Dor de cabeça pode ser tratada com sexo, diz estudo

De acordo com a especialista, o sexo pode dar melhores resultados no combate à dor de cabeça que analgésicos

O uso do sexo como analgésico natural para aliviar as crises de dor de cabeça é mais comum entre homens do que mulheres
O uso do sexo como analgésico natural para aliviar as crises de dor de cabeça é mais comum entre homens do que mulheres

Publicado no Virgula

Quem diria que a clássica desculpa para não transar, como “essa noite não dá porque estou com dor de cabeça”, poderia ser aliviada justamente com…sexo! Isso porque um estudo recente mostrou que as mulheres que sofrem de enxaqueca e dor de cabeça e fizeram sexo tiveram uma diminuição de 50% na intensidade e frequência das dores.

A pesquisa desenvolvida pela Southern Illinois University, dos Estados Unidos, explica que o ato sexual libera endorfina, uma substância natural produzida pelo cérebro que regula a emoção e a percepção da dor, ajudando a relaxar e gerando bem-estar e prazer.

Além das dores de cabeça, o ato sexual também pode ajudar a tratar outros tipos de dores, no entanto, quando o incômodo é persistente e forte, é válido recorrer aos analgésicos. E segundo a ginecologista Lauren Streicher, em entrevista ao Huffington Post, manter relações sexuais durante crises de dor não é simples.

“Sexo pode melhorar dor de cabeça, dores musculares, dor de estômago e qualquer outra dor que você possa imaginar. Apesar da dor e da falta de vontade, fazer sexo nessas horas pode ser uma boa solução”, explica a ginecologista.

Leia Mais

Cafeína pode ajudar você a perder peso

foto: flickr.com/jonathancohen
foto: flickr.com/jonathancohen

Carol Castro, no Ciência Maluca

Pode ajudar, mas só se você já fizer exercícios físicos. É que tomar uma xícara de café antes de ir à academia faz você malhar com mais empenho e por mais tempo: até 30% mais do que nos dias sem cafeína.

A explicação é simples – e talvez você até já conheça parte dela. A cafeína deixa seu organismo mais atento, em alerta. E melhora também sua habilidade motora, fazendo com que os exercícios físicos pareçam mais fáceis. Além disso, a cafeína reduz as mensagens químicas do cérebro que passam mensagens de cansaço e estimula a produção de energia e oxidação de gordura.

Quem garante é uma pesquisa da Associação Britânica de Café – bem suspeito, é verdade, mas teve como base outros estudos e a ajuda do pesquisador Mike Gleeson, da Universidade Loughborough. Segundo Gleeson, o ideal é tomar café uma hora antes de iniciar os exercícios físicos.

Não custa tentar…

(Via Express)

Leia Mais

O mito do “cérebro direito” e “cérebro esquerdo”

publicado no Universo Racionalista

O mito do hemisfério esquerdo lógico e o hemisfério direito criativo tornou-se uma poderosa e útil metáfora para o entendimento do cérebro humano. Mas enquanto essa noção não é totalmente infundada, o psicólogo Christian Jarrett diz que devemos confrontá-la. Achar o que o modelo cérebro-esquerdo e cérebro-direito tem de correto – e como ela nos engana sobre o nosso próprio cérebro.

O mito dos hemisférios do cérebro provavelmente nunca vai morrer porque ele se tornou uma poderosa metáfora para diferentes formas de pensamento – um lado lógico, focado e analítico, contra um liberal e criativo. Pegue o exemplo do chefe britânico Rabbi Jonathan Sacks falando na Radio BBC 4: “O que faz a Europa acontecer e faz ela tão criativa,” ele explica, “é que o cristianismo era uma religião ligada ao lado direito do cérebro… traduzida para uma linguagem do lado esquerdo [Grego]. Então, por séculos você teve essa visão de que ciência e religião são essencialmente partes da mesma coisa.”

