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Espaço dos evangélicos na TV aumenta

Ana Paula Valadão canta no “Encontro dom Fátima Bernardes” (via blog Amigos DT)

Karina Kosicki Bellotti, na Folha de S.Paulo

O final dos anos 1980 e o início dos anos 1990 foram marcados pelo estranhamento em relação aos evangélicos por parte da grande imprensa e das grandes redes abertas –Globo, Manchete, SBT, em especial, após a compra da Rede Record por Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Muitos se perguntavam quem eram esse grupo e como ele havia alcançado essa visibilidade, num país até então majoritariamente católico.

O sentido das coberturas era em geral ofensivo, de reportagens investigativas, com câmeras escondidas, entrevistas com dissidentes, retratando de forma negativa a relação entre alguns grupos de evangélicos (os chamados neopentecostais) e a arrecadação de dízimos e ofertas.

Reportagens mostrando cultos da Universal em estádios, com sacos de dinheiro sendo abençoados, foram mostrados de forma demonizadora, sendo contrapostas a depoimentos de outros líderes religiosos que condenavam a prática, afirmando que isso não era cristianismo.

O período de 1989 a 1995 foi marcado por uma espécie de “guerra santa”, que culmina com o “chute na santa”, dado por um pastor da Universal no dia de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro de 1995. Nesse período, vemos vários veículos de comunicação demonizando os neopentecostais, o que “respinga” em outros grupos evangélicos que não são identificados com esse grupo.

Ressalto a minissérie “Decadência”, veiculada pela Globo em setembro de 1995, escrita por Dias Gomes, em que Edson Celulari interpretava um pastor sem escrúpulos, além da própria cobertura dada pela Globo, uma emissora tradicionalmente simpática ao catolicismo, por conta do chute na santa.

Observamos que, nos últimos cinco anos, a Globo tem se aproximado deste público, porque tem lhe conferido não somente um peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor.

Agora há o Festival Promessas, o selo da Som Livre para música cristã contemporânea -que reúne artistas evangélicos e católicos, que já tocaram no Faustão e tiveram música em trilha sonora de novela.

Da quase ausência de cobertura de eventos evangélicos, como a Marcha para Jesus, para a cobertura no “Jornal Nacional” dos cem anos da Assembleia de Deus (2011), da Marcha para Jesus, e mesmo dos protestos feitos por Silas Malafaia contra o projeto de lei 122/06 (contra a homofobia), vemos uma mudança de atitude significativa.

É importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso (e que tem se aproximado do governo desde a administração Lula), cresceu o poder aquisitivo de muitos evangélicos que ocupavam a chamada classe C e aumentou a mobilização de parcelas de evangélicos nas redes sociais, o que dá maior voz e visibilidade para esse grande e heterogêneo conjunto religioso denominado “evangélico”.

Se antes o evangélico era retratado de forma demonizada –no caso das lideranças- ou paternalista -no caso do fiel, retratado como um sujeito vulnerável aos ataques de líderes inescrupulosos-, atualmente vemos um retrato mais positivo, mas ainda longe da sua grande diversidade. São retratados como sujeitos religiosos que merecem respeito, que votam, que consomem e são exigentes na qualidade do que lhe é oferecido.

A aproximação se dá mais pela música, pela figura feminina de artistas como Ana Paula Valadão (que recentemente cantou no “Encontros com Fátima Bernardes”) e Aline Barros, e até por programas como “Sagrado”, que traz diferentes lideranças religiosas para falar sobre diversos assuntos da vida e da morte.

É uma aproximação ainda cuidadosa, que não livra a Globo dos deslizes de chamar os cantores evangélicos de “estrelas da música gospel” (a crença rejeita qualquer alusão a idolatria), mas perto de como era -e não era- antigamente, é um grande avanço, que é comemorado por muitos evangélicos nas redes sociais.

Lembro-me de como a ida de Aline Barros ao “Domingão do Faustão” foi comemorada por blogs e em comunidades evangélicas no Orkut. Como o universo evangélico é muito diversificado, é difícil pontuar que só há desconfiança em relação à iniciativa da Globo em se aproximar deste grupo; a Record procura galvanizar a atenção dos “evangélicos” como um todo, oferecendo programação religiosa, mas não há unanimidade entre os evangélicos em relação ao que essa emissora produz.

