Arquivo da tag: carro

Políticos frequentam drive-thru de oração em Brasília, diz pastor

drive1Fernando Moreira, no Page Not Found

O músico Júlio Duarte de Souza, de 30 anos, enviou ao PAGE NOT FOUND o relato abaixo. O morador de Brasília registrou com câmera a atividade em um drive-thru de oração na capital federal. Ele chegou até a entrevistar um pastor no local:

“Que sanduíche, que nada! A moda agora na nossa capital federal é o Drive-Thru de oração. Tudo porque a Igreja Universal do Reino de Deus de Brasília resolveu inovar nos serviços prestados aos fiéis. Desde o início do mês, quem passa de carro pela EQS 212/213, Área Especial, na Asa Sul do Distrito Federal, pode receber bênçãos ali mesmo, sem sair do veículo. É coisa rápida: você para o carro, o pastor se aproxima, pede pra você colocar a cabeça pra fora da janela, ele te benze, te entrega um papel com umas orações e você segue o seu caminho. Tudo isso sem pagar nada!”

“De acordo com um pastor que não quis se identificar, a tenda do Drive Thru de Orações funciona das 8h às 20h, de domingo a domingo, atende a mais de 400 motoristas por dia e por enquanto o serviço ainda não é cobrado. ‘É uma promoção para os fiéis’, disse ele. Ainda segundo informações do pastor, em horário de pico rolam até uns engarrafamentos. Vários parlamentares já foram vistos no local recebendo suas bênçãos, mas o tal pastor achou melhor não citar o nome de nenhum”.

fotos: Júlio Duarte de Souza

fotos: Júlio Duarte de Souza

‘O empregado tem carro e anda de avião. Estudei pra quê?’

Se você, a exemplo dos professores que debocharam de passageiro “mal-vestido” no aeroporto, já se fez esta pergunta, parabéns: você não aprendeu nada

Matheus Pichonelli , na Carta Capital

Professora universitária faz galhofa diante do rapaz que foi ao aeroporto sem roupa de gala. É o símbolo do país que vê a educação como fator de distinção, e não de transformação

Professora universitária faz galhofa diante do rapaz que foi ao aeroporto sem roupa de gala. É o símbolo do país que vê a educação como fator de distinção, e não de transformação

O condômino é, antes de tudo, um especialista no tempo. Quando se encontra com seus pares, desanda a falar do calor, da seca, da chuva, do ano que passou voando e da semana que parece não ter fim. À primeira vista, é um sujeito civilizado e cordato em sua batalha contra os segundos insuportáveis de uma viagem sem assunto no elevador. Mas tente levantar qualquer questão que não seja a temperatura e você entende o que moveu todas as guerras de todas as sociedades em todos os períodos históricos. Experimente. Reúna dois ou mais condôminos diante de uma mesma questão e faça o teste. Pode ser sobre um vazamento. Uma goteira. Uma reforma inesperada. Uma festa. E sua reunião de condomínio será a prova de que a humanidade não deu certo.

Dia desses, um amigo voltou desolado de uma reunião do gênero e resolveu desabafar no Facebook: “Ontem, na assembleia de condomínio, tinha gente ‘revoltada’ porque a lavadeira comprou um carro. ‘Ganha muito’ e ‘pra quê eu fiz faculdade’ foram alguns dos comentários. Um dos condôminos queria proibir que ela estacionasse o carro dentro do prédio, mesmo informado que a funcionária paga aluguel da vaga a um dos proprietários”.

Mais à frente, ele contava como a moça havia se transformado na peça central de um esforço fiscal. Seu carro-ostentação era a prova de que havia margem para cortar custos pela folha de pagamento, a começar por seu emprego. A ideia era baratear a taxa de condomínio em 20 reais por apartamento.

Sem que se perceba, reuniões como esta dizem mais sobre nossa tragédia humana do que se imagina. A do Brasil é enraizada, incolor e ofuscada por um senso comum segundo o qual tudo o que acontece de ruim no mundo está em Brasília, em seus políticos, em seus acordos e seus arranjos. Sentados neste discurso, de que a fonte do mal é sempre a figura distante, quase desmaterializada, reproduzimos uma indigência humana e moral da qual fazemos parte e nem nos damos conta.

