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Festa no Rio de Janeiro toca batidão evangélico e proíbe a saliência

funk

Publicado no Extra

No sábado à noite a galera se arruma, reúne os amigos e vai para um lugar com luzes e um DJ mandando ver na pista, com batidas de pop, funk e hip hop. À primeira vista parece uma festa qualquer, mas na Gospel Night o público se diverte e louva Deus.

A noitada “100% evangélica” rola hoje, no Mello Tênis Clube, na Vila da Penha, e é indicada até pela cantora Perlla. A festa tem tudo o que as outras têm, menos bebida, cigarro e pegação.

Aliás, para que ninguém perca a linha, não há espaços escuros e ainda tem a Operação Desgrude, para separar aqueles casais mais saidinhos.

— Nem namorado pode ficar se beijando. A Operação Desgrude é um grupo que fica rodando pelo salão para não deixar ninguém se agarrar ou passar do limite dançando. Às vezes a gente usa até um extintor — conta o DJ Marcelo Araújo, o criador e organizador do evento.

Vista de fora, a Gospel Night parece uma festa como as outras. E até engana os desavisados:

— Pensam que é uma loucura, mas é diferente. Mesmo assim curtem.

Na primeira edição, em 1998, não foi ninguém. Hoje é um sucesso que já chegou a outros estados, como Bahia, Minas Gerais e Paraná. No Rio, acontece quatro vezes por ano, juntando até 4 mil pessoas em cada festa.

— Por que não fazer algo tranquilo e com decência? Eu sabia que podia usar o dom que Deus tinha me dado em favor daquilo que eu acreditava — conta o DJ.

A iniciativa conquistou a cantora Perlla, que tocou na última edição da Gospel Night:

— Foi uma satisfação muito grande. O mais especial é que os jovens se alegram, dançam a noite toda sem estar sob o efeito de álcool ou drogas. A presença de Deus já basta para ficarem felizes. É legal!

No palco de 360 graus, uma mega estrutura com luzes e telas de led dão o clima que empolga a galera. Mas tudo é desligado, lá pelo meio da noite, para todos ouvirem a Palavra.

— Tem tido uma média de 50 pessoas por noite que decidem aceitar Jesus — diz o DJ.

Comandante decide anistiar os atos de indisciplina de toda a PM do RJ

Coronel Erir da Costa Filho, Comandante Geral da PM (foto: Nina Lima)

Coronel Erir da Costa Filho, Comandante Geral da PM (foto: Nina Lima)

Berenice Seara, no Extra

O comandante da PM, Erir Ribeiro da Costa Filho, que assumiu prometendo linha dura com desvios de conduta, foi tocado pelo clima de perdão da Jornada Mundial da Juventude.

Ou, quem sabe, às vésperas de uma provável exoneração, preferiu preparar o terreno para sair bem com seus comandados.

O moço decidiu relevar as punições disciplinares que aplicou à tropa, desde outubro de 2011 — quando tomou posse.

Estão todos liberados, incluindo os que cumprem — ou deveriam cumprir — pena de prisão.

Os profetas interpretam o presente e antecipam o futuro

Publicado por Leonardo Boff

Profeta Isaías, no detalhe de pintura de Michelangelo na Capela Sistina.

Profeta Isaías, no detalhe de pintura de Michelangelo na Capela Sistina.

Profeta no sentido bíblico não é em primeiro lugar aquele que prevê o futuro. É aquele que analisa o presente, identifica tendências, geralmente, desviantes, faz advertências e até ameaças. Anuncia o juízo de Deus sobre o curso presente da história e faz promessas de liberação das calamidades e aponta um rumo feliz para a história a seguir.

A partir da captação das tendências, faz previsões para o futuro. No fundo afirma: se continuar este tipo de comportamento dos dirigentes e do povo  ocorrerão fatalmente desgraças. Estas são consequências das violações de leis sagradas. E ai e projetam cenários dramáticos que possuem uma função pedagógica: trazer todos à razão e à observância do que é justo e reto diante de Deus e da natureza.

Lendo alguns profetas do Antigo Testamento e mesmo advertências de Jesus sobre a situação dos tempos futuros, quase espontaneamente nos lembramos de nossos dirigentes e de seu comportamento irresponsável face aos dramas que se estão preparando para a Terra, para a biosfera e para o eventual destino de nossa civilização.

