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Ursinho de brinquedo leva mensagem da família para crianças internadas

Elielson Ferreira Matos, 5, ouve mensagem em seu ursinho

Elielson Ferreira Matos, 5, ouve mensagem em seu ursinho

Cláudia Collucci, na Folha de S.Paulo

Ao apertar a mão do ursinho, Elielson, 5, sorri: dali sai a voz carinhosa da madrinha Imia dizendo que sente saudade e que deseja que ele melhore e volte logo para casa.

Diagnosticado com leucemia aos 47 dias de nascimento, o menino já passou por várias internações. Ele recebeu transplante de medula óssea em fevereiro, contraiu infecção e segue internado.

Elielson é uma das crianças internadas no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), referência em oncologia infantil, que ganharam ursinhos especiais. Eles receberam um equipamento que recebe mensagens de áudio, mandadas via WhatsApp, e caixas de som. Um mecanismo liga a mão dos bichinhos ao dispositivo, liberando as mensagens armazenadas.

Cada criança tem um número, passado aos familiares. Foi por meio dele que Elielson conversou com a madrinha, que mora em São Luís.

“Ele adora o ursinho, não larga por nada. Toda hora ouve as mensagens”, diz a mãe, Cleudiana Ferreira, 33, que deixou outros dois filhos, de 7 e 14 anos, no Maranhão aos cuidados de familiares.

Segundo a oncologista pediátrica Claudia Teresa de Oliveira, chefe da pediatria do hospital, a ideia do ursinho “high tech” surgiu como forma de diminuir a solidão das crianças internadas, que ficam isoladas do resto da família durante o tratamento.

“Recebemos muitas crianças de outros Estados. São famílias carentes, que não têm acesso à tecnologia. Para elas, o ursinho alegra o dia, ameniza o efeito hospital.”

Com o projeto, o hospital incentiva que familiares e amigos enviem mensagens. “O carinho faz uma enorme diferença na recuperação da criança. Não conseguimos medir em números, mas a melhoria do bem-estar delas é visível”, diz a médica.

No Instituto da Criança do HC da USP, as crianças se conectam com os familiares por meio do Facebook, nos computadores existentes nas cinco brinquedotecas.

O instituto ainda ampliou o horário de visitas até a noite. “Nos próximos meses, vamos liberar para que o familiar venha a hora que quiser”, diz a coordenadora de humanização, Jaqueline Lara.

Duas vezes por mês, as crianças recebem a visita de cães. “Uma criança viu pela primeira vez um cão aqui. Ela nasceu na maternidade e ficou quatro anos internada.”

No Hospital de Câncer de Barretos também há várias ações para amenizar o sofrimento dos pequenos, como a quimioteca, que oferece jogos e brinquedos durante as sessões de quimioterapia.

O hospital também é pioneiro no modelo de atender a criança e acolher a família. “O paciente fica no apartamento com um parente e a família se hospeda nos alojamentos no entorno do hospital”, afirma Henrique Prata, presidente da instituição.

No caso de crianças em fase de cuidados paliativos, toda a família fica hospedada em apartamentos na unidade infanto-juvenil. “Não importa se a família é grande ou pequena. Hospedamos todos, pai, mãe e filhos”, afirma.

Junto com a mãe, Andreia Aparecida Silva Rocha, Francisco, grava mensagem para o irmão que está internado

Junto com a mãe, Andreia Aparecida Silva Rocha, Francisco, grava mensagem para o irmão que está internado

LIGA, RONILDO
O ursinho distribuído a 30 crianças no Hospital Amaral Carvalho foi criado em parceria com a FOM, fabricante de travesseiros, almofadas e brinquedos antialérgicos.

Ele recebeu o nome de “Elo”–por ter a função de ligar as crianças às pessoas que mais amam. Mas nem sempre atinge esse objetivo.

Ao final da entrevista, Cleudiana, mãe de Elielson, manda um recado para o pai do garoto: “Ronildo, liga para saber do teu filho. Ele está com saudade, pergunta onde você está”. Ela não tem notícias do ex-marido desde fevereiro.

