fonte: Um Sábado Qualquer
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Exame de sangue identificará tendências suicidas
O teste também será utilizado em pesquisas relacionadas à depressão e outras doenças relacionadas ao cérebro, como o mal de Alzheimer

Estudo da Suécia indica relação entre tendências suicidas a níveis elevados de ácido quinolínico no sangue / Créditos: U. S. Navy
publicado na Revista Galileu
No ano passado, pesquisas realizadas na Suécia publicaram um estudo que indicava relação entre tendências suicidas a níveis elevados de ácido quinolínico no sangue, um neurotransmissor associado à inflamação.
Atualmente, uma equipe de cientistas da Austrália trabalha com esta constatação para desenvolver um exame de sangue capaz de medir o nível do ácido no sangue. A intenção é que o teste auxilie os médicos no diagnóstico das condições mentais de uma pessoa depressiva.
Além disso, espera-se que o exame contribua como ferramenta de pesquisa que permita estabelecer relações entre a depressão e o sistema imunológico das pessoas e também investigar o papel do ácido quinolínico em doenças relacionadas ao cérebro, como mal de Alzheimer, autismo e esquizofrenia.
Boa alimentação, amizades, exercícios e otimismo ajudam a viver mais de 100 anos
Músculos, ossos, coração e cérebro são afetados pelo envelhecimento, mas centenários mostram que é possível ter uma vida saudável por mais de um século.
Publicado originalmente no site do Fantástico
Segundo o último Censo, em 2010 havia 22 mil brasileiros com mais de cem anos. Quais os segredos pra uma vida longa? E como é o organismo de alguém que chega a uma idade tão avançada? Gente como o arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu, esta semana, dez dias antes de completar 105 anos.
Oscar Niemeyer passou dos 100 anos praticamente sem doenças, lúcido e produzindo. “Nós temos até uma revista que o nome é ‘Nosso caminho’, disse o arquiteto.
Um caso raro, mas não único.
Dona Zuleika Sucupira acaba de fazer 100 anos. Ela é promotora de justiça aposentada em Sorocaba, interior de São Paulo. Apaixonada por música. Não tem doenças. Só toma remédio por prevenção. “Me dão de vez em quando. Eu engulo. Não sei o que é. Não pergunto, se eu perguntar eu fico com a doença”, diz ela.
Em São Paulo, Dona Pina já tem 101 anos. Diz que chegou ao centenário sem fórmulas mágicas. “Como arroz, feijão, bife, salada, comida comum”, diz Agrippina Ruffo.
Dona Abibia, de Bauru, também no interior de São Paulo, é mais velha: 102. E ainda faz trabalhos voluntários. “Para mim, é um prazer ir lá ajudar a costurar à mão”, declara Abibia Monteiro.
Como é o organismo dessa gente tão longeva? Orientados pela geriatra Maysa Cendoroglo, vamos fazer uma viagem pelo corpo de um centenário.
Primeiro ponto que chama a atenção: a quantidade de gordura acumulada. Sobra gordura, mas falta água. O organismo retém menos líquido. “Isso aumenta a chance de ele desidratar com mais facilidade”, explica a geriatra.
Músculos e ossos perdem massa. Com menos cálcio, o esqueleto fica frágil. E isso traz várias consequências. Na coluna, por exemplo. “Vai achatando. Então eu perco inclusive altura”, diz Maysa.
Ela conta que o tórax também é afetado e lá dentro, no pulmão: “O tórax, ele tende a se expandir menos e com isso há uma dificuldade do pulmão expandir. Os reflexos de tosse são diminuídos”.
Chegamos agora ao coração centenário. Ele é menor, e bem diferente do de um jovem. Tem várias placas. “São aquelas placas relacionadas ao colesterol. São placas que podem dificultar a chegada de sangue em diferentes partes do corpo, inclusive no músculo cardíaco”, explica a geriatra.
Nossa viagem prossegue. Agora, o cérebro. Com o passar das décadas, ele fica menor. A quantidade das substâncias que levam as informações de uma célula nervosa para outra vai diminuindo. “Isso aumenta a chance de o indivíduo ter depressão e aumenta a chance do indivíduo ter demência”, diz a geriatra.
Que fique bem claro: nada disso é doença, é desgaste natural. Mas é um desgaste e tanto. Por isso, quem chega aos 100 anos chama muito a atenção.
Um caso impressionante saiu em outubro no jornal americano New York Times: o de um senhor grego que diz ter 102 anos. Stamatis Moraitis vivia nos Estados Unidos e recebeu diagnóstico de câncer terminal de pulmão. Voltou pra terra natal, a ilha de Ikaria, sem se tratar, só para esperar a morte. Mas isso faz 36 anos. Ele ainda está vivo, e livre do tumor. O repórter americano ressalva que não foi possível verificar a história com outras fontes.
