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Narcisistas têm mais chances nas entrevistas de emprego

Estudo mostra que recrutadores são mais atraídos por este comportamento

Dr. House - divulgação

Dr. House – divulgação

Publicado em O Globo

Sabe aquela dica padrão de que numa entrevista de emprego é preciso ser humilde? Pois um estudo realizado pela Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, traz um resultado diferente e afirma que, considerando dois entrevistados de mesma qualificação, são os narcisistas que têm mais chances de se sair bem na conversa, como mostra o site Phys.org. Os resultados da pesquisa sugerem, ainda, que os candidatos de culturas que colocam maior ênfase na humildade, incluindo algumas asiáticas, podem ter mais dificuldade em conseguir um emprego na América do Norte.

“A entrevista de emprego é uma das poucas situações sociais em que o comportamento narcisista pode trazer uma boa impressão. Normalmente, as pessoas o evitam, especialmente para não se exporem demais”, afirma o professor de psicologia da Universidade e principal autor do estudo, Del Paulhus.

Durante a pesquisa, os participantes tiveram que responder um questionário para medir seu nível de narcisismo e foram filmados também. Na avaliação da gravação, os pesquisadores perceberam que os candidatos com este perfil tendem a falar de si, fazer contato visual, contar piadas e a fazer mais perguntas aos recrutadores. O estudo descobriu que as pessoas que se classificaram como narcisistas e os que tiveram este comportamento na filmagem eram vistos como mais atraentes pelos entrevistadores.

Os pesquisadores também descobriram que os participantes da herança japonesa, chinesa e coreana exibiram menores níveis de narcisismo, e eram menos propensos a serem classificados nos processos seletivos.

Paulhus diz que o estudo oferece lições importantes tanto para quem busca um emprego como para os contratantes. “Os candidatos devem se envolver com o entrevistador, continuando a se autopromover durante a conversa. Por outro lado, os entrevistadores devem olhar para além de estilo cultural e avaliar as qualificações individuais. Ao invés de focar no charme superficial, os recrutadores devem analisar o potencial dos candidatos aptos a longo prazo na organização”.

Adolescentes “sem nada para fazer” encontram bebê raptado de hospital

A pequena Victoria tinha 16 horas de vida quando foi levada dos braços da mãe. Um grupo de quatro adolescentes descobriu, graças ao Facebook, o paradeiro da mulher que a raptou

Publicado na Época

Victoria, de volta aos braços dos pais. Pelo Facebook, a mãe agradeceu às "quatro pessoas maravilhosas" que descobriram o paradeiro de sua filha (Foto: Reprodução/Facebook)

Victoria, de volta aos braços dos pais. Pelo Facebook, a mãe agradeceu às “quatro pessoas maravilhosas” que descobriram o paradeiro de sua filha (Foto: Reprodução/Facebook)

No Canadá, o rapto de um bebê foi solucionado graças ao tédio da adolescência e a uma foto compartilhada no Facebook. Tudo começou na segunda-feira (26). Naquele dia, uma mulher, vestida como enfermeira, entrou na maternidade de um hospital da cidade de Trois-Rivières, Québec. Pegou um bebê, saiu sem levantar suspeitas e embarcou em um carro vermelho com o adesivo “bebê à bordo”. O grande problema? A criança não era filha dela.

A pequena Victoria tinha apenas 16 horas de vida quando foi raptada, deixando seus pais apavorados. Segundo Mélissa McMahon, mãe da criança, a falsa enfermeira tomou Victoria de seus braços, dizendo que a menina precisava ser pesada. Nunca mais voltou. Sem conseguir encontrar a autora do crime, a polícia da cidade decidiu divulgar as imagens da câmera de segurança do hospital, mostrando fotos da mulher e do Toyota que ela dirigia. Um grupo de adolescentes viu as imagens divulgadas pelo Facebook.  Os quatro estavam entediados em casa. Decidiram sair para ajudar nas buscas. “Nós não tínhamos nada para fazer aquela noite”, disseram. “Saímos para procurar o carro vermelho”.

"Como detetives, nós somos as melhores" (Foto: Reprodução/ Facebook)

“Como detetives, nós somos as melhores” (Foto: Reprodução/ Facebook)

Os quatro saíram em busca de um carro que se encaixasse na descrição. Ao encontrar o veículo, chamaram a polícia. O palpite dos adolescentes foi certeiro – a dona do carro em questão era a enfermeira falsa. A mulher de 21 anos foi presa e Victoria retornou aos pais.

Entre o rapto e o reencontro, Victoria ficou desaparecido por três horas. Pelo Facebook, a mãe da menina agradeceu a presteza dos policiais, que foram rápidos em divulgar o alerta, e aos quatro adolescentes que encontraram sua filha: “Quatro pessoas maravilhosas, que nós tivemos a chance de conhecer, identificaram aquela mulher graças ao Facebook. São a única razão de Victoria estar nos meus braços nesse momento”.

