Qual é a sua graça?

Igreja Assembleia de Deus Pavio que Fumega, em Belfort Roxo-RJ (foto: Adilson Santos/Divulgação)
Igreja Assembleia de Deus Pavio que Fumega, em Belfort Roxo-RJ (foto: Adilson Santos/Divulgação)

Anna Virginia Balloussier, no Religiosamente

Igreja A Serpente de Moisés Aquela Que Engoliu As Outras (Salvador)

Igreja Pentecostal Jesus Vem Você Fica (São Paulo)

Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade (Rio de Janeiro)

A depender dos nomes, o filão de igrejas evangélicas pode ser tão variado quanto um self-service que mistura bobó de camarão e yakissoba de frutas vermelhas. Em 2014, a exposição “Sabe o Nome da Igreja?” vai reunir algumas das nomenclaturas mais curiosas –vide os casos acima. “Com todo respeito eclesiástico, claro”, diz a curadora Luciana Mazza, 38, ela própria fiel da Igreja Batista de Itanhaém.

A criatividade com as filiações religiosas dará o ar da sua graça no Salão Internacional Gospel, feira de negócios voltada à música e à literatura marcada para setembro do ano que vem.

Aqui pertinho da redação da Folha, no centro de São Paulo, fica uma das igrejas selecionadas: a Cruzada Profética do Pai das Luzes (uma portinha de vidro próxima ao Minhocão, com um cavalete convidativo: “Marque aqui sua consulta espiritual gratuitamente”).

Outros favoritos:

Igreja Do Sétimo Gole (Goiânia)

Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta  (São Paulo)

Igreja Batista Incêndio de Bênçãos (São Paulo)

Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’água (Recife)

Igreja ‘A’ de Amor (Paraná)

Igreja E.T.Q.B – Eu Também Quero a Bênção (Lumiar-RJ)

Igreja Evangélica Florzinha de Jesus (Londrina)

Igreja Cristo é Show (Belo Horizonte)

Igreja Evangélica Pentecostal

A última Embarcação Para Cristo (São Paulo)

FEIRA LIVRE

No mercado de feirões focado no público gospel, o rodízio de nomes valeria um post à parte. A ExpoCristã, feira veterana que cancelou sua edição neste ano após “ventos não favoráveis” (foi desalojada por falta de pagamento), vai voltar em 2014, sob nova direção.

Foi lá que tomei, em 2011, um gole do “Beijo de Judas”. O copão a R$ 4, vendido no estande “Cocktail Gospel”, misturava caju, maracujá, grenadine e leite condensado (sem álcool).

No segmento, ninguém leva fé numa segunda edição da FIC (Feira Internacional Cristã), que neste ano marcou a estreia das Organizações Globo nesse nicho. A empresa global responsável, Geo Eventos, que já cuidou e depois abriu mão de eventos como o festival Lollapalooza, afirma que o calendário de 2014 ainda está “em planejamento”.

Em julho, vi gente literalmente vestindo a camisa na FIC: à venda, baby looks com estampas que imitavam a Coca-Cola (“Pecado Zero: viva o lado santificado da vida”) e o chocolate Prestígio (“Jesus Cristo: quem anda com ele tem prestígio”).

Enquanto isso, no mês passado, a Flic (Feira Literária Internacional Cristã) e Salão Internacional Gospel anunciaram a fusão para 2014. No material de divulgação, ressaltaram números como os R$ 15 bilhões que o segmento evangélico movimentaria por ano e os 73 assentos (de 594) que evangélicos detêm no Congresso, “a maior bancada em sua história”.

Um mês antes, na feira literária, folheei um exemplar de “Celebração do Sexo”, do americano Douglas Rosenau, que se identifica como terapeuta sexual cristão. O guia seria um “presente de Deus no casamento: o prazer sexual”, com um capítulo inteiramente dedicado ao sexo feito “sem tirar a roupa”.

foto: Adilson Santos/Divulgação
foto: Adilson Santos/Divulgação

dica do Ed Brito

sério que acreditam que a segunda foto é verdadeira?

Leia Mais

‘É um mérito’, diz casal que optou por ficar virgem até o casamento, em RR

Movimento defende castidade e sexo somente depois do casamento.
Mais de mil jovens participam do evento “Eu Escolhi Esperar”, em Roraima.

Valéria Oliveira no G1

Daniel Lineke e Ammila Ayã namoram há três e dizem que com orgulho que escolheram esperar (Foto: Valéria Oliveira/ G1)
Daniel Lineke e Ammila Ayã namoram há três e dizem que com orgulho que escolheram esperar (Foto: Valéria Oliveira/ G1)

Vida sexual somente depois do casamento. Este é o objetivo de vida dos mais de mil jovens que participam do seminário “Eu Escolhi Esperar”, realizado neste sábado (2), em Boa Vista. O evento reúne pessoas virgens e aquelas que já não são mais, mas se arrependeram e optaram por se resguardar até o matrimônio.

