de música gostam de chamar de Heartland Sound.

Ao longo do caminho, com os serviços da Copper Bottom Band (a banda, devidamente batizada) e a presença charmosa da cantora e compositora guatemalteca Gaby Moreno, Laurie convida o ouvinte para uma viagem pelos rincões imemoriais dos USA, através de belezas como Junkers Blues (gravada por Champion Jack Dupree em 1940), o dueto belíssimo com Gaby Moreno em Kiss Of Fire (um tango originalmente chamado El Choclo, que teve sua versão para o inglês em 1952, com Louis Armstrong e Connie Francis nos vocais), Unchain My Heart (cavalo de batalha da melhor fase de Ray Charles), Vicksburg Blues (gravada por Little Brother Montgomery em 1930), num total de 15 cartões postais musicais para uma dobra temporal em que o mundo não é atrapalhado pela modernidade pós-segunda guerra mundial.

Mais que um disco, Didn’t It Rain é quase uma viagem por um museu e, se você tem algum problema em ser conduzido por um inglês, não esqueça que Laurie nunca foi um habitante comum da Velha Ilha. Imperdível.

 

 

A dor e a dor de Chorão

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Mônica El Bayeh, no Mulher 7×7

A morte do Chorão caiu dura e seca em mim como caem as mortes jovens.  A morte nunca nos cai bem.  Mas, em alguns casos, ela espeta com mais força e a gente sangra por dentro. Sangrei por dentro com a morte do Chorão pelo que ele simbolizou em vida, sim.  Mais ainda, pelo que ele simbolizou em morte.

Chorão nos ensinou em morte que as dores da alma matam.  Não adianta fugir, elas correm atrás, perseguem sua presa.  ¨Quando a casa cai, não dá para fraquejar.  Quem é guerreiro tá ligado, quem é guerreiro é assim¨.  Mas alguns guerreiros acham que a luta é contra a dor. E é aí que perdem a batalha.

A dor maltrata.  Mas não é nossa inimiga.  Dor é sintoma, é alerta.  Tem que ser escutada.  Dor é luz de óleo de carro quando acende.  Não é contra a luz que se tem que lutar.  Precisa escutar a mensagem que ela traz.  Ou você toma providência ou bate o motor.  Quando a dor foi maior do que ele conseguia suportar, na ilusão de buscar a fuga, Chorão caiu na boca do predador.  Foi engolido pela própria dor.

Todos temos nossas dores.  Na minha opinião, elas se dividem em grandes e pequenas.  Grandes, sempre as nossas.  Pequenas, as dos outros.
Nossas dores são sempre as piores, porque são as que nos tocam, nos cortam, nos ferem.  As dos outros podemos imaginar – e dar muitos palpites.  Porque nos outros tudo sempre parece de muito mais fácil solução.

Dor é cano estourado, é insuportável, é urgência.  Tem que resolver, estancar.  Isso é só o que se pensa na hora do desespero.  Todos já passamos por isso.  Cada um estanca como pode, nem sempre da melhor forma, apenas da forma possível.  Sobreviver já é lucro.

Não cabe aqui nenhum juízo de valor, nenhum julgamento.  Cada um conserta seu cano como pode no momento.  Só que, se eu tampo com chiclete, com toalha, num remendo mal ajeitado, tenho que saber que vai vazar e agravar muito o meu problema mais à frente.

Porque a dor é como a água, procura seu curso.  Ou a gente para, enxerga ,tenta resolver e dar passagem para que ela nos conte a que veio, ou ela infiltra e se esgueira por outras direções.

Há pessoas que sentem pelo corpo:  têm enxaquecas, dores de barriga, de estomago, de coluna, pedras nos rins.  É a dor buscando seu curso.  A dor busca expressão.  É a forma que ela tem para mostrar que precisa ser cuidada.  O sintoma é um pedido de socorro sempre.
Uns dormem para esquecer. Outros  não dormem, porque não conseguem esquecer. Noites e noites em claro.

