Nº de divórcios freia no Estado de SP, mas ainda são 45 por dia

Mesmo simplificado, nem todos ainda querem optar pelo modelo direto, que nas varas de família significou o fim do estado civil de ‘separado’

divórcio

Publicado no Estadão

O número de divórcios no Estado de São Paulo dá sinais de que vai se estabilizar depois da alta em 2010, quando acabou o “pedágio” de dois anos de separação para o término de um casamento, com uma Emenda à Constituição. O novo divórcio direto cresceu 45,11% no Brasil de 2010 para 2011. Nos anos seguintes, a ruptura do casal em cartório freou: o total de divórcios passou de 17.534, em 2011, para 16.537 (45 por dia), em 2012.

Mesmo simplificado, nem todos as pessoas ainda querem optar pelo divórcio direto, que nas varas de família significou o fim do estado civil de separado, um “limbo” em que um cônjuge não tem mais a vida em comum com o outro, porém não pode se casar de novo. A professora de inglês Chatarine Cowel, de 46 anos, se viu obrigada a entrar para a estatística dos divorciados porque, em 2011, o juiz afirmou que não aceitaria fazer a sua separação.

“Queria separar, porque não sabia se era coisa permanente ou não”, diz ela, mãe de dois filhos adolescentes de um relacionamento de 20 anos com Rui Cowel, de 47. “O juiz falou: ‘Não faço separação’. Como você manda alguém divorciar? É uma coisa muito finita. As pessoas que têm de definir. Não é alguém de fora”, afirma.

A rapidez do divórcio direto é pular a etapa de separação, um processo mais demorado por envolver o debate sobre a culpa do fim da relação, como abandono do lar ou violência doméstica. Um dos atrativos da onda de divórcio recente foi tornar desnecessária a acusação sobre o cônjuge culpado. “Havia um número de ações reprimidas, pelo custo, demora e burocratização”, diz o presidente Colégio Notarial do Brasil, Ubiratan Guimarães. Depois de 2011, porém, as ações na Justiça começaram a cair. Na capital, por exemplo, houve, no primeiro semestre de 2012, 13.183 divórcios, contra 9.989 na primeira metade deste ano.

Apesar de a Justiça paulista entender que a separação está superada, e a necessidade de decretação de culpa também, alguns tribunais no País ainda são mais conservadores e permitem os separados. “O Superior Tribunal de Justiça ainda não tem decisão específica sobre essa matéria”, diz o advogado Arnaldo Rizzardo, do Rio Grande do Sul, onde os casais ainda podem escolher a separação.

O Tribunal de Justiça de São Paulo aboliu a questão da culpa, até mesmo para a separação. Beatriz (nome fictício) foi considerada culpada em primeira instância, após o término, em 2005, de um casamento de 13 anos. O ex-marido alegou que ela o havia traído com um ex-funcionário, inicialmente. Na audiência, apareceu um novo suposto affair, de surpresa. “Foi feita uma maquiagem. Eu mesma quase me considerei uma adúltera”, diz a ex-mulher, que reverteu a decisão.

Segundo a advogada Clarissa Campos Bernardo, quem se sentiu prejudicado pode entrar com uma ação por danos morais contra o ex-cônjuge. Mas, em se tratando de amor ferido, nem tudo pode ir à Justiça ou ser provado. E resta apenas o papel do divórcio.

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SC: promotor nega casamento gay e desdenha de noivas

Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de 'indisputavelmente anômala' Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução
Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de ‘indisputavelmente anômala’
Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução

Publicado no Terra

Um promotor de Santa Catarina negou nesta semana a união civil entre duas mulheres, e ainda desdenhou do pedido. Henrique Limongi baseou-se na Constituição, que ainda afirma que a entidade familiar é composta “entre o homem e a mulher”, e ignorou a recomendação do Conselho Nacional de Justiça e da Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina de reconhecimento do casamento gay como união estável.

Além de negar o pedido, o promotor escreve na carta de reposta que a união de Priscila Minks Zanuzzo e Carmen Abreu de Melo é “indisputavelmente anômala” e que foge aos “mais comezinhos parâmetros de normalidade” – comezinhos significa simples e de fácil entendimento. Limongi ainda menciona “o chamado casamento gay ou, para ser ‘politicamente correto’, união homoafetiva” (sic) e diz que a Constituição tem “clareza de fustigar a visão” sobre o tema, o que deveria, na escrita do magistrado, “dispensar, assim, fogosos malabarismos exegéticos ou extenuantes ensaios de hermenêutica”.

