Chinês casado procura médico após dores e descobre que é mulher

‘Homem’ procurou médico após dores no estômago e sangue na urina.
Paciente tinha órgãos femininos e era geneticamente do sexo feminino.

Publicado no G1

'Homem' procurou médico após sentir dores e ter sangue na urina (foto Arquivo: Reuters)
‘Homem’ procurou médico após sentir dores
e ter sangue na urina (foto Arquivo: Reuters)

Um chinês casado ficou chocado depois que descobriu, ao consultar um médico, que ele é, na verdade, mulher, segundo reportagem do jornal inglês “Daily Mail”.

Chen, de 44 anos, procurou um médico em Yongkang, na província chinesa de Zhejiang, após sentir dores de estômago e notar que havia sangue em sua urina.

Após um exame completo, os médicos descobriram que ele tinha os órgãos reprodutivos femininos completos, juntamente com um pênis, o que, segundo Chen, havia lhe permitido uma vida sexual ativa com sua esposa por dez anos.

Um exame mostrou que o paciente tinha um par de cromossomos sexual XX, confirmando que geneticamente era do sexo feminino.

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China quer criar sua própria teologia cristã

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Publicado no Yahoo

A China quer criar sua própria teologia cristã, compatível com a cultura chinesa e o socialismo, informou nesta quinta-feira um jornal estatal, coincidindo com as tensões crescentes no país entre as comunidades cristãs e as autoridades. “A construção da teologia cristã chinesa tem que se adaptar às condições nacionais e integrar a cultura chinesa”, explicou Wang Zuo’an, líder da Administração de Estado para os Assuntos Religiosos, citado pelo jornal China Daily.

Esta teologia ao estilo chinês “tem que ser compatível com o caminho em direção ao socialismo” do Partido Comunista, indicou este funcionário.

A China conta com entre 23 e 40 milhões de cristãos protestantes, que representam entre 1,7% e 2,9% da população, segundo números divulgados em um seminário recente em Xangai e publicados nesta quinta-feira por vários meios de comunicação.

Cerca de 500.000 pessoas são batizadas todos os anos nas comunidades protestantes chinesas, declarou o China Daily.

“Nas últimas décadas, as Igrejas protestantes chinesas se desenvolveram muito rapidamente, com a adoção de políticas religiosas nacionais”, comemorou Wang.

As práticas religiosas na China são muito controladas pelo Partido Comunista, oficialmente ateu, mas que teme a emergência de contrapoderes. Os adeptos de diferentes cultos reconhecidos só podem se reunir em locais devidamente aprovados. As forças de segurança reprimem e dissolvem com frequência as igrejas não autorizadas, que prosperaram fora das organizações oficiais.

Inclusive igrejas reconhecidas sofrem às vezes a repressão do governo local: em abril, uma igreja protestante em Wenzhou (leste) foi destruída por ordem das autoridades, provocando grande comoção entre os fiéis.
Nesta cidade conhecida tanto pelo dinamismo de seus empresários quanto por sua importante comunidade cristã, a prefeitura considerou que o edifício, administrado por uma associação, era uma construção ilegal de dimensões excessivas.

Os números divulgados nesta quinta-feira pelo China Daily não incluem os católicos, que só podem se reunir em igrejas certificadas e vigiadas dentro de paróquias que rejeitam a autoridade do Vaticano e do Papa.

Paralelamente foi constituída uma Igreja católica clandestina, leal à Santa Sé.

Os especialistas estimam que a China conta com ao menos 12 milhões de católicos, divididos entre as duas Igrejas.

Segundo números de 2013, 65 milhões de exemplares da Bíblia haviam sido impressos no total na China, incluindo edições nos idiomas das minorias étnicas.

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Chinês vende pote com ar puro por cerca de R$ 1.800

publicado no Extra

Cansado da péssima qualidade do ar de Pequim, onde mora, o chinês Liang Kegang resolveu armazenar o que ele chamou de ar fresco num pote durante uma viagem ao Sul da França, segundo o site “Metro”.

Agora, ele vendeu o produto por 5.250 yuans (moeda chinesa), o equivalente a R$ 1.860. Ele colocou o pote à venda no leilão como um ato de protesto, segundo explicou.

– O ar deve ser o bem mais sem valor, para ser respirado por qualquer morador de rua. Esta é a minha maneira de questionar a falta de ar limpo da China e expressar minha insatisfação – disse.

Segundo o site “Metro”, muitas cidades da China têm os níveis de poluentes mais elevados do que os recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

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Londres ganha exposição de ‘artista invisível’

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Publicado na BBC

Aclamado internacionalmente, o artista chinês Li Bolin acaba de ganhar a primeira exposição individual em Londres, no Reino Unido. Com a ajuda de assistentes, ele se camufla em meio às paisagens que deseja retratar, desde prateleiras de supermercado a estantes de biblioteca.

O objetivo do artista é fazer uma crítica social, levando o espectador a questionar a noção da superficialidade. A mostra, que inclui obras ainda não expostas ao público, é realizada na Scream Gallery.