Acredito que as redes sociais têm ajudado a conferir maior visibilidade; o próprio uso da mídia feito por grupos evangélicos tem conferido também esta visibilidade, seja em termos de evangelização, seja nas campanhas eleitorais e até nas ameaças de boicote a novelas da Globo, como “Salve Jorge”.

Agora, uma das características ligadas historicamente a uma suposta “identidade evangélica” no Brasil é essa idéia de estar afastado da grande sociedade católica ou secular; essa ideia de “estar no mundo, mas não pertencer a ele”.

O reconhecimento maior que a grande mídia tem oferecido aos evangélicos traz alguns desafios a essa autoimagem evangélica, pois dentro desse grupo heterogêneo destaca-se o desejo de vigiar de perto o que a grande mídia fala sobre ele, tendo em vista todo o histórico de agressões e perseguições empreendidas.

Então, destaca-se essa autoimagem positiva, de povo honesto, trabalhador, que canta, louva, veste-se de forma elegante, mas sem ostentação; que é igual a todo mundo no dia a dia, e que leva sua crença muito a sério, pois enxerga na própria vida um testemunho a ser dado para quem não é evangélico -a ideia de ser “sal da terra, luz do mundo”.

dica da Ana Carolina Ebenau

Festival Promessas: Internautas criticam evento e a cobertura do G1

Ana Paula no palco do Troféu Promessas 2012, em São Paulo

Sérgio Pavarini

Ontem (8) aconteceu no Campo de Marte a edição paulistana do Festival Promessas. Ao contrário do show de estreia no Rio de Janeiro, cerca de 100 mil pessoas estiveram presentes e o temor de novo fracasso de público foi sepultado. Túmulo do samba, mas é nóis no gospel, mano.

Mais uma vez a Globo não economizou e usou uma estrutura profissa de encher os bolsos olhos. Dezessete torres de led proporcionaram 1 efeito visual anos-luz (com trocadilho) das apresentações quase mambembes que eram a tônica e a dominante da música evangélica até pouco tempo atrás.

Nesta edição não houve boicote de igrejas e foram raras as vozes desafinadas falando sobre a idolatria da babilônia platinada. Mesmo porque em matéria de ídolo$, a gente tem pós-doutorado.

Seguindo o tratamento profissional, o G1 destacou o repórter Rodrigo Ortega para cobrir o evento. Especialista em música pop, o jornalista escreveu logo no início do texto que  os pulos e giros de André Valadão “lembraram os de Chris Martin, cantor inglês do Coldplay”. #oscrentepira

Sobre Cassiane, o ex-blogueiro (e guitarrista) disse que ela tem “voz poderosa de artista soul e trejeitos fortes de cantora de rock”. Nem precisava chegar ao final do texto para imaginar que o colega seria enviado so patíbulo. Em lugar do “hang the blessed DJ” dos Smiths, o refrão seria adaptado para “hang the journalist”. Not so blessed. #panic

Acostumado à hipocrisia e breguice aos maneirismos dos veículos gospel, nos quais “ministrações” substituem a palavra “show” e são sempre “uma bênção”, o  rebanho não gostou nem um pouco de ver ler que, na verdade, seus “levitas” são simplesmente artistas. #choquederealidade

Rodrigo foi sutil ao se referir à abundância de clichês no discurso de alguns artistas, algo absolutamente consonante com a pobreza musical de muitas das músicas apresentadas. A trilha em direção à profissionalização ainda é longa, inclusive para os expoentes que estão na frente da fila. São Roberto Marinho nos ajude!

Selecionei trechos de alguns comentários. Antes de tomar um Plasil, nada de fingir que não faz parte dessa massa ignara porque você é “diferenciado”. Eles são nós. Se cegos, é hora de ajudá-los a enxergar além do óbvio. Que os reis de 1 olho só sejam destronados da terra gospel. Amém?

