Casamento é melhor do que apenas morar junto

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Publicado na Super Interessante
Dizem que morar junto antes de casar aumenta o risco de divórcio. E, além disso, causa depressão. Pois é, nada bom. E o pior: os benefícios que o casamento traz à saúde não valem para os casais que apenas foram morar juntos, sem assinar a papelada, trocar alianças e aquilo tudo.

É o que acreditam os pesquisadores da Universidade de Virginia. Eles convidaram alguns casais “juntados” e outros casados de verdade para passar por um teste. Todos passaram pelo mesmo procedimento: uma pessoa deitava dentro de um aparelho de ressonância magnética e lá recebiam avisos sobre a probabilidade de levar um choque ou não.

Durante o processo, os voluntários podiam segurar a mão do parceiro, ou de um estranho ou de ninguém. Quando os casados pegavam na mão do companheiro, o hipotálamo, que desempenha um papel importante no reconhecimento de emoções e reações às ameaças, desacelerava. Era imediato. Como se fosse mais fácil lidar com o perigo com o amante por perto.

Já os “juntados” não tinham essa mesma reação: o perigo era tão estressante com ou sem o parceiro. Alguns, na verdade, até tinham, mas só entre aqueles se consideravam casados, apesar de não terem nunca assinado papéis ou feito uma grande cerimônia de casamento. “Há um efeito regulador forte e previsível entre os casados e nenhum efeito nos casais que apenas moram juntos”, explica Jim Coan, um dos autores da pesquisa.

Segundo os pesquisadoes, os casais que moram juntos confiam menos um no outro. “Não casar significa manter um pouco de distância emocional. Você não está fechado nisso. Eu imagino que funcione como um sinal para o cérebro, que diz que você não pode terceirizar a resposta ao estresse para o seu companheiro”, conta Coan.
É… melhor casar, pessoal.
(Via LiveScience) Crédito da foto: flickr.com/jgarin/

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Homem são mais felizes ao lado de mulheres inteligentes

Casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos

Estudo comprova que casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos (foto: Custódio Coimbra / Custódio Coimbra)
Estudo comprova que casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos (foto: Custódio Coimbra / Custódio Coimbra)

Publicado em O Globo

O jornal britânico “Telegraph” divulgou um estudo que diz que os homens são mais felizes ao conviverem com mulheres inteligentes. Segundo a pesquisa, casais intelectualmente equilibrados são mais propensos a ficar juntos do que quando o marido tem um nível superior de educação. Liderado pela professora Christine Schwartz, uma socióloga da Universidade de Wisconsin, o estudo dividiu as duplas em três grupos – aqueles em que a mulher era mais educada que o marido (medida pelos anos de escolaridade); aqueles em que o casal estavam equilibrados, e os casais em que a mulher era menos educada do que seu marido.

A professora diz que no lugar de aderir a normas em que as mulheres devem ser menos escolarizadas que seus maridos, homens e mulheres estão formando relacionamentos em que as mulheres têm vantagem educacional – tanto que agora é mais comum para as mulheres ter mais educação do que seus maridos.

- O estudo mostra que os maridos mais jovens de hoje são a primeira geração a não entender que mulheres com uma educação igual ou melhor seja algo ameaçador – diz a pesquisadora – Mas também confirmamos que em gerações anteriores casamentos onde o marido estava mais qualificado eram mais propensos a durar.

Christine afirma que, no geral, os resultados vão contra os temores de que a crescente vantagem educacional das mulheres teria efeitos mais negativos sobre a estabilidade conjugal.

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Dá pra perdoar?

O perdão é uma espécie de botão de reiniciar que permite aos casais recomeçar todos os dias

reset!Ivan Martins, na Época

Acho que foi a Miriam Palma, amiga desde os tempos do cursinho, quem me contou que, dentro de 10 anos, todas as fotos de nós mesmos que hoje nos parecem feias ficarão bonitas. É só uma questão de tempo para que a beleza apareça. Nosso olhar precisa mudar.

O mesmo se aplica, me parece, à questão muito mais grave do ressentimento e do perdão. As coisas que hoje nos parecem inaceitáveis, e, por decorrência, imperdoáveis, com o passar do tempo talvez se mostrem verdadeiramente irrelevantes. Nem é preciso esperar 10 anos. Talvez cinco bastem. Ou mesmo 12 meses. Nosso olhar só tem de mudar.

