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Casal celebra 70 anos de casamento e quase 80 juntos: ‘Tem que ter calma’

Eles casaram em 1944 na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Santos.
Casal voltou para a igreja e participou de uma cerimônia comemorativa.

Publicado no G1

Aposentados estão há quase 80 anos juntos (foto: Reprodução / TV Tribuna)

Aposentados estão há quase 80 anos juntos
(foto: Reprodução / TV Tribuna)

Dois aposentados completaram 70 anos de casados em Santos, no litoral de São Paulo. Antonio Branco Filho, de 94 anos, e Maria Helena Marques, de 93, voltaram a pisar na igreja Nossa Senhora Aparecida, onde selaram a união, em 1944, para celebrar a data na companhia de toda a grande família que formaram durante tantas décadas.

Maria Helena tinha 14 anos quando conheceu Antonio. Ela aprendia costura com uma senhora e ele tinha aulas de barbear no mesmo local. “O espelho foi o culpado. A professora tinha um espelho grande. Quando ele entrava eu olhava pelo espelho e comecei a gostar dele”, conta Maria Helena. “Em uma ocasião, ela saiu para comprar agulha e nós nos encontramos na rua. Começamos a bater papo. A mãe dela vinha vindo, mas eu não falei para ela”, relata Antonio. Segundo o casal, a mãe de Maria Helena até chamou a atenção da filha naquele dia porque ela estava conversando com o rapaz.

Com o tempo eles se aproximaram aos poucos e começaram a namorar. Mas, naquela época, o namoro era bem diferente. O casal nem andava de mãos dadas na rua. “Não tinha nada de beijos, nada de abraços. Naquela época, era tudo controlado. Se tinha alguém da minha família, eu fingia que não via ele”, conta Maria Helena.

Eles namoraram durante nove anos e casaram em 1944, em uma pequena igreja. O casal foi responsável pelo primeiro casamento registrado na Paróquia Nossa Senhora da Aparecida. “Ela estava bonita, com um vestido bem comprido, e eu estava lá no altar esperando ela”, lembra Antonio. Os dois acreditam que foram abençoados por Nossa Senhora, mas também por outro santo que são devotos. “Eu era devota de Santo Antônio do Embaré. Íamos os dois a pé de mãos dadas para a igreja para assistir a missa para Santo Antonio todo dia 13. Ele deve ter dado um empurrãozinho”, brinca Maria Helena.

Começo do namoro aconteceu na década de 30 (foto: Reprodução/TV Tribuna)

Começo do namoro aconteceu na década de 30
(foto: Reprodução/TV Tribuna)

Os dois construíram uma grande família. Atualmente, são cinco filhos, cinco netos e cinco bisnetos. Todos eles ainda se surpreendem e se encantam com os pequenos gestos cultivados no dia a dia. “Ele ainda é um amante a moda antiga. Ele manda flores para ela, no dia do aniversário, no dia das mães. Ele leva ela ao restaurante e puxa a cadeira para ela sentar”, conta uma das filhas do casal, Regina Helena Branco Barbosa.

Já a sobrinha Sônia de Morais Francisco sonha em ter um casamento como o dos tios. “Eu estava falando para o meu marido que também vamos fazer 70 anos de casados”, diz. “É muito emocionante ver a situação deles, com essa saúde, com disposição. Isso é amor, não tem coisa igual”, completa o marido dela, Walter Luiz Francisco.

Mesmo tendo a bênção de Santo Antonio, eles acreditam que o segredo de um casamento longo é outro. “Tem que ter calma”, conta Antonio, que sempre evitou as brigas de casal. “Quando eu começava a falar, ele saía pela porta e ia passear. Quando ele voltava os ânimos já tinham melhorado”, revela Maria. “Eu não queria brigar. Eu deixava ela falar sozinha”, se explica o marido.

Agora, em abril de 2014, Antonio pegou a mão de Maria Helena e voltou até a igreja Nossa Senhora Aparecida, 70 anos depois de dizer e ouvir o sim mais valioso da vida deles. “Até hoje eu tenho um amor por esse homem que nem sei explicar. Se ele me faltasse não sei o que seria de mim. Nunca olhei para homem nenhum, ele é o primeiro e único”, finaliza Maria Helena.