Há os que falam sem parar, e os que se calam completamente.  Os que fumam muito, bebem muito ou mergulham de cabeça numa panela de brigadeiro e os que param de comer.  Tem os que se drogam com remédios ou drogas não oficiais.  Em todos eles podemos ler o pedido de socorro estampado no olhar.  Em todos eles o grito mudo da dor.  A vida lhes dói, corta a carne por dentro e eles não sabem remendar esse cano para resolver e estancar de vez.  Nos olham perdidos, molhados de dor no meio da inundação.

Aflitos, muitas vezes tentamos ajudar.  Aí entra a questão da solidão.  Vida é solidão, sim.  Não quero dizer com isso que seja ruim, triste nem solitário.  Mas, como disse o próprio Chorão, ¨nascemos sozinhos e morremos sozinhos¨.

Nesse meio tempo, as decisões também são só nossas, por mais que tenhamos família, amigos, parceiros, ¨uma palavra amiga , uma notícia boa¨.  Por mais que larguemos ou deleguemos, a decisão sempre será nossa.  Na hora de ir ou ficar, na hora de começar ou separar, na hora do vamos ver, a decisão é só nossa.  Ninguém no seu lugar.  Isso é que é solitário.

Sempre tive horror de hospitais e cirurgias.  No meu primeiro parto, escutava o barulho da maca no corredor vindo me buscar.  Pagaria todo o meu ouro, que nem é tanto assim, para quem quisesse trocar comigo.  Poucas vezes na vida me vi tão só.  Era eu, não servia mais ninguém. Isso é a solidão.  O quarto estava cheio.  Fez diferença?  Nenhuma.  A barriga da vez era a minha, ninguém podia ir no meu lugar.  Então eu fui, com medo e tudo. Porque quando a vida não dá saída, a saída é ir.

Essa sensação de que não-tem-jeito-tem-que-ir é levemente aterrorizante.  ¨Mas também quero te mostrar que existe um lado bom nessa história¨.  A coragem de se lançar, mesmo com medo – e nem é pouco – deixa um gosto de vitória que compensa, ao final. Se fingirmos não ver nossas dores, nossas questões mais doídas, largamos de mão e não tomamos posição, essa já é uma posição.  Pesado, ruim?  Não penso assim.

É complicado no início tomar posse da sua vida, segurar no volante e definir a direção.  ¨Mas o tempo é rei, a vida é uma lição.  E um dia a gente cresce, conhece a essência, ganha a experiência e aprende o que é raiz, então cria a consciência¨.

Um leme bem manuseado impede que o barco fique à deriva, ou bata em tudo e acabe por naufragar.  Assumir o lema da própria vida é difícil.  À primeira vista, parece que não vamos conseguir.  Mas “para quem tem pensamento forte, impossível é só questão de opinião.  E disso os loucos sabem.

Somos solitários desde sempre.  Mas, a loucura de quem aposta na vida e tenta buscar socorro às vezes é única sanidade possível.  Saímos vitoriosos quando aprendemos a lidar com a dor.  E ¨quanto mais a gente rala, mais a gente cresce¨.

A morte do Chorão, um rapaz novo, talentoso ¨com habilidade de fazer histórias tristes virarem melodia¨, que cantava esperança para todos nós, caiu como uma bigorna daquelas de história em quadrinhos, que deixa o personagem achatado e sem forma por um tempo.  Ainda me sinto achatada e grudada no chão.

Chorão somos todos nós, com nossas dores e nossa solidão.  Com ¨nossas histórias, dias de luta e dias de glória¨.  Chorão, te devemos mais essa.  Que sua morte caia em nós como um grito de guerra pela vida.  Vamos continuar tentando ¨viver e cantar não importa qual seja o dia.  Vamos viver, vadiar, o que importa é nossa alegria¨.

Chorão, ¨você deixou saudade¨.

Silvio Santos e Edir Macedo entram no ranking de bilionários da Forbes

título original: Eike despenca em ranking de bilionários; Silvio Santos e Edir Macedo entram na lista

foto: Samuel Martins/AP

foto: Samuel Martins/AP

Publicado no UOL

O brasileiro Eike Batista despencou no ranking de bilionários da revista ‘Forbes’, divulgado nesta segunda-feira (4). O empresário caiu 93 posições, passando de 7º homem mais rico do mundo para 100º, com uma fortuna avaliada em US$ 10,6 bilhões.

