Suzane Richthofen se casa dentro da cadeia. Com uma sequestradora

Casal vive em cela especial desde setembro. Antes, parceira de Suzane mantinha relacionamento com Elize Matsunaga

Suzane von Richthofen está presa desde 2002

Publicado na Veja on-line

Suzane Von Richtofen se casou. A nova parceira da detenta, que está há 12 anos encarcerada na penitenciária de Tremembé, no interior paulista, é Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária em São Paulo. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira.

A história de amor entre Suzane e Sandra tem nuances dignos de trama de novela. Antes do enlace entre as duas, Sandra vivia maritalmente com Elize Matsunaga, presa pela morte e esquartejamento do marido Marcos Kitano Matsunaga, em junho de 2012.

O casal se conheceu na fábrica de roupas que funciona dentro do presídio e onde Suzane ocupa um cargo de chefia. Ao perceber o interesse de Suzane por Sandra, o relacionamento com Elize acabou. O triângulo amoroso acabou por romper a amizade entre as presas.

Desde setembro deste ano Suzane e Sandra passaram a dormir em uma cela especial destina a presas casadas. Lá, dividem o espaço com mais oito casais. Antes Suzane ocupava uma ala especial, destinada a presas evangélicas, desde 2002, quando foi presa pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas a mando de Suzane.

Para poder dormir com seu novo amor, a ex-estudante teve de assinar um documento de reconhecimento de relacionamento afetivo, exigido para todas as presas que resolvem viver juntas.

Em Tremembé, esse papel funciona com uma certidão de casamento. Permite o convívio marital, mas também impõe regras de convivência aos casais.

Após assinatura desse compromisso, por exemplo, caso se separe, a presa não poderá voltar à cela especial – única destinada a casais –em um prazo de seis meses.

Por já ter vivido com Elize no espaço, Sandra teve que passar por uma quarentena antes de poder assumir o relacionamento com Suzane. Ela é apontada também como o principal motivo para que Suzane abrisse mão do regime semiaberto. Em agosto passado, a juíza Sueli de Oliveira Armani concedeu a chamada “progressão de regime”, mas a moça abriu mão do benefício.

Os advogados tentavam essa decisão desde final de 2008 e começo de 2009. Surpreendentemente, Suzane pediu à magistrada para adiar sua ida para o regime semiaberto e permanecer na cadeia em tempo integral.

Se aceitasse o benefício, seria transferida para outra unidade, já que a unidade feminina de Tremembé onde elas estão só tem autorização para receber presas em regime fechado.

Recentemente, Suzane abriu mão de lutar pela herança dos pais e tenta se reaproximar do irmão, Andreas.

Por outras penitenciárias onde passou Suzane também despertou paixões. Em Rio Claro, por exemplo, duas funcionárias do presídio se apaixonaram por ela. Com isso, recebeu algumas regalias ilegais, como acesso à internet. A história só foi descoberta porque as funcionárias brigaram pelo amor de Suzane.

Em Ribeirão Preto, para onde foi transferida, um promotor teria se apaixonado por Suzane e prometido lutar para tirá-la da “vida do crime”. Ela não gostou da proposta e denunciou as investidas.

O promotor foi punido pelo Ministério Público por comportamento inadequado – ele nega o suposto assédio.

Pessoas que conversaram com Suzane recentemente afirmam que ela pretendia fazer uma cerimônia para celebrar o enlace no começo de novembro. Tinha escolhido até padrinhos. O plano, no entanto, foi adiado depois que ela soube que uma TV preparava uma reportagem sobre ela. Com medo de expor a relação, adiou o evento.

Quando foi presa, Suzane namorava Daniel Cravinhos de Paula e Silva. Teria sido em nome desse amor que eles arquitetaram a morte dos pais. O pai da menina não aceitaria o namoro porque Daniel não estudava nem trabalhava. Para concretizar o plano, contaram com a ajuda do irmão de Daniel, Cristian.