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Adolescente chinês é preso por ser retuitado

Estudante teve postagens compartilhadas e foi enquadrado em lei contra disseminação do rumores

adolescente-preso-china-retuitadoPublicado no O Globo

Na terça-feira, dia 17 de setembro, Yang Hui foi chamado da sua aula de matemática pelo vice-diretor da escola, segundo o jovem estudante do Ensino Médio relatou a um jornal estatal chinês. O rapaz de 16 anos rapidamente descobriu que tinha um grande problema. Três policiais à paisana e um uniformizado esperavam por ele no gabinete do diretor. Eles perguntaram pelo celular de Yang, depois o interrogaram e levaram para a delegacia para esclarecer outros pontos e, então, trancaram-no em um centro de detenção local. O crime? Ele foi retuitado.

Há duas semanas, o governo anunciou novas regras destinadas a conter o suposto aumento da disseminação de rumores que, de acordo com as autoridades, atrapalham o desenvolvimento harmonioso da internet no país.

Poucos chineses acreditam que as novas normas sejam muito diferentes da tentativa anterior – e mais pesada – de checar dissidências on-line e reassegurar o controle sobre o que a China pensa, fala e tuíta sobre seus líderes. Os termos estipulam que qualquer um cuja mensagem seja retuitada mais de 500 vezes em perfis chineses ou vista por mais de 5 mil usuários pode ser condenado a até três anos de prisão se a postagem original for falsa. Esta é uma das poderosas ferramentas da repressão governamental.

A aventura de Yang começou em 12 de setembro, em Zhangjiachuan, um condado remoto na província de Gansu. Naquela semana, o corpo de um homem foi encontrado perto de um clube de karaokê. Na China, esses locais são fortemente associados à prostituição e ao crime organizado. As autoridades disseram que o homem cometeu suicídio pulando do último andar da construção (versão suspeita, já que o prédio tinha apenas dois níveis, segundo o jornal “Los Angeles Times”). Em uma entrevista à imprensa chinesa, Yang contou ter ouvido de testemunhas que a vítima morreu depois de ter sido agredida por policiais.

Há cinco anos, Yang provavelmente teria guardado esta história. Mas ele faz parte da geração conectada às redes sociais e, dois dias depois da morte em frente ao karaokê, ele publicou o primeiro de seus posts, agora apagados, em dois serviços chineses de microblogs similares ao Twitter, o “China’s QQ” e o “Sina Weibo”. As mensagens questionavam a versão do governo, afirmavam que o dono do clube era um oficial de justiça (aparentemente, a informação não era verdadeira, e o karaokê pertencia à esposa de outro oficial) e convocava protestos (houve realmente um encontro, mas não ficou claro se ele foi gerado pelos apelos do jovem).

“Passaram-se três dias e duas noites desde o assassinato de Zhangjiachuan em 12 de setembro, e a polícia ainda não age, a mídia não reporta, e as pessoas não sabem a verdade”, denunciava uma das mensagens no QQ, de acordo com o jornal “Southern Metropolis Daily” que, embora estatal, é bastante independente do governo. “Ele, que morreu, pode descansar em paz, nós vamos buscar justiça por vocês!”

Até o dia 20 de setembro, a postagem havia sido compartilhada 962 vezes, conforme dados obtidos pelo “Southern Metropolis Daily”.

Em algumas ocasiões durante esta sequência de eventos – um pouco confusa pelas interpretações conflitantes e atividades on-line apagadas – a conduta de Yang descumpriu a lei contra a disseminação de rumores, pelo menos do ponto de vista do governo de Zhongjiachuan. Assim começaram a jornada ao gabinete do diretor e o que parecia ser uma passagem só de ida para a detenção administrativa, sistema que permite à polícia prender criminosos que cometeram ofensas leves por até 15 dias sem uma análise judicial.

Após protestos, jovem é libertado

A prisão do jovem acabou chamando a atenção: as notícias se espalharam na internet praticamente desde o momento da detenção. Boa parte da raiva das pessoas foi canalizada para a lei a respeito da disseminação de rumores e para o bullying feito contra Yang. A reação tomou proporções tão grandes que alguns termos associados ao caso – como “detenção administrativa” – foram bloqueados das buscas do “Sina Weibo”.

Uma das postagens de protesto dizia que o chefe de polícia local havia comprado o cargo e teve mais de 14.900 compartilhamentos e 5.600 comentários. Ainda assim, não foi deletado nem gerou qualquer forma de processo para o autor. Na verdade, eles surtiram efeitos, e Yang foi liberado da detenção na manhã do último domingo. No mesmo dia, o governo de Zhangjiachuan anunciou a suspensão do chefe de polícia denunciado pelos internautas e a prisão do superior dele.

Este é um pequeno progresso para a luta por liberdade de expressão na internet, afinal, trata-se de uma pequena localidade afastada de Pequim. As punições por lá aplicadas significam quase nada para os líderes nacionais que passaram os últimos dois meses aumentando o controle sobre a internet. A liberdade de Yang pode até ser usada como bandeira pelo partido, sob a alegação de que as regras serão usadas com critérios, diferente do que se teme.

Questionado sobre como a experiência o modificou, Yang respondeu à mídia chinesa:

– Eu vou continuar a seguir microblogs, mas minhas postagens serão mais prudentes, baseadas em evidências verificáveis e sem linguagem chula.

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