O brasileiro perdeu US$ 19,4 bilhões –maior prejuízo do ano–, por causa da desvalorização das ações das suas empresas de mineração, energia, e construção naval.

O brasileiro mais rico, de acordo com a pesquisa, é o empresário Jorge Paulo Lemann (33º), dono de empresas como Ambev e Burger King, por exemplo. Com uma fortuna estimada de US$ 17,8 bi, o brasileiro ‘rouba’ de Eike a liderança ocupada desde 2009.

O mexicano Carlos Slim lidera o ranking mundial por mais um ano. No Brasil, ele é sócio de empresas com a Claro. Em segundo lugar aparece o fundador da Microsoft Bill Gates (com uma fortuna de US$ 67 bi).

A grande novidade nas primeiras posições é o espanhol Amancio Ortega, dono da Zara, do setor de vestuário. Com um patrimônio estimado em US$ 57 bilhões, ele superou o norte-americano Warren Buffett e o francês Bernard Arnault, para assumir a terceira colocação.

Silvio Santos e Edir Macedo entram na lista

O apresentador de TV Silvio Santos entrou na lista, com uma fortuna de US$ 1,3 bilhão. Na modesta 1.107ª colocação, o empresário colhe os frutos do sucesso de empresas como a Jequiti, de cosméticos, que tem crescido na casa dos dois dígitos nos últimos anos.

Outro brasileiro que estreia entre os bilionários do mundo é o bispo Edir Macedo, na 1268ª posição no ranking mundial (41º mais rico do país), com fortuna de US$ 1,1 bilhão.

O banqueiro Joseph Safra é o 46º (com uma fortuna de US$ 15,9 bi); Antônio Ermírio de Moraes é o 74º (com US$ 12,7 bi); e a herdeira da Camargo Corrêa, Dirce Navarro de Camargo, aparece em 87º lugar, com US$ 11,5 bi.

A lista da Forbes, em sua 27ª edição, é a maior que já houve, com 210 novos bilionários.

foto: Roberto Nemanis/SBT

foto: Roberto Nemanis/SBT

Cicarelli de Rio das Ostras dava aulas de catecismo e já foi evangélica

Wanderleia participava de encontros de casais Foto: Fábio Guimarães / Extra

Wanderleia participava de encontros de casais Foto: Fábio Guimarães / Extra

Andrea Machado e Paula Fernandes, no Extra

Quem assiste ao vídeo de Wanderlea dos Santos Silva, de 41 anos, “namorando” dentro d’água no carnaval, não imagina que, no passado, a “Cicarelli de Rio das Ostras” dava aulas de catecismo na Igreja São Francisco de Assis, perto de onde mora, no bairro Vale do Ipê, em Belford Roxo.

— A igreja foi fundada no ano em que nasci. Meu pai, minha mãe e meus tios ajudaram a construí-la. Por volta de 1988, dei aulas de catecismo para crianças de 8 a 10 anos. Falava com eles sobre Deus, lia a Bíblia e ensinava a rezar — conta Wanderlea, que durante alguns anos frequentou uma igreja evangélica mas, há pouco tempo, voltou às origens católicas para felicidade da família.

E não era só para crianças e adolescentes que Wanderlea, mãe de três filhos, dava aulas de religião… Durante alguns anos, a dona de casa também participou de grupos de família e encontro de casais na paróquia.

Advogado é Deus

Preocupada com a fama repentina, Wanderlea teme perder a guarda dos filhos, gêmeos de 9 anos. A filha de 19 — que mora em Rio das Ostras — nem quer papo com ela por causa das cenas escandalosas na praia.

— Minha filha nem quer falar mais comigo. E nem sei como será amanhã, com meus filhos voltando para a escola, porque os amiguinhos deles me conhecem. Pedi ao meu Deus para cuidar de mim, porque só ele pode ser meu advogado neste momento — reflete.

