Americano é enterrado em cima de uma Harley-Davidson

Bill Standley, de 82 anos, foi enterrado em cima de sua Harley-Davidson 1967 (Foto: AP)
Bill Standley, de 82 anos, foi enterrado em cima de sua Harley-Davidson 1967 (Foto: AP)

Filhos de Bill Standley construíram caixa de acrílico para o enterro da moto.
Standley costumava exibir com orgulho seu futuro caixão.

Publicado no G1

Um norte-americano decidiu não se separar da moto nem mesmo depois de sua morte. Bill Standley, aos 82 anos, foi enterrado nesta sexta-feira (31) em cima de sua Harley-Davidson 1967 no cemitério de Fairviw, no condado de Crawford. O veículo, com o piloto (morto) em cima estava dentro de uma caixa de acrílico.

A família explicou que Standley já tinha manifestado esse desejo em várias conversas durante a vida. Ele também tinha o hábito de levar as pessoas que o visitavam para a garagem para mostrar o caixão incomum que seus dois filhos tinham construído para ele.

Cinco embalsamadores prepararam o corpo com cintos e hastes metálicas para garantir que ele não caísse.

Standley era pai de quatro filhos e morreu de um câncer de pulmão no dia 26 de janeiro.

Filhos construíram caixão para que o pai pudesse ser enterrado junto com a moto (Foto: AP)
Filhos construíram caixão para que o pai pudesse ser enterrado junto com a moto (Foto: AP)

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Há quatro meses, cão monta guarda, em vão, à espera do dono

Cão Beethoven espera dono que morreu há dois meses de ataque cardíaco (foto: Apu Gomes/Folhapress)
Cão Beethoven espera dono que morreu há dois meses de ataque cardíaco (foto: Apu Gomes/Folhapress)

Roberto Oliveira, na Folha de S.Paulo

Ninguém imaginaria que aquele bichinho, abandonado numa favela, infestado de carrapatos e tomado pela sarna, sobreviveria a doenças de pele espalhadas pelo corpo.

Voluntários de uma ONG recolheram o cão e lhe deram tratamento. Faltava um lar. José Santos Rosa, funileiro da zona leste paulistana, quis ficar com ele. O filhote chegou numa caixa de sapatos.

Zé pensou em levá-lo para casa, mas, ao saber que o cão ficaria “gigante”, herança de seus traços genéticos, mezzo labrador, mezzo rottweiler, resolveu deixá-lo na oficina.

Logo, Beethoven passou a orquestrar barulhos por onde andava. Serelepe, cruzava fácil as grades do portão, que ganhou tampões de madeira para mantê-lo a salvo da rua.

O cãozinho, lembra a vizinha Margareth Thomé, 47, “achava que era gato”: escalava o muro da funilaria e andava sobre ele, espreitando, ansioso, a chegada do dono.

Na tentativa de conter o ímpeto felino do cão, Zé levantou ainda mais o muro.

Por volta das 7h, o barulho do molho de chaves de Zé era a senha para Beethoven pular da cama e ir direto se sacudir no colo do dono.

Sábado, domingo ou feriado, sol e chuva, pouco importava o dia, tampouco o clima, lá estava ele, postado na entrada, fazendo festa para Zé.

Mas, desde o dia 8 de junho, uma manhã de sábado, o silêncio e a tristeza tomaram conta de Beethoven: a rotina de latidos, saltos e carinhos, ao longo de quatro anos, foi interrompida.

Na noite anterior, depois de se despedir do “amigão”, como era de costume, o funileiro pegou o carro para ir embora. Dirigia pela avenida Rio das Pedras (zona leste), quando, sentindo fortes dores no peito, procurou às pressas um lugar para estacionar.

Ligou para o Samu. A emergência veio rápido, só que tarde demais: Zé, 54, sofreu um ataque cardíaco. Deixa a mulher, duas filhas e Beethoven.

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé
Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé

‘SEMPRE AO SEU LADO’

“O cachorro ficou tão desamparado quanto elas”, diz Margareth. A vizinha fez uma “vaquinha” para comprar ração, mas o apetite do cão, antes voraz, diminuiu bastante.

