Amor à Vida: Valdirene dá os primeiros passos para se tornar evangélica

 Valdirene dá os primeiros passos para virar uma cantora gospel famosa foto:  Reprodução

Valdirene dá os primeiros passos para virar uma cantora gospel famosa
foto: Reprodução

Regina Rito, em O Dia

Rio – Valdirene (Tatá Werneck) dá os primeiros passos para se tornar evangélica e virar uma cantora gospel famosa fazendo dupla com Carlito (Anderson Di Rizzi), com quem se casa, em ‘Amor à Vida’, como estava escrito na sinopse de Walcyr Carrasco. A partir do dia 6, a periguete e a mãe, Márcia (Elizabeth Savalla), que estão em dificuldades financeiras — desde que o casamento com Ignácio (Carlos Machado) não vingou — pedem empréstimo a Atílio (Luis Melo).

Na recepção do hospital San Magno, são recebidas por Maristela (Vera Mancini), que há meses deu uma bíblia a Valdirene e quer saber se a jovem leu. Valdirene retruca: “Comecei, parei. É que tava muito ocupada tentando agarrar um milionário”. Maristela: “Acredite em Cristo e não te faltarão riquezas”. Valdirene: “Então tá fazendo o que aqui trabalhando, se é rica?”.

Mãe e filha sobem e intimam Atílio a lhes emprestar dinheiro. Ele explica que não está trabalhando e que o hospital passa por uma auditoria. Valdirene: “Auditoria? Oba, quero participar!”. Márcia se empolga e pede a Atílio, para encaixar a filha. Ele rebate: “Ela nem sabe matemática”. Valdirene se irrita: “Você não me ofende. Vamo falá da auditoria. Sei que nessas auditoria a gente canta, e depois pode aparecer na televisão. Me bota nessa, que sei cantar umas música da hora”. A ex-chacrete confirma: “A Valdirene tem jeito pra coisa, podia até ser cantora profissional”. Sem paciência, Atílio frisa: “Falei auditoria, não falei teste de audição”.

dica do Ailsom Heringer

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Joelma, da Calypso: ‘Já me considero uma cantora gospel há oito anos’

Joelma durante a gravação do sétimo DVD do Calypso, em Ceilândia (DF) Foto: Terceiro / Caio Paifer / Divulgação
Joelma durante a gravação do sétimo DVD do Calypso, em Ceilândia (DF) Foto: Terceiro / Caio Paifer / Divulgação

Título original: Joelma, da Calypso, sobre polêmica gay: ‘Não sou de fugir da raia, gosto de uma briga’

Publicado no Extra

Ela confessa: gosta de uma briga e colecionou algumas este ano. De opinião forte, a cantora Joelma, da Banda Calypso, foi acusada de comparar gays a drogados e precisou algumas vezes negar o fim do grupo, que já vendeu mais de 15 milhões de discos em 14 anos. Ao lado do marido e também parceiro de palco, Chimbinha, ela disse que “apanhou muito, mas se fortaleceu”. Em conversa com a Canal Extra na véspera da gravação do sétimo DVD da banda, no dia 9, em Ceilândia (DF), a dupla paraense negou a crise no casamento. Os dois ainda desabafaram sobre o preconceito que sofrem por produzirem música “brega”.

Isso é Calypso!

Numa entrevista em março, você disse que lutaria até a morte se tivesse um filho homossexual e foi acusada de comparar gays a drogados. Mas, ao mesmo tempo, a Banda Calypso tem um grande número de fãs gays. Como eles reagiram a tudo isso?

Joelma: Nossos fãs são, na maioria, gays e lésbicas. Eles podem falar de mim. Eles sabem da maneira como eu os trato. Eles sabem o que eu converso com eles, e eles conversam comigo. Agora, eu não sei se foi um mal-entendido ou se foi de maldade, porque vocês (jornalistas) que trabalham na mídia sabem que há uma imprensa marrom. Existe a galera do bem e a galera do mal. Mas eu fiquei tranquila, porque meus fãs me conhecem. Eu não sou mulher de fugir da raia, sou de encarar o negócio mesmo, até confesso que gosto muito de uma briga. Enfim, eu sempre tiro alguma coisa boa de tudo, uma lição.

Esse período foi o pior momento da banda?

Chimbinha: Bateram tanto, bateram tanto, e nós não caímos. As pessoas me chamaram de gay, disseram que eu estava com depressão. Acabaram com o meu casamento, depois falaram que nossa relação é de fachada. E estamos aqui, juntos, gravando mais um DVD.

J: A gente apanhou muito este ano! Eu trabalhei tanto que acho que o meu corpo melhorou mais, eu fiquei magrinha, acho que estou mais em forma. Aprendi muito com tudo isso. Muito mesmo. Não que eu tenha achado legal, né? Mas essa história me fortaleceu bastante.