Estou falando, claro, da relação entre duas pessoas, das coisas que acontecem no interior dos casais. Imagino pessoas que se amam ou se gostam – ou têm pelo menos a lembrança desse sentimento. Essas relações nos são tão caras e tão próximas que, nelas, o ato de perdoar é essencial. Talvez seja o gesto mais necessário e o mais frequente de quem partilha a vida com alguém.

Perdoar é como apertar um inesgotável botão de reiniciar: foi ruim ontem à noite, dormimos com raiva um do outro, esta manhã reiniciamos. A conversa foi muito dura, agora estamos mais calmos, que tal reiniciar? Eu fiz algo que a magoou, você reagiu com brutalidade, reiniciemos, por favor.

Estar com alguém, viver com alguém, é sinônimo de afrontar e ser afrontado. A cada dia, quase a cada momento. Os nossos egos, as nossas suscetibilidades tornam difícil o outro se mover ao nosso lado sem que nos incomode. Ele precisa ser imensamente atento, ou infinitamente delicado, para não causar nenhum atrito. Mas então, coitado, não seria humano. Seria alguém apenas tentando nos satisfazer – e rapidamente nos encheria de tédio.

Seres humanos inteiros, à vontade no mundo, disputam espaço mesmo com aqueles que amam. As pessoas se esbarram, se batem – no sentido figurado da palavra, por favor – e dessa refrega permanente, imperceptível para quem olha de fora, emerge a relação propriamente dita. Ela é o resultado de uma disputa constante e de uma colaboração incessante. Por isso é intensa e contraditória, por isso é viva – e por isso necessita, desesperadamente, do mecanismo apaziguador do perdão.

Somos terrivelmente exigentes com as pessoas que dividem a vida íntima conosco. Os nossos chefes, os nossos colegas, os nossos amigos gozam de uma tremenda margem de tolerância. A peguete, o bonitão que aparece de vez em quando, esses gozam de crédito para errar. Mas a namorada e o marido, aqueles que fazem parte da nossa vida, não. Esses não podem pisar fora da linha. Somos vigilantes e intolerantes com eles. Insuportavelmente intolerantes. Por isso é tão essencial que perdoemos – porque os estamos julgando e condenando a cada par de minutos, de uma forma que não fazemos com os demais.

Bem, às vezes as pessoas próximas nos fazem coisas graves. Elas nos machucam e traem a nossa confiança. Às vezes nos enganam. Às vezes se enganam. O resultado é sempre péssimo e quase sempre é impossível perdoar – na hora. Mas o tempo e o convívio com os nossos sentimentos produzem mudanças. Depois de um tempo de afastamento, depois de um período intenso de saudades e de considerações, podemos estar prontos a entender – desde que o orgulho ou nosso senso moral não se interponham. É preciso ter feito certas coisas na vida para entender porque os outros as fazem. Quem nunca andou no lado errado da calçada acha que a virtude é simples. Não é.

Minha impressão é que para perdoar quem nos magoa precisamos de duas coisas – uma sólida conexão afetiva e alegria.

A conexão faz com que o outro também sinta o que nos passa. Se eu estou morrendo e a criatura está lá, morta de rir, se esbaldando, não há o que perdoar – é mais o caso de esquecer. Mas em geral não é assim. Quando as pessoas se gostam, a dor as liga. O sentimento de falta é mútuo. Quem magoou quer voltar. A saudades dói, como dizia a velha música sertaneja. Então, por que não perdoar e reiniciar?

Outras vezes, em casos mais difíceis e demorados, é a alegria que nos faz perdoar. Ela permite que a nossa vida avance, permite que a gente recomece com outras pessoas, faz com aquele sentimento de mágoa seja varrido, lavado, esquecido entre as novas sensações de prazer e de carinho, senão de amor. Enquanto a gente rola na cama insone de raiva, enquanto o ressentimento ainda queima, é impossível perdoar. Mas, se a nossa vida anda, se a gente experimenta a alegria, vai se esquecendo daquilo que nos fazia tremer de indignação ou de tristeza. Então a mágoa passa e a gente perdoa sem perceber. Aí, quem sabe, na próxima curva da estrada aquela mesma pessoa, indultada pelo nosso perdão, reaparece para nos fazer feliz.

Alguém perguntará, racionalmente, qual a importância de perdoar depois de tanto tempo, quando aquilo que doía nem dói mais, e quando a chance de cruzar o outro na nossa estrada é cada dia mais remota. Eu diria que a importância é enorme, por algumas razões.