  • Nunca vi tantas “aspas” na minha vida quanto nesse texto, apesar do sarcasmo fajuto, aparentemente o tal Rodrigo assistiu todo o espetáculo
  • Achei descenessario todo este sarcasmo.. porque tratar a música gospel e seus “artistas” assim? se é para agirem de tal forma melhor não fazerem festival nenhum..
  • Texto ácido e sarcasmo desnecessário cercado de preconceito cultural e linguístico!
  • A Globo deveria contratar alguem mais inteligente que esse Rodrigo Ortega (dono do texto da reportagem)
  • Festival de Idolatria isso sim. As pessoas não vão para adorar Jesus, mas para adorar seus ídolos gospel que só enchem o bolso nesses eventos. Thalles por exemplo só toca se pagarem 30 mil.
  • Esse mundo gospel esta podre. Esse Serginho é feiticeiro e está apresentando o show dos artista de satanás.
  • Essa proposta da globo e outros foi a coisa mais inteligente para acabar com esses crentes. As forcas das trevas celebram…
  • Enquanto eles vivem no luxo os adeptos deles morrem de fome sem ter casa para morar ou comer porque doam toda uma vida para esses oportunistas que só servem para ser esterco do solo terrestre!
  • Que saudades que eu tenho do Brasil quando nada disso existia!! Esse tipo de movimento veio na esteira da vulgarização e mau gosto na música.
  • Cadê a igreja de Jesus? Onde fazer megashows é agradar a Deus?
  • A Igreja Evangélica representa os últimos dias de uma velha era, a da ignorÂncia.
  • O Brasil precisa é de professores, cientistas, engenheiros e não desses semeadores de ilusões: pastores, padres, pais de santo e dessa praga recente chamada de música gospel.
  • Será que com tanta influência do termo “gospel” o diabo não acabará vindo de maneira “gospel”?

foto: Flavio Moraes/G1

Festival Promessas reúne estrelas da música gospel brasileira em SP

O anfitrião do evento, Serginho Groisman, abre o Festival Promessas. (Foto: Flavio Moraes/G1)
O anfitrião do evento, Serginho Groisman, abre o Festival Promessas. (Foto: Flavio Moraes/G1)

Rodrigo Ortega, no G1

A segunda edição do Festival Promessas de música gospel reuniu neste sábado (8) em São Paulo (SP) um público de 100 mil pessoas para assistir a shows de alguns dos principais artistas do gênero. A anúncio foi feito pelo próprio apresentador do evento, que começou às 17h30 e se encerrou às 23h. Segundo Serginho Groisman, a estimativa foi feita pela administração do Campo de Marte, na Zona Norte da capital, que recebeu seis atrações.

Apresentaram-se André Valadão, Cassiane, Aline Barros, Fernandinho, Thalles e Diante do Trono. Cada show teve duração de cerca de 45 minutos, com intervalos de 10 minutos.

André Valladão foi o primeiro a entrar em cena. O mineiro de 34 anos também é pastor e é irmão de Ana Paula, líder do Diante do Trono, outra atração do evento

De óculos escuros sob sol ainda quente, que não diminuiu a animação do cantor nem do público, André Valadão, emocionado, chamou a ocasião de “dia profético”. Alternou entre pulos e giros que lembraram os de Chris Martin, cantor inglês do Coldplay, e músicas sentado ao piano, acompanhadas de guitarras distorcidas também ao clima da banda britânica e do U2 , vide “Pela fé” e “Abraça-me”, maiores hits do mineiro.

O pastor André comandou várias orações e pedidos ao público para fazer “barulho santo”. “É tempo de o Brasil voltar os olhos para o Senhor”, falou o artista ao final da apresentação, que durou pontuais 45 minutos, com intervalo de 10 minutos.

A cantora Cassiane, segunda atração, subiu ao palco às 18h25.

André Valladão foi a primeira das seis atrações a subir ao palco. (Foto: Flavio Moraes/G1)
André Valadão foi a primeira das seis atrações a subir ao palco. (Foto: Flavio Moraes/G1)

Com voz poderosa de artista soul e trejeitos fortes de cantora de rock, a cantora e pastora evangélica Cassiane não poupou floreios vocais para impressionar o público. A artista fluminense de Nova Iguaçu, que gravou o primeiro disco aos oito anos como promessa mirim do mercado gospel, já soma 17 álbuns aos 39 anos.

“Vai um glória a Deus aí?” era sua pergunta mais comum ao público entre as músicas. Com arranjos mais comuns ao estilo, os presentes cantaram bastante, especialmente “Com muito louvor”, de braços esticados para o alto – gesto mais comum do Promessas -, mas com menos pulos do que o pulsante show anterior. Ela tirou os sapatos e terminou a tarde descalça cantando a apoteótica “Uma chuva diferente”.