Ela pretende encontrar um novo lar para Beethoven, que hoje divide o teto com outros seis cães de rua, trazidos por um carroceiro que está “ocupando” a funilaria. A família de Zé não tem condições de ficar com Beethoven, que foi para adoção (www.facebook.com/cristiane.biral ).

“Quando ele ouve o barulho de chaves, vem correndo para o portão”, conta Margareth. “Acha que é o Zé.”

Elvira Brandolin, 79, outra vizinha, lembra que a rua nunca esteve tão calada. “Ele latia fazendo festa para o Zé. Infelizmente, a festa acabou.”

Autora de livros como “Um Cão pra Chamar de Seu”, a veterinária Regina Rheingantz Motta, 53, explica que Beethoven continua exercitando sua rotina “de encontros e despedidas de seu dono, mas ele ainda não aprendeu a incluir nela a morte”.

A persistência de Beethoven fez com que seus vizinhos enxergassem semelhanças entre o cão sem raça definida e a tocante história de Hachiko, o cachorro akita do filme “Sempre ao Seu Lado”.

Após a morte do dono, Hachiko continua indo “buscá-lo” na estação de trem, assim como Beethoven continua lá, às portas da funilaria, à espera do amigo humano.

Baseado em uma história real acontecida no Japão, o longa fez sucesso com Richard Gere no papel do professor, dono do cão, que morre, assim como o Zé, vítima de um ataque fulminante.

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé, todos os dias, às 7h.

O que ele ainda não sabe é que o dono jamais voltará.

José Teixeira da Silva, 60, brinca com o cão Beethoven, que parou de latir após morte do dono (foto: Apu Gomes/Folhapress)
José Teixeira da Silva, 60, brinca com o cão Beethoven, que parou de latir após morte do dono (foto: Apu Gomes/Folhapress)

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“Não se pode demonizar igrejas evangélicas dizendo que só elas apoiaram ditadura”

“As igrejas evangélicas hoje no Brasil passam por um período de trevas. É preciso que haja a percepção que nem todo evangélico é igual a Marco Feliciano, que há evangélicos com posições em defesa da justiça, da liberdade, da solidariedade e da verdade”

pauloayresPublicado por Agência Brasil [via Terra]

O bispo emérito da Igreja Metodista e teólogo Paulo Ayres disse durante depoimento às comissões Nacional e Estadual da Verdade no auditório da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (Caarj), no centro do Rio, que não se pode demonizar a atuação de igrejas com a definição somente de que elas apoiaram o Golpe de 64 e a ditadura. Muitos integrantes, como ele, defendiam posições contrárias.

‘Tanto no caso da Igreja Metodista, como na Presbiteriana e na Batista, foram nossos próprios irmãos que agiram em nome da repressão contra nós, muitas vezes forçados até pela repressão do governo militar, mas havia gente que, por assumir posições contrárias ao que estava dominando no país, tiveram que pagar um preço. As igrejas não são corpos estranhos na sociedade’, esclareceu.

No depoimento, Paulo Ayres fez um relato sobre a participação das igrejas evangélicas no período e mostrou que o trabalho teve ligações com igrejas católicas e com pessoas que não tinham religião. Na avaliação do teólogo, as informações que apresentou na audiência agregaram ao trabalho da comissão um resgate relevante porque, atualmente, as igrejas evangélicas passam por um período difícil. ‘As igrejas evangélicas hoje no Brasil passam por um período de trevas. É preciso que haja a percepção que nem todo evangélico é igual a Marcos Feliciano, que há evangélicos com posições em defesa da justiça, da liberdade, da solidariedade e da verdade’, disse.

Ayres defendeu que os torturadores do período da ditadura no Brasil sejam punidos. Ele contou que no período foi denunciado aos órgãos de repressão por um bispo da própria igreja que frequentava. ‘Alguns anos depois nos tornamos amigos e ele [o bispo que o denunciou] sabia que eu tinha conhecimento que havia me denunciado, mas, mesmo assim, acho que ele tem que ser punido’, disse Ayres.

