Americano encontra mulher com quem sonhou por anos

Sonho1
(Divulgação)

Chico Felitti, no Digo Sim

Título original: Darrell e Rosângela: dois sonhos em uma realidade

Darrell sempre sonhou com Rosângela . Rosângela sempre sonhou com Darrell.  Só que de jeitos bem diferentes.

O americano tinha 12 anos quando viu uma cena enquanto dormia. Estava numa festa em um casarão com uma mulher que nunca havia visto, mas que amava. A garoa da noite fazia o cabelo da moça ficar úmido, ele sentia na pele. E acordava.

Já Rosângela sonhava desde os 12 anos em sair da cidadezinha onde morava, no sul de Minas Gerais, e ir para os Estados Unidos. “Ainda criança, eu queria me casar com um americano!”

O sonho dele se repetiu, sempre à noite, “umas 30, 40 vezes” em 13 anos (dos 12 aos 25).

O sonho dela se repetia dia e noite na sua cabeça. “Eu via os filmes americanos e queria aquela vida para mim. Não sei exatamente o que era, mas queria.”

O sonho dele se transcorria dentro da casa da avó paterna em Salt Lake City, nos EUA.  “Era o amor da minha vida.”

O sonho dela levou-a a se mudar. Foi para Santos fazer faculdade e trabalhar, com uma ideia fixa. “Eu ia guardar dinheiro para ir para os Estados Unidos.”

O sonho dele levou-o a escolher uma especialização diferente da sua graduação, de antropólogo. “Descobri que havia um mestrado sobre sonhos e fui fazer.” Nas aulas, chegaram até a encenar a miragem que se repetia em muitas noites.

Sonho2 O casal, que hoje mora em Santos (ela desistiu de se mudar para os EUA) (Divulgação)

Rosângela não desistiu do sonho. Em 1989, ela decidiu que partiria assim que o ano virasse. Até comprou um apartamento para impressionar como profissional de sucesso na entrevista para o visto americano.

Darrell, sim, desistiu. “Na época eu gostaria de ter expurgado o sonho, porque ele não significava nada.” O último sonho que ele teve foi o único diferente de toda a vida. “Nele, essa pessoa estava na janela do apartamento onde eu morava, na avenida 9 de Julho, e não na casa da minha avó.” Nessa época, o americano já havia se mudado para São Paulo e trabalhava na editoria Internacional desta Folha.

Por sugestão de um amigo, ele, que terminara um namoro e estava desiludido, mandou uma carta para a seção de encontros amorosos da revista “Contigo”.  “Era um currículo, literalmente. Dizia o que eu tinha estudado e feito da vida.”

Enquanto isso, em Santos, uma colega de trabalho entrou na sala de Rosângela com uma revista “Contigo” na mão. Ela e as amigas brincaram que estavam encalhadas e que cada uma mandaria uma carta. Só ela mandou de fato. Dizia no papel “Quero me corresponder para fazer novos amigos”.

Ela recebeu umas 300 cartas. “Gente do Brasil inteiro, brasileiros que trabalhavam no Oriente Médio, enfim.”  Eram tantas missivas que até seu chefe ajudava a ler.

Mas ela respondeu uma só, a de Darrell. “Era um currículo, ele dizia os países que conhecia, o que tinha estudado, as línguas que falava. E ele era americano, né?”

Três dias depois, recebeu a resposta dele. Com uma foto. Na véspera do Natal, ele ligou para ela. Na do Ano-Novo, ela para ele.

Sonho3Ele só contou a ela dos sonhos recorrentes com seu rosto depois do casamento (Divulgação)

Em 13 de janeiro de 1990 marcaram de se ver, na estação Paraíso do Metrô. Ele a esperava na plataforma (“O casamento sempre começa no Paraíso!”). E esperou, e esperou. “Ela atrasou mais de duas horas.”

“Teve um congestionamento subindo a serra. Foi muito tempo de atraso”, confessa ela, que chegou na estação achando que ele não estaria mais ali.

Quando ele estava para ir embora, olhou para trás. “Virei e vi aquela mulher saindo do trem. Era ela. Foi bater o olho na orelha e no joelho dela e eu sabia. Eu queria falar aquilo, que ela era a mulher da minha vida, mas não podia, ela ia achar estranho.”

Três meses depois estavam casados.  O pedido formal nunca existiu. A decisão veio de uma frase proferida pelos dois. “Minha mãe não está muito contente de a gente estar morando juntos sem se casar.”

O encontro faz parte de uma palestra dele sobre sonhos e um livro sobre o mesmo assunto. Já narrou a história nos programas de Marcia Goldschmidt e de Olga Bongiovanni.