A cantora Cassiane se apresenta na segunda edição do Festival Promessas, no Campo de Marte, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1)
A cantora Cassiane se apresenta na segunda edição do Festival Promessas, no Campo de Marte, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1)

Acompanhada de uma competente banda de pop-rock, a carioca Aline Barros voltou a fazer o publico se mexer usando recados diretos como “pulo, pulo, pulo na presença do rei”, de “Vitória no deserto”. A pastora de 36 anos venceu recentemente o do Grammy Latino 2012 de música cristã, com o disco infantil “Aline Barros & Cia. Vol 3″.

Aline chamou ao palco para um dueto Fernandinho, que apresentou como “grande amigo e homem de Deus”. Eles cantaram juntos a faixa já gravada pela dupla “Rendido estou”. A animada Aline pediu aos fãs para que se abrissem ao “vento de Deus para trazer refrigério”, antes de “Vento do espírito”. Ela desejou um antecipado “feliz 2013″ para a plateia ao encerrar o show com ” Vou te alegrar”.

Aline Barros se apresenta no Campo de Marte, em São Paulo, no Festival Promessas (Foto: Flavio Moraes/G1)
Aline Barros se apresenta no Campo de Marte, em São Paulo, no Festival Promessas (Foto: Flavio Moraes/G1)

Fernandinho começou seu show com efeitos eletrônicos, guitarras pesadas e vocal agudo em “Dançando na chuva”. Apesar do tempo quente com nuvens, a chuva citada na letra não tinha aparecido, mas a dança do público foi intensa, no momento mais enérgico do evento até então. “A Bíblia diz que os justos saltam de alegria”, disse o alagoano aos gritos, sob base rítmica que usava veloz bumbo duplo e riff de punk rock.

Em “Eu fui comprado”, com interlúdio de um rapper, o público fez trenzinhos, coreografias e até círculos de dança caótica que lembram rodas de pogo de shows de rock. A seqüência de power ballads “Nada além do sangue”, “Uma nova história” e “Teus sonhos” fez alguns presentes se sentarem e revelou o bom vocal de Fernandinho. A segunda metade mais lenta do show só voltou a se animar quando ele chamou os fãs para “pular até bater a cabeça no céu” na penúltima “O hino” e na final “Vai chover”.

Fernandinho toca percussão durante seu show no Festival Promessas 2012 (Foto: Flavio Moraes/G1)
Fernandinho toca percussão durante seu show no Festival Promessas 2012 (Foto: Flavio Moraes/G1)

Quem sucedeu Fernandinho foi Thalles, o artista mais premiado do último Troféu Promessas e penúltima atração da noite. O mineiro Thalles confirmou a boa fase, com um som que mistura funk, soul e rock, com groove que faz jus ao cabelo black power do cantor. O público vibra bastante ao reconhecer cada início de música.

Intercalar músicas com mais “pressão”, como ele diz aos fãs, com baladas ao violão cantadas com voz rouca, como “Eu escolho Deus”, é estratégia semelhante à do Jota Quest, banda do qual ele já foi backing vocal. Thalles também já cantou com Jammil e uma Noites e compôs para Luciana Melo e Seu Jorge. Tem traquejo de palco que não fica a dever para os artistas seculares com quem colaborou.

Thalles, que era backing vocal do Jota Quest, dança durante seu show no Festival Promessas 2012, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1)
Thalles, que era backing vocal do Jota Quest, dança durante seu show no Festival Promessas 2012, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1)Depois de Thalles, foi a vez da atração que encerrou o Festival Promessas 2012, a banda Diante do Trono. O grupo terminou seu show por volta das 23h. As notas agudas e seguras da voz da líder Ana Paula Valadão se alternam na maioria das faixas com as dos outros músicos de grupo, dando um pouco mais de dinâmica às músicas, mais lentas do que a média das outras atrações.A banda tem origem na Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, assim como André Valadão e Thalles. Assim como no show de Cassiane, houve mais coros do que pulos do público, inclusive na faixa eleita a melhor do ano no Troféu Promessas, “Me ama”. A trilha dos mineiros deu final tranquilo para o festival.Ana Paula Valadão acena durante o show do grupo Diante do Trono no Festival Promessas 2012 (Foto: Flavio Moraes/G1)
Ana Paula Valadão acena durante o show do grupo Diante do Trono no Festival Promessas 2012 (Foto: Flavio Moraes/G1)

Policiais Militares confirmam ao G1 que o público presente no Campo de Marte é de 100 mil pessoas. Esta é a primeira edição do festival feita em São Paulo. O festival  terá exibição nacional pela TV Globo no próximo dia 15.

