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Consumidor encontra iPhone 5S dentro de garrafa de Coca-Cola

Consumidor disse que aceita o iPhone como indenização por ter encontrado o aparelho dentro da garrafa

Consumidor disse que aceita o iPhone como indenização por ter encontrado o aparelho dentro da garrafa

Publicado impagavelmente no G17

Em Vitória (ES), um consumidor encontrou um iPhone 5S dentro de uma garrafa de Coca-Cola. O aparelho conseguiu sobreviver dentro do líquido. Agora, a Coca-Cola quer que consumidor devolva o aparelho, para não acarretar prejuízos para a empresa, visto que um iPhone custa quase o valor de uma fábrica de refrigerantes.

O consumidor disse que entrará na Justiça para não devolver o iPhone. “Aceito ficar com o iPhone como forma de indenização por ter encontrado o aparelho dentro da garrafa”, disse o consumidor.

Mickey Mouse será o novo garoto propaganda da Coca-Cola

Contratação do Mickey cai como uma luva e empresa espera alavancar as vendas

Contratação do Mickey cai como uma luva e empresa espera alavancar as vendas

Publicado impagavelmente no G17

Os marqueteiros não perdem tempo para fazer um produto ganhar destaque e fama. Para isso, a Coca Cola contratou o Mickey (o rato mais famoso do mundo) para ser o garoto propaganda do refrigerante. A contratação caiu como uma luva.

A Coca-Cola pretende colocar uma miniatura do Mickey dentro das garrafas, como brinde para o consumidor, e com isso alavancar as vendas, já que o ratinho da Disney além e famoso tem muitos fãs por aí.

As pílulas mágicas do emagrecimento

Publicado originalmente no Jacaré Banguela

Uma empresa desenvolveu pílulas mágicas para pessoas que querem emagrecer.

O resultado é imediato!

Taí mais uma campanha muito legal. É nessas horas que eu não me arrependo de ter entrado no mundo da Publicidade e Propaganda e aprender um pouco mais dessa “arte” de ser publicitário.

Como disse o Mestre Manu: “Emagreça sem a Coca-Cola, claro.”

dica do Matheus Wondracek

“Jogaram Mentos na geração Coca-Cola”

mentos

Rui Luis Rodrigues, no Facebook

Da Sé à Paulista. Andando no meio daquela multidão bonita, ao lado do meu filho de 15 anos, eu recuperava sentimentos de outros tempos, de outras épocas. Como sou historiador, recuperava, pela mágica varinha de condão que os de meu ofício possuem, até mesmo sentimentos e impressões de épocas que eu não vivi.

Falaram-me tanto de maio de 68! Eu tinha então apenas dois anos, mas hoje sei que, de certa forma, todos nós viemos de lá, assim como toda a música contemporânea, de certa forma, veio dos Beatles. Nós carregamos maio de 68 dentro do peito, mesmo quando não sabemos direito o que aconteceu lá.

Mas o que testemunhamos agora, em junho de 2013 no Brasil, contém os elementos fundamentais daquele ano emblemático. Porque maio de 68 foi, acima de tudo, juventude. E juventude é o que temos agora em nossas ruas.

“Vai pra prefeitura, não vai?”, me perguntava a velhinha, ainda em plena Praça da Sé. “Acho que sim”, respondi. E ela seguiu, misturando-se na multidão. Jovem também, porque coisas como essa, quando acontecem, têm o dom de remoçar os que foram sendo ultrapassados pela vida. De repente, o engravatado de 20 e poucos anos que apenas nos olhava da janela do escritório envelheceu, porque ficou de fora; e a velhinha ali ao nosso lado recebeu dele a juventude, por transferência.

Nada impressionou mais a este professor aqui, e nada deixou-o mais feliz, do que ver a quantidade de gente jovem nas ruas. De todos os tipos, de todos os perfis, de todos os segmentos; agrupados, e era possível ver as simpatias ideológicas a partir desses alinhamentos. Caminhando, erguendo a voz, pulando (porque, como cantamos à exaustão, “Quem não pula quer tarifa!”), erguendo as mãos (“Mãos para o alto! R$3,20 é um assalto!”), portando cartazes (“Que apenas beijos nos calem!”, esse foi dos que mais gostei). Lindo de ver!

Perto de nós, uma garota erguia sua cartolina. As letras algo inseguras diziam: “Jogaram Mentos na geração Coca-Cola!” Do lado tinha um desenho ingênuo, a garrafa de Coca-Cola expulsando um jato violento. A frase reapareceu em outros cartazes, em outros momentos. E ficou gravada em minha mente. Talvez ela, melhor do que qualquer outra, traduza esse movimento das ruas.

Tanto critiquei os jovens de hoje, em outros momentos! Via-os indiferentes, alienados, adeptos do “Vou deixar a vida me levar”. O erro não estava com eles; o professor aqui é que não os estava entendendo.