Rosângela Champlin, 56, e Darrell Champlin, 49, estão casados há 25 anos e vivem em Santos. “Depois dela, nunca tive outro sonho recorrente.”

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Como um engenheiro ganhou 1,25 milhão de milhas aéreas comprando pudim

pudim

 

Publicado no Gizmodo

Milhas aéreas são incríveis. Elas podem ser usadas para voos ou estadias gratuitas em hotéis, e, se você tiver sorte, também podem gerar ódio e desprezo de todos com quem você entra em contato e precisam pagar o preço inteiro quando viajam. O rei das viagens virtualmente gratuitas é David Phillips, um engenheiro civil que também é professor da Universidade da Califórnia.

David ganhou destaque na mídia quando conseguiu converter cerca de 12.150 potes de pudim de chocolate Healthy Choice em um milhão de Milhas Aéreas. Desde então, David e sua família estão viajando pelo mundo por quase nada.

Como ele conseguiu fazer isso? Bem, antes de mais nada, precisamos explicar que tipo de homem David Phillips é; ele é o tipo de cara que lê todos os mínimos detalhes impressos em fontes minúsculas nas coisas. O tipo de cara que aprendeu a contar cartas para nunca ser enganado em um cassino. Phillips já disse que poderia ter se tornado um jogador profissional de cartas se não fosse pela fumaça de cigarro. Sim, este cara – segundo ele mesmo – poderia ser um jogador de cartas milionário, mas ele aprecia mais o ar fresco do que o cheiro desagradável do sucesso.

Seu mais famoso empreendimento foi em 1999, quando ele descobriu que a Healthy Choice estava fazendo uma promoção em sua seção de pratos congelados. A oferta era a seguinte: a cada 10 códigos de barras dos produtos da empresa enviados por uma pessoa, ela ganharia 500 Milhas Aéreas. No entanto, a empresa estipulou que os primeiros clientes a resgatarem os pontos das ofertas no primeiro mês receberiam o prêmio em dobro, ou seja, a compra de 10 dos seus produtos renderia 1.000 milhas aéreas.

Ao entender os detalhes da promoção, David vasculhou supermercados próximos à sua casa para ver qual produto oferecido tinha o melhor potencial de retorno. Depois de um trabalho bem chato, ele encontrou o que estava procurando – uma rede de supermercados que vendia cada pote individual de pudim de chocolate por US$ 0,25 cada. Isso significava que com US$ 2,50 ele conseguiria 1.000 milhas aéreas.

Percebendo o incrível retorno que ele estava para receber, David visitou todas as lojas da rede em um dia e comprou todos os potes de pudim Healthy Choice que encontrou.

Você provavelmente está pensando agora que um sujeito entrando em diversas lojas e pedindo para comprar todos os pudins Healthy Choice disponíveis, até no estoque, é um pouco suspeito, e se alguém questionou o que ele estava fazendo, e, se soubessem da história, também iam querer entrar na jogada, certo? David aparentemente imaginava isso e, enquanto comprava os pudins, disse às pessoas que estava fazendo isso para estocar para o ano 2000 que estava chegando.

Ao todo, David gastou cerca de US$ 3.000 em pudim, o que parece muito, mas não é quando você pensa que o valor total em dólar em milhas que ele estava para receber superava US$ 150.000. No entanto, antes disso, ele ainda precisava enviar todos aqueles códigos de barras.

De acordo com David, sua esposa ficou com bolhas de tanto descolar centenas de adesivos, e seus filhos e colegas de trabalho cresceram fisicamente e ficaram doentes de tanto comer pasta de chocolate. Além disso, ele duvidou se seria capaz de destacar todos aqueles códigos de barras a tempo de se qualificar para a primeira parte da promoção – a que garantia as milhas aéreas em dobro.

Foi aí que ele teve outra ideia – por que fazer sua esposa e filhos sofrerem quando ele poderia pedir para outras pessoas trabalharem para ele?

David entrou em contato com o Exército da Salvação local com uma oferta; se eles oferecessem um punhado de voluntários para ajudar a retirar os códigos de barras dos pudins, ele doaria todos os pudins para eles. Mas eis a parte bonita: isso foi considerado uma doação de caridade, que permitiu que David tivesse US$ 800 em deduções fiscais no fim do ano.

Os benefícios do esquema de David não pararam por aí. Após enviar os códigos de barras e receber de volta as 1.280.000 milhas (ele conseguiu algumas além do que conseguiria só com os pudins porque também comprou sopas a 90 centavos antes de perceber que esse método era para perdedores), ele agora tinha oficialmente mais de um milhão de milhas, o que dava a ele um acesso vitalício a algo chamado “Clube de Vantagens American Airlines”, rendendo a ele e a sua família voos incríveis para o resto da vida deles.