A primeira edição do evento aconteceu em dezembro de 2011, no Aterro do Flamengo, no Rio. Diante do Trono, Regis Danese, Damares, Fernanda Brum, Ludmila Ferber, Eyshila, Davi Sacer, Pregador Luo e Fernandinho apresentaram-se por quase 8 horas para um público estimado em 20 mil pessoas. Neste ano, o Festival Promessas também contou com edições regionais em Brasília, Recife e Belo Horizonte.

Para a edição de São Paulo, foram montadas estruturas de caixas de som e telões de led para que aqueles que não conseguirem ficar perto do placo pudessem aproveitar as apresentações. O palco tinha 17 torres de iluminação de led que funcionaram como vitrais durante os shows.

Dízimo: ‘Megashow’ gospel da Globo atrai só 10% do público esperado

Ao artistas do Festival Promessas, da Globo

Publicado originalmente no F5

A expectativa era que o festival ‘Promessas’ atrairia cerca de 200 mil pessoas ontem no aterro do Flamengo. Tratava-se do primeiro festival de música gospel da história da emissora, que armou uma megaprodução para gravá-lo, uma vez que vai reexibi-lo no próximo sábado à tarde. A emissora atraiu 10% do público previsto, no entanto.

Além da chuva e do tempo feio, a Globo pode ter superestimado o potencial dos artistas gospel de sua gravadora, a Som Livre.

Sem nomes tradicionais como Aline Barros, Soraya Moraes e outras estrelas do gospel que não têm contrato com a Som Livre, além de nenhuma atração internacional, o festival acabou reunindo no máximo 20 mil pessoas durante as sete horas em que durou.

O grupo mais esperado era o Diante do Trono, cuja vocalista, Ana Paula Valadão, foi atacada por Edir Macedo em programa da IurdTV, e chamada de ‘endemoniada’. Macedo detesta o estilo, embora mantenha uma gravadora dedicada exclusivamente a ele, a Line Records.

Com o fiasco de ontem, pode ser que Globo não se arrisque a dar mais espaço ao gospel em sua programação.

foto: Raphael Dias/TV Globo

dica do Conrado Costa

outros eventos evangélicos no Aterro do Flamengo nos últimos anos:

Igreja Mundial (20/4/11):  50 mil pessoas (esperavam reunir 2 milhões)

Igreja Universal (21/4/10): 1 milhão de pessoas (1,5 milhão segundo a igreja)

com a presença do Papa Bento 16, em 2013 vai rolar lá o principal encontro da  Jornada Mundial da Juventude.

ps: a área de comentários vale uma espiada.

Festival Promessas: o que rolou

Diante do Trono é um dos principais grupos do gospel nacional

Após um festival de muxoxos de evangélicos denunciando os interesses comerciais da TV Globo, finalmente chegou a gravação do primeiro grande evento gospel promovido pela Vênus Platinada. O dia começou com a expectativa de público de 200 mil pessoas e somente o dízimo compareceu. Chuva ou boicote?

O G1 cobriu o Festival Promessas ao vivo. O primeiro post entrou às 10h54 e o último 21h41. Selecionei alguns deles. Aqui vc confere a galeria com 90 fotos e aqui os vídeos e a íntegra da cobertura.

