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Campanha compara guimba de cigarro a bunda de mulher e causa polêmica nas redes sociais

Augusto Souza, no site da Rádio Globo

Campanha gera polêmica na internet (Crédito: Reprodução )

Campanha gera polêmica na internet (Crédito: Reprodução )

Uma campanha do movimento Rio Eu Amo Eu Cuido que propõe chamar de ‘bunda’ a sobra dos cigarros está gerando polêmica nas redes sociais. Nas peças publicitárias, os cariocas são incentivados a não jogar os restos do cigarro no chão com frases do tipo: ‘Bunda caída: eu acho caído’ e ‘Vamos falar de uma coisa muito feia. Vamos falar de bunda’. Para muitos internautas, a campanha é machista. Alguns já até registraram denúncia contra a campanha no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar.

‘Propaganda imbecil, ridícula, misógina e desrespeitosa! Vocês são mesmo muito irreverentes ao contribuírem com a objetificação dos nossos corpos! São irreverentes demais ao compararem nossos corpos a algo descartável, sem valor, lixo, uma porcaria de bituca de cigarro!’, disparou uma internauta. Em outro comentário, um usuário questionou: ‘O publicitário que escreveu isso tem a bunda caída, né? Porque achei esse textinho, esse argumento e toda essa campanha bem caída. Misoginia anda meio caída hoje em dia, será que quem fez isso sabe?’.

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Chamada popularmente de guimba, bituca e bagana, o resto dos cigarros é facilmente encontrado pelo chão do Ro de Janeiro. A primeira postagem da campanha contra o descarte do material data do dia 29 de janeiro na página do Rio Eu Amo Eu Cuido no Facebook. Os organizadores do projeto argumentam que a ‘bunda’ vem do inglês, onde a sobra do cigarro é conhecida pelo termo ‘cigarette butt’ (bunda de cigarro, em tradução literal).

446363Diante das várias críticas, autores do movimento comentaram, também na página oficial do projeto no Facebook: ‘Esta é somente mais uma forma irreverente, descontraída e até mesmo irônica de discussão sobre um lixo até então invisível’.

No último domingo, a cantora Mulher Melancia, que gravou o jingle da campanha, participou de uma ação contra o descarte das guimbas nas praias de Copacabana, Arpoador e Ipanema. Ela e outras ‘popozudas’, como o próprio movimento classificou, distribuíram ‘porta-bundas’ aos fumantes, em uma tentativa de diminuir este tipo de dejeto na orla do Rio.

Vídeo que mostra consumo de 400 cigarros faz sucesso na internet

Água é usada para aquecer 20 maços, absorve alcatrão e fica preta.
Material restante não gruda nos pulmões, mas causa danos a longo prazo.

400 cigarros foram 'fumados' por máquina, e água foi ficando preta (foto: Reprodução/YouTube/Samimys)

400 cigarros foram ‘fumados’ por máquina, e água foi ficando preta (foto: Reprodução/YouTube/Samimys)

Luna D’Alama, no G1

Um vídeo que mostra um experimento que “fuma” 400 cigarros de uma só vez para ver o que sobra dessa combustão faz sucesso na internet, com mais de 1,7 milhão de visualizações no YouTube até esta quinta-feira (26).

O usuário Samimys, que tem 30 vídeos publicados com várias invenções caseiras, criou uma máquina a vácuo para queimar 20 maços com 20 cigarros cada, durante mais de 3 horas.

A uma temperatura inicial de 50° C, a água aquece o cigarro e, aos poucos, vai absorvendo o alcatrão (resíduo do tabaco), ficando viscosa e mudando de coloração – primeiro amarela, depois marrom e, por fim, preta.

Feito isso, a água é fervida, para observar o que resta de partículas sólidas. Após 40 minutos, a água se evapora e deixa 7.200 mg de alcatrão. Esse material preto, que lembra um “carvão” pegajoso, é então cortado com garfo e faca e manipulado.

O vídeo diz que isso é o que chega aos pulmões pela inalação, em partículas muito pequenas, que aos poucos vão causando problemas respiratórios, como enfisema pulmonar, e doenças como câncer, além de alterações nos dentes, na língua e na gengiva.

A cardiologista Jaqueline Issa, do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, destaca que o cigarro pode acarretar mais de 40 doenças, da boca à uretra, como infarto, aneurisma cerebral, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doença vascular periférica (nos membros inferiores) e vários tipos de câncer, como de mama e laringe.