Dias atrás, outro amigo, nascido na Colômbia, me contava um fato que lhe chamava a atenção ao chegar ao Brasil. Aqui, dizia ele, as pessoas fazem festa pelo fato de entrarem em uma faculdade. O que seria o começo da caminhada, em condições normais de pressão e temperatura, é tratado muitas vezes como fim da linha pela cultura local da distinção. O ritual de passagem, da festa dos bixos aos carros presenteados como prêmios aos filhos campeões, há uma mensagem quase cifrada: “você conseguiu: venceu a corrida principal, o funil social chamado vestibular, e não tem mais nada a provar para ninguém. Pode morrer em paz”.

Não importa se, muitas e tantas vezes, o curso é ruim. Se o professor é picareta. Se não há critério pedagógico. Se não é preciso ler duas linhas de texto para passar na prova. Ou se a prova é mera formalidade.

O sujeito tem motivos para comemorar quando entra em uma faculdade no Brasil porque, com um diploma debaixo do braço, passará automaticamente a pertencer a uma casta superior. Uma casta com privilégios inclusive se for preso. Por isso comemora, mesmo que saia do curso com a mesma bagagem que entrou e com a mesma condição que nasceu, a de indigente intelectual, insensível socialmente, sem uma visão minimamente crítica ou sofisticada sobre a sua realidade e seus conflitos. É por isso que existe tanto babeta com ensino superior e especialização. Tanto médico que não sabe operar. Tanto advogado que não sabe escrever. Tanto psicólogo que não conhece Freud. Tanto jornalista que não lê jornal.

Função social? Vocação? Autoconhecimento? Extensão? Responsabilidade sobre o meio? Conta outra. Com raras e honrosas exceções, o ensino superior no Brasil cumpre uma função social invisível: garantir um selo de distinção.

Por isso comemora-se também à saída da faculdade. Já vi, por exemplo, coordenador de curso gritar, em dia de formatura, como líder de torcida em dia de jogo: “vocês, formandos, são privilegiados. Venceram na vida. Fazem parte de uma parcela minoritária e privilegiada da população”; em tempo: a formatura de um curso de odontologia, e ninguém ali sequer levantou a possibilidade de que a batalha só seria vencida quando deixássemos de ser um país em que ter dente é, por si, um privilégio.

Por trás desse discurso está uma lógica perversa de dominação. Uma lógica que permite colocar os trabalhadores braçais em seu devido lugar. Por aqui, não nos satisfazemos em contratar serviços que não queremos fazer, como lavar, passar, enxugar o chão, lavar a privada, pintar as unhas ou trocar a fralda e dar banho em nossos filhos: aproveitamos até a última ponta o gosto de dizer “estou te pagando e enquanto estou pagando eu mando e você obedece”. Para que chamar a atenção do garçom com discrição se eu posso fazer um escarcéu se pedi batata-fria e ele me entregou mandioca frita? Ao lembrá-lo de que é ele quem serve, me lembro, e lembro a todos, que estudei e trabalhei para sentar em uma mesa de restaurante e, portanto, MEREÇO ser servido. Não é só uma prestação de serviço: é um teatro sobre posições de domínio. Pobre o país cujo diploma serve, na maioria dos casos, para corroborar estas posições.

Por isso o discurso ouvido por meu amigo em seu condomínio é ainda uma praga: a praga da ignorância instruída. Por isso as pessoas se incomodam quando a lavadeira, ou o porteiro, ou o garçom, “invade” espaços antes cativos. Como uma vaga na garagem de prédio. Ou a universidade. Ou os aeroportos.

Neste caldo cultural, nada pode ser mais sintomático da nossa falência do que o episódio da professora que postou fotos de um “popular” no saguão do aeroporto e se questionaram no Facebook: “Viramos uma rodoviária? Cadê o glamour?”. (Sim, porque voar, no Brasil, também é, ou era, mais do que se deslocar ao ar de um local a outro: é lembrar os que rastejam por rodovias quem pode e quem não pode pagar para andar de avião).