Veja o vídeo das crianças com o urso Elo:

Brasileira homenageia pai morto com vídeo de viagem planejada pelos dois

Ela pediu que anônimos pelo mundo falassem o nome de seu pai.
Vídeos vieram de países que eles queriam visitar antes de ele ter câncer.

Paula Arnoso com seu pai, Emanuel, que morreu de câncer (foto: Arquivo pessoal/Paula Arnoso)

Paula Arnoso com seu pai, Emanuel, que morreu de câncer (foto: Arquivo pessoal/Paula Arnoso)

Flávia Mantovani, no G1

No ano passado, Paula Arnoso e seu pai, Emanuel, fizeram uma lista dos 18 países para onde gostariam de viajar juntos. Mas um câncer descoberto por Emanuel já na fase terminal – e que o levou à morte em menos de um mês – interrompeu os planos dos dois em fevereiro deste ano.

Paula resolveu, então, realizar o sonho deles de uma forma diferente. Com a ajuda de desconhecidos, a profissional de marketing de 23 anos fez um vídeo reunindo pessoas em vários países falando a mesma frase, em seu idioma natal: “Manu, estou aqui” (Manu era o apelido de seu pai).

Para chegar a essas pessoas, Paula contou com a ajuda de amigos que viajam frequentemente ou que moram fora do país. Também escreveu para desconhecidos que encontrava em redes sociais, moradores dos países de sua lista, pedindo uma colaboração.

Em uma semana, chegaram 80 vídeos. “Fiquei surpresa de ver que tanta gente ajudou mesmo sem me conhecer. Muita gente se emocionou e me escreveu”, disse ela ao G1.

‘Sonhos na gaveta’

Gerente em uma empresa de telefonia aposentado, Emanuel descobriu o câncer já na fase de metástase, aos 63 anos, no dia 27 janeiro deste ano. Vinte e três dias depois, morreu.

Apesar de se interessar por vários lugares do mundo, tinha muito medo de voar de avião e só havia saído do país uma vez, para ir ao Paraguai. “Ele tinha medo de se arriscar, não tinha coragem de fazer as viagens. Morei em Londres em 2012 e só minha mãe foi me visitar, ele não conseguiu ir”, conta Paula.

A ideia de fazer o vídeo veio com a dica de uma amiga, que sugeriu que ela participasse de um concurso sobre vídeos inspiradores. Devido ao prazo do concurso, foi tudo feito em duas semanas.

Dos 18 lugares da lista, ela só não conseguiu vídeos na Antártica. “Mas consegui colaborações de lugares como Madagascar, Trinidad e Tobago… Não achei que conseguiria tanto material”, diz ela.

Trechos do vídeo em que desconhecidos homenageiam Manu, o pai de Paula Arnoso (foto: Reprodução/Youtube/Paula Arnoso)

Trechos do vídeo em que desconhecidos homenageiam Manu, o pai de Paula Arnoso (foto: Reprodução/Youtube/Paula Arnoso)

Segundo Paula, além de homenagear o pai, a ideia é incentivar as pessoas a realizarem seus desejos. “Quero mostrar que os sonhos não podem ficar guardados na gaveta, que as pessoas deveriam viver seus planos, como meu pai não teve tempo de viver”, diz.

Menino de 4 anos morre após completar ‘lista de desejos’

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Publicado no G1

Um menino britânico de quatro anos que foi diagnosticado com um tumor no cérebro morreu na terça-feira após conseguir realizar sua lista de desejos.

Em fevereiro, ele recebeu a visita de Gary Barlow, vocalista do grupo pop britânico Take That, e uma mensagem de vídeo gravada pelo ator Matt Smith, que durante anos interpretou o personagem principal da famosa série britânica Dr. Who.

O menino, que tinha um irmão gêmeo, também realizou o desejo de ‘dirigir’ um caminhão de bombeiro e ter uma festa de Natal e aniversário antecipada.

Jack Robinson foi levado ao hospital de Southampton às pressas em janeiro depois de ficar sonolento e com as pupilas dilatadas.

