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Drew Barrymore vai remover todas as tatuagens por motivos religiosos, diz jornal

Procedimento faz parte de conversão da atriz ao judaísmo, religião de Will Kopelman, com quem se casou recentemente

Atriz teria decidido apagar tatuagens após seu casamento com Will Kopelman, que é judeu

Atriz teria decidido apagar tatuagens após seu casamento com Will Kopelman, que é judeu

Publicada originalmente no Uai

Por motivos religiosos, Drew Barrymore está removendo todas as suas tatuagens. A informação, publicada no jornal britânico ‘The Sun’, dá conta de que a atriz tem recorrido ao laser para se livrar de seis tatuagens — entre outras, uma borboleta na barriga e um desenho de flores no quadril.

Ainda de acordo com o jornal, o motivo estaria na conversão de Drew ao judaísmo — por ocasião do casamento com o consultor de arte Will Kopelman, em junho de 2012 —, a partir de um preceito que proíbe desfigurar o corpo.

dica do Thiago Ferreira de Morais

Estudo promete salvar casamentos em 21 minutos

foto: Getty Images

foto: Getty Images

Publicado originalmente no UOL

Apenas 21 minutos por ano são suficientes para manter um casamento saudável, garante um estudo da Universidade de Northwestern , nos Estados Unidos. Essa pequena intervenção na rotina pode ser importante não só para a felicidade do casal, mas também para a saúde dos dois.

“Não quero que [o estudo] soe como mágica, mas você pode obter resultados impressionantes com uma mínima intervenção”, afirma Eli Finkel, autor principal da pesquisa e professor de psicologia social da Universidade.

Segundo ele, três exercícios de escrita, que demoram sete minutos cada, podem ajudar os casais a ter uma visão mais objetiva do conflito, evitando que o romance desapareça de vez da relação.

O estudo de dois anos pediu a 120 casais que escrevessem, a cada quatro meses, sobre sua satisfação no casamento, citando amor, intimidade, confiança, paixão e compromisso. Eles também tinham de entregar um resumo dos desentendimentos que tiveram com o parceiro, relatando os pontos cruciais.

No segundo ano, o autor propôs uma interferência nos textos de metade do grupo. Após entregar o relatório, 60 casais tiveram de fazer uma segunda avaliação, ou seja, reescrever os problemas do casamento sob a perspectiva de uma pessoa neutra, que deveria sugerir uma solução que fosse boa para os dois.

Os dados mostraram que, no primeiro ano do tratamento, todas as pessoas tiveram um declínio na qualidade do casamento, mas, a partir da intervenção, o grupo da reavaliação se manteve menos angustiado com os problemas e eliminou o sentimento de insatisfação no segundo ano. Além disso, Finkel afirma que a satisfação no casamento fez com que pacientes com problemas coronários tivessem mais chances de ter uma longa vida depois de uma cirurgia do que as insatisfeitas.

“Ter um casamento de alta qualidade é um dos mais fortes indicadores de felicidade e saúde. Dessa perspectiva, participando de um exercício de escrita de sete minutos e três vezes por ano, tem de ser um dos melhores investimentos que as pessoas casadas podem fazer.”

O download como religião

Vinicius Felix, no LinkKopimismo-

O Kopimismo é uma fé que nasceu na Suécia. A congregação reivindica que copiar informação é uma virtude sagrada. A imagem do Ctrl C + Ctrl V é o símbolo da religião. No Brasil, a crença ganhou corpo oficial em dezembro do ano passado, no dia 12/12/12, e teve na Campus Party sua primeira aparição pública.

Durante o misto de palestra e culto realizado no evento, o operador (equivalente a um padre ou pastor no Kopimismo) Frederico Neto .jpg, alcunha dada na religião para identificar a ocupação da pessoa, explicou os preceitos básicos da religião.

Usando roupão e um vinil como auréola como traje oficial, Neto disse que a doutrina não tem vínculo direto com o Partido Pirata ou com qualquer grupo político similar. Se trata da representação religiosa do conceito da cópia, embora ele admita que não deixe de ser uma provocação política em tempos em que a religião e política estão fortemente associadas.

No Kopimismo todos podem colaborar para a evolução da religião, é uma crença em código aberto. Para participar não é preciso abandonar a religião e o batismo pode ser feito em casa. É o autobatismo, ou então autoboot, para usar a linguagem da rede.

Entre as dúvidas tiradas na palestra, o kopimismo pode realizar casamentos de maneira oficial e estuda aceitar o casamento entre pessoas do mesmo gênero. “Só a bigamia não permitida”, disse Frederico.

Na Suécia, cerca de 3 mil pessoas seguem a religião. No Brasil não existem números oficiais. Na movimentada Campus Party cerca de 20 pessoas viram a primeira palestra. O kopimismo não tem dízimo, mas aceita doações.

Neto encara que muito enxergam o kopimismo com zombaria, mas deixa claro que o trabalho deles é sério.

Os sete axiomas do kopimismo:

Cópia de informação é eticamente correto;

- Divulgação de informações é eticamente correto;

- Copymixing é uma forma sagrada de copiar, ainda mais do que a cópia digital acabada, porque expande e incrementa a riqueza de informação já existente;

- Copiar ou remixar informações comunicadas por outra pessoa é visto como um ato de respeito e uma forte expressão de aceitação da fé kopimista;

- A internet é sagrada;

- O código é lei;

- Toda divindade é uma cópia, toda cópia é divina.

dica da Ana Carolina Ebenau

Por que o ateísmo pode substituir a religião: estudo

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Cesar Grossmann, no Hype Science

A questão de por que o ateísmo é mais predominante em países ricos do que pobres tem ocupado os antropólogos por cerca de 80 anos. A crença em Deus declina na maior parte dos países desenvolvidos e o ateísmo está concentrado em países europeus como a Suécia (64% de descrentes), Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%), enquanto que na África Sub-saariana a quantidade de ateus é inferior a 1%.