Joelma e Chimbinha: a Banda Calypso já vendeu mais de 15 milhões de discos Foto: Caio Paifer / Divulgação
Joelma e Chimbinha: a Banda Calypso já vendeu mais de 15 milhões de discos Foto: Caio Paifer / Divulgação

Joelma, você vai lançar um CD de música gospel, e imediatamente surgiram boatos sobre o fim da Calypso. Afinal de contas, a banda vai acabar?

J: Eu já me considero uma cantora gospel há oito anos, desde a primeira vez que eu gravei a primeira música religiosa na vida. Foi a maneira que eu encontrei de agradecer a Deus por tudo que Ele fez na minha vida. Hoje, tudo que eu sou, eu devo a Ele. Só que a imprensa grandiosa não sabia disso. Mas deixar a Calypso, nunca, jamais. É um presente de Deus pra gente.

C: Eu parei o projeto de CD de guitarra, que planejava. Fiquei até com medo de lançar e as pessoas acharem que a banda vai acabar.

Quando surgiu a polêmica com os gays, apareceram informações de que o filme sobre a história da Calypso seria cancelado por falta de patrocínio. O filme vai sair mesmo?

J: A gente concordou em fazer o filme por insistência. E eu não estou muito por dentro de nada. Já que eu aceitei, falei tudo que eu queria. Eu só tive um encontro com a Deborah Secco (a atriz será Joelma no filme). Nós duas conversamos em casa. A gente cantou e brincou a noite toda e não conversou nada de filme. Eu acho que ela já estava me estudando naquele momento, porque a Deborah estava imitando alguns gestos meus.

Por vocês serem do Norte e cantarem músicas regionais, a Calypso sofreu muito preconceito no início da carreira?

C: Em 1999, o auge era o pagode. Eu mandava (as músicas) para as gravadoras, sem sucesso. Com insistência, lançamos o primeiro CD e vendemos 500 mil cópias. No segundo álbum, fomos para uma gravadora grande. Pedi para sair seis meses depois. Eles queriam mandar no repertório. Eu disse que não. Hoje vendemos mais de 15 milhões de discos. E se as pessoas falam que brega é isso, eu sou um bregueiro nato.

J: Até hoje sofremos. Acho que são pessoas ignorantes que se acham mais especiais do que outras. Eu conheço gente que não sabe nem assinar o nome, mas tem talento para outras coisas, ganha dinheiro e é rico.

Você pensa em engravidar mais uma vez (Joelma tem dois filhos de seu antigo relacionamento e um do casamento com Chimbinha)?

J: Toda vez que eu vejo um bebê, fico louca. Desperta em mim um sentimento materno. Eu estou me programando para daqui a cinco anos. Quero ter um bebê e dar uma parada básica de seis meses com licença-maternidade e tudo.

E como você consegue ser mãe e manter a sua agenda de shows com uma rotina agitada ?

J: O Yago (17 anos) e a Yasmin (9 anos) estudam música e fazem tanta coisa, que eu prefiro que eles fiquem em casa para não atrapalhar a rotina dos dois. Eu vejo meus filhos quando volto para casa (em São Paulo, onde a família mora) e tento ter uma agenda de shows um pouco mais tranquila hoje em dia.

Qual é a importância da religião na vida de vocês (Joelma e Chimbinha atualmente são evangélicos)?

J: Acho que é tudo. Dentro de mim melhorou tudo. Eu tenho paz, felicidade, família e trabalho. Consigo passar por momentos difíceis com tranquilidade graças a tudo que eu acredito. Você aprende a lidar com todas as situações e não sai por aí querendo dar um tiro na cabeça.

Qual é o segredo para se manter durante 14 anos na estrada?

C: Trabalho. Muito trabalho. E a gente não vive de modismo. Antes, o funk estava na moda. Hoje, o Brasil todo está passando por um momento do sertanejo. Que bom para eles. Mas em nenhum momento nós fomos para o ritmo desses cantores. Tocamos o que a gente acha ser o nosso ritmo.

Ano que vem, Joelma, você completa 40 anos de idade e 15 de Calypso. Haverá uma comemoração especial ?

J: Parece que foi hoje a gravação do DVD de dez anos. Ainda estamos focados neste projeto aqui em Ceilândia, mas teremos com certeza algo legal em 2014. E eu quero um festão de aniversário também (risos).

Como foi feita a escolha das músicas neste novo DVD?

J: Cinquenta por cento do DVD está voltado para um ritmo mais do início da nossa carreira, com uma pegada mais romântica. Mas não podemos deixar o estilo mais dançante da banda, que a maioria dos fãs prefere.

