Gentileza gera gentileza

gentil

Maurício Zágari

Tenho uma tristeza em meu coração que cresce a cada dia, mas já falo sobre isso. Antes permita-me trazer à memória uma recordação de infância. Lembro-me de quando era criança e, no caminho para a escola, passava por baixo do agora demolido elevado da Perimetral, na região do cais do porto do Rio de Janeiro. Pela janela do ônibus eu constantemente via uma figura solitária, que estava sempre presente: um senhor idoso, de barbas grandes e roupas extravagantes, que escrevia palavras nas pilastras do enorme viaduto. Eu não sabia na época, mas aquele homem, chamado José Datrino, viria a ser conhecido como “Profeta Gentileza”. Não tenho como contar sua história neste post, mas se desejar saber mais sobre essa figura icônica do Rio dos anos 1980, pode ler mais AQUI. Enfim, o que chamava atenção nas suas inscrições era que ele escrevia muitas frases desconexas, mas uma expressão nunca faltava: “Gentileza gera gentileza”. Em meio aos seus devaneios, provavelmente aquele homem não sabia que estava dizendo uma verdade bíblica; verdade essa replicada em passagens como:

“A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15.1);

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venhama ser filhos de seu Pai que está nos céus” (Mt 5.43-45);

“Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; ao contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança” (1Pe 3.9);

“Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios” (Rm 12.10);

“Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior.Não sejam sábios aos seus próprios olhos.  Não retribuam a ninguém mal por mal” (Rm 12.15-17).

“O seu falar seja sempre agradável e temperado comsal, para que saibam como responder a cada um” (Cl 4.6).

E por aí vai.

A tristeza que carrego em meu coração é por ver que a sociedade em que vivo está muito distante do ideal do Profeta Gentileza. Que, como vimos, reflete os ideais das Escrituras sagradas. E me refiro à sociedade como um todo: cristãos e não cristãos. Sinceramente, não sei o que está acontecendo ou como chegamos a esse ponto: vejo meus irmãos em Cristo refletirem uma agressividade difícil de compreender. É como se xingar, ofender e não perdoar tivessem se tornado virtudes do evangelho. Sei que já falei sobre este tema aqui no APENAS, mas a cada novo dia vejo tantas situações que me assombram quanto a isso que não tenho como deixar para lá.

gentileza2Acabei de ler um livro que fala exatamente sobre esta questão: a importância da gentileza no trato com quem discorda de nós. Não posso dizer o nome do livro nem o autor, por haver questões éticas envolvidas, mas posso relatar que é uma obra que mostra como a forma que tratamos quem discorda de nós é tão ou mais importante do que os argumentos que apresentamos. Isso se aplica a qualquer circunstância da vida: evangelismo, discussão apologética ou no simples trato diário. A conclusão é simples e óbvia, mas parece que nos esquecemos disso, sabe-se lá por quê: se pregamos as verdades do evangelho com agressividade, ofensas, sarcasmo e outras formas horríveis de se comportar, nosso procedimento desqualifica aquilo que dizemos. Isso está errado, muito errado, e precisamos urgentemente resgatar a vivência da gentileza na nossa rotina. Devemos tratar quem diverge de nós com afeto. É indispensável que sejamos corteses e gentis com quem não acredita no que acreditamos ou mesmo com quem acredita mas comete erros. Temos de ser menos implacáveis. Caso contrário, nossas palavras serão cristãs, mas nosso comportamento será diabólico.

Em grande parte, a culpa disso é de certos líderes. Pessoas que se posicionam com palavras agressivas de quem discorda de si, que usam de sarcasmo, ofensas, ódio… e muitos de nós, por admirarmos tais líderes, achamos que esse comportamento é válido. Se é o seu caso, escute: NÃO É. Esses líderes estão errados. Muito errados. Totalmente errados. E não devemos imitá-los. Se um líder cristão usa termos ofensivos para se referir a quem discorda dele em questões político-partidárias, doutrinárias ou teológicas, ele não está seguindo o exemplo de Cristo. Temos de ser mansos e humildes de coração. Temos de temperar nossas palavras com sal. Cristãos agressivos não são sal da terra e luz do mundo, são insossos e trevas. Desculpe ser tão incisivo, mas essa é verdade. Muitas vezes o mundo nos acusa de destilar ódio, e muitas vezes o mundo acerta ao afirmar isso, pois temos, sim, sido odiosos em muitas situações.