Todos foram condenados. Os irmãos cumprem pena no regime semiaberto. O Ministério Público acredita que ela foi a mentora do crime.

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Conversa no WhatsApp é usada como prova de paternidade em SP

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Publicado no Tecmundo

Mensagens trocadas pelo WhatsApp serviram como prova de indício de paternidade em um processo em andamento na 5ª Vara da Família de São Paulo. Em sentença, o juiz André Salomon Tudisco exigiu o pagamento de R$ 1 mil mensais para a cobertura de despesas durante a gestação.

O relacionamento do casal, que se conheceu pelo Tinder, durou pouco, mas foi o suficiente para que ela engravidasse. Na petição, o advogado da gestante, Ricardo Amin Abrahão Nacle, utilizou cópias das mensagens trocadas pelo casal no WhatsApp, indicando que elas não deixavam dúvidas de que o casal teve relações sexuais sem preservativos durante o período fértil da mulher.

Confira abaixo a transcrição de dois trechos das conversas entre o casal, que serviram de prova de indício de paternidade na justiça.

Mulher: to pensando aqui..
Homem: O que
Homem: ?
Mulher: vc sem camisinha ..
Mulher: e eu sem pilula
Homem: Vai na farmácia e toma uma pílula do dia seguinte
Mulher: eu ja deveria ter tomado
Mulher: no domingo..”
Outra conversa transcrita na petição é de um mês depois:

Mulher: Amanha tenho o primeiro pre natal, minha amiga nao vai poder ir comigo.
Mulher: Sera que voce pode ir comigo ?
Mulher: A medica e as cinco e meia.
Homem: Olá….já estou dormindo….bjo
Mulher: Oi Fulano [nome omitido] tudo bem? Fui a medica, preciso ficar 10 dias em repouso absoluto. Minha irma e meu cunhado querem te conhecer. Vc. Pode vir este final de semana, podemos marcar um almoco ou um jantar ? Beijos
Homem: Bom dia! Fds vou trabalhar! Bjo”

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Casados há 73 anos, marido e mulher morrem com 28 horas de diferença

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Publicado no Extra

Os americanos Helen e Joe Auer passaram mais de sete décadas juntos e até a morte só conseguiu separá-los por algumas horas. Na última semana, Helen morreu sentada em sua cadeira, em casa, aos 94 anos. Assim que percebeu a situação, Joe deu um beijo de despedida na mulher e sussurrou no ouvido dela: “Helen, me leve para casa”. Apenas 28 horas depois ele morreu, aos 100 anos de idade.

A família disse ao Cincinnati.com que sabia que o veterano da Segunda Guerra Mundial não conseguiria passar mais de uma noite sem seu grande amor. Os corpos do casal foram velados juntos, na mesma igreja em que eles se conheceram e casaram, em 1941.

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O casamento de 73 anos gerou 10 filhos, 16 netos, 29 bisnetos e um tataraneto. Sobreviveu aos 3 anos em que Joe passou em batalhas na Segunda Guerra Mundial. Quando o marido embarcou rumo aos conflitos na Europa, Helen estava grávida do segundo filho do casal. Durante a Guerra, ela conseguiu enviar uma foto dela com os dois filhos, Barry e Judy, que ele mantinha guardada na carteira. Joe só conheceu Judy quando ela tinha 3 anos de idade. “Essa foto nunca saiu da carteira dele. Na verdade, ela ainda está lá”, contou Jerry Auer, o filho caçula.

“É um momento de alegria. Mamãe e papai tiveram uma vida abençoada. Ela amava a família e os amigos. Amava se manter ocupada com a família”, disse Mary Jo Reiners, uma das filhas do casal. “Papai acreditava que seus filhos eram um presente de Deus, essa era uma grande responsabilidade para ele. Ele nos ensinou a servir a Deus e cuidar do planeta. Ele estava fazendo reciclagem no dia em que morreu”, recordou.

