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12 passos para alcançar uma meta (e por que “O Segredo” está errado)

De tudo que estudei até agora, e se é que podemos falar de fórmulas para situações como essa, esta lista com os 12 passos é o que mais se aproxima, em minha opinião, do que precisa ser feito para alcançar uma meta ou objetivo.

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Raúl Candeloro, no Administradores

Todos os anos escolho um assunto para estudar com profundidade e este ano o tema é ‘alta performance’. Na verdade, este ano criei uma novidade para mim mesmo: ao invés de só escolher um tema, escolhi uma pergunta para tentar responder. Para 2013, a minha pergunta é “por que algumas pessoas conseguem resultados excepcionais e outras não?”

Obviamente isso é assunto para discussões infindáveis, diversas opiniões e material que não acaba mais.

Mas comecei a notar uma certa consistência em algumas coisas que se repetem, principalmente na forma como as pessoas que atingem suas metas e objetivos de maneira consistente PENSAM.

Baseado em minha própria experiência e tudo que tenho lido e estudado até agora, criei um passo a passo das pessoas que têm sucesso e alcançam suas metas parecem sempre seguir, mesmo que inconscientemente.

São 12 coisas que você precisa fazer para atingir um objetivo. Para os estudiosos da ciência da Administração, notarão que nada mais é do que um ciclo PDCA ampliado:

  • Imaginação
  • Crença
  • Planejamento
  • Ação
  • Resistência
  • Avaliação
  • Resolução
  • Confiança
  • Grande Dúvida
  • Persistência
  • Hábitos
  • Sucesso

1) O primeiro passo é o da Imaginação, para definir claramente seu objetivo.

2) O segundo passo é o da Crença, onde você começa a acreditar que pode conseguir realmente atingir aquilo.

3) O terceiro passo é do Planejamento, onde você começa a planejar o que precisa fazer para alcançar a meta, quais obstáculos precisa superar, quem pode ajudar, que competências precisa desenvolver.

4) O quarto passo é talvez o mais importante – Ação: começar, colocar em prática, ter a iniciativa de fazer algo de concreto, por menor que seja. O importante aqui é fazer a roda começar a girar, mesmo que devagar.

5) O quinto passo é o da Resistência, onde uma parte do seu cérebro começa a tentar convencer você de que é melhor ficar aonde está (na Zona de Conforto).

6) O sexto passo é o da Avaliação, onde você avalia o que está fazendo, o que está dando certo, o que precisa ser melhorado e qual o ajuste de rota que precisa ser feito.

7) O sétimo passo é o da Resolução, onde você supera a Resistência e continua colocando seu plano em ação.

8) O oitavo passo é o da Confiança, onde você começa a ver avanços e a ter certeza de que realmente aquilo vai acontecer e você vai atingir sua meta.

9) O nono passo é o da Grande Dúvida, onde a Resistência reaparece, desta vez com força redobrada, principalmente se começarem a aparecer muitos obstáculos ou contratempos (é onde a maior parte das pessoas desiste).

10) O décimo passo é o da Persistência, onde você domina e conquista a Resistência, fazendo-a trabalhar a seu favor.

11) O décimo primeiro passo é a criação de Hábitos Vencedores. Os comportamentos, iniciativas e atitudes que precisa ter para atingir sua meta já foram incorporados, assimilados e fazem parte da sua rotina.

12) O décimo segundo passo é o do Sucesso: você alcança a meta.

Se fóssemos criar um 13o passo, seria o de revisar tudo que aconteceu, tirando as grandes lições. E um 14o passo seria o de estabelecer uma nova meta, pois assim funcionam as pessoas de sucesso.

De tudo que estudei até agora, e se é que podemos falar de fórmulas para situações como essa, esta lista com os 12 passos é o que mais se aproxima, em minha opinião, do que precisa ser feito para alcançar uma meta ou objetivo.

Para os amantes do livro “O Segredo”, sinto desapontá-los, mas mais uma vez reforço que o considero bastante incompleto, superficial e ENGANADOR, pois ele aborda apenas o 1º passo, justamente o mais fácil (e são 12 – faltaram 11!).

Só um Deus nos poderá salvar

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Publicado por Leonardo Boff

A crise de nossa civilização técnico-científica exige mais que explicações históricas e sociológicas. Ela demanda uma reflexão filosófica que desemboca numa questão teológica. Quem o viu claramente foi Martin Heidegger (1889-1976), antes mesmo que tivesse surgido o alarme ecológico.

Numa famosa conferência em 1955 em Munique “Sobre a questão da técnica”na qual estavam presentes Werner Heisenberg e Ortega y Gasset, ele tornou claro o risco que o mundo natural e a humanidade correm quando se deixam absorver totalmente pela lógica intrínseca deste modo de pensar e de agir: intervem e manipula o mundo natural até às suas últimas camadas para tirar benefícios individuais ou sociais. A cultura técnico-científica penetrou de tal forma na nossa autocompreensão que já não podemos entender a nós mesmos nem viver sem essa muleta que introjetamos em nosso próprio ser e estar-no-mundo.