“Quando a gente entrou com pedido, não via a possibilidade de ser negado”, conta Priscila ao Terra, “mas ainda não é lei, então tem a arbitrariedade do promotor e do juiz”. Para fazer a união civil, um casal deve pedi-la no cartório, que lavra o pedido e encaminha os documentos ao promotor, que deve habilitar todas as uniões – independente de serem homoafetivas. A decisão do promotor ainda precisa ser validada pela Justiça.

“Acredito que o juiz não vai negar”, opina Priscila, mas ressalva que, se o magistrado endossar a decisão do promotor, ela e a noiva vão recorrer da decisão.

Juntas há 10 anos, Priscila e Carmen, 29 e 30 anos, decidiram oficializar a união pelo “aspecto legal, de ter os direitos que as outras pessoas têm”. Elas planejavam assinar os documentos no cartório dia 23, e no fim de semana realizariam uma festa para os amigos.

“Foi bem horrível receber essa carta, porque não é só a carta dizendo ‘olha, segundo a lei, vocês não podem casar’. A carta é cheia de ironias, sarcasmos, colocando negrito ‘entre homem e mulher’, dá pra sentir um tom bem preconceituoso. Não é só o que está escrito, mas o modo como está escrito”, diz Priscila.

Foi por se sentirem ofendidas que as duas publicaram a carta em seus perfis no Facebook, onde reclamam que o magistrado “caçoa” do pedido de união estável. Na rede social, os amigos de outras cidades – de São Paulo, terra natal de Carla, e do oeste de Santa Catarina, onde Priscila nasceu -, passaram de empolgados com o casamento em Florianópolis para indignados.

“Estou me informando sobre o que é possível fazer contra esse promotor, porque acho que com essa carta ele está fazendo um desserviço, está colocando as convicções pessoais dele na frente de tudo, não só se pautando na lei mas indo além e ofendendo gratuitamente”, diz Priscila. “E eu sei que ele já escreveu outra carta semelhante”, comenta, em referência a documento divulgado por reportagem da RBS TV sobre um pedido de união homoafetiva que Limongi negou a dois homens em junho. As imagens destacam trechos da carta que, como a enviada às noivas, colocam em negrito e sublinhado que a Constituição cita “homem e mulher” para que a união estável se caracterize como entidade familiar.

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Menino com câncer morre dois dias após ser padrinho dos pais

Logan fez o caminho até o altar no colo da mãe durante o casamento dos pais
Logan fez o caminho até o altar no colo da mãe durante o casamento dos pais

Publicado por BBC [via UOL]

Quando ouviram dos médicos que o filho de 2 anos tinha apenas algumas semanas de vida, os americanos Christine Swidorsky e Sean Stevenson resolveram homenageá-lo. Eles decidiram adiantar seu casamento, que seria em julho de 2014, para o último sábado – assim Logan poderia participar.

Padrinho do casamento, o garoto chegou para a cerimônia no colo de sua mãe e, em seguida, passou para o colo da avó, enquanto segurava seu coelhinho de pelúcia favorito. Christine afirmou que a cerimônia, ocorrida em Pittsburgh, era uma maneira de celebrar a vida de Logan.

Mas, dois dias depois do casamento, ela teve de anunciar a morte de seu filho. Em sua página no Facebook, ela disse que o garoto morreu em seus braços, na noite segunda-feira.

“Ele agora está com os anjos e não está mais sofrendo”, escreveu Christine.

“Sean e eu ficamos com ele no colo durante todo o dia e o medicamos para que ele ficasse mais confortável. E então às 20h18 (21h18 no horário de Brasília), ele deu seus últimos suspiros nos meus braços.”

Leucemia

Logan sofria de leucemia mieloide aguda e, nos seus dois anos de vida, foi submetido a diversos exames e cirurgias.

Em entrevista ao jornal local “Pittsburgh Post-Gazette”, Christine disse que ter o filho como padrinho de seu casamento foi um “sonho realizado”.