“Esse experimento ilustrativo dá uma ideia do que é o cigarro, que por fora parece uma coisa bonita e às vezes até cheirosa, já que a regulamentação dos aromatizantes foi mantida. Apesar de aquele material não ficar grudado nos pulmões, ele entra no sangue e, a longo prazo, causa mudanças genéticas e transforma o pH das células. Por isso, o vídeo é educativo, causa um impacto”, avalia.

O cigarro libera mais de 4.700 substâncias nocivas – além do alcatrão, há a nicotina, o monóxido de carbono e muitas outras derivadas da combustão do cigarro – que vão afetando a parte funcional dos pulmões. Com o tempo, o órgão perde seus alvéolos (estruturas localizadas nos bronquíolos que fazem as trocas gasosas entre oxigênio e gás carbônico), fica “aerados” e com um espaço “morto”, o que causa dificuldades respiratórias. Essas toxinas também estão presentes no cigarro eletrônico, só que em menor quantidade, explica a cardiologista.

“Se você colocar apenas cinco cigarros em um copo d’água da noite para o dia, já vai ver que a água fica num tom amarelo-achocolatado”, diz.

Sobre como o organismo pode se recuperar após uma pessoa abandonar o vício, Jaqueline afirma que depende de quanto tempo o indivíduo fumou, de suas características genéticas e também individuais.

“Se uma pessoa largar o vício antes dos 35 anos e tiver menos de 20 anos de exposição ao cigarro, provavelmente não desenvolverá nenhuma doença relacionada e apresentará a mesma sobrevida de quem nunca fumou, como mostram alguns estudos. Quanto mais o paciente posterga esse dia, porém, mais perde anos de vida”, ressalta.

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Veja 5 conselhos para viver mais

BBC lista algumas medidas para manter a saúde e prolongar a vida.

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Publicado no G1

Alguns aspectos relativos à saúde não podem ser controlados, como a herança genética ou como alguém pode ser afetado pelo comportamento da mãe durante a gravidez.

No entanto, existem outras medidas que podem ser tomadas para estender a expectativa de vida, como prática de exercícios e uma dieta saudável.

Abaixo, a BBC lista cinco fatores que podem prolongar pelo maior tempo possível a vida de uma pessoa.

1. Comece o quanto antes
Até mesmo antes de nascer a saúde pode ser afetada pelas decisões de estilo de vida tomadas pelas mães.

Vários estudos indicam que se uma mulher grávida ficar muito estressada pode haver um impacto no estado do bebê, deixando a criança com uma capacidade menor de gerenciar pressões em sua vida futura.

O abuso de bebidas alcoólicas também pode causar a síndrome de álcool fetal em bebês. Esta síndrome pode levar a criança a ter dificuldades de aprendizagem e problemas físicos.

O cigarro durante a gravidez também afeta o desenvolvimento da criança.

Um estudo também sugere que a dieta durante a gravidez pode aumentar o risco de obesidade na criança, pois muda o DNA do bebê.

Ter uma infância feliz pode estimular a longevidade. Um outro estudo indica que pessoas que foram infelizes durante a juventude têm maior risco de sofrer de doenças cardíacas durante a vida adulta.

Sair e desfrutar de uma vida ao ar livre também é importante. Os raios do sol são uma fonte importante de vitamina D, mas também é preciso usar o protetor solar para evitar o câncer de pele.

A vitamina D é importante para manter os ossos fortes e saudáveis, pois ajuda o corpo a absorver o cálcio e o fósforo dos alimentos.

2. Aproveite os benefícios dos exercícios
A pressão do cotidiano pode deixar uma pessoa com a sensação de que não há muito tempo para exercícios.

Mas vale a pena levar em consideração que, além da diminuição de peso, se pode ganhar muito mais com o exercício.

O exercício ajuda a manter o coração mais saudável pois reduz o risco de vários problemas cardiovasculares, incluindo a pressão arterial alta e doenças cardíacas.

Além disso, manter-se fisicamente ativo pode reforçar a saúde mental e ajudar a gerenciar o estresse, a ansiedade e também a depressão.

O exercício frequente pode ajudar a alcançar e manter o peso ideal, reduzindo o risco de diabetes.

O exercício mais pesado, como a corrida, é especialmente bom para melhorar a densidade óssea e proteger contra a osteoporose.

3. Cuide da saúde óssea
Durante a infância nossos ossos são fortes e, caso se quebrem, normalmente se recuperam com facilidade.

Mas, à medida que vamos envelhecendo, este processo fica mais lento e as articulações podem ficar mais frágeis.

A perda de densidade óssea começa a partir dos 35 anos seguindo o processo normal de envelhecimento.

Fatores ligados ao estilo de vida, como ter uma dieta rica em cálcio e se exercitar com frequência pode manter os ossos saudáveis e minimizar o risco de fraturas.