Mas não chegamos na melhor parte ainda. David provavelmente nunca vai ficar sem milhas porque ainda ganha milhas a uma velocidade 5x maior do que gasta, além de viajar frequentemente, graças a vários programas de incentivo que ele sempre está de olho para conseguir explorar do jeito que fez com o esquema do pudim. Hoje, ele tem mais de 4 milhões de milhas em suas várias contas e já voou para mais de 20 países e tirou diversas férias nesse tempo.

No fim, para um custo inicial de US$ 3000 (ou pouco mais de US$ 2000 se você considerar a dedução fiscal), e alguns outros acordos parecidos que ele se aproveitou para melhorar seus números, David nunca mais precisar pagar por outro voo pelo resto da sua vida. Um gênio.

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Câmara de Vereadores do Rio vai gastar R$ 3,5 milhões em selos

Para alguns vereadores, benefício não faz sentido, em plena era do e-mail - Marco Antônio Cavalcanti/24-9-2008
Para alguns vereadores, benefício não faz sentido, em plena era do e-mail – Marco Antônio Cavalcanti/24-9-2008

Publicado no O Globo

Nada menos do que R$ 3.571.200 é quanto a Câmara do Rio pretende gastar nos próximos 12 meses para manter um benefício no mínimo polêmico para os seus 51 vereadores. No fim do mês passado — mais precisamente no dia 29 de agosto —, foi publicado no Diário Oficial mais um contrato, celebrado no dia 31 de julho, com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para o fornecimento de selos para os membros do Legislativo municipal. Com isso, cada gabinete mantém por mais um ano o direito a quatro mil unidades por mês. E o detalhe: a administração da Casa admite a falta de controle: “Quanto ao uso efetivo, após a entrega do produto, a responsabilidade é de cada vereador”, informou, através de sua assessoria de imprensa.

Pilhas acumuladas em gabinetes

A cota faz com que muitos vereadores acumulem pilhas e mais pilhas dentro de seus gabinetes. Um dos exemplos é o do vereador Paulo Messina (PV), membro da Comissão de Educação e Cultura da Casa. Ele conta que em alguns meses, graças a um projeto de pesquisa que fez com pais de alunos de algumas escolas municipais, até conseguiu usar parte de seus selos. Mas, ainda assim, calcula ter cerca de 20 mil sobrando, sem uso.

— Realmente, não entendo por que ainda existe uma quantidade fixa todo mês. Foi algo que eu usei porque, nas cartas da pesquisa que eu fiz nas escolas, já deixava o envelope selado para facilitar a vida dos pais na hora da resposta. Mas o ideal seria prestarmos conta daquilo que efetivamente utilizamos — argumentou Messina.

Ao mesmo tempo que admite a falta de controle sobre o uso, a Câmara argumenta que as sobras dos quatro mil de cada gabinete seriam abatidas da cota do mês seguinte. Mas, na prática, isso parece não acontecer. Os vereadores do PSOL Paulo Pinheiro, Eliomar Coelho e Renato Cinco dizem que também acumulam milhares de selos não usados.

— É algo que não faz sentido no tempo em que estamos, do e-mail, do Facebook… É um dinheiro que poderia ser investido, por exemplo, em mais computadores — comentou Paulo Pinheiro.

A falta de controle sobre o uso dos selos parece ser algo que vem se perpetuando sem que ninguém pense efetivamente em mudar as regras. E pode até estar gerando um mercado paralelo na Casa. Atual segundo suplente do PV na Câmara e vereador na última Legislatura por dois anos, substituindo Aspásia Camargo, Dr. Edison da Creatinina disse que, ao final de seu mandato, pediu à direção da Casa para devolver milhares de selos não utilizados. Mas contou que, antes disso, chegou a receber ofertas pelo material:

— Consegui devolver o equivalente a R$ 35 mil, mas, nos dois anos em que estive na Casa, pude ver que havia pelo menos uma pessoa que passava pelos gabinetes distribuindo panfletos para comprar o que não era utilizado. Hoje em dia, com a internet, essa cota de quatro mil é algo que não faz o menor sentido.

Ao todo, são 204 mil selos por mês para os gabinetes. Mas a Câmara não para por aí: ainda são disponibilizadas mensalmente outras 11 mil unidades para a Mesa Diretora, a Secretaria da Mesa e para os setores de administração e de processamento legislativo. As 22 comissões permanentes recebem, cada uma, mil selos por mês. Lideranças e blocos partidários têm direito a um total de sete mil. Já a Diretoria Geral fica com quatro mil.