Percebi, ontem, que o poder explosivo dessa geração estava o tempo todo nela. Eles eram a Coca-Cola. E carregavam o pacotinho de Mentos no bolso. Estavam apenas à espera de algo que os despertasse, que fizesse a operação louca, que atiçasse a química que transforma refrigerante em explosivo.

Vou além: não estavam à espera, estavam à procura. Não eram alienados; estavam parados por causa de seu raciocínio crítico e de sua visão clara. Entendiam que o estado de coisas tinha chegado a um limite insuportável; percebiam que a participação na realidade pública estava tolhida por um sem-número de amarras, de convenções, de conchavos, de acertos. Procuravam um caminho, mas não o encontravam. Olhavam para nós, para os mais velhos, para seus pais e professores, esperando um norte. E nós (sobretudo nós, intelectuais), perdidos em nossas próprias perplexidades (E agora? Pra onde daqui? Modernidade, pós-modernidade, o diabo…), incapazes de dar a eles a ajuda que desejavam.

Os garotos encontraram o caminho. Talvez ele nos surpreenda um pouco, talvez ele inquiete um pouco os velhos revolucionários que habitam dentro de nós. “O povo unido não precisa de partido!”, gritavam, quando PCO ou PSTU (sempre eles!) tentavam desenrolar suas bandeiras. Eu não participava nesse momento, porque entendo que partidos, assim como outras agremiações que estavam ali presentes, têm o direito de participar. Mas meu filho gritava, a plenos pulmões. Acho que ele entendeu, melhor e antes de mim; afinal, ele é dessa geração.

Obriguei-me a refletir (isso sei fazer ainda, graças a Deus). Essa recusa aos partidos não é expressão de alienação; é expressão de saco-cheio. É sintomático que esses jovens vejam, nas expressões de política partidária existentes, exemplos do mesmo beco-sem-saída do qual estão lutando para escapar. Daí seu grito, legítimo. Seu grito é puro afã, é pura busca. Querem algo novo! E, se bem me lembro, esse é o princípio de toda revolução genuína, desde o inesquecível 14 de julho de 1789.

Meu coração se confrangeu ontem, e se confrange também agora. Nesse caminho arriscado, quero estar ao lado desses jovens. Será que me aceitam? Quero aprender com eles. Aprender a sonhar com algo novo, com um mundo melhor; aprender a desejar caminhos ainda não batidos, ao invés da mesma velha estrada de sempre. Aprender a fazer festa enquanto se faz política, aprender a fazer da política uma festa. Unir minha voz à deles na canção, no desabafo, na palavra de ordem, no riso solto e até mesmo no poder catártico do palavrão.

A cartolina daquela menina deveria ser conservada num memorial, para assinalar o instante em que essa geração, alegremente, encontrou caminho para expressar seu desejo de influir, de fazer política, de participar.

(“Como sou feliz!”, cantavam os jovens na Paulista, e eu com eles, jovem também. “Estou aqui melhorando o meu país!”)

Que a luz dos sorrisos de vocês, e o brilho de seus olhares, nos iluminem ainda por muito tempo o caminho em direção ao futuro!

* * *

Os partidos políticos, e sobretudo aqueles oriundos do sonho revolucionário, precisam aprender a lição contida na palavra de ordem “O povo unido não precisa de partido!”

Os movimentos revolucionários aderiram à política partidária por razões de necessidade histórica. Ao fazê-lo, contudo, muitos se esqueceram de que sua força, a força dos seus movimentos, estava não numa sigla partidária reconhecida, mas no trabalho lento e constante de conscientização. Um trabalho que acontecia não de forma panfletária ou interesseira, mas através da participação solidária junto à sociedade e suas lutas. Institucionalizados como partidos, muitos desses movimentos perderam o empuxo popular, a sintonia com os setores sociais que os embasavam.

Alguns perderam, também, o bonde da história. Seus discursos ficaram velhos, suas cartilhas fazem as vezes, no cenário político, daqueles catecismos católicos anteriores ao Vaticano II. Preocupados demais com sua “ortodoxia”, esqueceram-se de que Marx nunca foi marxista.

O preço? A moçada não quer ver as bandeiras deles nas manifestações. A solução? Dobrar a bandeira e guardá-la; participar ativamente sem ela, inventando formas originais de manifestar sua filiação ideológica. E, sobretudo, ir pra casa fazer o dever: refletir sobre como reatar com a sociedade, como tornar-se novamente fermento de conscientização.

* * *

Ontem a tarde estava belíssima. Sobre a Sé, um céu azul mediterrânico, que foi ficando esmaecido à medida que entardecia. Acima das palmeiras, uma lua (crescente?) olhava a multidão, invejosa do privilégio dos homens: o privilégio de tomar nas próprias mãos os rumos de seu destino.