4. Mantenha-se socialmente ativo
Todos sabem que a amizade é importante para a felicidade, mas, recentemente, foi descoberto que os amigos também podem ajudar uma pessoa a viver mais.

Estudos sobre a solidão indicam que o isolamento social está associado a uma taxa mais alta de mortalidade entre idosos e que a solidão é um ‘assassino oculto’ para os idosos.

Na mesma linha, pesquisas demonstraram que pessoas casadas vivem mais do que os solteiros. Os especialistas acreditam que isto se deve ao fato de que os casados, ou quem vive junto, têm uma rede de apoio social melhor, o que minimiza o risco de isolamento.

5. Tenha uma dieta saudável
Uma boa dieta é algo básico para se ter uma boa saúde e evitar certos tipos de comidas e bebidas pode ajudar a prolongar a vida.

Ingerir muitos alimentos de alto conteúdo calórico, como doces ou gordura, pode levar ao aumento de peso e à obesidade.

Algumas gorduras são conhecidas por serem particularmente ruins para a saúde. Os ácidos graxos trans, por exemplo, podem estar presentes em algumas marcas de margarinas, biscoitos, tortas e fast-food.

Este ingrediente pode aumentar o nível do colesterol ruim, o que aumenta significativamente o risco do bloqueio de artérias e outras complicações.

Reduzir a ingestão do sal também é importante para manter o coração saudável pois consumir muito sal pode levar à hipertensão, o que, por sua vez, pode ocasionar problemas cardíacos, derrames e outras complicações.

Consumir muitas bebidas alcoólicas também pode ter efeitos devastadores na saúde. Não apenas a ressaca do dia seguinte a uma bebedeira, mas também, no longo prazo, pode causar danos em vários órgãos.

O abuso crônico de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de doenças do fígado.

E não se pode esquecer do cigarro. São muitos os estudos que alertam para o perigo para a saúde, pois fumar aumenta o risco de desenvolver cerca de 50 doenças graves.

O fumo é a causa de 90% dos casos de câncer de pulmão, prejudica o coração e a circulação arterial, piora as doenças respiratórias e afeta a fertilidade.

E, um golpe de sorte: tudo pode estar no DNA

Existem medidas que podem ser tomadas para ter uma vida longa e saudável, mas pode haver também um elemento de sorte nesta equação: o DNA.

Boa parte das investigações sobre envelhecimento se concentraram no papel dos telômeros. Estas são ‘tampas’ protetoras que se encontram no final dos cromossomos, algumas vezes parecidos com o que vemos no final de um cadarço de sapatos.

Seu papel é proteger o final dos cromossomos para evitar a perda de informação genética durante a divisão celular.

Cada vez que as células se dividem, a ponta dos telômeros fica menor. Com o tempo, encolhem tanto que a divisão celular para e isto significa a morte da célula e é assim que envelhecemos.

Estudos revelaram que alguns telômeros maiores estão relacionados a uma vida mais longa e os mais curtos estão ligados a doenças cardiovasculares e demência. Os telômeros grandes podem ser herdados.

Leite condensado, ketchup e cigarro

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Publicado por Lucas Lujan

O leite condensado foi inventado para substituir o leite materno. O ketchup já foi considerado remédio. Nas propagandas de cigarros, médicos eram os modelos que incentivavam seu consumo para uma vida saudável.

Nenhuma dessas coisas, contudo, persistiu. Por uma razão simples: temos a capacidade de repensar. Nada dessas coisas fazia mais sentido, foram então reformuladas. As coisas que são não precisam ser para sempre, podem ser refeitas ou simplesmente abandonadas.

Nosso primeiros ancestrais eram nômades. Caçavam e exploravam tudo o que podiam com seus pedaços de ossos e pedras. Se comunicavam com pinturas e alguns poucos ruídos estranhos. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam de habitação fixa.

As circunstâncias os levaram a desenvolver a agricultura e a fazer fogo. Com o fogo avançaram para a metalurgia e logo começaram a armazenar alimentos. As comunidades foram crescendo e agora precisavam fazer trocas com outras comunidades. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam se comunicar melhor.

As circunstância os levaram a desenvolver palavras e depois inventar a escrita. Surgem grandes aglomerados humanos, ou cidades. Do desenvolvimento do raciocínio complexo passaram a fazer filosofia. Nascem a política e a economia. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam de autonomia.

As circunstâncias os levaram à razão. Emancipação do ser humano. Progresso científico e tecnológico. A terra é redonda e não é o centro do universo. Isaac Newton. O Papa não é Deus – que afinal pode nem existir. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam abandonar definitivamente o passado e mergulhar na modernidade.