As últimas eleições revelaram o pior de nós. Fiquei estarrecido de ver como muitos cristãos se posicionaram nas redes sociais. Na verdade, fiquei envergonhado. Tive vontade de gritar: “Eu concordo com o que eles dizem mas discordo totalmente da forma como dizem! Esse temperamento explosivo e esse comportamento odioso não me representa!”. Recentemente, vi no facebook pessoas se referirem a uma cantora evangélica com adjetivos inacreditáveis pelo fato de ela ter cometido uma gafe durante uma pregação (detalhe: posteriormente, ela se retratou e pediu perdão). Li cristãos chamarem essa irmã em Cristo de “boçal”, “idiota” e outras coisas do gênero, sem perceber que estavam agindo de modo absolutamente anticristão na escolha de suas palavras e no ódio que transmitiam. E, se dos lábios sai o que está cheio o coração, o que esse tipo de verborragia revela sobre o nosso coração?

Meu irmão, minha irmã, precisamos parar e refletir sobre como temos nos comportado, o que temos falado, como temos nos sentido com relação a quem discorda de nós. E isso em todas as arenas: político-partidária, doutrinária, teológica, pessoal, profissional, ministerial… não importa. Ou amamos de fato em nosso modo de nos relacionarmos ou para nada mais servirmos exceto para sermos jogados fora e pisados pelos homens. Não importa como os outros se comportam, importa como VOCÊ se comporta. Faça sua parte. Não conseguiremos mudar toda uma multidão raivosa, mas se você conseguir mudar a si mesmo, repensar como tem se posicionado e deixar a agressividade para viver a gentileza que gera gentileza… os céus se alegrarão e os anjos farão festa. Ser um cristão agressivo é uma contradição. Perceber o erro, arrepender-se e mudar de rumo é o evangelho em sua essência. O que você prefere ser, uma contradição mundana ou um exemplo do que o evangelho pode fazer?

gentileza4Faça sua parte. Repense sua forma de falar e se relacionar. Se perceber que não tem sido tão gentil como Cristo seria, sugiro humildemente que procure se reinventar. Ore pelos que erram ao abraçar a agressividade achando que Deus se agrada disso. Compartilhe essa ideia, passe adiante esses valores. E que o Senhor nos ajude a sermos um corpo formado por membros amorosos, graciosos, compassivos, misericordiosos, pacíficos e pacificadores, amáveis, bondosos, com domínio próprio e mansos. Sejamos menos punhos cerrados e mais corações abertos. Sejamos cristãos.

fonte: Blog Apenas

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Jô Soares voltou. Veja 7 piadas dele sobre a “própria morte”

De volta ao ‘Programa do Jô”, apresentador brincou com as mentiras inventadas a seu respeito durante internação

foto: Francisco Cepeda / AgNews
foto: Francisco Cepeda / AgNews

Luisa Migueres, no Terra

Se ainda havia alguma dúvida sobre a recuperação do apresentador Jô Soares, que passou cerca de um mês internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta segunda-feira (8) ela foi esclarecida. De volta à Rede Globo para gravar seu primeiro Programa do Jô desde que recebeu alta, o humorista aproveitou a gravação para agradecer o carinho que recebeu dos fãs e fazer piada com os boatos sobre a sua morte.

No palco, Jô foi ovacionado pela plateia e aplaudido de pé assim que entrou no estúdio. Visivelmente mais magro – Jô perdeu 9kg durante a internação – ele foi recebido com carinho por seus entrevistados, o ator Chay Suede, o historiador Marco Antônio Villa e o ufólogo Chico Penteado, além do seu sexteto de músicos. Antes de soltar seu famoso “beijo do gordo” ao fim da gravação, o apresentador fez questão de encaixar piadas sob medida sobre os rumores que envolveram sua pneumonia:

1. “Vale a pena morrer só pra ver isso”
Emocionado com as demonstrações de carinho que recebeu enquanto estava internado. “Eu recebi um banho de carinho. Foram mais de 3 mil mensagens, desejando a minha recuperação”, lembrou o apresentador. Depois de agradecer o sexteto e seus telespectadores, Jô brincou, dizendo que valeria a pena morrer para sentir o quanto é querido.