Cota é defendida apesar do alto custo

Os altos gastos com os selos também têm os seus defensores na Câmara. Apesar de ser um amante declarado da internet, em sua estreia como vereador o ex-prefeito Cesar Maia afirmou que o benefício está sendo muito útil. Segundo ele, até agora já foram enviadas 3.900 cartas para prestação de contas do seu mandato.

“Selo é uma tradição parlamentar para correspondência com os eleitores. Todos os parlamentos têm, nos três níveis, há muitas décadas. O e-mail substitui (a correspondência) no dia a dia. Mas a carta enviada para o eleitor em sua casa tem sempre um impacto diferenciado. Angela Merkel (atual chanceler alemã), na eleição de 2009, enviava cartas manuscritas, e isso foi um sucesso de marketing politico”, afirmou Cesar, por e-mail.

Com cerca de 24 mil votos nas últimas eleições, Leonel Brizola Neto (PDT) disse que considera a cota por gabinete “até pequena”:

— No meu caso, seria impossível me comunicar com o eleitor pela internet. Meu eleitor tem um perfil mais humilde. E, para falar a verdade, o brasileiro ainda gosta de receber uma cartinha, por se sentir importante. No meu aniversário, por exemplo, costumo receber uma carta do governador Sérgio Cabral, de quem sou adversário, e, por algum tempo, mesmo que pequeno, até simpatizo com ele.

Vereador de primeiro mandato, o jovem Marcelo Queiroz (PP), que recentemente assumiu uma vaga de titular na CPI dos Ônibus, também se mostrou defensor dos selos:

— Eu tenho várias formas de me comunicar com o eleitor. Uso rede social e correspondência. Sou a favor da cota de selos. É importante levar em conta que, ao contrário do Congresso Nacional, os vereadores não têm verba de representação de gabinete que possa ser usada inclusive para gastar com correio.

Outras despesas também geram polêmica

A polêmica em torno dos gastos no Legislativo já se tornou rotina no estado. A própria Câmara de Vereadores do Rio viveu uma crise quando tentou renovar sua frota em março de 2011: uma compra de 51 automóveis Jetta, no valor de R$ 3,5 milhões. Depois da pressão popular e de uma série de reportagens do GLOBO, os vereadores fizeram uma reunião a portas fechadas e decidiram pelo cancelamento da compra dos veículos.

Na época, irritado com o impacto negativo na opinião pública, o presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), disse que a compra havia sido discutida e aprovada durante uma reunião com 46 vereadores. Apenas cinco, de acordo com ele, manifestaram-se contrários à medida desde o início: Teresa Bergher (PSDB), Leonel Brizola Neto (PDT), Eliomar Coelho (PSOL), Paulo Pinheiro (PPS) e Andrea Gouvêa Vieira (PSDB). Com a repercussão, outros também passaram a questionar a compra, e alguns rejeitaram os novos veículos.

Depois de um pedido da Câmara, a própria montadora Volkswagen decidiu devolver os recursos aos cofres públicos. Em nota, ela informou que atendia à solicitação da Câmara “em caráter excepcional e sustentada em parâmetros legais”. Os Jettas que foram negociados na época eram do modelo 2012, com quatro airbags, bancos de couro, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, bicombustível, com motor 2.0 e direção hidráulica, entre outras características.

Em março deste ano, O GLOBO mostrou que a Alerj assinou um contrato de R$ 43,2 mil por um ano para que o presidente da Casa, deputado Paulo Melo (PMDB), tenha à sua disposição duas máquinas que oferecem café expresso, carioca, com leite, chocolate, capuccino ou capuccino com chocolate. Somente a colocação dos quatro últimos tipos de bebida no serviço resultou num acréscimo de R$ 10,8 mil nas despesas, na comparação com os equipamentos que têm apenas o simples cafezinho.

À época, Melo se indignou com as críticas. “Por que o Poder Legislativo não pode ter as coisas? Por quê?”, perguntou, num discurso em plenário.

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Funcionários dos Correios ‘jogam basquete’ com encomendas no Rio

Sem título

publicado na Folha de S. Paulo

Um grupo de funcionários dos Correios foi flagrado nesta semana manipulando de forma irregular encomendas de Sedex, no centro de triagem de correspondências de Niterói, região metropolitana do Rio. As imagens foram gravadas por uma moradora da região que já havia denunciado o descaso.

