Arquivo da tag: China

Russos escalam ilegalmente a construção mais alta da China e tiram fotos surpreendentes

chi1Stephanie D’Ornelas, no HypeScience

Os montanhistas e fotógrafos russos Vadim Makhorov e Vitaliy Raskalov não têm superpoderes, mas poderiam ser melhores amigos do Homem-Aranha. Eles ficaram famosos depois de escalar edifícios que estão entre os mais altos do mundo e a Grande Pirâmide do Gizé, no Egito, ilegalmente. Tudo para conseguir os melhores ângulos e tirar fotos incríveis.

A nova façanha dos russos foi escalar o prédio mais alto da China, o Shanghai Tower, que está em construção. O Shanghai Tower tem 632 metros de altura e será o segundo maior edifício do mundo, atrás do arranha-céu Burj Khalifa, em Dubai. Respire fundo e confira o vídeo da aventura:

Os fotógrafos russos arriscaram suas vidas, escalando a construção sem nenhum equipamento de segurança ou planejamento. Muito menos tinham autorização para fazer tudo isso. Eles passaram duas horas escalando o prédio, mas foram forçados a esperar 18 horas no topo antes da descida, pois a visibilidade estava muito baixa.

Eles compartilharam essa experiência angustiante com as fotos surreais que você confere abaixo: [PictureCorrect]

chi2chi3chi4chi5chi6

As 27 estradas mais lindas do Mundo

Publicado no Arquitêta

01. Highway 1, Big Sur – Califórnia, Estados Unidos

bixby-bridge-highway-1-big-sur-california

Fotografia: Daniel Peckham

02. Serra do Rastro, Santa Catarina – Brasil
03. Furka Pass – Suiça

Furkapassroute-in-Switzerland-as-seen-from-Grimselpassroute

Fotografia:  Cooper.ch

04. The Atlantic Road – Noruega

Fotografia:  KULfoto

The drunk bridge / Il ponte ubriaco
05. White Rim Road, Canyonlands National Park – Utah, Estados Unidos

white-rim-road-canyonlands-national-park-utah

Fotografia:  Dave W

06. Tianmen Mountain Road – Hunan, China

Tianmen Mountain National Geopark winding mountain road_3

Fotografia:  About Tiger on Flickr

Road to Tianmen mountain

Fotografia: Peter Cheung

07. Seven Mile Bridge, Florida Keys – Flórida, Estados Unidos

seven-mile-bridge-florida-united-states

Fotografia:  just take me there

08. Chapman’s Peak Drive – Cidade do Cabo, África do Sul

Chapman's Peak Drive

Fotografia: Ismail Omar
09. Stelvio Pass, Eastern Alps – Itália

stelvio-pass-eastern-alps-italy

Fotografia: Damian Morys

10. Col de Turini – França

Untitled

11. Guoliang Tunnel Road – China

guoliang-tunnel-china

Fotografia: Blog-O-Rama

12. Denali Highway – Alasca, Estados Unidos

Denali Highway

Fotografia: Tom Roche

13. Karakoram Highway – China/Paquistão

flight to Gilgit 22

Fotografia: bjapuri (Ed Sentner)

14. Great Ocean Road – Austrália

Great_Ocean_Road_Lorne_Australia

Fotografia: DAVID ILIFF

15. Ruta 40 – Argentina

Ruta 40

Fotografia:  m•o•m•o on

16. Dadès Gorges, High Atlas – Marrocos

Dades_Gorge_high-Atlas-Morocco

Fotografia: Rosino

17. U. S. Route 550, ‘The Million Dollar Highway – Colorado, Estados Unidos

million-dollar-highway-us-route-550-colorado

Fotografia:  flamouroux Continue lendo

Febre por educação leva famílias a vender apartamentos na Ásia

Yojana Sharma na BBC Brasil

Ele havia ficado parcialmente paralisado após sofrer um derrame, há dois anos, e estava impedido de trabalhar. Temia que a família, já em dívida para pagar medicamentos, não fosse capaz de pagar pelo ensino do filho.