Bem como um apelo metafórico, a ideia sedutora do lado direito do cérebro e seu inexplorado potencial criativo também tem uma longa história de ser alvo de gurus de auto-ajuda vendendo pseudo-psicologia. Hoje, a mesma ideia é também explorada pelos criadores de jogos e aplicativos de auto-aperfeiçoamento. A última versão do aplicativo The Faces iMake-Right Brain Creativity para iPad, por exemplo, se vangloria de que “é uma extraordinária ferramenta para desenvolver as capacidades criativas do lado direito do cérebro”.

Há mais do que um grão de verdade para o mito dos hemisférios do cérebro. Embora eles sejam diferentes, os dois hemisférios do cérebro funcionam de formas diferentes. Por exemplo, já se tornou um conhecimento de senso comum que na maioria das pessoas o lado esquerdo é dominante para a linguagem. O lado direito, por outro lado, é mais ativo no processamento emocional e nas representações do estado mental dos outros. Entretanto, a distinção não é totalmente clara como o mito faz parecer. Por exemplo, o hemisfério direito está envolvido em processar alguns aspectos da linguagem, como a entonação e a ênfase.

Hemisfério-Esquerdo-e-Direito

Muito do que nós sabemos hoje sobre as diferenças entre os hemisférios veem dos notáveis estudos de divisão de cérebros que começaram nos anos sessenta. Essas pesquisas foram conduzidas com pacientes que tiveram o grosso feixe de fibras que ligam os hemisférios cortados como um último recurso para tratamento de epilepsia. Pesquisadores, incluindo os psicólogos Roger Sperry e Michael Gazzaniga, puderam estimular apenas um hemisfério por vez, e descobriram que as duas metades do cérebro agiram como entidades independentes, com diferentes estilos de processamento.

É também importante notar que o tipo de tarefa que envolve um hemisfério mais do que o outro nem sempre mapeia cuidadosamente os tipos de categorias que achamos útil falar nas nossas vidas cotidianas. Vamos pegar o exemplo da criatividade. Podemos achar ela um atalho útil para dividir tarefas entre aquelas que são criativas e aquelas que são repetitivas. Obviamente a realidade é bem mais complexa. Existem muitas maneiras de ser criativo.

Na verdade, alguns estudos mostraram que o hemisfério direito parece estar mais envolvido quando temos um lampejo de inspiração. Por exemplo, um estudo descobriu que a atividade cerebral era maior no hemisfério direito quando os participantes resolveram uma tarefa por inspiração ao invés de gradualmente. Outro mostrou que uma pequena exposição a quebra-cabeças é mais útil para o hemisfério direito do que o esquerdo, como se o direito estivesse mais próximo da resposta.

Mas inspiração é apenas um dos tipos de criatividade. Contar histórias é outro tipo. Uma das mais fascinantes revelações dos estudos de divisão de cérebros foi que o hemisfério esquerdo cria histórias para explicar o que o hemisfério direito tem que fazer, – o que Gazzaniga apelidou de “fenômeno intérprete”. Por exemplo, em um estudo uma paciente completou uma tarefa de correspondência de figuras usando a sua mão esquerda (controlado pelo hemisfério direito) para corresponder uma pá com uma tempestade de neve (mostrado apenas para o hemisfério direito). Foi perguntado ao paciente por que ele fez isso. Mas o seu hemisfério esquerdo (a fonte da fala) admitiu não saber de nada. Ao invés disso, ele confabulou, dizendo que chegou na pá para limpar o seu galinheiro (a imagem mostrada ao hemisfério esquerdo foi a de um pé de um pássaro).

Fazendo um resumo do estudo de divisão de cérebros em um artigo na Scientific American (pdf em inglês), Gazzaniga concluiu, baseado no fenômeno interprete e outros resultados, que o hemisfério esquerdo é “inventivo e interpretativo”, enquanto o direito é “verdadeiro e literal”. Isso parece em desacordo com o mito invocado por Rabbi Sacks e muitos outros pseudocientistas.

Suponho que o mito do cérebro esquerdo lógico e do cérebro direito criativo tem uma simplicidade sedutora. As pessoas podem perguntar: “que tipo de cérebro eu tenho?” e assim comprar um aplicativo para treinar a metade fraca. Eles podem categorizar linguagens e pessoas como tendo o cérebro direito predominante ou o esquerdo. É complicado combater essa crença dizendo que a verdade é bem mais complicada. Mas vale a pena tentar, porque seria uma vergonha se um mito simplista abafasse a história fascinante de como o nosso cérebro realmente funciona.

