Filha de ‘Chaves’ diz que pai está “muito bem” e posta foto

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Publicado no Terra

Graciela Gomez, filha de Roberto Bolaños, criador do seriado Chaves, postou uma foto do pai deitado em uma cama, respirando com a ajuda de um tubo de oxigênio, na noite desse domingo (4).

“Obrigada a todos pelo carinho. @ChespiritoRGB está muito bem”, escreveu Graciela no Twitter. Ela contou ainda que estava com dificuldades de tirar uma foto do ator. “Ele não  me deixa fotografá-lo, está ocupado demais vendo um jogo de futebol”, reclamou.

De acordo com o jornal Basta!, Bolaños estaria doente desde novembro de 2013, afirmação que foi baseada em declarações de amigos próximos à família do astro. O jornal ainda afirmou que o ator não estaria mais conseguindo se mover e que poderia nunca mais se recuperar.

“O estado dele é grave, mas estável, assim dizem seus médicos, que também já afirmaram que não existe esperança de recuperação. Eles temem o pior e estão até se preparando para isso”, disse um amigo.

Roberto Gómez Bolaños se encontra em repouso absoluto, em Cancún, como seu filho já havia informado em uma entrevista à Televisa Espectáculos. Ele está na cidade porque a casa do intérprete de Chaves fica livre do assédio da imprensa mexicana.

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Pecados, demônios e tentações em Chaves

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Publicado na Revista Bula

Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in­ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela so­lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin­guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.

A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.

Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.

Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.

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Ator de “Chaves” terá museu no México


Roberto Gómez Bolaños, ator protagonista do seriado “Chaves” terá museu em sua homenagem no México

Publicado originalmente por ANSA [via Folha de S.Paulo]

A partir do próximo ano, o México terá um museu em homenagem ao comediante Roberto Gómez Bolaños, conhecido no Brasil por seu famoso personagem Chaves.

De acordo com o diretor do grupo Chespirito, empresa promotora dos produtos vinculados à imagem do ator, Luis Arnau, o museu será construído na capital mexicana e terá uma réplica do cenário da série “Chaves”.

O local contará também com um dos barris originais, o figurino dos atores, além de fotografias e outros objetos da série mexicana.

Segundo Arnau, o acesso ao público será gratuito e os visitantes poderão conhecer os apartamentos do personagem Seu Madruga e de Quico e dona Florinda.

“Roberto Gómez não queria o museu, pois não acredita que alguém verá sua obra. Nós, no entanto, dissemos para ele que será o contrário”, disse Arnau.

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