Na vizinhança, Wanderlea já caiu na boca do povo. Basta andar pelas ruas próximas à sua casa para ouvir: “Estão procurando a taradona?” ou “Se aquilo não era sexo, era o quê?”. Enquanto o tema está entre os mais comentados por ali, a dona de casa parece buscar inspiração no cantor Jair Rodrigues: prefere deixar que digam, que pensem, que falem…

— Já me chamaram até de vagabunda, mas não ligo para isso. Estou controlada por causa do meu marido, que está me dando apoio. Meu pai também me apoia, mas ele está chateado com tudo o que estão fazendo contra mim e falando.

O companheiro, Johne Max Geraldo dos Santos, de 38 anos, por sua vez, não demonstra ciúmes ao ouvir as declarações da amada. Porém, manda um recado aos que andam fazendo comentários maldosos sobre ele e Wanderlea.

— É fácil falar, difícil é ser eu. Quero ver pagar minhas contas. Sou um cara muito tranquilo, não vou dar ouvidos a isso, já falei para ela fazer o mesmo — diz Max (como prefere ser chamado), antes de soltar mais uma frase de efeito: — Falem mal, mas falem dela. Vou saber amanhã (hoje) como será a reação no trabalho. Podem falar à vontade, não vou me preocupar — antecipa ele, que trabalha numa transportadora.

‘Essa armação é coisa de homem recalcado’

Para Wanderlea, essa confusão toda que aconteceu em Rio das Ostras não passa de “armação de homem recalcado”. Ela conta que, assim que chegou à praia, foi comprar cerveja num quiosque. Lá, então, foi abordada por um rapaz que a convidou para beber. Ela recusou.

— E esse cara é o tal Rafael que testemunhou contra mim. Ele me chamou para tomar cerveja, mas eu não dei ideia. Homem quando leva um fora… Essa armação é coisa de homem recalcado, ele quis se vingar de mim. Acho que tudo foi uma armação dele com o Léo — acusa a $de casa, referindo-se ao homem com que teria dado uns amassos na água.

Olhar 43

Wanderlea conta que sempre fez muito sucesso com os homens e que, talvez, por isso atraia a inveja das pessoas.

— As pessoas têm inveja. Sempre foi assim. Sou muito carismática. dizem que sou atraente — confidencia.

Seu olhar é o que mais chama atenção, segundo a própria. Como explicar esta fórmula de sedução?

— Sou uma mulher bonita para a minha idade, sou muito conservada.

Eike cai em ranking e agora é o 4º maior bilionário do país

Ele foi ultrapassado pelo banqueiro Joseph Safra

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Eike agora está atrás de três brasileiros FRED PROUSER / REUTERS

publicado no O Globo

O empresário Eike Batista caiu uma posição no ranking de bilionários da Bloomberg e, desde terça-feira, é o quarto e último brasileiro a aparecer na lista dos 100 mais ricos do mundo. Ele foi ultrapassado pelo banqueiro Joseph Safra, que tem US$ 12 bilhões e ocupa a 86ª posição mundial. Eike, por sua vez, aparece no 93º lugar, com uma fortuna de US$ 11,4 bilhões.

O dono do grupo EBX encerrou 2012 com perda de US$ 10,1 bilhões, ocupando a 75ª posição entre os mais ricos do mundo, segundo a Bloomberg. Neste início de ano, aparecem à frente dele, além de Safra, Jorge Paulo Lemann, um dos donos da Anheuser-Busch InBev, e Dirce Navarro de Camargo, uma das controladoras do grupo Camargo Corrêa. De acordo com a lista, Lemann é o mais rico do Brasil e o 37º do mundo, com US$ 19,1 bilhões. Dirce é a segunda mais rica do país e a 64ª do mundo, com US$ 14,1 bilhões.

O posto de homem mais rico do planeta continua com o mexicano Carlos Slim, magnata das telecomunicações que controla a América Móvil. Sua fortuna é avaliada em US$ 78,4 bilhões. Em segundo lugar aparece o americano Bill Gates, fundador da Microsoft, com US$ 65,8 bilhões. O último colocado do ranking da Bloomberg, o suíço do setor médico Hansjoerg Wyss, tem US$ 10,8 bilhões.

Já na lista da revista americana “Forbes”, divulgada em março passado, Eike aparece como o brasileiro mais rico e o sétimo do mundo, com US$ 30 bilhões.