Quem escolhe seus figurinos?

J: Tenho estilistas que produzem as peças, mas eu palpito muito. Gosto de saber o que eu vou usar e falo tudo o que eu quero. Neste DVD, por exemplo, uso quatro figurinos diferentes.

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Nº de divórcios freia no Estado de SP, mas ainda são 45 por dia

Mesmo simplificado, nem todos ainda querem optar pelo modelo direto, que nas varas de família significou o fim do estado civil de ‘separado’

divórcio

Publicado no Estadão

O número de divórcios no Estado de São Paulo dá sinais de que vai se estabilizar depois da alta em 2010, quando acabou o “pedágio” de dois anos de separação para o término de um casamento, com uma Emenda à Constituição. O novo divórcio direto cresceu 45,11% no Brasil de 2010 para 2011. Nos anos seguintes, a ruptura do casal em cartório freou: o total de divórcios passou de 17.534, em 2011, para 16.537 (45 por dia), em 2012.

Mesmo simplificado, nem todos as pessoas ainda querem optar pelo divórcio direto, que nas varas de família significou o fim do estado civil de separado, um “limbo” em que um cônjuge não tem mais a vida em comum com o outro, porém não pode se casar de novo. A professora de inglês Chatarine Cowel, de 46 anos, se viu obrigada a entrar para a estatística dos divorciados porque, em 2011, o juiz afirmou que não aceitaria fazer a sua separação.

“Queria separar, porque não sabia se era coisa permanente ou não”, diz ela, mãe de dois filhos adolescentes de um relacionamento de 20 anos com Rui Cowel, de 47. “O juiz falou: ‘Não faço separação’. Como você manda alguém divorciar? É uma coisa muito finita. As pessoas que têm de definir. Não é alguém de fora”, afirma.

A rapidez do divórcio direto é pular a etapa de separação, um processo mais demorado por envolver o debate sobre a culpa do fim da relação, como abandono do lar ou violência doméstica. Um dos atrativos da onda de divórcio recente foi tornar desnecessária a acusação sobre o cônjuge culpado. “Havia um número de ações reprimidas, pelo custo, demora e burocratização”, diz o presidente Colégio Notarial do Brasil, Ubiratan Guimarães. Depois de 2011, porém, as ações na Justiça começaram a cair. Na capital, por exemplo, houve, no primeiro semestre de 2012, 13.183 divórcios, contra 9.989 na primeira metade deste ano.

Apesar de a Justiça paulista entender que a separação está superada, e a necessidade de decretação de culpa também, alguns tribunais no País ainda são mais conservadores e permitem os separados. “O Superior Tribunal de Justiça ainda não tem decisão específica sobre essa matéria”, diz o advogado Arnaldo Rizzardo, do Rio Grande do Sul, onde os casais ainda podem escolher a separação.

O Tribunal de Justiça de São Paulo aboliu a questão da culpa, até mesmo para a separação. Beatriz (nome fictício) foi considerada culpada em primeira instância, após o término, em 2005, de um casamento de 13 anos. O ex-marido alegou que ela o havia traído com um ex-funcionário, inicialmente. Na audiência, apareceu um novo suposto affair, de surpresa. “Foi feita uma maquiagem. Eu mesma quase me considerei uma adúltera”, diz a ex-mulher, que reverteu a decisão.

Segundo a advogada Clarissa Campos Bernardo, quem se sentiu prejudicado pode entrar com uma ação por danos morais contra o ex-cônjuge. Mas, em se tratando de amor ferido, nem tudo pode ir à Justiça ou ser provado. E resta apenas o papel do divórcio.

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SC: promotor nega casamento gay e desdenha de noivas

Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de 'indisputavelmente anômala' Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução
Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de ‘indisputavelmente anômala’
Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução

Publicado no Terra

Um promotor de Santa Catarina negou nesta semana a união civil entre duas mulheres, e ainda desdenhou do pedido. Henrique Limongi baseou-se na Constituição, que ainda afirma que a entidade familiar é composta “entre o homem e a mulher”, e ignorou a recomendação do Conselho Nacional de Justiça e da Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina de reconhecimento do casamento gay como união estável.

Além de negar o pedido, o promotor escreve na carta de reposta que a união de Priscila Minks Zanuzzo e Carmen Abreu de Melo é “indisputavelmente anômala” e que foge aos “mais comezinhos parâmetros de normalidade” – comezinhos significa simples e de fácil entendimento. Limongi ainda menciona “o chamado casamento gay ou, para ser ‘politicamente correto’, união homoafetiva” (sic) e diz que a Constituição tem “clareza de fustigar a visão” sobre o tema, o que deveria, na escrita do magistrado, “dispensar, assim, fogosos malabarismos exegéticos ou extenuantes ensaios de hermenêutica”.