Nas cenas, os funcionários do centro de triagem dos Correios arremessam caixas com materiais postados por clientes de um lado para o outro enquanto separam as correspondências.

A autora da denúncia, que divulgou o vídeo no You Tube nesta quinta-feira (29), disse que nunca recebeu retorno da administração da empresa sobre as denúncias que já havia feito.

“Quando eu liguei, o coordenador disse que eles eram proibidos de ‘basquetear’ as caixas e que ninguém ‘basqueteava’ caixas lá não. Bom, se isso não é ‘basquetear’, eu não sei o que é ‘basquetear’”, disse.

Em nota, os Correios afirmam que o “procedimento apresentado no vídeo não é uma prática da empresa e nem condiz com a qualidade operacional dos Correios”.

“A ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) mantém seus trabalhadores treinados sobre a maneira correta de tratar as cartas e encomendas. Assim que teve conhecimento dos fatos, a empresa realizou a imediata reorientação de todos os funcionários da unidade e determinou que sejam tomadas as providências administrativas cabíveis”, disse, em nota.

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‘Beijamos com limites’, diz casal do AM que escolheu ‘esperar casamento’

Casal adepto do ‘Eu Escolhi Esperar’ diz como será o Dia dos Namorados. “Estamos focados no casamento abrindo mão desse dia”, disse namorado.

Rodrigo e Raquel namoram desde 2010 (Foto: Arquivo pessoal)
Rodrigo e Raquel namoram desde 2010
(Foto: Arquivo pessoal)

Publicado originalmente no G1

O Dia dos Namorados, comemorado nacionalmente no dia 12 de junho, geralmente é relacionado a troca de presentes, carícias, beijos e outras intimidades, mas nem todos comemoram a data dessa forma. O G1 conversou com um casal adepto do movimento ‘Eu Escolhi Esperar’ de Manaus que contou sobre a comemoração mais comportada que pretendem fazer, focada mais no futuro que no presente.

Rodrigo Alexandre de Sousa e Raquel Cristina Mendes namoram desde 2010. Além de nomes compostos, o casal tem em comum a idade (21 anos), a religião evangélica cristã e a vontade de esperar até casar para ter relações sexuais.

Segundo Raquel, a decisão foi imposta antes do namoro. “O período anterior ao namoro foi um tempo de maturidade e de ‘cartas na mesa’, assim, discutimos sobre o que pensamos sobre compromisso sério e casamento, principalmente sobre sexo, algo reservado para o esposo e esposa, mesmo concordando que é uma tarefa difícil”, explicou.

Até o casamento – e isso inclui a comemoração do Dia dos Namorados – os contatos mais intensos são proibidos. “Nós nos beijamos, mas impomos limites, evitando certos contatos mais intensos, que mexem mais com os sentidos, e certos tipos de beijo. O principal é guardar a mente e o coração. Sabemos que não se peca somente por beijos e carícias, mas um pensamento sobre sexo, uma imagem, uma palavra maliciosa pode levar uma pessoa a pecar, e existem inúmeras formas de se perder”, disse Raquel.

Manter a castidade, segundo o casal, não é fácil, mas a vontade de manter essa decisão é maior que qualquer outra. “Não podemos dizer que nunca tivemos vontade de ultrapassar esses limites, mas nas horas difíceis só mesmo Deus pra ajudar e trazer um incômodo. Temos a Bíblia como estilo de vida, nosso corpo é templo do Espírito Santo, e sabemos o que é permitido”, disse a estudante de Urbanismo e Arquitetura.

Focados no futuro, o casal revelou que tem um plano diferente para comemorar a data especial. “Esse dia dos namorados será inesquecível! Estamos focados no casamento, abrindo mão desse dia, pra um dia depois da prova da Ordem dos Advogados”, disse Rodrigo, que está no 9º período da faculdade de Direito.

Apesar de não celebrar a data da forma mais convencional, Rodrigo explica que não importa tanto a maneira como vão celebrar esta data e sim a certeza de que serão namorados para sempre e são o par certo para casar. “Eu descobri que Raquel era a pessoa que Deus havia escolhido para mim após o primeiro ano de namoro quando notei que, ao contrário dos que diziam, que com o tempo a paixão sucumbiria dando lugar a mesmice, nosso relacionamento só melhorava, a maturidade estava mais presente, conversávamos mais, ríamos mais, mas o que mais me fez ter certeza foi a perseverança em cumprir a decisão de se guardar para o casamento!”, concluiu.

Casal conta que comemoração é focada mais no futuro que no presente (Foto: Arquivo pessoal)
Casal conta que comemoração é focada mais no futuro que no presente (Foto: Arquivo pessoal)

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