Esses exemplos mostram que, por aqui, pobre pode até ocupar espaços cativos da elite (não sem nossos protestos), mas nosso diploma e nosso senso de distinção nos autorizam a galhofa: “lembre-se, você não é um de nós”. Triste que este discurso tenha sido absorvido por quem deveria ter como missão a detonação, pela base e pela educação, dos resquícios de uma tragédia histórica construída com o caldo da ignorância, do privilégio e da exclusão.

Motorista transforma derrapagem em ‘baliza espetacular’ na Rússia

Publicado no G1

Um vídeo gravado na Rússia registrou o momento em que uma motorista transformou um possível acidente em uma manobra incrível de estacionamento, derrapando o carro justamente em direção a uma vaga.

O veículo deslizou na frente de outros e atravessou completamente a rua. Todos conseguiram parar, e a mulher estacionou corretamente o automóvel próximo à calçada, sem colidir com ninguém.

A gravação, publicada no YouTube, foi assistida quase 82 mil vezes até a manhã desta terça-feira (4).

Homem pede desculpas a Marcos Palmeira após furtar bolsa de carro

Caso aconteceu no domingo (12), em Itororó, a 500 km de Salvador.
Ator acompanhava dono de carro, que trabalha em uma fazenda da família.

Marcos Palmeira aceita pedido de desculpas de homem  que furtou sua bolsa (Foto: Keile Araújo/ Blog Itororó Já)

Marcos Palmeira aceita pedido de desculpas de
homem que furtou sua bolsa
(Foto: Keile Araújo/ Blog Itororó Já)

Ingrid Maria Machado, no G1

Um homem furtou a bolsa do ator Marcos Palmeira que estava dentro de um carro estacionado no centro da cidade de Itororó, localizada a 500 km de Salvador, segundo informações da Guarda Municipal local. O caso ocorreu no domingo (12). O carro pertence a Roberto Freire, gerente da fazenda da família do ator Marcos Palmeira.

Em conversa com o G1 na tarde desta segunda-feira, o ator disse que ele e o gerente, que estavam juntos em um passeio no centro da cidade, resolveram perdoar  Lucas Couto Cardoso.

“Eu estava com Roberto, fomos para a delegacia. O cara que cometeu o crime já é conhecido na região. Foi uma coisa muito deprimente, ele chorou muito e resolvemos dar uma nova oportunidade para ele. Esperamos que isso não aconteca mais. O homem não chegou a ser autuado porque não conseguimos registrar queixa. Na delegacia não tinha escrivão e nem delegado. Por conta disso não registramos a queixa e resolvemos perdoar”, disse.

Cardoso foi detido por um guarda municipal à paisana que passava pelo local no momento do crime. Ele foi levado para a delegacia da cidade e devolveu os pertences do ator.

Segundo um dos guardas municipais que atendeu a ocorrência e que preferiu não se identificar, ao ver o ator, o Cardoso ficou de joelhos, chorou e pediu desculpas. Ele foi liberado minutos depois.

Segundo a polícia, Cardoso tem 30 anos e já tem passagem pela polícia por roubo e estupro e está em liberdade condicional. A polícia não registrou o flagrante porque a unidade policial não funciona durante os fins de semana.

O ator está na cidade de Itororó desde o dia 5 de janeiro e segue para o Rio de Janeiro na quarta-feira (15).

Fiéis doam carro para filha de Feliciano. “Mas não é o que ela queria”, disse o deputado

Com a agenda mais vazia, Marco Feliciano culpou ativistas gays pela redução de convites. Afirmou que não vive do salário de deputado e que quando a filha completou 18 anos estava sem dinheiro para comprar carro que havia prometido 3 anos atrás.

Convidado por Renê Terra Nova para participar de um congresso de líderes em Porto Seguro (BA), relata que, no final do evento, pastores começaram a jogar dinheiro aos pés dele.

Pra completar, na semana seguinte um casal doou um carro para a filha do deputado. “Não é o que ela queria, mas é um começo”, disse.

dica do Pedro Grabois