2. “Minha internação renderia um livro”
Divertindo-se com a quantidade de boatos que surgiram sobre seu diagnóstico, Jô citou uma série de doenças que teriam sido atribuídas a ele, como ” espinhela caída, andaço, dor incausada, quebranto e beribéri”. Tudo menos a verdadeira, pneumonia, que ele fez questão de explicar que é curada com o uso de antibiótico.

3. “Só uma pessoa não se manifestou, a Dona Lúcia, do Felipão e do Parreira”
Como esquecer a cartinha enviada pela Dona Lúcia ao ex-técnico da Seleção Brasileira depois do vexame contra a Alemanha durante a Copa? Jô aproveitou a piada pronta para dizer que sentiu falta de uma mensagem da “brasileira anônima”, que se dizia não muito conhecera de futebol, mas profunda admiradora da integridade e competência de Luiz Felipe Scolari. “Tudo vai passar e ficará bem”, diria a senhora.

4. “Disseram que eu tive uma parada cardíaca depois da morte”

Mais uma das notícias falsas e absurdas serviu de piada para Jô. “Entre todas as doenças que me atribuíram, teve uma que, com certeza, ganhou o prêmio de originalidade: disseram que eu havia sofrido uma parada cardíaca depois de morto. Quer dizer, virei zumbi”, brincou o apresentador, que ainda imitou um morto-vivo.

5. “Só espero que meu obituário seja solto em 20 anos”
Entre as falsas notícias que saíram a seu respeito, Jô ponderou pelo menos alguns obituários traziam belos textos sobre sua carreira. No entanto, ele espera que o público se emocione com sua trajetória só daqui duas décadas.

6. Pelo menos um café
“Um repórter ligou para o Drauzio perguntando se valia a pena mandar equipe para cobrir minha saída do hospital. Ele disse que sim, e que tinha um botequim servia um café ótimo atrás do hospital. Eu já estava em casa”, ainda brincou o apresentador, que na ocasião havia saído pela porta dos fundos do Sírio-Libanês, sem atrair atenção dos carros de emissoras estacionados na porta principal.

7. “Imagina se o Drauzio fosse ginecologista. Eu teria sofrido um aborto”
Muitos veículos divulgaram, erroneamente, que Jô estaria com câncer no pulmão, o que justificaria o envolvimento do Dr. Drauzio Varella no caso, famoso por tratar pacientes que sofrem da doença. O que ninguém sabia era que os dois são amigos de longa data, por isso o humorista aproveitou para fazer a melhor piada da noite. A plateia foi abaixo.

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Nunca é tarde para tentar de novo

persistir

Ricardo Gondim

São doces as memórias que me devolvem aos meus verdes anos. Não me refiro aos anos imateriais, quando eu nada percebia da vida. Falo da infância que me viu menino e tão cheia de boas recordações. Cresci rodeado por um amor materno que precisei conjugar no plural. Minha história foi protegida pelo carinho de quatro mulheres. Vovó Maria Cristina, tia Nelma e tia Deta partilharam com a mamãe o sagrado sacerdócio de tecer os primeiros fios da minha humanidade. Eu, que já conversei com muitos outros filhos, nunca encontrei alguém mais bem-aventurado. A vida me galardoou com uma equipe maternal.

Estou separado delas – três morreram e tia Nelma se mudou para a Suécia, nos confins da terra. Sem elas, me sinto órfão, a vagar por cenários áridos. Vez por outra, evoco o nome de cada uma como se fossem santas padroeiras. Assim como me protegeram de maus augúrios, falo nelas no esforço de sustentar a minha esperança.

