Arquivo da tag: cigarro

Leite condensado, ketchup e cigarro

propaganda-antiga-cigarro-5

Publicado por Lucas Lujan

O leite condensado foi inventado para substituir o leite materno. O ketchup já foi considerado remédio. Nas propagandas de cigarros, médicos eram os modelos que incentivavam seu consumo para uma vida saudável.

Nenhuma dessas coisas, contudo, persistiu. Por uma razão simples: temos a capacidade de repensar. Nada dessas coisas fazia mais sentido, foram então reformuladas. As coisas que são não precisam ser para sempre, podem ser refeitas ou simplesmente abandonadas.

Nosso primeiros ancestrais eram nômades. Caçavam e exploravam tudo o que podiam com seus pedaços de ossos e pedras. Se comunicavam com pinturas e alguns poucos ruídos estranhos. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam de habitação fixa.

As circunstâncias os levaram a desenvolver a agricultura e a fazer fogo. Com o fogo avançaram para a metalurgia e logo começaram a armazenar alimentos. As comunidades foram crescendo e agora precisavam fazer trocas com outras comunidades. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam se comunicar melhor.

As circunstância os levaram a desenvolver palavras e depois inventar a escrita. Surgem grandes aglomerados humanos, ou cidades. Do desenvolvimento do raciocínio complexo passaram a fazer filosofia. Nascem a política e a economia. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam de autonomia.

As circunstâncias os levaram à razão. Emancipação do ser humano. Progresso científico e tecnológico. A terra é redonda e não é o centro do universo. Isaac Newton. O Papa não é Deus – que afinal pode nem existir. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam abandonar definitivamente o passado e mergulhar na modernidade.

As circunstâncias os levaram ao fonógrafo, lâmpada, fibra sintética, turbinas de vapor, indústria, câmera e papel fotográficos, motor diesel, carro, raio x, cinema, telégrafo sem fio, rádio e avião. Albert Einstein. Televisão. Internet e celulares. Internet em celulares.

Nada disso aconteceu sem muito conflito. Daí a necessidade de repensar a maneira como nos desenvolvemos e progredimos – que muitas vezes representou um retrocesso de fato. É preciso agora de um novo cimento social, que está sendo chamado de desenvolvimento sustentável. Uma revisão dos padrões de extração, degradação, modo de produção, economia de produtos, consumo e  urbanização.

As necessidades vão mudar e precisaremos repensar, sempre. A história está andando, por isso as necessidades mudam e é preciso revisão. As circunstâncias nos levam para caminhos novos, invariavelmente. É preciso ouvir o tempo e a ele dar uma resposta.

Difícil, porém, é explicar isso para os evangélicos brasileiros. A história está evidentemente em trânsito, mas eles estacionaram lá no início do século XX e de lá não querem arredar o pé. Afinal, estão sob os cinco ponto dos fundamentos da fé. O que decorre dessa teimosia é um anacronismo, que por sua vez, decorre numa irrelevância – no melhor dos casos -, ou simplesmente em puro deboche por parte dos setores da sociedade.

Assisti um vídeo de humor, com personagens fictícios, em que a Dilma Rousseff diz para o Marco Feliciano: “Não quero que peça demissão da comissão de direitos humanos e minorias, quero que peça demissão do século XXI”. Às vezes a crítica séria vem em forma de deboche, mas não perde seu caráter de denúncia flagrante.

Medidas as proporções para efeito comparativo, aqueles que se identificam com os valores morais, éticos, sócio-políticos e teológicos do Marco Feliciano ainda dão leite condensado para seus recém-nascidos, usam ketchup para tratar doenças e consomem cigarros para se manterem saudáveis. Se comunicam com ruídos estranhos e caçam com pedaços de ossos e pedras – às vezes literalmente, porque gostam de literalidade.

Mod Men: O mundo de Mad Men através das lentes do século 21

Imagens criadas pela equipe do Shutterstock mostram a diferença que 50 anos podem fazer

Header2-960x539.jpg.pagespeed.ce.U6vWQ1CvKGPor Amanda de Almeida, no Brainstorm9

Cinquenta anos separam o cotidiano dos Mad Men e o nosso atual dia a dia. É impossível deixar de pensar no que aqueles criativos fariam hoje em dia, quando as ferramentas disponíveis são praticamente ilimitadas. Para marcar o início da sexta – e penúltima – temporada, a equipe do Shutterstock criou Mod Men, uma série de seis ilustrações retratando objetos de uso diário dos Mad Men em 1963 vistos através das lentes do século 21.