Então, enquanto seu filho viajava para casa para comemorar seu sucesso, Zhang Jiasheng se suicidou, ingerindo pesticida.

O caso de Zhang é extremo. Mas o fato é que as famílias do leste asiático estão gastando cada vez mais dinheiro para garantir a melhor educação possível para seus filhos.

Em países como a Coreia do Sul e a China, a “febre por educação” está forçando as famílias a fazerem escolhas, às vezes radicais, para pagar as contas.

Há famílias que até vendem seus apartamentos para levantar dinheiro e mandar seus filhos para estudar no exterior.

‘Gastos Extremos’

Andrew Kipnis, antropólogo da Universidade Nacional da Austrália e autor de um recente livro sobre o intenso desejo por educação na China, diz que o montante gasto em educação está “se tornando extremo”.

Não são apenas as famílias de classe média que estão gastando mais em instrução. Operários também querem que seus filhos tenham uma vida melhor que a deles e veem a educação como o único meio de assegurar a mobilidade social. Alguns acabam endividados.

“As famílias estão gastando menos em outras coisas. Há muitos casos de pais em regiões rurais que deixam de pagar um seguro de saúde para gastar o dinheiro na educação de seus filhos”, disse Kipnis. “Os pais podem ser forçados a adiar a construção de uma casa nova para investir nos estudos dos filhos.”

Estudantes da Universidade de Fudan, em Xangai (Reuters)

Milhões de jovens entram nas universidades chinesas todos os anos

Kipnis fez a maior parte de sua pesquisa no distrito de Zouping, na província de Shandong (leste da China), com famílias de classe média e rurais.

“Pode ser (algo) muito intenso. Eles costumam pegar empréstimos com parentes. E é claro que algumas pessoas têm dificuldade em pagá-los de volta”, disse.

Uma pesquisa feita pelo Euromonitor constatou que a renda anual per capita disponível na China aumentou 63,3% nos cinco anos até 2012, mas as despesas em educação aumentaram quase 94%.

Projeto de família

Educar uma criança se tornou um projeto da família. “É uma responsabilidade que vai além dos pais, também inclui avôs e avós”, disse Todd Maurer, especialista em educação asiática e sócio da consultoria Sinica Advisors.

Há evidências de altos níveis de gastos com educação na China, na Coreia do Sul, em Taiwan, Hong Kong e Cingapura. Esses gastos também estão aumentando na Índia e na Indonésia.

Na Coreia do Sul, as despesas no setor têm contribuído para alçar o endividamento familiar a níveis recordes. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica LG, 28% das famílias sul-coreanas não conseguem pagar as prestações de empréstimos, e seus salários não são suficientes para viver.

Uma grande parte dessa renda – 70% das despesas das famílias coreanas, de acordo com estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Samsung em Seul – vai para o ensino privado, para obter uma vantagem educacional em relação a outras famílias.

Famílias fazem cortes em todos os tipos de gastos domésticos, disse Michael Seth, professor de história coreana na Universidade James Madison (EUA) e autor de um livro sobre o zelo educacional da Coreia do Sul. “Há menos dinheiro para gastar em outras coisas, como habitação, aposentadoria ou férias.”

“Pode ser (algo) muito intenso. Eles costumam pegar empréstimos com parentes. E é claro que algumas pessoas têm dificuldade em pagá-los de volta.

Andrew Kipnis, antropólogo

“Todos os países em desenvolvimento da Ásia, especialmente a China, parecem ter um padrão semelhante”, disse.

Isso é explicado por um modelo altamente competitivo e por aspirações sociais crescentes.

“O sistema de ensino coreano coloca uma enorme pressão sobre as crianças”, disse o professor. “A única maneira de optar por sair do sistema é não ter filhos. É tão caro educar uma criança que este é, sem dúvida, um fator para a baixa taxa de natalidade na Coreia do Sul.”