Os quatro amigos  – Sharelle Bergeron, Marc-Andre Coté, Charlène Plante e Mélizanne Bergeron – ficaram efusivos. Sharelle Bergeron chegou a publicar uma foto no Facebook, abraçada às duas amigas, comemorando o sucesso de sua investigação: “Como detetives, nós somos as melhores”. “Salvar a vida da bela Victoria, WOW! Charlène Plante,Mélizanne Bergeron, Marc-André Côté, nós trabalhamos bem e podemos sentir orgulho”.

Prepare-se: o bolo de pizza está chegando

bolo de pizza

Publicado no Gizmodo

A foto acima mostra um sinal claro do fim da nossa civilização e os seres humanos aparentemente foram substituídos por um grupo de indivíduos imprudentes sem qualquer senso do que é bom e do que é a completa insanidade.

O Boston Pizza está perguntando aos seus clientes o que eles querem ver no cardápio de verão. Eles deram algumas opções para serem votadas: obviamente, o bolo de pizza está vencendo de longe, mas só estará disponível para o Canadá. No entanto, não é preciso ser um gênio para prever que milhões de outras pizzarias passarão a copiar a ideia. É o alimento perfeito para que todos engordem e fiquem loucos ao mesmo tempo.

Como seria estar por trás dos olhos de um autista?

Gustavo Serrate, no Obvious

“O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar” – conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o video interativo “Carly’s Café”, no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um.

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Lê se na tela de um computador: “Meu nome é Carly Fleischmann e desde que me lembro, sou diagnosticada com autismo”, a digitação é lenta, a idéia não é concluída sem algumas interrupções, é assim que Carly trava contato com o mundo. Carly é uma adolescente de Toronto, Canadá, e atravessou uma batalha na vida. Ajudada pelos pais, ela conseguiu superar a barreira máxima do isolamento humano.

“Quando dizem que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você levasse um chute no estômago”, diz o pai de Carly. Ela tem uma irmã gêmea que se desenvolvia naturalmente, e aos dois anos, ficou claro que havia algo de errado. Ela estava imersa no oceano de dados sensoriais bombardeando seu cérebro constantemente. Apesar dos esforços dos pais, pagando profissionais, realizando tratamentos, ela continuava impossibilitada de se comunicar e de ter uma vida normal. O pai de Carly explica que ela não era capaz de andar, de sentar, e todos doutores recomendavam: “Você é o pai. Você deve fazer o que julgar necessário para esta criança”.

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Eram cerca de 3 ou 4 terapeutas trabalhando 46 horas por semana. Os terapeutas acreditavam que Carly fosse mentalmente retardada, portanto, sem esperanças de algum dia sair daquele estado. Amigos recomendavam que os pais parassem o tratamento, pois os custos eram muito altos. O pai de Carly, no entanto, acreditava que sua criança estava ali, perdida atrás daqueles olhos: “Eu não poderia desistir da minha filha”.

Subitamente aos 11 anos algo marcante aconteceu. Ela caminhou até o computador, colocou as mãos sobre o teclado e digitou lentamente as letras: H U R T – e um pouco depois digitou – H E L P. Hurt, do inglês “Dor”, e Help significa “Socorro”. Carly nunca havia escrito nada na vida, nem muito menos foi ensinada, no entanto, foi capaz de silenciosamente assimilar conhecimento ao longo dos anos para se comunicar, usando a palavra pela primeira vez, em um momento de necessidade extrema. Em seguida, Carly correu do computador e vomitou no chão. Apesar do susto, ela estava bem. “Inicialmente nós não acreditamos. Conhecendo Carly por 10 anos, é claro que eu estaria cético”, disse o pai.

Os terapeutas estavam ansiosos para ver provas e os pais incentivavam Carly ao máximo para que ela se comunicasse novamente. O comportamento histérico de Carly permanecia exatamente como antes e ela se recusava a digitar. Para força-la a digitar, impuseram a necessidade. Se ela quisesse algo, teria que digitar o pedido. Se ela quisesse ir a algum lugar, pegar algo, ou que dissessem algo, ela teria que digitar. Vários meses se passaram e ela percebeu que ao se comunicar, ela tinha poder sobre o ambiente. E as primeiras coisas que Carly disse aos terapeutas foi “Eu tenho autismo, mas isso não é quem eu sou. Gaste um tempo para me conhecer antes de me julgar”.

A partir dai, como dizem os pais, Carly “encontrou sua voz” e abriu as portas de sua mente para o mundo. Ela começou a revelar alguns mistérios por trás do seu comportamento de balançar os braços violentamente, e de bater a cabeça nas coisas, ou de querer arrancar as roupas: “Se eu não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se eu pudesse parar eu pararia, mas não tem como desligar. Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu estivesse travando uma luta contra o meu cérebro”. Continue lendo