Don Draper, por exemplo, era obrigado a levar quilos de papéis em sua pasta. Nada que uma nuvem não resolvesse em 2013…

Don1.jpg.pagespeed.ce.bl05-RD7eTJoan Harris seria muito mais feliz com um iPad para substituir seu bloco de notas. Sem contar que a tecnologia ajuda a conter o desperdício.

Joan2.jpg.pagespeed.ce.gUnJPe_1pCAbaixo, dois bons exemplos de uma tendência transformadora dos últimos 50 anos: saem a bebida e o cigarro de Roger Sterling e Betty Francis – os “refrescos” do escritório e alívio contra o estresse para entrar alternativas muito mais saudáveis, como a vitamina de frutas e yoga.

Roger1.jpg.pagespeed.ce.MweJkHfmr7 Betty1.jpg.pagespeed.ce.r7iwwrDVPAPete Campbell ganharia tempo se seus contatos estivessem organizados em agendas virtuais, em vez de um rolodex.

Pete1.jpg.pagespeed.ce.FW13Sc-6BTSe você já trabalhou com máquinas de escrever e hoje tem um computador à disposição, sabe bem o quanto isso é revolucionário. Antigamente, quem cometia um erro de datilografia (hoje digitação), tinha 2 opções: rasurar o trabalho tentando apagar ou começar tudo de novo. Pelo menos naquela folha. E, sim, havia casos que não permitiam rasuras. Peggy Olson certamente economizaria muito papel com um computador, mas por outro lado não desenvolveria a habilidade de acertar de primeira, como alguns representantes da era Mad Men faziam.

Peggy2.jpg.pagespeed.ce._FxYHHvEdoVia Shutterstock Blog

Mãe é vista acendendo cigarro para bebê em parque na China

Jornalista registrou cena no Parque Fuxing, em Xangai. Hart Hagerty contou que mulher ‘sorria’ ao ver criança fumando.

publicado no G1

Hart Hagerty, jornalista e blogueira de moda situada em Xangai na China, ficou chocada ao registrar uma mãe acendendo um cigarro para uma criança, enquanto brincavam no Parque Fuxing, considerado um espaço familiar da região.

Hart Hagerty ficou chocada ao ver mãe acendendo cigarro para bebê em parque na China (Foto: Hart Hagerty/Shangai Style File)

Hart Hagerty ficou chocada ao ver mãe acendendo cigarro para bebê em parque na China (Foto: Hart Hagerty/Shangai Style File)

Hagerty contou em seu blog “Shangai Style File” que seus amigos tentaram fazer com que os pais interviessem, entretanto, tudo o que faziam era se divertir com a cena.

“A mãe deu o cigarro, acendeu para ele e sorriu enquanto o bebê fumava, e ria depois que a criança caiu no chão enjoada”, escreveu a jornalista.

“Não poderia deixar de compartilhar isso”,

Jornalista afirmou que mulher 'ria' ao ver criança fumando cigarro (Foto: Hart Hagerty/Xangai Style File)

Jornalista afirmou que mulher ‘ria’ ao ver criança fumando cigarro (Foto: Hart Hagerty/Xangai Style File)

Cena foi registrada em parque em Xangai, conhecido por ser um espaço familiar (Foto: Hart Hagerty/Shangai Style File)

Cena foi registrada em parque em Xangai, conhecido por ser um espaço familiar (Foto: Hart Hagerty/Shangai Style File)

 

Confira os famosos que têm a mesma idade, mas que aparentam ser mais velhos

Susan Boyle e Heather Locklear - 1961 - Getty Images

Susan Boyle e Heather Locklear – 1961 – Getty Images

Publicado originalmente no Virgula

Genética, noitadas, cigarro, drogas, bebidas alcoólicas, sedentarismo, exposição solar, stress, intervenções estéticas exageradas… Vários são os fatores que influenciam na maneira com a qual envelhecemos. No mundo dos famosos os sinais da ação do tempo ficam ainda mais em evidência, afinal eles estão sob os holofotes.

Se ao mesmo tempo que nos perguntamos como aquela atriz se mantém linda mesmo com o passar dos anos, outras pessoas espantam por aparentar serem muito mais velhas do que realmente são. Lindsay Lohan que  diga! Aos 26 anos a atriz abusa de festas regadas a bebidas e drogas, além de insistir em aplicar Botox nos lábios e preenchimento na face. Tudo isso junto, fez com que ela ganhasse uma aparência envelhecida e plastificada que destoa de outras famosas com a mesma idade.