Obsessão

A obsessão pela educação se tornou motivo de preocupação para o governo sul-coreano, ante os altos gastos familiares com aulas extracurriculares e escolas de ensino intensivo, com provas altamente competitivas.

Ainda que em níveis menores que os sul-coreanos, a “febre por educação” chinesa também pressiona o orçamento das famílias. Uma pesquisa recente da consultoria Mintel identificou que nove entre dez crianças de classe média chinesas fazem cursos extracurriculares pagos – que seus pais esperam que as ajude a entrar em uma boa universidade.

“Como o custo da educação aumentou e a disputa por vagas em boas universidades ficou muito mais intensa, (as famílias) estão investindo mais de suas economias para garantir que as crianças obtenham as notas necessárias”, diz Matthew Crabbe, pesquisador da Mintel.

E 87% dos pais chineses entrevistados na pesquisa disseram que estão dispostos a financiar a educação de seus filhos no exterior – algo antes restrito aos chineses mais ricos -, em busca de um “atalho” para o sucesso profissional de seus descendentes.

Zhang Jianbai, que coordena uma escola particular na província de Yunnan (sul do país), diz que pais do interior da China frequentemente vendem seus apartamentos para pagar o custo da educação no exterior.

Pais da Coreia do Sul levam os filhos a clínicas para tratamento do vídeo em smartphones (crédito: Getty Images)

Altos custos da educação aumentam pressão sobre estudantes asiáticos

No ano passado, cerca de 40 mil estudantes chineses foram a Hong Kong participar de processos seletivos para universidades americanas. Uma empresa chinesa que organiza essas viagens para a ex-possessão britânica cobra mil dólares em média pela jornada, para estudantes vindos da China continental.

E os pais desses estudantes pagam até US$ 8 mil em despesas de educação nos Estados Unidos, caso eles sejam aceitos.

“Os pais estão investindo seus últimos recursos no futuro de seus filhos ao mandá-los ao exterior”, diz Lao Kaisheng, pesquisador de políticas educacionais na Universidade Capital Normal, em Pequim.

Isso significa que, quando esses jovens se formarem, recairá sobre eles uma grande pressão para ganhar dinheiro rapidamente.

O debate em torno da questão deve crescer à medida que aumenta o número de formandos no exterior – serão 7 milhões neste ano, o que indica que seu diploma não terá a mesma vantagem competitiva no mercado que tinha antes.

Mas não é fácil combater a “febre educacional”. Na Coreia do Sul e em outros países do leste asiático, “é algo profundamente enraizado na cultura e baseado na realidade de que não há caminhos alternativos para o sucesso (profissional)”, diz Michael Seth.

“Enquanto for assim, é racional que os pais gastem tanto e coloquem tanta pressão sobre seus filhos.”

China tem exército de 2 milhões de censores da internet

13283633

 

Publicado na Folha de S. Paulo

A China tem 2 milhões de pessoas vigiando a internet, contingente maior que o das Forças Armadas do país.

O número, divulgado pelo jornal estatal “Beijing News”, oferece uma rara pista para dimensionar o exército secreto usado pelo governo para controlar e censurar a rede.

Descritos pelo jornal como “analistas de opinião”, os vigilantes da rede são empregados pelo Estado e por empresas comerciais para filtrar o que é publicado em sites, blogs e microblogs, como o popular Sina Weibo, a versão chinesa do Twitter, com milhões de assinantes.

Com a imprensa sob controle total do Estado, a internet transformou-se num dos raros canais para os chineses criticarem o governo.

Além disso, blogs têm sido usados com frequência para revelar ações impróprias ou ilegais de autoridades.

A reportagem do “Beijing News” também dá uma ideia de como trabalham os “analistas de opinião”. Sem especificar onde ele atua, o jornal cita o caso de Tang Xiaotao, contratado há menos de seis meses.