Uma tomografia acusou o câncer no cérebro e médicos realizaram uma operação de cinco horas, tendo conseguido remover 40% do tumor.

Seis dias mais tarde a equipe médica deu a Jack apenas 5% de chance de sobrevivência após concluir que o resto do tumor não poderia ser removido.

Jack tinha como último desejo a vista do cantor Gary Barlow (Foto: BBC)

Jack tinha como último desejo a vista do cantor Gary
Barlow (Foto: BBC)

Ele foi submetido a tratamentos com quimioterapia e radioterapia, mas não resistiu.

Em sua conta no Twitter, Barlow pediu a todos que fizessem uma oração por Robinson. ‘Que menino corajoso’, disse ele.

Pelo Facebook, sua mãe Marie, de 41 anos, agradeceu o apoio e disse que ele terá um enterro muito especial.

Cerveja ajuda a prevenir câncer

foto: flickr.com/philliecasablanca

foto: flickr.com/philliecasablanca

Carol Castro, no Ciência Maluca

Não comemore antes da hora. Não vai funcionar se você tomar a cerveja. A ideia é usá-la como caldo, para temperar carnes de churrasco. Aí, sim, a bebida pode ajudar na prevenção de câncer colorretal (no intestino grosso e reto).

É que quando assada em altas temperaturas, como acontece em churrascos, a carne forma hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs). Acredita-se que essa substância, também encontrada na fumaça do cigarro, seja cancerígena.

E para entender os benefícios de marinar carnes na cerveja, um grupo de pesquisadores da Universidade do Porto mergulhou carne de porco em três tipos de cerveja: escura, alcóolica e sem álcool. Aí avaliaram o nível de PAHs em cada amostra. A cerveja preta apresentou os melhores resultados: reduziu a quantidade da substância em até 50%.

Se for aproveitar o fim de semana para fazer um churrasco, vale se lembrar dessa pesquisa.

Associação Médicos de Cristo apóia a campanha de vacinação contra HPV

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O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização amplia o Calendário Nacional de Vacinação com a introdução da vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV) no SUS, para prevenção do câncer do colo do útero.

O câncer do colo do útero é uma doença grave e pode ser uma ameaça à vida. No Brasil, é a segunda principal causa de morte por câncer em mulheres. Os subtipos HPV 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero em todo o mundo e ambos estão incluídos na vacina quadrivalente contra HPV. O câncer de colo uterino determina um número de anos de vida perdidos que é superior aos determinados pela AIDS, tuberculose ou pelos cânceres de mama, pulmão ou estômago.

A elevada prevalência da infecção é que faz do HPV um problema de grande impacto em saúde pública.

Sendo as vacinas contra o HPV a única forma eficaz de prevenção primária. a vacinação de meninas pré-púberes justifica-se não só por se tratar de um grupo não-infectado pelo HPV, mas também por oferecer o máximo de proteção durante a adolescência, período de maior risco de aquisição e persistência de infecção.

Para que as adolescentes (entre 11 e 13 anos de idade) estejam devidamente protegidas contra o câncer do colo do útero, deverão tomar três doses da vacina contra HPV.

Desde 2006 a ANVISA liberou no Brasil a vacina contra HPV para ser utilizada em mulheres, com idade entre 9 e 26 anos e somente oito anos mais tarde ela é disponibilizada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e Escolas Públicas e Privadas, podendo agora beneficiar adolescentes em todo o Brasil, independentemente de sua condição social e econômica. É direito social evidenciado para aqueles que nunca teriam tal oportunidade.

Entendemos que a disponibilização desse recurso é fruto de intensas pesquisas em prol da defesa da vida, uma vez que o câncer de colo do útero manifesta-se a partir da faixa etária de 25 a 29 anos, aumentando seu risco até atingir o pico na faixa etária de 50 a 60 anos, deixando muitas famílias privadas de suas mães, irmãs, tias, avós, além de muitos órfãos.

Cremos que em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Col. 2:3) e que aprouve a Ele liberar esse conhecimento para proteção de milhões de adolescentes nos nossos dias.

dica do Caio César Marçal