“Envelhecer é inevitável e todas as pessoas um dia terão rugas e uma pele que ateste a ação do tempo. No entanto existem hábitos que favorecem o envelhecimento precoce e outros que ajudam a nos mantermos jovens por mais tempo. Atividade física, uso de filtro solar, não fumar, comer alimentos saudáveis, não passar noites em claro com frequência e não abusar de bebidas alcoólicas fazem parte da lista de coisas que fazem bem”, explica a dermatologista Anna Mattos. “Um bom creme antirrugas também ajuda bastante, mas como nem todo mundo tem paciência para usar todos os dias, pelo menos o uso do protetor solar não deve ser dispensado de forma alguma”, conclui a médica.

Confira alguns famosos que têm a mesma idade, mas que não aparentam. A galeria completa está aqui.

Whoopi Goldberg e Isabelle Adjani - 1955 - Getty Images

Whoopi Goldberg e Isabelle Adjani – 1955 – Getty Images

Kevin McKidd e Mario Lopez - 1973 - Getty Images

Kevin McKidd e Mario Lopez – 1973 – Getty Images

Gracyanne Barbosa e Alline Moraes - 1982 - Getty Images

Gracyanne Barbosa e Alline Moraes – 1982 – Getty Images

Annette Bening e Madeleine Stowe - 1958 - Getty Images

Annette Bening e Madeleine Stowe – 1958 – Getty Images

Chris O'Dowd e Adam Levine - 1979 - Getty Images

Chris O’Dowd e Adam Levine – 1979 – Getty Images

Cientistas israelenses criam capacete contra fumo e depressão

Capacete emite ondas magnéticas em regiões profundas do cérebro, ajudando no combate à depressão, a distúrbios psiquiátricos e a vícios

Capacete emite ondas magnéticas em regiões profundas do cérebro, ajudando no combate à depressão, a distúrbios psiquiátricos e a vícios

Publicado originalmente no BBC Brasil

Dois cientistas israelenses desenvolveram um capacete que emite ondas magnéticas para o cérebro e que, segundo pesquisas, tem efeitos significativos no combate a transtornos como a depressão e o vício do fumo.

O capacete, desenvolvido pelo neurocientista Abraham Zangen e pelo físico Yiftach Roth, emite ondas magnéticas em alta frequência para regiões mais profundas no cérebro, que até hoje podiam ser acessadas só com intervenções cirúrgicas ou choques elétricos.

Por intermédio dos estímulos, eles obtiveram resultados positivos tanto em casos de pacientes que sofrem de depressão profunda como em pessoas que já tinham tentado parar de fumar por outros meios e não conseguiram.

Entretanto, de acordo com Roth, o sistema, denominado Estimulação Transcraniana Magnética Profunda (Deep TMS em inglês) pode ser eficaz no tratamento de um leque “muito amplo” de problemas, como o mal de Parkinson, distúrbio bipolar, mal de Alzheimer, autismo, distúrbio obsessivo-compulsivo, dependência de drogas e alcoolismo.

Diferentes capacetes

Mais de 3.000 pessoas, em Israel e no exterior, já participaram de experiências com o capacete, e recentemente a FDA – agência reguladora de medicamentos dos EUA – outorgou um certificado para utilização do sistema no combate à depressão.

A ideia de desenvolver o sistema surgiu em 2000. Abraham Zanger, chefe do laboratório de Neurociência da Universidade Ben Gurion, explicou à BBC Brasil que, para cada problema, é criado um capacete diferente, “adaptado para transmitir as ondas magnéticas às áreas relevantes do cérebro”.

“No começo do tratamento houve alguns pacientes que se queixaram de leves dores de cabeça, mas com o tempo as dores passaram”, disse.

O psiquiatra Hilik Lewkovitz, do hospital psiquiátrico Shalvata, no qual o sistema já está sendo usado, disse que “o número de pacientes que reagiram de maneira positiva a esse tratamento é significativo”.

Ele chamou a tecnologia de “revolucionária”, pois “não é invasiva e tem poucos efeitos colaterais e que apresenta resultados positivos no tratamento de vários distúrbios psiquiátricos”.

Remissão completa

Uma pesquisa feita no hospital Beer Yakov concluiu que 32,6% tratados com as ondas magnéticas apresentaram uma remissão completa da depressão e outros 38,4% demonstraram melhora substancial.

De acordo com a bióloga Limor Klein Dinur, que dirigiu uma pesquisa com 115 participantes sobre os efeitos do sistema em fumantes, 44% delas pararam de fumar após o tratamento.

“Não houve danos às capacidades cognitivas dos participantes, e em alguns casos até observamos uma melhora cognitiva”, disse a cientista à BBC Brasil.

De acordo com ela, 80% dos participantes que não pararam de fumar diminuíram o número de cigarros fumados em mais de 50%.