Na avaliação dele, não haverá uma democracia plena no Brasil se os torturadores não forem levados à Justiça. ‘Se não vamos continuar tendo situações como, ‘cadê o Amarildo?’ O que nos anos 70 foi em relação aos presos políticos, hoje é em relação a qualquer cidadão, inclusive o Amarildo’, diss

Para o coordenador do grupo de trabalho Papel das Igrejas durante a ditadura da CNV, Anivaldo Padilha, o depoimento do bispo Paulo Ayres apresentou elementos novos sobre a própria situação de perseguições e delações e mostrou a necessidade de reflexão sobre a complexidade das instituições religiosas, no caso a composição das igrejas.

‘Não se pode olhá-las como se fossem homogêneas. Elas têm dentro de si seus conflitos e suas diversidades e posições políticas e as vezes teológicas divergentes. Posições em conflito que se manifestaram na época da ditadura que extrapolaram as fronteiras da convivência democrática com posições diferentes. Foram setores da igreja que denunciaram seus irmãos e irmãs, setores que apoiaram a ditadura e setores que se opuseram’, disse.

Antes do depoimento de Ayres, a comissão exibiu o depoimento de dom Waldyr Calheiros, bispo emérito de Volta Redonda, região do Vale do Paraíba, que atuou na defesa dos direitos de trabalhadores e de agentes de pastoral presos durante a ditadura. Aos 90 anos e com problemas de saúde, o depoimento foi feito por meio de vídeo que teve a captação de áudio e de imagens da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O bispo disse que quem tomava posição dos problemas sociais era mau visto. ‘Quando não queriam mostrar as suas tendências, procuravam se esconder’, disse. Dom Waldyr contou episódios como o do ex-deputado Márcio Moreira Alves, que pertencia à pastoral universitária. Segundo o religioso, Márcio tinha posições claras e por isso foi perseguido e se complicou com o governo na ditadura e, por isso, foi morar na França.

‘Márcio tinha a sua mãezinha que por um acidente estava quase morrendo em situação dolorosa. Ele pediu para eu o acompanhar e conseguiram licença para o Márcio vir ao Brasil assistir o enterro da mãe. Era uma concessão só para o enterro. Márcio não aceitou e manteve a sua liberdade de posição’, revelou.

dica do Ailsom Heringer

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Após 12 anos, ladrão deixa bilhete de desculpas e devolve dinheiro à loja

O bilhete deixado pelo ladrão 12 anos após assalto (Foto: Reprodução/Instagram)
O bilhete deixado pelo ladrão 12 anos após assalto (Foto: Reprodução/Instagram)

Érika Kokay, no Bombou na Web

A loja InterAsian Market, em Nashville, nos Estados Unidos, foi assaltada há cerca de 12 anos. Na ocasião, o ladrão levou US$ 300 (aproximadamente R$ 680), após apontar um revólver ao caixa. Nesta semana, inesperadamente, o criminoso voltou ao local e deixou um bilhete e o dinheiro de volta, emocionando o dono da InterAsian e toda a internet. Segundo o recado deixado, o homem que realizou o assalto era viciado em drogas. Hoje, se arrepende do que fez no passado. A loja publicou o bilhete no Instagram, com a seguinte legenda (em tradução livre):

“Nós fomos roubados há 11 ou 12 anos. Hoje, nós surpreendentemente recebemos este bilhete do ladrão e o dinheiro  de volta. Isto é verdadeiramente inspirador e nos lembra que existem pessoas boas no mundo. Ao anônimo, gostaríamos de dizer que tudo está perdoado e obrigado pelo seu bilhete. Nós não ligamos para o dinheiro. Ficamos mais inspirados e tocados com sua atitude. Esperamos que você encontre paz na vida e prosperidade. Cumprimentos!”