Leia Mais

Deixaram a porta aberta e Deus fugiu da igreja

igreja-620x400Eberth Vêncio, na Revista Bula

A regra é rubra; os dogmas, claros. Abre aspas:  “É vedado aos crentes solteiros desta igreja, não somente se afeiçoarem aos crentes de outras agremiações religiosas que também concorrem a Pimenta-do-Reino dos Céus, assim como contrair com os mesmos chato, bubão ou matrimônio.

É vedado aos casais fazerem amor sobre o harmônio antes do culto, principalmente com as luzes dos castiçais acesas. Se a música e a fantasia libertam, com certeza deve ser pecado.

Cada um no seu quadrado: é vedado às fiéis casadas — sob alegação contribuírem com seus amos para a amortização das despesas domiciliares — trabalharem fora do lar, a não ser para varrerem o terreiro, catarem o coco do cachorro ou dependurarem as roupas no varal. Vão rezar, ó submissas!

Essa vocês vão ter que engolir: é vedado comer a hóstia antes da missa, conquanto ela seja nada mais nada menos que uma abençoada porção de farinha de rosca prensada numa máquina de fazer doidos sob a forma de moedas de cinquenta centavos com a logomarca do Vaticano.

É vedado ao médico, mesmo que ele seja cubano, mesmo investido do sacerdotal labor hipocrático, injetar quéti-chupe nas veias de um crente anêmico moribundo com um pé na cova e o outro no coágulo de sangue. Dizem as escrituras: Não dirigirás uma só palavra a Deus após tomar uma taça de Sangue de Boi.

Quem escreveu eu confesso que não sei quem fui, mas está explícito em letras garrafais num dos infinitos provérbios de Pronomes: é vedado às mulheres depilarem as axilas, as virilhas, o monte de Vênus ou quaisquer outros acidentes geográficos do corpo humano que induzam os varões a flutuarem no mundo da lua, a cobiçarem fazer sexo por mero divertimento, descomprometidos com as sacrossantas finalidades procriadoras de um coito.

É vedado aos crentes desta igreja fazerem o quadradinho de oito sob o pretexto de comemorarem feriados, mortes e aniversários, além de curtirem sozinhos à lapidação com pedras renais de um escriba ateu em praça pública.

É vedado colocar em dúvida o conteúdo dessas escrituras, sob pena de enlouquecer de razão”. Fecha aspas.

Com o apoio de prepostos aqui na Terra, Deus arrebanhou mais uma ovelha para o seu rebanho, e eu perdi um amigo. Vejam vocês, carneirada: era um dia quente de verão nos cafundós de Buraco Azul, quando eu me deparei com o sujeito num ponto de ônibus. Seus sovacos estavam ensopados de suor, e ele tagarelava mais que uma mulher naqueles dias, ao ponto de espumar pelos cantos da boca de tanto salvar o mundo, a pregar vergalhões inúteis no couro duro dos cidadãos que só queriam chegar logo em casa, pregar a bunda no sofá, e acompanharem pela TV o inédito beijo gay entre um ator sem talento e um dramaturgo efeminado da novela das oito. A corrida pela audiência não economiza sensacionalismo: espera-se para os próximos capítulos o incrível parto de um transexual dentro de um aquário.

Dizem que as amizades da infância são as mais longevas. Fiquei tão feliz em reencontrar aquele cara que não hesitei em interromper a sua palestra no deserto, e convidá-lo para um café com palavras numa lanchonete ali perto. Ele declinou, disse que também estava naqueles dias, ou seja, jejuando e cumprindo a inoxidável missão de capturar ovelhas desgarradas, evangelizar transeuntes nas paradas de ônibus e OVNI. Com os olhos vidrados de tanta fé (até porque ele tinha uma bola de gude enorme enfiada num dos cavos orbitários, pois um olho secara de tanto chorar), ele fez uma rápida retrospectiva da sua vida, do quanto teve uma infância cruel regada a maus tratos.