Aposentados comemoraram 70 anos de casados (foto: Reprodução/TV Tribuna)

Aposentados comemoraram 70 anos de casados (foto: Reprodução/TV Tribuna)

No AM, solteiros adeptos do namoro sem sexo relatam preconceito

Marjorie Leite escolheu esperar por um companheiro temente a Deus (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Marjorie Leite escolheu esperar por um companheiro temente a Deus (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Evento ‘Eu escolhi esperar’ defende sexo somente após o casamento.
Assumir postura de castidade é desafio para jovens adeptos à mobilização.

Girlene Medeiros, no G1

Jovens solteiros adeptos do “Eu escolhi esperar”, movimento que prega o sexo somente após o casamento, dizem estar satisfeitos em “esperar em Deus” por um relacionamento maduro e que valorize preceitos bíblicos. Apesar disso, alguns jovens relatam ter sofrido preconceito devido à opção de escolher namoro sem sexo. Neste sábado (5), cerca de 1,8 mil jovens e adultos participam de seminário em Manaus para falar sobre castidade.

A estudante universitária Marjorie Leite carrega o testemunho de, aos 23 anos, nunca ter tido relação sexual, beijado ou namorado alguém. A jovem diz “estar esperando em Deus” um homem para casar e ter filhos. Ela se tornou missionária e viaja o Brasil para pregar a importância do sexo após o casamento.

Para Marjorie, a experiência traz amadurecimento para quem espera por um relacionamento onde a relação sexual não é o princípio do relacionamento. “Você não precisa estar com alguém para ser feliz. Estar solteira é uma escolha minha de estar esperando no Senhor”, disse. Na faculdade onde estuda, a jovem diz ter sofrido preconceito e ter sido alvo de piadas devido à escolha. “Já fizeram até apostas e competições para saber quem ia me beijar. Hoje, eles entendem que é a minha opção e passaram a me respeitar como sou”, ressaltou Marjorie.

Os jovens dizem que a prioridade em um relacionamento deve ser a escolha de Deus na vida de cada um. Com 19 anos, o estudante universitário Yuri Bindá disse que escolher ter o sexo somente após o casamento é ainda mais difícil para homens. “Vivemos em uma sociedade que, se o homem não sair com várias meninas, tem algo estranho com ele. Comigo é diferente. Resolvi colocar a razão de Deus à frente de todos os prazeres da carne”, afirmou.

Yuri diz que assumir que quer sexo após o casamento é mais difícil para homens (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)Yuri diz que assumir sexo após o casamento é mais difícil para homens (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Yuri também nunca beijou, teve relação sexual ou namorou ninguém. Quando se interessa por uma jovem, busca conhecê-la melhor e tem o costume de orar por ela. “A gente sai junto com outras pessoas para não ter nenhuma brecha e cair em tentação. Atualmente, as pessoas da minha faculdade já entendem minha opção, mas foi muito difícil assumir, como homem, que quero ter sexo somente após o casamento”, relatou Binda.

“Eu escolhi esperar”
O “Eu escolhi esperar” é uma mobilização coordenada pela Organização Não Governamental Mobilizando o Brasil. A iniciativa foi criada em Vila Velha, no Espírito Santo. A campanha cristã orienta adolescentes e jovens para planejarem uma vida sexual após o casamento. Mais de dois milhões de pessoas curtiram a página da campanha no Facebook.

Igreja evangélica frequentada por roqueiros luta contra preconceito

Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo

Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo

Ricardo Senra, na Folha de S.Paulo

Para os evangélicos, eles cultuam Satanás. Pelos metaleiros, são criticados por seu jeitão bem comportado. Assim, entre a cruz e a espada, resiste desde 2006, no Alto do Ipiranga, região sul, a primeira igreja gospel frequentada por roqueiros de São Paulo.

“Sofremos com o preconceito dos dois lados”, diz o pastor Antonio Carlos Batista, 46, fundador da Crash Church (ou “igreja de impacto”, na tradução dos fundadores).

“Acolhemos quem não quer nem vestir terno nem cortar os cabelos para louvar o Senhor, nem ser violento ou negar Jesus Cristo só por causa do som que gosta de ouvir.”

Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo

Antes, durante e depois dos cultos, bandas de heavy metal evangélico tocam no palco/altar do templo

No domingo em que a sãopaulo visitou o templo, 50 jovens cabeludos, tatuados, vestindo anéis, piercings, roupas rasgadas e longos coturnos se reuniam às gargalhadas na calçada.

