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Alpacas ganham cortes de cabelo cômicos em tosa anual na Alemanha

Criadores aproveitaram corte anual para ‘inovar’ nos penteados. Lã retirada dá alívio aos animais no calor e é vendida a preços altos.

Após tosa, alpacas exibem cortes cômicos em fazenda alemã (Foto: Michaela Rehle/Reuters)

Após tosa, alpacas exibem cortes cômicos em fazenda alemã (Foto: Michaela Rehle/Reuters)

publicado no G1

Fazendeiros criadores de alpaca aproveitaram a chegada da temporada de calor para tosar os animais nesta segunda-feira (22) na vila de Winklarn, perto de Regensburg, na Alemanha. Algumas delas ganharam penteados inusitados na tosa, realizada anualmente.

Além de dar alívio aos animais no período de temperaturas mais altas, os fazendeiros também vendem a lã, que dá origem à famosa (e cara) fibra de alpaca.

Alpacas são tosadas anualmente com a chegada da temporada de calor na Europa (Foto: Michaela Rehle/Reuters)

Alpacas são tosadas anualmente com a chegada da temporada de calor na Europa (Foto: Michaela Rehle/Reuters)

Disciplina severa pode ser positiva para a criança, diz estudo

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Publicado originalmente no Terra

Ser um pai rigoroso é bom para as crianças, desde que a disciplina seja acompanhada de amor e carinho.  Um estudo feito com adolescentes, divulgado pelo jornal Daily Mail, descobriu que os efeitos de uma disciplina severa, como broncas verbais e até palmada, não são negativos quando compensados pela sensação de ser amado. Segundo os pesquisadores, ser punido durante a infância dificilmente leva a um comportamento antissocial, desde que a criança perceba que a bronca é justa.

O uso de disciplina severa em jovens é algo controverso, pois já foi apontado que isso poderia levar a um risco maior de tendências agressivas, delinquência e hiperatividade. No entanto a nova pesquisa publicada no jornal Parenting: Science and Practice sugere que uma bronca ou um tapa podem ser moderados por um sentimento de ser amado por quem exerce a punição.

O estudo foi realizado com um grupo de adolescentes mexicanos-americanos e descobriu que a percepção de calor maternal desencorajava comportamentos antissociais, mesmo quando os pesquisados tinham sido criados sob disciplina rígida.  A médica Miguelina German, da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, explica que a “teoria do apego” prega que esse sentimento de um pai amoroso e responsável é um fator crítico para gerar felicidade e segurança nas crianças. A ideia de que os pais as amam e protegem protege as crianças contra o sentimento de rejeição, mesmo quando estão sendo disciplinadas duramente.

Segundo a especialista, o uso de disciplina rígida não leva automaticamente a um comportamento antissocial. “A relação entre os dois é condicional e está sujeita a outros fatores. Onde práticas disciplinares severas são uma norma cultural, há sempre outras influências em jogo, que pode diminuir seus danos potenciais sobre a criança”, defende.

Pesquisas anteriores já haviam sugerido que crianças criadas sob uma disciplina severa têm mais chances de se tornarem adultos ajustados. Segundo os estudos, pais que mantém um comportamento “autoritário”, mas ao mesmo tempo carinhoso, costumam criar adultos mais competentes.

Curitiba quer tornar teto verde obrigatório em edifícios

O objetivo é reduzir a poluição do ar e as ilhas de calor, facilitar drenagem da água da chuva e trazer conforto térmico e isolamento acústico para os moradores.

Teto verde em Chicago

Publicado no Catraca Livre

O vereador Professor Galdino (PSDB) apresentou um Projeto de Lei (PL) na Câmara Municipal de Curitiba que torna obrigatório os telhados verdes nos projetos dos edifícios. O objetivo é reduzir a poluição do ar e as ilhas de calor, facilitar drenagem da água da chuva e trazer conforto térmico e isolamento acústico para os moradores.