“Ele passa o dia na frente do computador e, por meio de um aplicativo, vigia as palavras escolhidas pelos clientes”, diz o relato. “Em seguida, monitora opiniões negativas relativas aos clientes e faz relatórios”.

BATALHÃO

O batalhão de censores está prestes a aumentar, afirma o jornal. O governo organizará na próxima semana um treinamento para monitores em oito módulos, que ensinará a “analisar, julgar mensagens on-line e lidar com situações de crise”.

Caso seja verdadeiro, o número de vigilantes citado pelo “Beijing News” supera em muito o contingente militar da China, que totaliza 1,48 milhão de soldados.

No jargão dos internautas, os monitores são chamados de “wu mao” (5 centavos, em mandarim), pela quantia que receberiam do governo toda vez que apagam um comentário negativo ou publicam algum positivo.

O governo chinês raramente dá detalhes de seu amplo e sofisticado sistema de monitoramento da internet.

Mas a rapidez com que mensagens são apagadas já fazia supor que há um exército de censores em ação. Segundo números oficiais, a China tem 564 milhões de usuários de internet.

CINCO MINUTOS

Em um estudo feito no início do ano, dois cientistas da computação norte-americanos, Jed Crandall e Dan Wallach, concluíram que uma mensagem indesejada publicada na internet chinesa pode levar apenas cinco minutos para ser deletada –e no máximo, 24 horas.

O governo chinês apertou o cerco à liberdade na internet recentemente, com a aprovação de uma lei contra rumores na rede. Caso uma mensagem considerada ofensiva seja vista por 5.000 pessoas, o autor pode ser punido com prisão.

Um levantamento divulgado há poucos dias pela ONG norte-americana Freedom House posiciona a China entre os países com menor liberdade na internet, entre 60 analisados. O país só ficou à frente de Cuba e Irã.

Mulher chinesa que entrou em coma grávida acorda com a voz do filho

Zhang Rongxiang deu à luz filho quando estava em coma, após acidente.
Em maio, chinesa acordou com a voz do garoto, agora com 2 anos.

Gao Qianbo, de 2 anos, faz a mãe rir; garoto fica o dia todo ao lado da mãe acamada. (foto: QCH/The Grosby Group)

Gao Qianbo, de 2 anos, faz a mãe rir; garoto fica o dia todo ao lado da mãe acamada. (foto: QCH/The Grosby Group)

Publicado no G1

Zhang Rongxiang estava grávida quando sofreu um grave acidente de carro na província de Jiangsu, na China, há três anos. Ela entrou em coma e os médicos chegaram a dizer ao marido, Gao Dejin, que ela nunca iria se recuperar, segundo o site do jornal britânico “Daily Mail”.

Mas o bebê sobreviveu em seu útero e, cinco meses depois, a equipe médica fez uma cesárea, da qual nasceu o garoto Gao Qianbo. Desde o acidente, Zhang foi mantida em sua casa, recebendo cuidados do marido. O filho aprendeu a conviver com a mãe inerte desde os primeiros dias de vida.

Para a surpresa dos médicos, em maio deste ano, Zhang acordou repentinamente, ao ouvir a voz do pequeno Gao, agora com 2 anos. Atualmente o menino ajuda a alimentar a mãe que, apesar de conseguir engolir os alimentos, não consegue mastigá-los. Gao chega a mastigar os alimentos e colocá-los direto na boca da mãe acamada.

A família tem sobrevivido principalmente com ajuda do governo e auxílio de familiares e amigos, segundo o “Yangtze Evening Post”.

Gai Qianbo ajuda a mãe Zhang Rongxiang a se alimentar, mastigando os alimentos e colocando-os em sua boca. (foto: QCH/The Grosby Group)

Gai Qianbo ajuda a mãe Zhang Rongxiang a se alimentar, mastigando os alimentos e colocando-os em sua boca. (foto: QCH/The Grosby Group)

dica do Jénerson Alves