Desde o dia em que ameaçou furar as tripas do próprio pai com a faquinha da manteigueira, porquanto o sujeito não parava de esbofetear a esposa na cara, quase tudo mudou: ele, as irmãos abusadas e a mãe agredida enxotaram o bêbado valentão de casa e se converteram a uma das religiões mais conservadoras e reacionárias que se tem notícia nesse hospício. Antes de tomarmos o último porre de “laranja mecânica” da nossa juventude (um coquetel feito com água de bateria e Crush), meu amigo me chamou de lagartixa, me prensou contra a parede e perguntou: “Você não ouviu o chamado?”. Juro que fiz de tudo para ouvir o tal chamado, até porque amava aquele sujeito como a um irmão.

Então, nunca mais nos vimos, até aquela tarde modorrenta em Buraco Azul. Como diria Dona Genoveta, a passadeira: os anos e as malas de roupas se passaram. Acho que meu coração ficou velho antes do tempo. Será? Que nada. Bobagem. Hoje, aos 48 anos, meu miocárdio está tão usado quanto o fígado e a vesícula, só que mais amargo, apesar de não bombear a bile.

O cérebro, não. Dependendo do sujeito, o cérebro pode ser o primeiro órgão do corpo humano perfeito a se tornar imperfeito, a definhar, pois ele é o sítio onde a amargura cria limo, o cárcere ideal cuja complexa rede de teias, traças e sinapses resulta, ora em euforia, ora em desterro, com uma evidente tendência à tragédia, como é o meu caso. Então é só isso: de certo modo, os meus neurônios se amarram numa melancolia. Ai, como dói perder um amigo.

Leia Mais

Adolescentes altruístas têm menos chances de sofrer depressão, diz estudo

Engajar-se em atividades sociais em vez de autocentradas pode contribuir com o bem-estar

Para pesquisadores, prazer relacionado a recompensa é mais intenso na adolescência (foto: Thinkstock)
Para pesquisadores, prazer relacionado a recompensa é mais intenso na adolescência (foto: Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

Uma pesquisa americana mostrou que adolescentes de 15 e 16 anos que consideram prazeroso engajar-se em atividades sociais têm menos chances de desenvolver depressão. O artigo foi publicado na última semana, no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

O estudo analisou a atividade de uma região cerebral chamada estriado ventral, que regula a sensação de prazer relacionada à recompensa. Pesquisas anteriores mostraram que a atividade dessa área tende a ser mais intensa em adolescentes, indicando que nessa idade a experiência de prazer e recompensa é mais acentuada do que em adultos ou crianças.

Uma das explicações para essa diferença pode ser o fato de que a adolescência é também uma fase de maior busca por riscos, o que pode estar relacionado à sensibilidade a recompensas. “Da infância para a adolescência, as taxas de mortalidade e morbidade aumentam de 200 a 300%, quase completamente devido a esse comportamento de risco”, afirma Eva Telzer, professora da psicologia da Universidade de Illinois e principal autora do estudo.

Procedimentos — Os pesquisadores mediram a atividade no estriado ventral de adolescentes enquanto eles realizavam uma tarefa em que podiam doar dinheiro a outras pessoas, ficar com ele ou tomar uma decisão financeira mais arriscada, na esperança de conseguir uma quantidade maior.

A equipe estudou sintomas de depressão nos participantes no início do programa e depois de um ano, e concluiu que a atividade do ventral estriado poderia indicar se os sintomas depressivos dos participantes se tornariam mais leves ou mais intensos ao longo do tempo.

Os adolescentes que mostraram maior atividade na área de recompensa ao tomar uma decisão financeira arriscada tinham mais chances de desenvolver sintomas depressivos acentuados com o tempo. Já naqueles que mostravam atividade maior na tarefa social (doar o dinheiro), a depressão diminuiu. “O estudo sugere que se nós pudermos redirecionar os adolescentes de recompensas que envolvam correr riscos ou estejam muito centradas neles mesmos para atividades mais sociais, podemos causar um impacto positivo em seu bem-estar”, afirma a pesquisadora. “É interessante que a mesma área do cérebro pode prever prejuízos ou incentivos ao bem-estar, dependendo do contexto.”

Leia Mais