O projeto prevê que os empreendimentos residenciais ou comerciais com mais de três andares devem ter um telhado verde na cobertura. O texto também recomenda a utilização de espécies nativas e que exijam pouca quantidade de água, para evitar os mosquitos da dengue.

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação já aprovou o PL, que agora está sendo analisado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento SUstentável. O projeto ainda precisa ser votado no plenário da Câmara Municipal de Curitiba e ser sancionado pelo prefeito da cidade, Gustavo Fruet (PDT).

Se aprovada, a lei passaria a valer para os edifícios construídos após a aprovação do PL.

 

 

 

 

Saindo da tenda

Retiro carnavalesco de igreja gay proíbe “ficantes”, fofoca e álcool

Nonato Viegas, na Piauí

Na gíria mundana se diz que os gays “saem do armário”, mas no altar improvisado em um sítio na Zona Oeste do Rio lê-se “Sai da tua tenda” em letras amarelas sobre um cetim azul – as mesmas cores da Escola de Samba Unidos da Tijuca, que desfilara a 40 quilômetros dali na noite anterior àquela segunda-feira de Carnaval. A expressão é uma referência ao texto do Gênesis em que Deus manda Abraão assumir seu destino de patriarca do povo judeu, mas serve de metáfora mais terrena para definir a igreja comandada por Marcos Gladstone e Fabio Inacio.esquina_retiro_gay

“Nós estamos nos preparando para o casamento”, explica ao microfone Fabio Inacio, um pastor corpulento e carismático de 33 anos, olhos grandes, careca reluzente e sorriso debochado. Ao lado dele está o também pastor Gladstone, seu marido, um advogado de 37 anos, rosto rechonchudo e olhar tímido. Os filhos do casal, dois meninos, de 8 e 10 anos, brincam ali perto com outras crianças, indiferentes à pregação dos pais.

Mal passa das nove da manhã, mas o calor faz com que alguns dos mais de 300 fiéis que escutam os pastores se sequem com toalhinhas, enquanto outros se abanam. Nem todos conseguem lugar para sentar sob o galpão coberto de telhas de barro. Apesar disso, ninguém arreda pé do espaço que, durante os quatro dias do Carnaval, virou mais um templo da Igreja Cristã Contemporânea, a ICC, fundada por Gladstone.

“O batismo é um casamento, você é a noiva, e Jesus é o noivo. Para casar, o que você precisa é amá-lo!”, prega Inacio de forma exaltada. “Se você quer um amor de verdade”, condiciona, “fique de pé!” Um a um, os presentes vão se levantando. Uns choram. Outros tremem. Sessenta pessoas se declaram prontas para o “casamento”.

Todos os convidados pagaram 200 reais pelo pacote de quatro dias. São, na maioria, homens gays, com idades entre 25 e 40 anos. Também há no sítio pelo menos vinte crianças – filhos dos fiéis – e duas senhoras, mães de integrantes da igreja. Uma delas, que é da Igreja Universal do Reino de Deus, insiste em que se anote sua declaração: “Se não fosse a Contemporânea, não sei onde meu filho estaria hoje, noite de Carnaval.”

 

ICC foi criada em 2006 com o objetivo de acolher homossexuais, que em geral são preteridos nas denominações evangélicas convencionais. Tem cerca de 1 600 adeptos e templos no estado do Rio, em Belo Horizonte e em São Paulo. Conforme o relato de Gladstone, porém, a semente da Contemporânea foi plantada em 1999, num dos locais mais icônicos para os gays no mundo: o bairro Castro, em São Francisco, na Califórnia.

Foi ali que o hoje pastor entrou pela primeira vez num bar, na rua Castro, a convite de um amigo. Com 23 anos, evangélico desde os 14, estava noivo – de uma moça. Mal acabara de entrar, seu olhar foi atraído para dois homens de mãos dadas. Adiante, dois rapazes se beijavam. “Meu Deus! Estou em Sodoma e em Gomorra”, pensou Gladstone, antes de se virar e sair correndo. Perturbado, ele caminhou sem rumo pelas ruas onde décadas antes o ativista Harvey Milk vencera batalhas em favor dos direitos dos homossexuais. As imagens do bar se misturavam aos fantasmas que tentava exorcizar desde a adolescência. Gladstone estava ali porque acreditara que nos Estados Unidos encontraria a “libertação”, mas o que aconteceu não foi exatamente o que tinha imaginado.