Seguidores do movimento que prega o início da vida sexual somente após o casamento, o publicitário Daniel Lineke, de 21 anos, e a universitária Ammila Ayã, de 19 anos, que namoram há três anos, afirmam que são virgens e consideram que a virgindade é um mérito, além disso, eles alegam que é uma prova de amor que está acima do relacionamento do casal.

“É uma prova de amor, principalmente a Deus, quando a gente admite e faz um voto desse a ele. Uma vez que nós tomamos uma atitude dessa, conseguimos olhar um ao outro e dizer: eu te quero da forma correta, da forma que Deus determinou”, declarou Lineke.

A namorada de Lineke, Ammila, acrescentou que ter relação sexual somente após o casamento é a forma correta de seguir os princípios bíblicos. “Há tempo para tudo, há tempo para ser solteiro e tempo para casar. Por isso escolhi esperar, e o momento certo será depois do casamento”, explicou.

Com relação ao preconceito, o casal de namorados afirma que leva com ‘total facilidade’ e que não sente vergonha da escolha, pelo contrário, segundo eles, é decisão e uma atitude relacionadas à maturidade.

Jorge e Lucélia Rodrigues afirmam que ter feito relação sexual somente após o casamento fortificou a união (Foto: Valéria Oliveira/ G1)
Jorge e Lucélia Rodrigues afirmam que ter feito relação sexual somente após o casamento fortificou a união (Foto: Valéria Oliveira/ G1)

Outro casal
Casados há cinco anos, Jorge e Lucélia Rodrigues, que escolheram praticar a relação sexual somente após o matrimônio, relatam que a decisão foi a melhor escolha que eles poderiam ter tomado.

“Durante nosso casamento percebemos que isso fortaleceu mais nossa união, pois não gerou dúvidas ao nosso relacionamento”, disse Rodrigues.

Movimento
Criador e líder do movimento “Eu Escolhi Esperar”, o pastor Nelson Júnior explicou que a ideia do grupo é atingir jovens cristãos. De acordo com ele, em três anos, a campanha conseguiu a adesão de 250 mil jovens pela causa em todo país.

O pastor defende que a decisão de se guardar para depois do casamento é baseada em princípios bíblicos. “Hoje, o alto índice de divórcio está relacionado à infidelidade conjugal. Isso acontece porque as pessoas buscam o sexo, pois as pessoas tiveram uma vida sexualmente ativa antes de casar. Assim, há um desejo contínuo. Com quem tem apenas um parceiro, isso ocorre, mas é mais fácil de controlar, tendo em vista que a pessoa conseguiu se controlar antes do matrimônio”, defendeu o pastor.

Evento 'Eu Escolhi Esperar' é realizado em Boa Vista (Foto: Valéria Oliveira/ G1)
Evento ‘Eu Escolhi Esperar’ é realizado em Boa Vista (Foto: Valéria Oliveira/ G1)

Leia Mais

Bon Jovi aceita convite de noiva e participa de casamento em Las Vegas, na capela que se casou

bon jovi

 

Publicado no portal R7

O sonho de muitas “mortais” de casar com um rockstar foi parcialmente realizado neste sábado (12). Depois de fazer uma petição na internet e ter sua história contada por TVs e rádio americanas, Branka Delic conseguiu levar o cantor Jon Bon Jovi para o seu casamento com Gonzalo Cladera.

A Graceland Wedding Chapel, em Las Vegas, foi a mesma na qual o cantor utilizou para casar-se com sua esposa Dorothea, em 1989. Na porta da capela, há uma placa apontando que o cantor oficializou a união nupcial com Dorothea naquele local.

Branka e Gonzalo criaram páginas no Facebook e usaram o Twitter para chamar a atenção do cantor e da mídia. O casal apareceu em programas de TVs dos Estados Unidos reforçando o pedido ao cantor, que tocou naquela noite na cidade com sua banda, no MGM Grand Garden Arena. O nome da capela faz alusão ao local onde Elvis Presley morou nos últimos anos da sua vida.

bon jovi 2 bon jovi 1

dica do Deiner Urzedo

Leia Mais

Pai com doença terminal leva filha ao altar deitado em uma maca

casamento
Scott Nagy, de 56 anos, cumpriu a promessa de levar a filha Sarah ao altar, mesmo com doença avançada. (Foto: AP Photo/The Plain Dealer, John Kuntz)

 

Publicado no Bem Estar

Um americano com doença terminal levou a filha ao altar deitado em uma maca. Convidados choraram e bateram palmas enquanto Scott Nagy participava do casamento da filha Sarah, na Primeira Igreja Evangélica Luterana, na cidade de Strongsville, em Ohio.