Não se deve andar pela vida levando mágoas desnecessárias. Quem perdoa descarrega um fardo e anda mais leve, porque deixou a dor para trás. Quem perdoa também resgata, recupera pedaços de si que estavam ligados àquele que não poderia ser lembrado. Nesse sentido, perdoar permite retomar a posse de seus próprios sentimentos e memórias. Às vezes, com sorte, esse perdão abra as portas para a recuperação das pessoas na nossa vida, de um novo jeito.

Uma vez, faz algum tempo, eu almoçava com uma amiga e falamos de uma pessoa comum, muito importante para mim. Ao longo da conversa, sem que me desse conta, comecei a falar dela de uma forma enternecida e alegre, como há muito não falava. Ao fazer isso, ao me permitir lembrar, de alguma forma ficou claro o buraco que aquela mulher deixara na minha vida. Dias depois, por essa porta entreaberta, entrou um sonho, o primeiro em anos em que não havia conflitos ou brigas, apenas afeto e intimidade. Foi como um resgate. Foi como olhar para uma foto que me parecia horrível e perceber o quanto havia de beleza nela. Foram precisos quase 10 anos, mas o meu olhar, finalmente, mudara. No lugar da dor e do ressentimento, havia apenas um suave perdão.

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Twitter é pivô de brigas de casais, diz estudo americano

Pesquisas anteriores já mostravam impacto negativo do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos

Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)
Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Publicado na Veja on-line

O uso exagerado do Twitter pode causar conflitos e outros efeitos nocivos às relações amorosas, revelou nesta quinta-feira um estudo divulgado nos Estados Unidos. A pesquisa vai ao encontro de trabalhos anteriores, que já mostravam o impacto do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos em geral.

Publicado na revista especializada Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, o estudo revelou que “o uso ativo do Twitter pode criar muitos conflitos entre casais vinculados à rede social, o que a longo prazo pode levar à infidelidade, à separação e ao divórcio”.

O autor da pesquisa, Russell Clayton, da Universidade do Missouri, concluiu que essa descoberta se soma ao grande número de evidências pré-existentes sobre o lado obscuro das redes sociais e seu papel nas relações interpessoais. Outro estudo de Clayton, publicado na mesma revista no ano passado, revelou que o uso excessivo de Facebook tinha consequências negativas nos relacionamentos afetivos.

A editora-chefe da revista, Brenda Wiederhold, acrescentou que essas pesquisas destacam a necessidade de explorar mais o impacto do uso das redes sociais. “Como os estudos sobre as redes sociais ainda estão engatinhando, não sabemos se outros meios, como o Instagram, por exemplo, também podem ter um impacto negativo nas relações humanas”, escreveu a editora em um comunicado.

Para a última pesquisa, os cientistas entrevistaram 581 usuários do Twitter. Entre as perguntas estava a frequência com que eles usavam a rede social e o tipo de conflito que enfrentavam com seus parceiros por causa do uso do microblog. Clayton concluiu que, quanto mais ativo é o usuário do Twitter, maiores são as chances de haver problemas com o companheiro ou companheira por causa da rede social.

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Papa ironiza casais que preferem animais de estimação a filhos

Publicado na Folha de S. Paulo

O papa Francisco ironizou durante a missa celebrada na manhã desta segunda-feira na residência de Santa Marta os casais que por opção não têm filhos, preferindo animais de estimação, relatou a Rádio Vaticano.

Na presença de casais que comemoravam 25, 50 ou 60 anos de casamento, o papa falou dos três pilares de um autêntico casamento cristão: a fidelidade, a perseverança e a fertilidade.

“Estes casais que não querem ter filhos (…) esta cultura do bem-estar econômico que, há dez anos, os convenceu de que ‘é melhor não ter filhos’. Como é melhor!”, disse Francisco em sua homilia.

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“Ah, claro, desta forma você pode ver o mundo, sair de férias, ter uma casa no campo, ficar tranquilo… Isso é, sem dúvida, melhor, mais conveniente, ter um pequeno cão, dois gatos…”, ironizou.

“Não é verdade?”, perguntou à multidão. Mas, “no final, esses casais chegam à velhice, na amargura da iníqua solidão”.

No entanto, não é “isso o que Jesus fez com a sua Igreja: ela o fez fecunda”, afirmou.

“A fidelidade é como uma luz sobre o casamento, a fidelidade do amor, sempre”, explicou, acrescentando que “a vida conjugal deve ser perseverante”.

Deve ser assim, “porque se não o amor pode não avançar (…) nos momentos bons e nos momentos difíceis, quando surgem problemas: problemas com as crianças, problemas econômicas, etc “, acrescentou.

“Todas as manhãs, o marido e a mulher acordam com perseverança e foco para levar suas famílias”, concluiu o papa argentino.

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