Por conta da grande quantidade de filhos, o casal sempre viveu com orçamento apertado e só conseguiu comprar o primeiro carro quando Joe se aposentou. Assim que o filho mais novo foi para o colégio, Helen começou a trabalhar como merendeira em uma escola da região, onde servia os lanches sempre cantando com as amigas. “Eles eram pessoas simples e humildes. Eles não queriam nada e tiveram tudo em troca. Se alguém estiver pensando em se casar, deveria se espelhar nos meus pais”, afirmou Jerry.

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Casal se reencontra em asilo 65 anos após rompimento de noivado

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publicado no G1

Maria Edy Moraes, de 84 anos, e Selviro Schaab, de 88, são protagonistas de uma história de amor inusitada. Na década de 1940, eles noivaram e marcaram a data do casamento. O homem, porém, decidiu terminar o relacionamento, porque os dois moravam em cidades diferentes. Nunca mais se viram, até que se reencontraram em um asilo de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos do Rio Grande do Sul.

Desde que romperam, os dois conheceram outras pessoas, casaram e ficaram viúvos. Entretanto, garantem que nunca esqueceram um do outro. “O primeiro namorado você não esquece nunca”, confessa Maria.

Após 65 anos, o destino entrou em ação. Por precisarem de cuidados, eles foram levados por parentes para morar em um lar para idosos. Foram quatro meses vivendo no mesmo lugar sem um saber que o outro estava ali. Entretanto, bastou uma troca de olhares para eles verem renascer um sentimento que alegam nunca ter acabado.
“Quando eu cheguei, ela já abriu os braços e queria um beijo”, lembra Selviro.

“A vida fez sentido para mim. Tenho ao meu lado quem eu tinha perdido. Ele fica o dia todo sentado ao meu lado, de mãos dadas, me amando. Às vezes o destino prega uma peça, mas, para mim, o destino foi honesto. Pode ter 80, 90 anos, o amor não tem idade. Quando ama de verdade, ama”, completa Maria.

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Casal viaja por 177 países durante 26 anos

publicado no Mistura Urbana

Tem coisa mais gostosa nessa vida do que viajar? Tem melhor investimento? Quem pensa dessa forma também, é o casal Gunther Holtorf e sua esposa Christine que partiram para uma viagem em 1988, antes da queda do Muro de Berlin, que durou 26 anos.

Foram cerca de 885 mil quilômetros rodados por 177 países “around the world”. O casal aventureiro inicialmente havia planejado ficar apenas 18 meses visitando a África, mas eles decidiram seguir em frente. Com o Mercedes Benz G-Wagen, mais conhecido como “Otto”, eles viajaram sem nenhum tipo de patrocínio, publicidade ou fanfarra do mundo virtual. Viajaram pelos simples e mais lindo sentimento de desbravar novos horizontes.

Foram seis continentes, lugares extraordinários como as dunas do Sahara, as aldeias rurais do Quênia, as ruas românticas de Paris, templos budistas, zonas de guerra do Iraque. O casal dormia em redes ou dentro do carro. Para as refeições, cozinhavam em um fogão a gás portátil, para tomar banho, chuveiro improvisado do lado de fora.

Christine faleceu em 2010, mas Gunther continuou viajando em seu nome, e sempre levava consigo uma foto de sua falecida esposa pendurada no espelho do retrovisor. A longa jornada desse homem de 76 anos de idade recentemente chegou ao fim, Gunther finalmente voltou para casa em Berlim. Otto, seu fiel carro que nunca quebrou durante a viagem, será colocado para descansar no museu da Mercedes em Stuttgart. “Quando as pessoas me elogiam, eu digo que é Otto”, disse Gunther de seu companheiro indispensável”, a robustez e confiabilidade do carro é absolutamente surpreendente.”

Sobre viajar, Gunther finaliza: “Quanto mais você viaja, mais você percebe o quão pouco você já viu. Quanto mais você já viu e experimentou, mais você quer continuar vendo e continuar vivendo.”

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