“Quando a gente entrou com pedido, não via a possibilidade de ser negado”, conta Priscila ao Terra, “mas ainda não é lei, então tem a arbitrariedade do promotor e do juiz”. Para fazer a união civil, um casal deve pedi-la no cartório, que lavra o pedido e encaminha os documentos ao promotor, que deve habilitar todas as uniões – independente de serem homoafetivas. A decisão do promotor ainda precisa ser validada pela Justiça.

“Acredito que o juiz não vai negar”, opina Priscila, mas ressalva que, se o magistrado endossar a decisão do promotor, ela e a noiva vão recorrer da decisão.

Juntas há 10 anos, Priscila e Carmen, 29 e 30 anos, decidiram oficializar a união pelo “aspecto legal, de ter os direitos que as outras pessoas têm”. Elas planejavam assinar os documentos no cartório dia 23, e no fim de semana realizariam uma festa para os amigos.

“Foi bem horrível receber essa carta, porque não é só a carta dizendo ‘olha, segundo a lei, vocês não podem casar’. A carta é cheia de ironias, sarcasmos, colocando negrito ‘entre homem e mulher’, dá pra sentir um tom bem preconceituoso. Não é só o que está escrito, mas o modo como está escrito”, diz Priscila.

Foi por se sentirem ofendidas que as duas publicaram a carta em seus perfis no Facebook, onde reclamam que o magistrado “caçoa” do pedido de união estável. Na rede social, os amigos de outras cidades – de São Paulo, terra natal de Carla, e do oeste de Santa Catarina, onde Priscila nasceu -, passaram de empolgados com o casamento em Florianópolis para indignados.

“Estou me informando sobre o que é possível fazer contra esse promotor, porque acho que com essa carta ele está fazendo um desserviço, está colocando as convicções pessoais dele na frente de tudo, não só se pautando na lei mas indo além e ofendendo gratuitamente”, diz Priscila. “E eu sei que ele já escreveu outra carta semelhante”, comenta, em referência a documento divulgado por reportagem da RBS TV sobre um pedido de união homoafetiva que Limongi negou a dois homens em junho. As imagens destacam trechos da carta que, como a enviada às noivas, colocam em negrito e sublinhado que a Constituição cita “homem e mulher” para que a união estável se caracterize como entidade familiar.

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Menino com câncer morre dois dias após ser padrinho dos pais

Logan fez o caminho até o altar no colo da mãe durante o casamento dos pais
Logan fez o caminho até o altar no colo da mãe durante o casamento dos pais

Publicado por BBC [via UOL]

Quando ouviram dos médicos que o filho de 2 anos tinha apenas algumas semanas de vida, os americanos Christine Swidorsky e Sean Stevenson resolveram homenageá-lo. Eles decidiram adiantar seu casamento, que seria em julho de 2014, para o último sábado – assim Logan poderia participar.

Padrinho do casamento, o garoto chegou para a cerimônia no colo de sua mãe e, em seguida, passou para o colo da avó, enquanto segurava seu coelhinho de pelúcia favorito. Christine afirmou que a cerimônia, ocorrida em Pittsburgh, era uma maneira de celebrar a vida de Logan.

Mas, dois dias depois do casamento, ela teve de anunciar a morte de seu filho. Em sua página no Facebook, ela disse que o garoto morreu em seus braços, na noite segunda-feira.

“Ele agora está com os anjos e não está mais sofrendo”, escreveu Christine.

“Sean e eu ficamos com ele no colo durante todo o dia e o medicamos para que ele ficasse mais confortável. E então às 20h18 (21h18 no horário de Brasília), ele deu seus últimos suspiros nos meus braços.”

Leucemia

Logan sofria de leucemia mieloide aguda e, nos seus dois anos de vida, foi submetido a diversos exames e cirurgias.

Em entrevista ao jornal local “Pittsburgh Post-Gazette”, Christine disse que ter o filho como padrinho de seu casamento foi um “sonho realizado”.

“É um momento que não vamos esquecer jamais. Somos abençoados a cada dia que ele fica conosco”, afirmou.

Após a cerimônia, o casal agradeceu às pessoas que doaram presentes, comida e artigos de decoração para o casamento.

Christine Swidorsky segura o filho, Logan Stevenson, 2, ao lado do noivo e pai do menino, Sean Stevenson, na Pensilvânia (EUA).
Christine Swidorsky segura o filho, Logan Stevenson, 2, ao lado do noivo e pai do menino, Sean Stevenson, na Pensilvânia (EUA).

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