Seis meses antes, no Rio, ele estava numa igreja do reteté, como os evangélicos pentecostais chamam as celebrações mais fervorosas. Nelas, “o fogo desce, o louvor sobe, o povo roda, sapateia, fala em línguas e profetiza”, segundo explicaria um seguidor da Contemporânea durante o retiro de Carnaval. Uma pregadora se aproximou dele e lançou uma profecia: “Diz o Senhor: sei das tuas lutas e prometo fazer uma grande obra na tua vida. Te enviarei aos Estados Unidos e, lá, começarei a trabalhar em ti.”

Semanas depois, Gladstone conheceu o americano que o receberia na  Califórnia, deu entrada no passaporte, comprou passagens e conseguiu visto de turista. Tudo levou menos de seis meses – um milagre. Em São Francisco, depois do momento de desespero, sentado numa das ladeiras da cidade para admirar o mar, Gladstone afirma ter finalmente ouvido a voz de Deus: “Não adianta fugir do que você é.”

 

Igreja Cristã Contemporânea é uma das maiores entre as cerca de 100 denominações evangélicas que professam a chamada teologia inclusiva – desenvolvida na Califórnia, nos anos 60, pelo reverendo Troy Perry, fundador da Igreja da Comunidade Metropolitana, que, no Rio, é uma espécie de concorrente da ICC. Para os seguidores da Metropolitana, a igreja de Gladstone e Inacio é, apesar do nome, conservadora: não é ativista, proíbe o consumo de bebida alcoólica, a ida a boates e o sexo sem amor, além de demonizar as entidades das religiões africanas. “Militamos pelos direitos humanos através do exemplo de família, da nova família”, responde Gladstone.

No retiro da Contemporânea, ninguém reclamou das regras draconianas: nada de “ficantes”; nada de agarramento em público; nada de chamar de “bicha” ou afins; bebidas alcoólicas, nem pensar; nada de fofoca; sunga e biquíni, só na piscina; e ficar nu, só no boxe do chuveiro. Não fosse o fato de serem as mulheres a organizar o futebol, e os homens, o vôlei, o retiro seria igual aos dos evangélicos convencionais. Ou quase: um dos fiéis, recém-batizado na ICC, não deixou de expressar seu próximo desejo: “Agora, para ficar completo, só me falta o outro Salvador, o Malvino.”

dica do João Marcos

Arrumar a cama faz mal à saúde

É bagunçada, mas é limpinha

É bagunçada, mas é limpinha

Thiago Perin, no Ciência Maluca

Gostou, né? Se você é daqueles que “esquecem” ou “não têm tempo” de arrumar a cama quando levantam, não precisa mais se envergonhar por isso. Pelo contrário. Quando aparecer alguém te chamando de desleixado ou preguiçoso, pode dizer, com toda a dignidade, que você está apenas cuidando da saúde.

Uma pesquisa da Universidade de Kingston, na Inglaterra, mostrou que manter a cama desarrumada é uma forma de acabar com os ácaros que vivem nela (choque-se: pode ter até um milhão e meio deles por lá). E isso ajuda a prevenir uma porção de alergias e problemas respiratórios.

Por quê? Os ácaros precisam de calor e umidade para sobreviver. E, segundo o cabeça do estudo, uma cama bagunçada tende a ser mais fria e seca do que uma cama arrumadinha, o que mata os bichos por desidratação. (Mas bagunça também tem limite: não arrumar a cama não é a mesma coisa que não trocar os lençóis nunca, viu? Aí sim os bichos se reproduzem mais e mais.)