Há dias em algumas partes do norte do mundo se rompeu a barreira tida como a linha vermelha que deveria ser respeitada a todo o custo: não permitir que a presença de dióxido de carbono na atmosfera chegasse a 400 partes por um milhão. E lamentavelmente chegou. Atingido este nivel, dificilmente o clima aquecido voltará atrás. Estabilizar-se-á e poderá  tomar um curso de alta. A Terra ficará aquecida por volta de dois graus Celsius ou mais. Muitos organismos vivos não conseguem adaptar-se, não tem como minimizar os efeitos negativos e acabam desaparecendo. A desertificação se acelerará; safras serão perdidas; milhares de pessoas deverão abandonar seus lugares por causa do calor insuportável para poder  sobreviver e garantir sua alimentação.

É num contexto assim que leio  trechos do profeta Isaías. Viveu no século VIIIº a. C. num dos períodos mais conturbados da história. Israel se encontrava exprimida entre duas potências, Egito e Assíria que disputavam a hegemonia. Ora era invadido por uma destas potências ora por outra deixando um rastro de devastação e de morte.

Neste contexto dramático Isaías escreve um inteiro capítulo, o 24º, todo numa linha de devastação ecológica. As descrições  se assemelham ao que pode acontecer conosco se as nações do mundo não se organizarem para deter o aquecimento global, especialmente, aquele abrupto já advertido por notáveis cientistas e que poderá ocorrer antes do final deste século. Se ele efetivamente ocorrer, a espécie humana correrá grande risco de dizimação e de destruição de grande parte da biosfera.

Devemos tomar a sério os profetas. Eles decifram tendências numa perspectiva que vai para além do espaço e do tempo. Por isso também a nossa geração poderá estar incluída em suas ameaças. Transcrevo alguns trechos do capítulo 24 como advertência e material de meditação:
“O mesmo acontecerá ao credor e ao devedor: a Terra será totalmente devastada. Ela foi profanada pelos seus habitantes porque transgrediram as leis, passaram por cima dos preceitos, romperam a aliança eterna. Por esta razão, a maldição devorou  a Terra e são culpados os que nela habitam…A Terra se quebra, é abalada violentamente e é fortemente sacudida. A Terra cambaleia  como um bêbado, é agitada como uma choupana…A lua sera confundida e o sol terá vergonha”.

Jesus, o derradeiro e maior de todos os profetas, adverte:”uma nação se levantará contra outra e um reino contra outro. Haverá fome e peste e terremotos em diversos lugares”(Mateus 24, 7). “Na Terra angústia tomará conta das nações perturbadas pelo bramido do mar e das ondas. As pessoas desmaiarão de medo e de  ansiedade pelo que virá sobre toda a Terra pois as  forças do céu serão abaladas( Lucas 22, 25-27).

Não ocorrem cenas semelhantes nos tsunamis do sudeste da Ásia, em Fukushima no Japão, nos grandes tornados e tufões como o Kathrina e o Sandy nos Estados Unidos e em outros lugares do planeta? As pessoas não são tomadas de pavor ao assistir a devastação  e ao ver os solos cobertos de cadáveres? Estas catástrofes não ocorrem por acaso mas acontecem porque rompemos a aliança sagrada com a Terra e seus ciclos. São sinais e analogias que nos chamam à responsabilidade.

Curiosamente, apesar de todos os cenários de dizimações, a palavra profética sempre termina com a esperança. Diz o profeta Isaias:” Deus tirará o véu de tristeza que cobre todas as nações. Ele enxugará as lágrimas de todas as faces… Naquele dia se dirá: este é o nosso Deus; nós esperamos nele e ele nos salvará”(25,7.9). E Jesus arremata  prometendo:”quando começarem a acontecer estas coisas, tomai ânimo  e levantai a cabeça porque se aproxima a libertação”(Lucas 21,28).

Depois destas palavras proféticas não cabe  comentário; apenas o silêncio pesaroso e meditativo.

Garoto de 5 anos faz sucesso na web compartilhando seu “look do dia” no Instagram

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Márcia Garbin, no Virgula

Enquanto muitos garotos de cinco anos não ligam para o que vão vestir, o inglesinho Alonso Mateo se liga tanto em moda que ficou conhecido na web por compartilhar o seu “look do dia” no Instagram.