As circunstâncias os levaram ao fonógrafo, lâmpada, fibra sintética, turbinas de vapor, indústria, câmera e papel fotográficos, motor diesel, carro, raio x, cinema, telégrafo sem fio, rádio e avião. Albert Einstein. Televisão. Internet e celulares. Internet em celulares.

Nada disso aconteceu sem muito conflito. Daí a necessidade de repensar a maneira como nos desenvolvemos e progredimos – que muitas vezes representou um retrocesso de fato. É preciso agora de um novo cimento social, que está sendo chamado de desenvolvimento sustentável. Uma revisão dos padrões de extração, degradação, modo de produção, economia de produtos, consumo e  urbanização.

As necessidades vão mudar e precisaremos repensar, sempre. A história está andando, por isso as necessidades mudam e é preciso revisão. As circunstâncias nos levam para caminhos novos, invariavelmente. É preciso ouvir o tempo e a ele dar uma resposta.

Difícil, porém, é explicar isso para os evangélicos brasileiros. A história está evidentemente em trânsito, mas eles estacionaram lá no início do século XX e de lá não querem arredar o pé. Afinal, estão sob os cinco ponto dos fundamentos da fé. O que decorre dessa teimosia é um anacronismo, que por sua vez, decorre numa irrelevância – no melhor dos casos -, ou simplesmente em puro deboche por parte dos setores da sociedade.

Assisti um vídeo de humor, com personagens fictícios, em que a Dilma Rousseff diz para o Marco Feliciano: “Não quero que peça demissão da comissão de direitos humanos e minorias, quero que peça demissão do século XXI”. Às vezes a crítica séria vem em forma de deboche, mas não perde seu caráter de denúncia flagrante.

Medidas as proporções para efeito comparativo, aqueles que se identificam com os valores morais, éticos, sócio-políticos e teológicos do Marco Feliciano ainda dão leite condensado para seus recém-nascidos, usam ketchup para tratar doenças e consomem cigarros para se manterem saudáveis. Se comunicam com ruídos estranhos e caçam com pedaços de ossos e pedras – às vezes literalmente, porque gostam de literalidade.

Mod Men: O mundo de Mad Men através das lentes do século 21

Imagens criadas pela equipe do Shutterstock mostram a diferença que 50 anos podem fazer

Header2-960x539.jpg.pagespeed.ce.U6vWQ1CvKGPor Amanda de Almeida, no Brainstorm9

Cinquenta anos separam o cotidiano dos Mad Men e o nosso atual dia a dia. É impossível deixar de pensar no que aqueles criativos fariam hoje em dia, quando as ferramentas disponíveis são praticamente ilimitadas. Para marcar o início da sexta – e penúltima – temporada, a equipe do Shutterstock criou Mod Men, uma série de seis ilustrações retratando objetos de uso diário dos Mad Men em 1963 vistos através das lentes do século 21.

Don Draper, por exemplo, era obrigado a levar quilos de papéis em sua pasta. Nada que uma nuvem não resolvesse em 2013…

Don1.jpg.pagespeed.ce.bl05-RD7eTJoan Harris seria muito mais feliz com um iPad para substituir seu bloco de notas. Sem contar que a tecnologia ajuda a conter o desperdício.

Joan2.jpg.pagespeed.ce.gUnJPe_1pCAbaixo, dois bons exemplos de uma tendência transformadora dos últimos 50 anos: saem a bebida e o cigarro de Roger Sterling e Betty Francis – os “refrescos” do escritório e alívio contra o estresse para entrar alternativas muito mais saudáveis, como a vitamina de frutas e yoga.

Roger1.jpg.pagespeed.ce.MweJkHfmr7 Betty1.jpg.pagespeed.ce.r7iwwrDVPAPete Campbell ganharia tempo se seus contatos estivessem organizados em agendas virtuais, em vez de um rolodex.

Pete1.jpg.pagespeed.ce.FW13Sc-6BTSe você já trabalhou com máquinas de escrever e hoje tem um computador à disposição, sabe bem o quanto isso é revolucionário. Antigamente, quem cometia um erro de datilografia (hoje digitação), tinha 2 opções: rasurar o trabalho tentando apagar ou começar tudo de novo. Pelo menos naquela folha. E, sim, havia casos que não permitiam rasuras. Peggy Olson certamente economizaria muito papel com um computador, mas por outro lado não desenvolveria a habilidade de acertar de primeira, como alguns representantes da era Mad Men faziam.

Peggy2.jpg.pagespeed.ce._FxYHHvEdoVia Shutterstock Blog