Ateísmo e crença em Deus: Veja os percentuais dos países

Baseado no fato que quanto mais educação, maior a taxa de descrentes, o antropólogo James Fraser propôs que as previsões científicas e o controle da natureza suplantaria a religião como forma de controlar a incerteza nas nossas vidas.

Ateístas são mais comuns entre pessoas com nível superior e que vivem em cidades, e estão mais concentrados em social-democracias europeias. O ateísmo parece florescer mais entre pessoas que se sentem economicamente seguras. Mas por quê?

Quanto menos desenvolvido é o país mais se acredita em Deus

Em um estudo feito em 137 países, o psicólogo evolucionista Nigel Barber aponta que, aparentemente, as pessoas se voltam à religião como uma proteção para as dificuldades e incertezas da vida. Em social-democracias, há menos medo e incertezas sobre o futuro por conta de programas de promoção do bem-estar. Países com melhor distribuição de renda também têm mais ateus.

Em contraste, países onde as doenças infecciosas são mais comuns também há a crença em Deus maior. E em países mais religiosos, a fertilidade também é maior, pela promoção do casamento pela religião. Por fim, a religiosidade também é maior em países onde a população rural é maior.

Crença no inferno reduz comportamento criminoso?

Mesmo as funções psicológicas da religião enfrentam uma competição acirrada nas sociedades modernas, com as pessoas procurando médicos, psicólogos e psiquiatras quando têm problemas psicológicos.

Segundo Nigel, as razões pelas quais as igrejas perdem expressão em países desenvolvidos podem ser resumidas em termos de mercado.

Primeiro, com uma ciência melhor, redes de segurança governamentais e famílias menores, há menos medo e incerteza na vida das pessoas, e, portanto, um mercado menor para a religião.

De onde surgiram tantos ateus?

Ao mesmo tempo, muitos produtos alternativos estão sendo oferecidos, como medicamentos psicotrópicos e diversão eletrônica, exigindo menos compromissos e respeito servil à crenças não científicas. [Psychology Today]

Igreja proíbe uso de músicas profanas

Documento proíbe também o trabalho de promoters, assessores na organização da celebração

Maycon Corazza, na CGN

A Diocese de Apucarana publicou um manual contendo normas e diretrizes para a celebração de casamentos que deverão ser aplicadas pelas paróquias dos 37 municípios abrangidos pela circunscrição eclesiástica. O documento tem gerado polêmica pelas proibições, entre elas a do uso de músicas que não sejam sacras e da entrada dos padrinhos nas cerimônias.

O chamado “manual” determina também que casamentos não podem ser realizados fora da igreja, que fotógrafos e cinegrafistas precisam se cadastrar nas paróquias, além de dispensar o trabalho de promoters, assessores e demais profissionais na organização da celebração.

O bispo da Diocese, Dom Celso Antônio Marchiori, disse em entrevista ao jornal Tribuna do Norte que as diretrizes tem por objetivo orientar a organização do matrimônio. “Não são proibições ou imposições. Não criamos nada de novo, apenas queremos destacar o mais importante na celebração, que são os noivos. Por isso, listamos essas orientações para que o casamento seja realizado como determina a liturgia”, disse.

O líder religioso criticou também a ‘espetacularização’ do casamento. “Muitos noivos perderam o significado sacramental do casamento. Ele está no mesmo patamar de sacramentos como a eucaristia”, criticou.

Reflexos

A decisão da Igreja deve afetar principalmente o setor de assessoria de eventos. Para o jornal Tribuna do Norte, a profissional Fernanda Neira, criticou a decisão religiosa. “Foi uma imposição da Igreja, não houve conversa. Acredito que a Diocese deveria ter chamado os profissionais para dialogar e procurar um meio-termo, ainda mais quando mexe com os sonhos das pessoas. Acho que quem perde é a própria Igreja”, diz.

Segundo ela, a maioria dos noivos e noivas não aprovou a lista de orientações. “Casamento é um sonho para muitas pessoas. Elas querem que seja o mais bonito possível, por se tratar de um momento especial. As exigências restringem o sonho de muitos noivos e noivas”, falou em entrevista.

Surpresos

Bruna Kelly Neves, bacharel em Direito, está noiva. Ela e o noivo, o estudante José Carlos Júnior, foram pegos de surpresa pelo manual de casamento. “Acho errado querer vetar coisas que já se tornaram tradicionais em casamentos, como a entrada dos padrinhos e também o uso de músicas não-sacras. As diretrizes, de certa forma, prejudicam o casamento, por causa do sonho que eu e muitas pessoas tinham”, criticaram ao jornal Tribuna do Norte.

Joiciléia Aparecida de Sá, que é técnica em radiologia, está noiva de Élton Vinicius Soato, que é faturista. Ela pondera. “Acho que proibir a entrada de padrinhos é razoável, porque existem pessoas que exageram e chamam dezenas de casais. Mas acho que as normas não deveriam ser tão rigorosas. Os assessores e promoters poderiam ter sido consultados, para que fossem cortados apenas os exageros”, opina.

Em algumas paróquias, as regras passaram a valer desde o último final de semana. A Igreja Católica de Apucarana ficou conhecida nacionalmente quando passou a multar as noivas que chegavam atrasadas para a cerimônia.