Além da pouca idade, o que chama atenção são as peças e combinações pra lá de estilosas que Alonso produz.  É tanto sucesso que o menino já tem 2500 seguidores no Instagram, onde ele compartilha com seus seguidores roupas que nos dão a impressão de que acabaram de sair de uma passarela.

É claro que o pequeno recebe a ajuda da mãe e estilista, Luisa Fernanda Espinosa, que é quem posta as fotos de seu filho.  Mas apesar dessa ajuda, Fernanda contou ao jornal “Daily Mail” que é Alonso quem escolhe seus próprios looks, só às vezes que ela opina em alguns modelitos que não funcionaram muito bem, ou está impróprio para o clima.

A mãe de Alonso conta ainda que apesar de muitos seguidores acompanharem e admirarem seu filho, outros criticam um garoto tão novo estar envolvido no mundo da moda.

“Nós nos divertimos fazendo compras juntos e eu não acho que ele esteja vendo a moda como prioridade na sua vida. Ele é um menino bonzinho, leva isso de maneira tranquila, está apenas se divertindo”, afirmou à publicação.

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Daniel Alves pede fim de perguntas sobre protestos: “não é lugar para isso”

Daniel Alves pede foco no futebol da Seleção Brasileira (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Daniel Alves pede foco no futebol da Seleção Brasileira (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Publicado originalmente no Terra

Depois de uma semana em que o futebol da Seleção concorreu em atenção com o ambiente político provocado pelas manifestações em todo o Brasil, o lateral direito Daniel Alves pediu para que não respondesse mais sobre o assunto durante a Copa das Confederações. Na avaliação do jogador, que já se manifestou sua posição no Twitter, o time precisa focar no futebol e deixar a discussão política para outras áreas.

“Acredito que a Seleção hoje é motivo de alegria para o resto do Brasil e também já nos expressamos sobre o que está sucedendo no Brasil. Como nossas ideias foram expostas, gostaríamos de focar no futebol e o grande jogo que temos no dia de amanhã”, disse, antes de fazer o pedido.

“Pediria aos outros meios que não fosse solicitada mais perguntas sobre, é uma situação delicada. Não gostaria de debater publicamente porque aqui não é o lugar para isso”, completou o jogador, que anteriormente tinha manifestado apoio às manifestações como outros tantos atleta da Seleção.

A efervescência nas ruas do Brasil ganhou força nesta semana, com protestos que descambaram para a violência nas principais cidades do País na última quinta-feira. Na prévia dois dois jogos da Seleção Brasileira na Copa das Confederações, houve confrontos entre manifestantes e Polícia Militar, o que acabou colocando as vitórias em campo em segundo plano.

O clima tenso nas ruas da cidades fez a Fifa soltar um comunicado nesta sexta-feira negando que pensa em suspender o torneio. Uma das bandeiras levantadas nos protesto é o alto custo com a realização da Copa do Mundo. O técnico Luiz Felipe Scolari disse que não poderia responder se temia pelo cancelamento do torneio e reforçou as palavras de Daniel Alves.

“Questões de política, eu tenho que cuidar da minha Seleção. Nosso trabalho é cuidar da equipe, ganhar e fazer o que fomos contratados para fazer. Outras áreas são de outros pessoas. Não vou falar o que eles devem fazer lá, porque não ia querer que falassem aqui. Cada um na sua”, explicou.

Felipão, no entanto, negou que tenha feito pedido para os jogadores deixassem da falar sobre o momento em ebulição do País e focassem na Seleção. “Todos têm a liberdade de se manifestar. Não é colocado isso aqui. Nesta equipe, ninguém pisou na bola nadinha comigo”, brincou.

Antes, Felipão teceu um comentário sobre a situação política do País. “Todos queremos nosso país com Justiça. Tudo o que imaginamos, e as pessoas no Governo também imaginam isso e tentam fazer. Não podemos só crucificar as pessoas que estão lá e pensam dessa forma. Muitas vezes as situações não evoluem para isso. Todos queremos e vamos trabalhar juntos e saberemos onde atacar os pontos para mudar daqui 1, 5 ou 10 anos. Sempre fui otimista e temos grande potencial para isso, pessoas para isso, e espero que vocês estão vindo de fora”, afirmou.