As quatro encarnaram a autêntica mulher nordestina. Mesclaram ternura com firmeza; driblaram tanto a inclemência dos trópicos como a estupidez da cultura machista; misturaram ao longo da vida, carinho com determinação e rebeldia com afeto. Em noites insones, penso nelas e a minha alma cansada refrigera. Não raro, confundo o travesseiro com o regaço da tia Deta. Não sei como lidar com a saudade da vovó Maria Cristina. Ela era alta – por dentro e por fora. Mesmo depois que caiu e precisou se apoiar em uma bengala, continuou dona de sua beleza agreste e altiva.

Vovó nunca aceitou cabrestos de ninguém. Guardo o dia em que ela me deixou estupefato. Em uma manhã claríssima, em que o azul do céu parecia desbotado, eu batizava algumas pessoas em uma lagoa bem pequena em Fortaleza. De repente, notei uma senhora caminhando em minha direção. Era ela. A lama parecia não incomodar tanto seu claudicar vagaroso. Ela me deu a mão e sem titubear, disparou: Ricardo, quero ser batizada. Tremi. Não era um pedido, mas uma ordem.

Hoje estou certo: naquele instante todos os querubins silenciaram no céu. Obedeci. Enquanto recitava as palavras batismais, o ar parecia pesado – uma glória nos envolveu com todo o peso da eternidade – eu selava um rito de passagem sagrado. Minha avó se decidira como seguidora do Nazareno. Sei que o universo prestou reverência à mulher que ousava assumir outro caminho, com oitenta e dois anos de idade. Ela não se sentia velha demais para recomeçar. Seu legado me anima e inspira. Se hesito e penso em abandonar a ladeira íngreme da vida, volto àquela manhã e repito para mim mesmo: Nunca é tarde para tentar de novo.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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Dormir abraçado faz bem para o relacionamento

foto: flickr.com/93963757@N05
foto: flickr.com/93963757@N05

Carol Castro, na Superinteressante

Nada de roncar e dormir que nem criança. Os minutos pós-sexo são cruciais para determinar a felicidade no relacionamento. E quanto mais carinho melhor.

É o que diz um estudo de pesquisadores da Universidade de Toronto. Eles entrevistaram 335 pessoas para saber quanto tempo costumavam trocar carinhos após o sexo. A maioria dos entrevistados passava 15 minutos nessa.

Num segundo momento, convidaram outras pessoas e, para metade delas, fizeram um desafio: passar mais tempo do que a média trocando carícias (conversar de conchinha, beijar ou abraçar) com o parceiro depois do sexo. Três meses depois, o grupo dos carinhosos se mostrou mais satisfeito com a vida sexual e com o relacionamento.

“Quando as pessoas pensam em sexo, elas tendem a focar mais no ato em si ou no orgasmo”, diz Amy Muise, autor da pesquisa. “Esse estudo sugere que outros aspectos afetivos do sexo são importantes para a satisfação com o relacionamento e o sexo”.

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Campanha faz cadelinha abandonada receber carinho de diversas pessoas na rua

Publicado no Irado Rox

Depois de ter sido maltratada, abandonada e ficado desnutrida, a cadelinha Pat viu de perto como é o lado ruim de um ser humano.

A ONG MaxMello, defensora dos animais, resolveu fazer uma campanha para mostrar a Pat que existem pessoas boas no mundo, e que nem todos são iguais. Eles a levaram para a rua e fizeram com que ela recebesse carinho o dia inteiro, de diversas pessoas.

Dava pra ver no seu rosto que ela estava feliz. Assista!

Para incentivar as pessoas, a ONG colocou placas com dizeres: “Pat já conheceu o lado mau do ser humano. Mostre para ela o lado bom – Faça um carinho!”. Será que dava pra resistir?

Além de ajudar a Pat, a ONG também incentivou as pessoas a cuidarem dos seus animais e até mesmo adotar os que estão na rua. Atualmente, a MaxMello trabalha diariamente com mais de 320 cães, 18 gatos e até mesmo 2 porquinhas. A campanha de ajuda é essencial, já que a instituição não tem muitos recursos para abrigar todos esses animais.

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