“É um momento que não vamos esquecer jamais. Somos abençoados a cada dia que ele fica conosco”, afirmou.

Após a cerimônia, o casal agradeceu às pessoas que doaram presentes, comida e artigos de decoração para o casamento.

Christine Swidorsky segura o filho, Logan Stevenson, 2, ao lado do noivo e pai do menino, Sean Stevenson, na Pensilvânia (EUA).
Christine Swidorsky segura o filho, Logan Stevenson, 2, ao lado do noivo e pai do menino, Sean Stevenson, na Pensilvânia (EUA).

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Mulher que tem apenas 6 meses de vida ganha casamento de princesa

História de Jen Bulik, que tem câncer de pulmão, causa comoção nas redes sociais

 Jen Bulik, que tem apenas seis meses, vida e realiza sonho: casar com o namorado (foto:  Reprodução Internet)

Jen Bulik, que tem apenas seis meses, vida e realiza sonho: casar com o namorado
(foto: Reprodução Internet)

Publicado em O Dia e Extra

Estados Unidos – A americana Jen Bulik, de 35 anos, sofre de câncer de pulmão e, por conta da doença, tem apenas seis meses de vida. No fim de semana passado, ela realizou um sonho: casar com o namorado, Jeff Lang.

Juntos há seis anos, Jen e Jeff receberam família e amigos em uma cerimônia realizada em San Jose, Califórnia, nos Estados Unidos. A ideia inicial era fazer uma festa simples, mas a cerimonialista Erica Ota ficou sabendo da história de Jen e resolveu ajudá-la a ter um casamento de princesa. O caso causou comoção nas redes sociais.

Antes de trabalhar na organização de casamentos, Erica foi assistente social em um hospital. Para ela, ajudar na preparação do casamento de Jen foi uma espécie de homenagem a todos os pacientes que perdeu para o câncer. Erica contou a história do casal e conseguiu o apoio de fornecedores. As doações chegaram a cerca de 52 mil dólares.

Ela se casou com Jeff após seis anos de relacionamento (foto: Reprodução / Facebook)
Ela se casou com Jeff após seis anos de relacionamento (foto: Reprodução / Facebook)
Os noivos celebraram a união (foto: Reprodução / Facebook)
Os noivos celebraram a união (foto: Reprodução / Facebook)
Recém-casados! Foto: Reprodução / Facebook
Recém-casados! Foto: Reprodução / Facebook
Jen estava linda no dia do casamento (foto: Reprodução / Facebook)
Jen estava linda no dia do casamento (foto: Reprodução / Facebook)

Noiva autêntica

Por conta da quimioterapia, Jen perdeu os cabelos. A noiva, no entanto, não quis esconder a careca ao subir ao altar. “Eu ia usar uma peruca. Mas eu pensei melhor nisso, e não queria me sentir inautêntica quando olhasse para essas fotos. Queria ser totalmente eu”, afirmou.

Finalmente casados, Jen Bulik e Jeff Lang vão continuar lutando para deixar a doença menos difícil. “Câncer não é fácil. É demorado levantar de manhã. Eu acho que o importante é encontrar a fonte de esperança dentro de si mesmo e a coragem para seguir em frente”, garantiu Jen.

Ouça a canção que os amigos de Jen prepararam no dia do casamento.

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Feliciano compara-se ao Papa, se declara discriminado e ataca a Globo

feliciano e papa

Publicado no Blue Bus

Diz o Radar da revista Veja na web que “Marco Feliciano está enciumado com a receptividade que o papa Francisco vem recebendo no Brasil. Agora resolveu comparar-se ao pontífice”.

Segundo reporta o blog, Feliciano declarou que “o papa é político, eu também. Assim como eu, o papa condena casamento de pessoas do mesmo sexo, a descriminalização das drogas e o aborto. Mas, no caso dele, a mídia aplaude”. Pergunta – “Por que o papa é tratado como popstar, ovacionado, e eu, tão atacado?” E sai também contra a Rede Globo – “Onde estava a TV Globo, que não mostrou as manifestações contrárias ao papa, o beijaço e etc? Isso é discriminação religiosa contra mim, contra o pastor Silas Malafaia e outros”.

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