Arquivo da tag: cine

Filme cearense com legendas vira fenômeno de bilheteria

Cena do filme "Cine Holliúdi", de Halder Gomes

Cena do filme “Cine Holliúdi”, de Halder Gomes

Rodrigo Salem, na Folha de S.Paulo

A comédia “Cine Holliúdy”, do cearense Halder Gomes, tornou-se um fenômeno de bilheteria. E nem mesmo precisou estrear em São Paulo e Rio, os maiores circuitos de cinema do Brasil.

Segundo os números do Filme B, portal que analisa o mercado cinematográfico brasileiro, o filme atraiu cerca de 23 mil pessoas no fim de semana de estreia (em apenas dez salas do Ceará), alcançando a maior média de público do período no país: 2.293 espectadores por sala, contra 961 de “Os Smurfs 2″, campeão de renda geral e segundo lugar na média.

Os números se revelam ainda mais fantásticos se comparados aos do campeão de bilheteria do ano, “Homem de Ferro 3″, que teve uma média de público de 1.470 pessoas por sala em sua estreia, em abril. A média de “Cine Holliúdy” é similar à de “Tropa de Elite 2″ e “Os Vingadores”, dois megasucessos de bilheteria.

A comédia filmada por somente R$ 1 milhão foi lançada apenas no Ceará e em três dias foi responsável por 44% do público nos cinemas da capital do Estado, faturando R$ 268 mil.

A estratégia do lançamento foi proposta pela distribuidora Downtown ao diretor Halder Gomes. “O pessoal da Downtown viu o filme e gostou, mas propôs o desafio de testar primeiro no Ceará, porque é um produto novo, diferente”, conta o cineasta.

COM LEGENDAS

Ainda é cedo para medir o tamanho do sucesso do longa, falado em “cearensês” e legendado em português para facilitar o entendimento do público, mas os especialistas afirmam estar diante de uma produção fora da curva.

“O filme é um fenômeno, nunca vi algo parecido. Mas a extensão do sucesso ninguém sabe dizer. Os exibidores acham que ele pode chegar aos 500 mil espectadores”, afirma Paulo Sérgio Almeida, diretor do Filme B. “Ainda é preciso ver como ele será vendido no resto do país.”

Gomes diz que a comédia será lançada em 50 salas em outras cidades do Nordeste, em 30 de agosto, apesar de ainda não ter ideia de quando entra em circuito no Sudeste.

“Nossa expectativa era de fechar a carreira do filme com 100 mil ingressos vendidos em todo o Brasil, mas agora tudo isso mudou. Faremos isso apenas no Ceará. Semana que vem, teremos mais três salas no Estado e devemos chegar aos 45 mil pagantes. Se o resto do Nordeste acompanhar o sucesso, chegaremos a São Paulo em meados de setembro”, diz o diretor.

A estratégia de lançamento também teve uma ajudinha de um campeão de bilheteria. “A Downtown colou o trailer do nosso filme em ‘Minha Mãe É uma Peça’ e as pessoas riam de passar mal. Foi inteligente.”

Marina Silva rebate críticas por comentário em defesa de Marco Feliciano

Marina Silva durante show na região central de São Paulo (foto: Juliana Knobel/Frame /Folhapress)

Marina Silva durante show na região central de São Paulo (foto: Juliana Knobel/Frame /Folhapress)

Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo

Resfriada, Marina Silva cobre a cabeça com um xale para se proteger do sereno ao sair do Cine Joia, em SP, na quinta-feira (16), depois de assistir ao show de Adriana Calcanhotto e Nando Reis. Os cantores se apresentaram em apoio à Rede, partido que a ex-senadora tenta fundar.

*

Ela se defende da chuva e das críticas após declaração de que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, estaria sendo atacado por ser evangélico, e não por suas declarações consideradas homofóbicas e preconceituosas.

*

A coluna questiona se o fato de Feliciano ser pastor e ter sido eleito graças ao apoio da igreja não torna legítimo informar a sua condição. “Eu acho que qualquer pessoa… Ninguém diz assim: Vicentinho [deputado federal do PT], esse sindicalista. Ou a Marina, a professora Marina. Eu não quero é que fiquem distorcendo aquilo que falei. O que estou pedindo é que a gente faça o debate no mérito. E no mérito das posições de quem quer que seja, inclusive das minhas.”

*

Às 23h30, enquanto Marina sai, a pista da casa de shows tem copos e garrafas de plástico, guardanapos e latinhas de alumínio deixados por parte do público de 1.300 pessoas. Os ingressos (entre R$ 30 e R$ 40) esgotaram. A renda foi para a Rede. Cerca de 500 assinaturas foram coletadas. O movimento diz ter 318 mil dos 500 mil apoios necessários para a criação de um partido.