Ela representa a convergência de duas tradições da filosofia ocidental: a platônica de cariz idealista transfigurada pela incorporação cristã e a aristotélica, mais empírica que está na base da ciência. Elas se fundiram no século XVII a partir de Descartes e fundaram a moderna tecno-ciência moderna, o paradigma dominante.

O interesse desse modo de ser é  como  são as coisas, como funcionam e como nos podem ser úteis. Não é o milagre de que as coisas são, confrontadas com o nada. Separamo-nos do mundo natural para entrar profundamente no mundo artificial.  Perdemos a relação orgânica com as coisas, as plantas, os animais, as montanhas e com os próprios seres humanos. Tudo se transforma em instrumento para alguma finalidade. Não vemos o ser humano, como pessoa, portadora de um propósito, mas a sua força de trabalho, seja física seja intellectual que pode ser explorada.

Se algo pode ser feito, será feito sem qualquer justificação ética. Se podemos desintegrar o átomo não há porque não faze-lo e construir uma bomba atômica. Se  podemos lançá-la sobre Hieroshima e Nagasaki quem o impedirá? Se posso manipular o código genético, não há limite moral ou ético que o possa coibir. E fazemos as experiências que acharmos interessantes e úteis para o mercado e para certa qualidade de vida.

Heidegger nos adverte que esta tecno-ciência criou em nós um dispositivo (Gestell), um modo de ver que considera tudo como coisa ao nosso dispor. Colonizou todos os espaços e subjugou todos os saberes. Transformou-se num motor que se acelerou de tal forma que já não sabemos como pará-lo. Tornamo-nos reféns dele. Ele nos dita o que fazer ou deixar de fazer.

Neste ponto Heidegger aponta o altíssimo risco que corremos como natureza e como espécie. A tecno-ciência afetou as bases que sustentam a vida e criou tanta força destrutiva que nos pode exterminar a todos. Os meios já foram construídos e estão aí à nossa disposição. Quem segurará a mão para não deslanchar um  armagedon natural e humano? Essa é a questão magna que nos deveria ocupar como pessoas e como humanidade e menos o crescimento e as taxas de juros.

A resposta tentada por Heidegger é uma Kehre, uma ”Volta” que signfica uma revira-Volta. Este é o propósito final de todo o seu pensamento, como o revelou numa carta a Karl Jaspers: ser um zelador de museu que tira a poeira sobre os objetos para que se deixem ver. Como filósofo se propunha (pena que usa uma linguagem terrivelmente complicada) remover o que encobre o habitual e o cotidiano da vida. Pela sofisticação técnico-científica ele ficou esquecido, abstrato ou enrijecido. Ao fazer isso o que se revela então? Nada senão aquilo que nos rodeia e que constitui o nosso ser-no-mundo-com-os outros e com a paisagem, com o azul do céu, com a chuva e com o sol. É deixar ver as coisas assim  como são; elas não nos oprimem mas estão, tranquilas, conosco em casa. Foi buscar inspiração para esse modo de ser nos pre-socráticos particularmente em Heráclito, que viviam o pensamento originário antes de se transformar com Platão e Aristóteles em metafísica, base da tecnociência.

Mas suspeita que seja tarde demais. Estamos tão próximos do abismo que não temos como voltar. Na sua última entrevista ao Spiegel de 1976 publicada post-mortem diz: “Só um Deus nos pode salvar”. A questão filosófica sobre o destino de nossa cultura se transformou numa questão teológica: Deus vai intervir? Vai permitir a autodestruição da espécie?

Como teólogo cristão direi como São Paulo:”a esperança não nos engana”(Rm 5,5) porque “Deus é o soberano amante da vida”(Sb 11,26). Não sei como. Apenas espero.

dica do Joaquim Tiago

Anistia Internacional diz que escolha de Feliciano é ‘inaceitável’

Protesto "Fora Feliciano!" contra a permanência do deputado Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos na avenida Paulista, região central de São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)

Protesto “Fora Feliciano!” contra a permanência do deputado Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos na avenida Paulista, região central de São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

Em nota divulgada ontem (24), a Anistia Internacional afirma que a escolha do deputado Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara é “inaceitável”, por suas “posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres”.

Feliciano, eleito no início do mês para o cargo, é acusado por movimentos sociais de ser homofóbico e racista. Eles pedem a renúncia do parlamentar do comando da comissão. Feliciano nega as acusações e diz que apenas defende posições comuns aos evangélicos, como ser contra a união civil homossexual.

“É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome”, diz a nota da Anistia.

O texto prossegue afirmando que a Anistia Internacional espera que os parlamentares brasileiros “reconheçam o grave equívoco cometido” com a indicação de Feliciano e “tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição”.

A Anistia afirma ser essencial que integrantes da comissão “sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações” e que “direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários”.

COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Nesta terça-feira (26) acaba o prazo dado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para que o PSC encontre uma solução para a comissão. Embora não diga publicamente, ele pressiona para que o partido convença Feliciano a renunciar.

“Do jeito que está, situação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias se tornou insustentável, disse Alves na última quinta-feira (21).