Nesse universo dos centenários existe muita lenda, muita história não confirmada, mas em alguns lugares é cientificamente comprovado. Ali, existe mesmo um acúmulo muito grande de pessoas com mais de 100 anos de idade.
Um desses lugares é justamente a ilha de Ikaria, onde vive o senhor Moraitis, no mar Mediterrâneo. Outros são a província de Nuoro, na ilha italiana da Sardenha; as ilhas de Okinawa, extremo sul do Japão; a península de Nicoya, na Costa Rica; e uma comunidade adventista na Califórnia, Estados Unidos. No Brasil, pelo menos duas cidades com grande porcentagem de idosos já foram objeto de estudo: Veranópolis, no Rio Grande do Sul, e Maués, no Amazonas.
São lugares muito distantes uns dos outros, muito diferentes entre si. Mas a boa notícia é que os cientistas sabem que as pessoas que passam dos 100 anos têm algumas características universais.
Tudo começa com a genética: uma parcela da vida longa já vem gravada no DNA.
“A parte genética contribui 30%. Os outros 70% são de fatores que nós podemos modificar”, diz a geriatra. Fatores como a alimentação. Em todos os lugares estudados, não se comem muitos alimentos industrializados: é tudo do campo direto pra mesa. E tem mais. “A interação social está presente em todos esses ambientes, destaca Maysa. Ou seja, ter amigos faz bem para a saúde. E se manter ativo, explica a geriatra, também: “A medida em que eles mantêm uma atividade física, eles conseguem preservar algumas dessas alterações que o envelhecimento normalmente promove”.
Outro ponto crucial: atitude positiva. “Nos idosos que nos acompanhamos que são longevos são idosos que tem um prazer muito grande em estar vivos”, diz Maysa.
Dona Zuleika, a pianista de 100 anos, dá duas dicas. Primeira: manter a cabeça ativa, montando um quebra-cabeça de cinco mil peças, por exemplo. “O médico disse que se eu deixar isso, ele me manda embora do consultório”, diz ela.
Segunda: sempre ter planos. Adivinhe quantos anos mais Dona Zuleika quer viver. “Uns cinco anos. Para poder ver essa criançadinha crescer, ver o que eles vão fazer, o que eles vão ser e no que eu posso ajudar”, diz.
Zuleika, Pina, Abibia, Oscar. Quatro premiados pela genética, que, cada um a seu modo, e de acordo com seus talentos, souberam viver por mais de 100 anos.
A Bíblia é como um paraquedas

Thiago Matso, no Profetirando
E é desse jeito mesmo, amigos. Se você não usar, vai atrofiar. E já que a bíblia não atrofia, seu cérebro é que será o alvo, né? =]
Quando inteligência é regra, estupidez fica mais interessante
Poucos de nós somos tão inteligentes quanto gostaríamos de ser. Você é mais inteligente que o Joãozinho, mas parece burro ao lado da Mariazinha: a inteligência humana varia.
David Dobbs, no The New York Times
Isso é importante, porque pessoas inteligentes geralmente ganham mais dinheiro, têm melhor saúde, criam filhos mais espertos, sentem-se mais felizes e, para piorar, ainda vivem mais.
Mas de onde vem a inteligência? Como ela é construída? Pesquisadores fizeram um grande esforço para encontrar uma resposta em nossos genes. Com a queda do preço do sequenciamento genético, analisaram os genomas de milhares de pessoas, em busca de variantes genéticas que afetassem claramente a inteligência, encontrando, ao final, o grandioso total de duas variantes.
Uma determina o risco de Alzheimer e afeta o Q.I. apenas no fim da vida; a outra parece criar um cérebro maior, mas aumenta o Q.I. em somente 1,29 ponto.
Talvez outros fatores genéticos estejam em questão: um relatório publicado no ano passado concluiu que muitas centenas de variantes genéticas em conjunto seriam responsáveis por 40 a 50 por cento das diferenças na inteligência entre os 3.500 sujeitos do estudo. Entretanto, os autores não foram capazes de determinar quais genes possuíam efeitos mais significativos. E quando tentaram utilizar os genes para prever diferenças na inteligência, eles foram responsáveis por apenas um por cento das diferenças de Q.I.
“Se é tão difícil encontrar efeitos em um por cento”, afirmou o professor de genética comportamental do King’s College de Londres, Robert Plomin, para a revista New Scientist, “chegamos à conclusão de que o copo está 99 por cento vazio”.
Mas o “copo genético” está realmente vazio, ou simplesmente estamos olhando para a coisa errada? Kevin Mitchell, neurogeneticista do desenvolvimento do Trinity College, em Dublin, acredita na segunda opção. Num ensaio publicado no mês de julho em seu blog Wiring the Brain, Mitchell propôs que, ao invés de pensar na genética da inteligência, devemos começar a imaginar a “genética da estupidez”, conforme diz o título do ensaio. Não devemos mais procurar pelas dinâmicas genéticas que ajudam a construir a inteligência, mas pelas que a destroem.