Abaixo, leia o bilhete (também em tradução livre):

“Eu sou viciado em drogas. Há mais ou menos 11 ou 12 anos, eu assaltei esta loja com um revólver. Eu já não uso mais drogas e sinto que preciso compensar as pessoas que eu machuquei no passado. Eu vim a sua loja por volta das 9 ou 10 horas em 2002 ou 2003, peguei um pacote com 6 cervejas e pedi por cigarros. Quando o caixa abriu para me dar o troco, eu saquei um revólver e peguei US$ 300 da caixa registradora, depois fugi em um carro branco. Espero que você aceite este dinheiro e me perdoe. Que a paz esteja com você – anônimo.”

Raridade, não?

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Pai causa polêmica ao ‘amamentar’

O gesto de Rodolfo para acalmar a filha Valentina dividiu opiniões nas redes sociais; leia o depoimento do jovem

pai

Melina Dias, na Pais&Filhos

Pai de Valentina, o videomaker Rodolfo Francisco Ribeiro Marga, do ABC paulista, expôs um episódio marcante de sua intimidade como pai para demonstrar seu apoio à Semana de Amamentação. A foto dele “amamentando” sua filha causa sensação nas redes sociais. Negativas e positivas. No seu depoimento, Rodolfo explica como tudo aconteceu:

“Em homenagem à semana mundial de amamentação, vou postar a foto polêmica novamente. Sim, essa foto já rodou alguns vários grupos de mães que são a favor da amamentação/ parto natural e, sim, eu já fui xingado por alguma delas com adjetivos do tipo “bizarro,  pedófilo, insano, nojento e etc”, mas  eu não ligo e nem liguei porque a foto tem uma história bem mais interessante por trás que eu vou contar abaixo.

Certo dia, quando Valentina ainda tinha poucos meses de vida (creio que entre 2 e 3 meses) a Jé Bonizzi precisou sair pra fazer um exame, coisa rápida , era algo em torno de 45 minutos e ela já estaria de volta, pois bem, ela amamentou a Valentina e ela foi dormir a soneca da tarde (aquela que dura por volta de 2h).

A  Jé saiu e eu fiquei lá, do lado do berço, vendo de 10 em 10 minutos se o bebê tava respirando. Se você é pai sabe do que eu tô falando, se não é, certeza que você vai ter esse tique também e tal. Passou 1h e plim, o bebê acordou, acordou tranquila e rindo. Liguei para Jé e ela estava presa no trânsito e para ajudar tinha começado a chover.

Bom, distrai o bebê enquanto pude até que veio …. o choro, eu sabia que era o choro de fome (Tina sempre teve choros característicos) e aquele choro foi aumentando até que chegou ao ponto que eu pensei: “E agora? O que eu faço?”. Liguei de novo pra Jé e adivinha? Caixa postal.

Bom, pensei comigo, às vezes não é fome, às vezes é carência. Num súbito acesso fiz o que me veio à cabeça, vou amamentar. ‘Amamentar? tá louco?’. Sim, eu estava, minha filha estava chorando e a mãe estava longe.

Bom ela pegou o peito, cerrou a gengiva (não, não doeu) e ficou lá, parada, sem sugar, sem nada, mas o choro parou , ela ficava me olhando..  devia estar pensando: ‘Minha mãe não tem barba , mas é o que tem pra hoje,  né?.  Isso durou 15 minutos e ela voltou a dormir!

Quando a Jé chegou, depois de 3h — toda desesperada porque a essas horas ela já devia ter sentido (mãe tem essas coisas) que o bebê já devia estar acordado — veio e me perguntou:
- Ela não acordou ainda?
- Acordou
- E não chorou?
- Chorou muito.
- E o que você fez?
Eu, com aquela cara de super-homem (ou super-pai) falei:
- Amamentei.

Lógico que tive que mostrar isso posteriormente para ela e ai ela tirou essa foto.

É assim, eu sou homem, não produzo leite, mas acredito que o amamentar vai muito além disso, é um contato direto que você tem com o seu filho/filha, é como se você mostrasse para ele o que é amor/carinho/atenção, mas numa língua que ambos entendam.

Então tá aí. Parabéns a quem amamenta, a quem tenta amamentar (se tiver dúvida, procure as meninas do Grupo Virtual de Amamentação) e a quem apoia a amamentação.”
#smam2013  #amamentação

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