Ontem, o presidente da Casa disse que a situação não avançou no fim de semana. “Não tive notícias.”

Apesar de ter manifestado a colegas insatisfação com a permanência do pastor no comando da comissão, Alves tem dito, contudo, que não há margem regimental, como uma intervenção direta, para tirá-lo da presidência. Por isso, apelou à cúpula do partido.

Em entrevista ao programa ‘Pânico’, da Band, gravada na semana passada, mas levada ao ar apenas ontem, Feliciano disse que só deixaria o cargo morto.

“Estou aqui por um propósito, fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário, acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer”, disse o pastor.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Redes sociais estão acabando com a vida sexual das pessoas, diz pesquisa

Adultos vêm perdendo horas de sono e atividade sexual por passar muito tempo na Internet (Foto: Reprodução/Alamy)

Adultos vêm perdendo horas de sono e atividade sexual por passar muito tempo na Internet (Foto: Reprodução/Alamy)

Alessandro Iglesias, no TechTudo

Pesquisa realizada pelo site “Broadbandchoices” afirma que grande percentual dos adultos britânicos acessa redes sociais por meio de notebooks, smartphones e tablets quando vão para a cama, resultando em diminuição de horas de sono diárias e também de suas frequências sexuais.

Quando dormir?

Os dados colhidos neste estudo informam que, em média, dorme-se hoje uma hora e meia a menos do que há uma década. E os culpados? Majoritariamente, Twitter e Facebook, existindo ainda outros dispersores por toda a Internet. Enquanto em 2002 a população adulta da Grã-Bretanha costumava dormir por volta das 22h30, hoje 46% dela adormece à meia-noite.

Efeitos

Essa diminuição do volume de horas dormidas gera um débito de descanso assombroso quando reunido: sete horas e meia de perda de sono em uma semana, resultando em 360 horas em um ano; equivalente a 15 dias de sono em um ano trocados por atividades online. Esse novo hábito também afeta a vida sexual de muitos casais, que acabam não se relacionando porque um dos parceiros (ou ambos) está atarefado (ou entretido) em algum site, serviço ou rede social.

Claramente, hábitos antigos permanecem atrasando o sono de muitos por todo o planeta e há algumas décadas. Dentre eles, 15% dos entrevistados afirmaram gastar um bom tempo assistindo TV antes de dormir. No entanto, com a popularização do serviço de banda larga nos últimos dez anos, surgimento de dispositivos para acesso remoto, redes sociais e todo tipo de diversão online – como filmes, jogos, músicas e mais -, parece que este mau hábito já está cristalizado em certa parte da população.

‘Documentário’ que liga Gangnam Style ao fim do mundo faz sucesso na internet

Publicado por Zero Hora

Vídeo sugere que música do coreano Psy faria parte de profecia de Nostradamus

Psy Foto: John Shearer / AP

Psy
Foto: John Shearer / AP

Se os Quatro Cavaleiros do Apocalipse estão prestes a descer na Terra, parece que um deles virá da Coreia do Sul, montado em um corcel invisível ao som do sucesso Gangnam Style. Redes sociais e sites da Coreia do Sul estão em polvorosa nos últimos dias por causa de uma previsão atribuída ao vidente francês do século 16 Nostradamus, sugerindo que o cantor Psy não é o gentil e sorridente cantor de 34 anos que ele parece ser.

– Na calma manhã, o fim virá quando o número de círculos do cavalo dançante chegar a nove – diz a profecia que circula em sites, Facebook e Twitter.

Claramente falsa, a citação tem origem num “documentário” enganoso de cinco minutos do Youtube que já foi visto por 1,5 milhão de pessoas e que liga Nostradamus e Psy à profecia de 21 de dezembro dos Maias, que prevê o fim do mundo.

Veja o documentário:

A Coreia do Sul é conhecida como a “terra da manhã calma”, o “cavalo dançante” é a dança que Psy criou para suas apresentações e os nove círculos são os nove zeros que o seu clipe Gangnam Style terá quando for visto por um bilhão de pessoas no Youtube. No momento, o vídeo foi visto 972 milhões de vezes, e poderia chegar a um bilhão por volta do dia 21 de dezembro.

O “documentário” é narrado por uma voz sinistra que nota a “dominação cultural de Psy sobre a civilização ocidental” com imagens do cantor dançando com Britney Spears e o líder das Nações Unidas Ban Ki-moon.

– O mal tão sedutor, que parece ‘cool’, vai entortar a mente das pessoas com um comportamento contagiante – diz a voz, com imagens de grupos de pessoas executando o “cavalo dançante” em “flash mobs” por todo o mundo.

A paródia fez muito sucesso na Coreia do Sul, talvez como distração para o povo que busca alívio após o lançamento de um foguete, na semana passada, pela Coreia do Norte e das eleições presidenciais de quarta-feira.

“É hilário… pelo visto, circular um boato bobo na internet é algo que acontece no mundo todo”, escreveu uma pessoa no twitter.

“Agora Psy está sendo comparado a Nostradamus? Isso mostra como ele ficou popular!” afirmou outra pessoa no Twitter.