Quem passa pela igreja —uma sala comercial toda pintada de preto— não entende de cara o que ocorre por ali.

Os metaleiros não bebem ou fumam, só conversam. “Nossa droga é Jesus”, diz uma fiel de cabelos verdes.

Pastor Batista reza acompanhado pelos fiéis da igreja

Pastor Batista reza acompanhado pelos fiéis da igreja

Às 17h, um solo estridente de guitarra dá o sinal: começou o culto. Do lado de dentro, paredes escuras grafitadas com desenhos gigantes de coroas de espinhos levam ao salão principal, onde está o palco/altar.

“Deus não te deixa só”, “Ele está dentro de nós”, “a vida é um ato de amor”, canta, aos berros, um coro de duas mulheres e um homem, de cabelões e roupas pretas. Quando a música termina, a plateia aplaude e grita “aleluia” e “glória a Deus”.

No intervalo entre as canções, a vocalista se lembra, emocionada, de um salmo sobre o sangue de Jesus –o guitarrista acompanha dedilhando o instrumento com força proporcional à intensidade dos versículos.

Pastor e presbíteros lideram 'roda de cura' durante culto

Pastor e presbíteros lideram ‘roda de cura’ durante culto

Se a etapa inicial do culto lembra um show de rock qualquer, é quando as luzes do palco se apagam que a louvação começa de verdade.

De mãos estendidas para o céu, o pastor aparece num púlpito de pedra e convida os presentes a se abraçarem (o solo de guitarra no fundo cresce quando ele diz “aleluia”).

Começa uma roda de cura espiritual “contra a ansiedade”. Depois, o líder religioso anuncia a programação da igreja para as próximas semanas e cumprimenta, um a um, quem visita o culto pela primeira vez.

“Uma salva de palmas para o repórter e o fotógrafo que nos acompanham”, diz, enquanto a reportagem se encolhia no fundo do salão.

Um jovem magro, de cabelo dourado, cheio de gel fixador, é convidado a dar um testemunho.

“Consegui um trampo num restaurante”, diz, ao lado do pastor Batista. “Sou responsável pela parte de bebidas e estou muito feliz.” Aplaudido, ele prossegue: “Mesmo antes, eu sempre fiz questão de pagar o dízimo.”

É essa a senha para a coleta do dinheiro. Em fila, os fiéis caminham em direção a uma urna com pequenos envelopes recheados. Não fossem pretos, eles também seriam como os usados em outros templos religiosos.

Todas as paredes da igreja são pretas, com desenhos gigantes que lembram coroas de espinhos

Todas as paredes da igreja são pretas, com desenhos gigantes que lembram coroas de espinhos

VOZ DE TROVÃO

No ritmo dos gritos de “amém” do pastor (com voz gutural, tipo show do Sepultura), o culto segue por mais duas horas.

“O povo de Israel sempre foi guerreiro. Nós estamos em constante luta contra Satanás”, diz o pastor, que também é vocalista da banda AntiDemon, com a qual já viajou por outras igrejas alternativas em 31 países.

Com uma bíblia cheia de adesivos de bandas, ele fala à reportagem sobre a conexão que percebe entre o heavy metal e a mensagem divina.

“Está escrito numa passagem que a voz de Deus é como um trovão. Outra indica que o barulho no céu é ensurdecedor. No rock é igual.”

Pastor Batista diz que fundou a Crash Church para abrigar roqueiros rejeitados em outras igrejas

Pastor Batista diz que fundou a Crash Church para abrigar roqueiros rejeitados em outras igrejas

Ele diz que sua principal luta é contra os estereótipos. “Já fui barrado em hospital quando fui visitar um fiel que estava doente. Não usava uma gravata, então não acharam que eu era pastor. Puro preconceito.”

Julgamentos à parte, o pregador diz que sua igreja é “bem careta”. “Ninguém aqui transa antes do casamento. E nós não acreditamos em um terceiro sexo. Gays são bem-vindos porque precisam de amor e ajuda.”