*

Arnaldo Antunes cantou uma música. O empresário Alexandre Youssef, ex-PT, discotecou. “Não vou me filiar à Rede porque não posso. Trabalho na Globo e tenho outros projetos, mas vou apoiar como puder”, afirmava ele, que é consultor e comentarista do “Esquenta!”.

*

A socióloga Neca Setubal, responsável pela captação de dinheiro para a legenda, contava que a receita ainda é pequena. Vem da comercialização de camisas e canecas –vendidas no show a R$ 15 cada uma– e de doações individuais. “Sem os voluntários, o movimento já teria acabado.” Cafés e almoços para arrecadar fundos têm ocorrido de maneira discreta, a pedido dos apoiadores, dizia a herdeira do banco Itaú.

*

Casais homossexuais cantavam juntos na pista. Dois rapazes, abraçados, diziam apoiar Marina, mas gostariam que “ela se posicionasse mais claramente” sobre união de pessoas do mesmo sexo. “Ela tem que dizer o que pensa”, afirmava um deles. No fim do show, dois homens se beijaram demoradamente na saída principal.

Nando Reis se apresenta no Cine Joia, em apoio à Rede Sustentabilidade (foto:  Júlio Costa/Futura Press/Folhapress)

Nando Reis se apresenta no Cine Joia, em apoio à Rede Sustentabilidade (foto: Júlio Costa/Futura Press/Folhapress)

Conheça 50 filmes que você não pode perder em 2013

A volta de alguns super-heróis, incluindo a estreia de um novo Superman, remakes polêmicos, sequências de franquias já consagradas e muito mais. Entre comédias, policiais, ficções científicas e terrores, 2013 deve levar aos cinemas fãs de todos os gêneros.

publicado no virgula

Django Livre – Com direção de Quentin Tarantino, o filme conta a história de Django (Jamie Foxx), que faz tudo para resgatar sua mulher, Broomhilda (Kerry Washington), que foi parar nas mãos de um cruel proprietário de terras, Calvin Candle (Leonardo DiCaprio), depois de um jogo de cartas. Django conta a com a ajuda de um ex-dentista e atual caçador de recompensas alemão, King Schultz (Christoph Waltz), que o compra, liberta e ensina a ele alguns truques de sua nova profissão. Estreia no dia 18 de janeiro.

A Hora Mais Escura – Kathryn Bigelow, ganhadora do Oscar por Guerra ao Terror, apresenta sua visão da caçada a Osama Bin Laden. Jessica Chastain é a protagonista Maya, inspirada em uma agente da CIA que na vida real passou dez anos trabalhando no caso. Estreia no dia 18 de janeiro.

O Mestre – Polêmico por sua suposta inspiração na Cientologia, o filme é ambientado no pós-Segunda Guerra e mostra Lancaster Dodd’s (Philip Seymour Hoffman) como um militar que retorna aos Estados Unidos e decide formar um culto para acabar com as lembranças dos horrores vividos por soldados durante o conflito. O orador ganha fiéis rapidamente, e acaba se tornando uma espécie de mestre para Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um soldado violento e alcoólatra. Estreia no dia 25 de janeiro.

Os Miseráveis – Tom Hooper, vencedor do Oscar de 2011 por O Discurso do Rei, colocou Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway, entre outros, para cantar em um grandioso musical baseado no romance homônimo de Victor Hugo, de 1862, que conta uma história que se passa na França do século 19 entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Estreia no dia 1 de fevereiro.

Meu Namorado é Um Zumbi – Antes chamada Sangue Quente, a comédia é baseada no livro Warm Bodies, de Isaac Marion, e mostra o zumbi R (Nicholas Hoult) resgatando a jovem Julie (Teresa Palmer), a quem protege de outros zumbis e também dos Boneys, a encarnação seguinte dos mortos vivos. Se comunicando cada vez melhor e se recusando a comer carne humana, R recupera progressivamente sua humanidade. Estreia no dia 1 de fevereiro.

Caça aos Gângsteres – A história do filme acontece em 1949, quando Mickey Cohen (Sean Penn), o chefão da máfia no Brooklyn, controla todo o tráfico de armas e drogas e a prostituição no oeste de Chicago, com a ajuda de vários políticos e policiais corruptos. No entanto, uma equipe de agentes do Departamento de Polícia de Los Angeles, comandada pelo sargento John O’Mara (Josh Brolin) e por Jerry Wooters (Ryan Gosling), decide se unir para colocar um fim ao império do criminoso. Estreia no dia 1 de fevereiro. Continue lendo