Um time de profissionais médicos voluntários ajudou Nagy a levar a noiva de 24 anos ao altar, onde o noivo Angelo Salvatore e o reverendo Chuck Kneren esperavam sua chegada.

“Foi uma promessa que eu fiz em março, de levá-la ao altar”, disse o homem de 56 anos. “Ela é a minha princesa. Essa é a minha definição de caminhar até o altar”, completou. Nagy foi diagnosticado com câncer de uretra e já passou por quimioterapia. Ele está internado no Hospital Universitário Seidman Cancer Center desde agosto.

Os médicos não tinham certeza se conseguiria participar do casamento, inicialmente marcado para o ano que vem. Mas, com fios de monitoramento escondidos sob seu smoking e um com uma traqueostomia, ele conseguiu fazer o trajeto até o altar, beijando um neto que levava as alianças e dando um sinal de “positivo” para os convidados.

Uma enfermeira do hospital, Jacky Uljanic, ajudou nos preparativos para que Nagy pudesse ir ao casamento. Ela o colocou em terapia diária para fortalecer o paciente e checou a logística com antecedência. O trajeto de ambulância foi doado por uma empresa de transporte médico. Um médico e outro profissional de saúde também acompanharam Nagy na jornada.

casamento1
Uma equipe médica voluntária participou da operação que levou Scott Nagy até a igreja no casamento de sua filha. (Foto: AP Photo/The Plain Dealer, John Kuntz)

Leia Mais

Papa Francisco já enfrenta resistência no Vaticano

Ala tradicionalista da Igreja condena abertamente mudanças promovidas pelo Pontífice

O Papa Francisco acena para a multidão durante cerimônia do Angelus na Praça de São Pedro: Pontífice demonstrou uma maior abertura às transformações das sociedades modernas, o que está lhe rendendo ataques de conservadores STEFANO RELLANDINI / Reuters/STEFANO RELLANDINI
O Papa Francisco acena para a multidão durante cerimônia do Angelus na Praça de São Pedro: Pontífice demonstrou uma maior abertura às transformações das sociedades modernas, o que está lhe rendendo ataques de conservadores STEFANO RELLANDINI / Reuters/STEFANO RELLANDINI

Publicado no O Globo

Não é raro o Papa Francisco deixar sua sala de trabalho na Residência de Santa Marta, na Cidade do Vaticano, tirar uma moeda do bolso e se servir de um café expresso na máquina instalada no corredor. Em mais de seis meses de pontificado, o sucessor de Bento XVI manteve seus austeros hábitos de cardeal franciscano, renunciou aos aposentos papais no Palácio Apostólico e a tradicionais símbolos do vestuário do cargo, como os sapatos vermelhos ou a cruz de ouro (ele usa uma de prata).

No discurso, o novo Pontífice demonstrou uma maior abertura às transformações das sociedades modernas, na rejeição de uma ingerência espiritual na vida pessoal, e criticou a “obsessão” da Igreja por temas como o casamento homossexual, o aborto ou os contraceptivos. A Igreja “dos pobres e para os pobres” do Papa Francisco tem suscitado entusiasmo entre fiéis, mas também desaprovação e severas críticas por parte de setores católicos conservadores.

Para o italiano Marco Politi, um dos mais respeitados vaticanistas, está em curso “uma verdadeira revolução”, num processo gradual de “desmontagem de uma Igreja imperial” em que o Papa era o monarca absoluto e a Cúria romana, o centro de dominação. O analista aponta uma firme intenção de Francisco em impor o “princípio de colegialidade” pela implementação de um mecanismo de consulta com os bispos para decidir sobre as mudanças necessárias à Igreja.

— Por isso que já ocorre uma resistência das forças conservadoras, não somente na Cúria, mas na Igreja. Mas até este momento, no escalão superior, os cardeais e bispos conservadores não falam abertamente contra o Papa, deixam as críticas mais furiosas aos sites na internet. Vemos em diferentes partes do mundo sites muito agressivos contra o Papa, acusando-o de populista, demagógico, pauperista, de não querer exercer o primado absoluto de Pontífice romano — nota Politi.

‘Enganador em turnês demagógicas’

O blog “Messainlatino.it”, que prega a renovação da Igreja “na esteira da tradição”, denunciou uma “real e verdadeira crise de identidade” do Pontífice por causa de uma de suas notórias declarações no voo de retorno à Itália da viagem ao Rio de Janeiro, onde participou da Jornada Mundial da Juventude (JMJ): “Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”, disse Francisco. O site tradicionalista diagnosticou como “um sinal tangível de um extravio existencial que faz literalmente tremer os nervos e o corações dos fiéis”, e indagou de forma irônica: “Perdoe o atrevimento, vós não sois, talvez, o ‘Papa’? Não tendes, talvez, as chaves para abrir e fechar o Reino dos Céus?”.