  • Um grupo de Jacarepaguá já está no Aterro do Flamengo para garantir um bom lugar no show. A dona de casa Eliane Pontes, de 43 anos veio com amigos e os dois filhos, Artur e Viviane. “Este evento significa a benção [sic] de Deus em nossas vidas. E a liberdade e a presenca do Senhor entre o povo carioca”, disse.
  • Durante a passagem de som do Pregador Luo, o público se reuniu em um grande círculo, dando as mãos.
  • O cantor Regis Danese desceu do palco antes de sua passagem de som e cantou junto ao coral que fica no meio do público nos shows de Diante do trono. O coral é formado por vozes de diversas igrejas.
  • Nos intervalos entre os shows dos artistas escalados para o festival deste sábado, haverá pregações de pastores.
  • A dona de casa Ivanilza Maria de Santana, de 41 anos, veio sozinha do Méier porque o marido não é evangélico. “As músicas não são só pra quem é evangélico. Todos podem vir, Deus é um só. Mesmo sozinha, vou ficar até o final”, disse.
  • O apresentador Serginho Groisman se prepara para fazer um discurso de abertura. É a primeira vez que ele apresenta um festival gospel.
  • Eyshla contou da vez em que estava cantando, há alguns anos, e uma menininha de oito anos a puxou pela perna e pediu para cantar junto. A menina é hoje a cantora Bruna Karla, que neste momento divide o palco com Eyshila e canta seu sucesso  “Sou humano”.
  • “Tira o pé do chão, igreja!”, pede Eyshila, antes de cantar “Diante de ti”.
  • “A emoção é muito forte de estar aqui,além de uma grande oportunidade também. Nós somos um carro abre-alas para todos que estão nos assistindo, não podemos vacilar mesmo. Nosso louvor vai ficar para a eternidade e será sempre uma arma contra a guerra”, declarou Eyshila.
  • “A vitória é não só do povo, mas também de Deus. Um momento lindo que está se materializando para todos nós. Essa parceria entre a mídia e o povo de Deus é um abraço mundial. Fico orgulhosa de ser cidadã e principalmente deste evento acontecer na minha cidade maravilhosa”, declarou Ludmila Ferber.
  • “Eu aceitei participar na hora. Pra mim é uma honra. Esse evento vai ficar marcado para todos. Eu era pequenininha e via todos cantando, e hoje estou no palco com eles. A música gospel é uma música de qualidade. Todos estão sendo ungidos pelo Senhor hoje”, disse Bruna Karla, que cantou com Eyshila.
  • “O nome do festival veio a calhar. Porque é realmente a promessa de Deus se cumprindo e se concretizando. Fico muito honrada de participar desse projeto histórico”, diz Damares.
  • Regis Danese encerra seu show dizendo que seu novo álbum conquistou disco de ouro em 5 dias.
  • Pastor Josué Valandro usa um iPad para pregar entre os shows de Regis Danese e Fernandinho.
  • “Parece que estamos vivendo um sonho. Porque não é uma conquista só para a minha carreira. Tenho certeza de que os nove artistas que vão se apresentar têm a mesma sensação. É uma conquista da igreja evangélica do Brasil”, declarou Ana Paula Valadão.
  • O próximo show e de Fernanda Brum. “É uma honra para nós podermos ser vistos de uma maneira melhor agora, sem perseguição, sem nenhum tipo de piada. É um alívio”, disse ela nos bastidores.
  • “Só tenho a louvar e a agradecer a Deus por tudo. Muitas bênçãos e muitos milagres aconteceram aqui hoje. Esse evento é muito importante e veio para somar”, declarou Regis Danese.
  • “Sinto-me superprivilegiado por ter sido chamado para um evento de tanta importância. Sei que esta porta permanecerá aberta e sei que Deus vai fazer com que minha canção chegue aonde eu não posso ir”, disse Fernandinho depois de seu show.
  • Sacer faz o público dançar indo para a direita, esquerda, para frente e para trás, obedecendo à letra de “Toda sorte de bênçãos”.
  • “Ver a imprensa gospel e a imprensa secular reunidas para cobrir um evento evangélico é legal pra caramba. Que bom que foi na minha época”, disse Davi Sacer.
  • A última estimativa de público da Polícia Militar para o Festival Promessas é de 20 mil pessoas.
  • Ana Paula Valadão, que também é pastora, faz seu sermão em pequenos trechos no meio das músicas. Canta boa parte do tempo com os olhos fechados.
  • Durante “Água purificadora”, Ana Paula Valadão faz um novo e inflamado sermão, depois de pedir que o público troque abraços entre si.
  • “Está declarada a invasão da vida”, grita Ana Paula.
  • “Com nossos olhos em Cristo, unidos iremos cantar”, diz a letra de “Alto preço”, canção escolhida para os artistas interpretarem junto no encerramento do festival. Em seguida, puxam com o público um coro de “Jesus”.

Público durante o show de Fernanda Brum