O pastor também é vocalista da banda de rock gospel AntiDemon, que já viajou por 31 países

O pastor também é vocalista da banda de rock gospel AntiDemon, que já viajou por 31 países

fotos: Gabriel Cabral/Folhapress

Casal que estava junto há 45 anos morre com intervalo de 10 minutos

Naomi e Tom se casaram em 1969 e morreram no mesmo dia (foto: Reprodução/Fred Hunter’s Funeral Service)

Naomi e Tom se casaram em 1969 e morreram no mesmo dia (foto: Reprodução/Fred Hunter’s Funeral Service)

Publicado no Extra

Naomi Shirley, de 75 anos, e Tom Shirley, de 83, estavam casados há 45 anos e decidiram continuar juntos até o fim de suas vidas. Ela estava a caminho do hospital, para encontrar o marido, que tinha acabado de falecer, quando sofreu um ataque cardíaco. Os dois morreram com um intervalo de apenas 10 minutos, no último domingo, em Weston, na Flórida.

Naomi não chegou a saber da morte do marido. Os médicos haviam pedido que ela fosse ao hospital se despedir, pois seu estado de saúde havia piorado. Ele estava hospitalizado na Cleveland Clinic desde a noite de sábado, devido a dores no peito. “Meu pai morreu sem saber que minha mãe estava indo visitá-lo e ela morreu 10 minutos depois… Então nenhum dos dois soube que o outro morreu. Agora eles estão juntos, olhando por todos nós”, disse um dos filhos do casal, Tom Shirley Junior, à emissora norte-americana NBC6.

Os dois se conheceram há mais de quatro décadas em uma drogaria, onde Naomi trabalhava. Eles se casaram em 1969 e criaram quatro crianças. “Minha mãe adorava pescar e a vida no campo, e ele era guarda florestal. Foi isso que os atraiu. Os dois gostavam das mesmas coisas”, disse Tom. “Eu tenho que ficar agradecida porque ela não está em algum lugar chorando e chateada porque o pai não está mais aqui. Eles eram a vida um do outro”, disse a filha Melanie Davis.

Noivas engordam ao menos 4 quilos depois do casamento, revela estudo

Publicado no UOL

De acordo com o estudo, as noivas engordam pelo menos quatro quilos seis meses depois de oficializar a união (foto: Thinkstock/Getty Images)

De acordo com o estudo, as noivas engordam pelo menos quatro quilos seis meses depois de oficializar a união (foto: Thinkstock/Getty Images)

O casamento muda por completo a vida dos recém-casados, mas segundo um estudo publicado na revista científica Body Image, a união pode ser prejudicial para quem quer manter a boa forma, especialmente para as mulheres. Cientistas australianos descobriram que as noivas engordam pelo menos quatro quilos logo nos seis primeiros meses de união.

A pesquisa também comprovou que as mulheres que seguiram meses de dieta rigorosa para perder peso antes do casório, engordaram ainda mais nesse período.

O objetivo do estudo, realizado pelos cientistas da Universidade de Flinders, em Adelaide, na Austrália, era examinar a relação entre o casamento e o aumento de peso. Para isso, eles recrutaram 350 noivas para participar do estudo em feiras de casamento.

A pesquisa mostrou que apesar de metade das mulheres terem vontade de emagrecer antes de casar, a maioria delas não teve alteração no peso, ou seja, nem emagreceu ou engordou.

No entanto, seis meses após o casamento, as participantes engordam, em média, 4,7 quilos, sendo que as que fizeram dieta antes do grande dia ganharam ainda mais peso.

As noivas que tinham como objetivo emagrecer antes do casamento pretendiam eliminar nove quilos. No entanto, as que conseguiram perder peso voltaram a engordar, em média, 3,2 quilos nos primeiros seis meses de casada.

Já as noivas que sentiram mais pressão para emagrecer e entrar no vestido engordaram até 4,5 quilos depois da cerimônia, quase três vezes mais do que as noivas que não foram pressionados a perder peso.

O estudo constatou ainda que uma em cada três noivas foram aconselhadas a perder peso antes da cerimônia pelos noivos ou por outros membros da família.

Segundo os cientistas, esse é o primeiro estudo que se propõe a analisar o ganho de peso depois do casamento. Para eles, o fato da mulher engordar depois da cerimônia não é surpreendente, pois não há mais algum evento especial para que elas se motivem a seguir com bons hábitos alimentares e atividade física.

Outra hipótese levantada pelo estudo é que a motivação para manter a forma é enfraquecida, pois as mulheres sentem que já conquistaram o parceiro e não precisam mais se dedicar na aparência.