Conservadores americanos reunidos no “Tradition in Action”, site baseado em Los Angeles que defende as “tradições católicas”, acusaram Francisco de ser um “enganador” que organiza “turnês demagógicas” em “estilo miserabilista”. Para o “Tradition in Action”, o Pontífice procura “dessacralizar os símbolos do papado a fim de aboli-los”. O site criticou seu gesto de retirar o solidéu para colocá-lo sobre a cabeça de uma menina: “Deste modo, quer parecer como um velho vovô que brinca com a sua netinha e, ao mesmo tempo, demonstrar que os símbolos do papado são inúteis”.

Bertone fora do caminho

Para o “Corrispondenza Romana”, setores da Igreja estão sendo controlados por “uma minoria de frades rebeldes de orientação progressista”. O site “Una Fides” censurou missas celebradas no Brasil em que sacerdotes distribuíram a eucaristia em copos de plástico: “O Senhor, um dia, pedirá contas pelos inumeráveis sacrilégios cometidos por milhões de crentes, milhares de sacerdotes, centenas de bispos, dezenas de cardeais e talvez até por alguns Papas.” Já a publicação americana “National Catholic Register” definiu a eleição de Jorge Mario Bergoglio como Papa como “mais um acréscimo à pilha das recentes novidades e mediocridades católicas”.

Para Marco Politi, haverá mais oposição entre bispos e cardeais no mundo do que dentro da Cúria, onde grande parte de seus integrantes estava decepcionada com a ineficácia administrativa de Bento XVI e com o autoritarismo do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano.

— Não podemos saber como tudo vai evoluir, mas é certo que à medida que o Papa avançar em suas reformas, o movimento de resistência por parte dos conservadores será cada vez mais forte — avalia.

Para o posto de Bertone, o segundo na hierarquia da Santa Sé, foi nomeado o arcebispo Pietro Parolin, “um homem de grande experiência, que não tem uma atitude ideológica, mas de atenção para a realidade contemporânea”, diz Politi. O vaticanista lista, ainda, algumas mudanças importantes já feitas ou sinalizadas pelo Papa: o saneamento do Banco do Vaticano, com tolerância zero para as contas opacas; a criação do grupo de trabalho constituído de oito cardeais para refletir e elaborar propostas de reformas na Cúria, a comunhão para os divorciados recasados ou a ascensão de mulheres a postos de decisão na hierarquia da Igreja.

— Uma de suas decisões que provocaram bastante ruído em Roma foi a demissão do prefeito da Congregação do Clero, o cardeal Mauro Piacenza (substituído por Beniamo Stella), responsável pelas centenas de milhares de padres no mundo — acrescenta Politi. — Era muito conservador, e contra qualquer mudança na lei do celibato. Esta troca é um sinal claro de que o Papa não quer um conservador num posto-chave como este.

‘A instituição irá se defender’

Para o sociólogo francês Olivier Bobineau, especialista em religiões no Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences-Po) e autor de “O império dos Papas — uma sociologia do poder na Igreja”, haverá um limite para as reformas de Francisco. Na sua opinião, o Pontífice já deu sinais de abertura, simplificou o protocolo hierárquico e poderá alterar o “clima e o ambiente” na Igreja, mas terá enormes dificuldades se desejar promover transformações mais profundas.

— A primeira coisa que ele teria de fazer é mexer no edifício hierárquico. Mas nem João XXIII conseguiu fazê-lo. A instituição irá se defender. Há padres e bispos que amam este poder hierárquico, e vão tentar conservá-lo por todos os meios. Não se pode sair de uma estrutura católica que remonta ao século V. Há 1.500 anos é assim. Um só homem não pode mudar isto.

Bobineau acredita que o Papa centrará seu Pontificado nas mensagens de amor e pelos pobres e em mudanças de estilo:

— Em sua recente entrevista à revista dos jesuítas, ele disse que as reformas estruturais e organizacionais são secundárias. Ele sabe. Seria necessário explodir tudo. Ele está no topo de uma estrutura hierárquica que em algum momento vai lhe impor limites. Quanto mais ele empurrar no sentido de mudanças, mais sofrerá resistências dos conservadores — prevê.

Entre 1º e 3 de outubro, o Conselho de oito cardeais se reunirá com o Papa para preparar um documento de trabalho com propostas de reformas na Cúria. No dia 4, Francisco visitará, pela primeira vez como Papa, Assis, a cidade do santo que inspirou o nome de seu pontificado.

— A expectativa é de que fará um discurso bastante forte sobre a pobreza na Igreja — arrisca Politi.

Leia Mais