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14 Crianças que escreveram coisas muito feias – mas superengraçadas!

Luciano Hilton, no Tudo Interessante

Crianças são fofas e engraçadinhas, mas saber ser bem “saidinhas” quando querem mandar a real com alguém. Afinal, elas ainda não são cheias de pudores e regras de moral como nós e falam o que vem na cabeça, doa a quem doer.

Confira 14 crianças que escreveram coisas feias, mas muito engraçadas.

1 – Obrigado por não me fazer morrer

recados_maldosos01“Obrigado, mãe por me fazer comida, assim eu não morro”.

2 – Fada dos dentes caloteira

recados_maldosos02“Querida fada dos dentes, eu perdi meu dente no dia 23 de outubro. Agora já é 12 de novembro. Eu perdi meu dente na pizza. Eu perdi dois hoje. Você me deve 1 dólar. Não querendo ser dura, mas eu preciso de grana. Annisa.”

3 – Você conhece satã?

recados_maldosos03“Querido tio Bryan. Eu espero que você tenha um bom aniversário. Eu te amo, tio Bryan. Como vai você? Você já ouviu falar de satanás? Ele faz você fazer coisas más. Amor, Rebekkah”

4 – Papai, seja bonzinho e assine esse documento!

recados_maldosos04“Querido papai, eu posso fazer karati?  Eu prometo não te machucar. Eu poderia lutar contra os ladrões e é um grande exercício. Posso fazer? Assine abaixo pra eu ter certeza”

5 – Da série “sou bipolar desde pequena”

recados_maldosos05“Querida mamãe, você é a minha mãe preferida. Me desculpe por te chamar de pedaço de cocô. E eu te odeio e não vou para o meu quarto. Te amo mamãe. Sua filha, Karah.”

6 – Como ser fofo mesmo com raiva

recados_maldosos06“Eu estou com raiva de você e não vou falar com você hoje e amanhã! PS: o dia todo. PSS: Eu ainda te amo”

7 – Papai, deixa de ser frouxo! (muito bom!)

recados_maldosos07“Querido papai, por que você quer ser vegetariano? Foi a mamãe que te fez querer? Se foi, você não precisa escutá-la, ela não é a sua chefeContinue lendo

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janelaMarília César

Estou à procura de coisas pequenas:
Arrancar o mato dos vãos do jardim
Cobrir os pés da criança que dorme
Lavar as taças depois da festa
Estender roupas em varais;

Pequenos atos, rotineiros, banais,
Que enchem o viver de significado.
Abrir as janelas ao amanhecer
Deixar a luz entrar.

Não desejo os grandes acontecimentos
Que me dão ansiedade e medo
Entrevistas com gente importante
Lançamentos, estreias,
Fechamentos editoriais

Importante é regar plantas
Sujar as unhas de terra
Sentir o cheiro da terra molhada – vida.

Estou à procura de pequenas coisas –

Arrumar gavetas
Serenar a alma.
Vida livre de embaraços-

Pé no chão
Beijo na boca
Café fresco
Silêncio

Já se perguntou como funcionam algumas coisas? Seguem 5 Gifs esclarecedores!

Publicado no Infosfera

Existem aquelas coisas que nem pensamos em como devem ser complexos os passos que acontecem para a função acontecer: já que não dependem de nós, às vezes nem refletimos sobre. E mesmo que pensássemos, não tinhamos muitas maneiras de realmente saber como funcionavam. Mas com essa ferramenta maravilhosa que é a internet e essa mídia patinho feio mas muito útil que são os gifs, hoje podemos! Seguem alguns gifs ilustrando como são realizadas certas tarefas que talvez vão te surpreender!

Como uma pistola dispara:

bjbfLgA

Como uma chave abre uma fechadura:

VgOlDUi

Como o sapato do Michael Jackson funcionava:

aVOWx72_460sa

Como Cachorros bebem água:

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Como um rosto humano se forma no ventre:

FNMgT

 

dica da Ana Cris Gontijo

10 coisas que você pode fazer para tornar o mundo pior

Pessimismo 2Ed René Kivitz

1. Ao ouvir algo bom a respeito de uma pessoa, encontre algo negativo para fazer o contraponto, assim você destroi todos os bons exemplos e deixa o mundo sem referência do belo, do justo e do bom.

2. Quando encontrar virtude fora dos limites do seu mundinho , dê um jeito de varrer para debaixo do tapete, e se não for possível, isto é, se a coisa ficar pública em caráter irreversível, jogue o máximo de lama sobre aquilo, inclusive inventando mentiras e distorcendo fatos e conceitos, assim você conseguirá convencer um monte de gente que as únicas certas e boas no mundo são as pessoas que concordam com você, acreditam nas coisas que você acredita e fazem as coisas como você julga que devem ser feitas, e com o tempo você terá afastado as pessoas de Deus e reunido um grupinho ao seu redor, e finalmente você será o centro das atenções.

3. Sempre que discordar de uma ideia, uma atitude, um comportamento, faça questão de demonstrar sua contrariedade, quanto mais enfaticamente melhor, assim você contribui para disseminar antipatias.

4. Ao tomar conhecimento de uma notícia ruim ou ficar sabendo de um defeito ou tropeço de outra pessoa, divulgue rapidamente, seja portador das notícias ruins a respeito do mundo e das pessoas e estabeleça para si mesmo o propósito de ser a boca maldita, assim você se presta ao papel de disseminar amargura e arranca qualquer semente de esperança que estiver brotando no coração das pessoas.

5. Fale mal da igreja e da religião, do governo e da política, da sua cultura e das instituições da sociedade, enfim, do Papa, da Globo, do PT e do STF, do PSDB e da Marina Silva, dos gringos, dos black bloc, da polícia, do exército, do Corinthians e da Fifa, enfim, de Deus e todo o mundo, assim você se especializa em sabotar projetos de transformação e gera desânimo no coração das pessoas de boa vontade.

6. Tenha sempre alguém como o próximo alvo a ser destruído, durma maquinando o mal, dedique tempo para escrever e editar videos, poste no vimeo e no youtube, faça todo o possível para matar as pessoas que incomodam você, e se não for possível acabar com elas, não deixe de fazer todo o possível para destruir a reputação delas, assim você constroi uma imagem de bonzinho a seu respeito e atrai a admiração de gente sem caráter, com o tempo você estará rodeado de gente que não presta.

7. Cultive a inveja, a dissenção, espalhe calúnias, promova a difamação, seja incansável e se especialize em destruir tudo o que os outros estão tentando construir, assim você se candidata à promotoria cósmica e talvez ganhe uma autorização para portar uma espada poderosa que lhe permita arrancar cabeças conforme seu próprio juízo, e então, quem sabe, o mundo não se torna mais justo, já que Deus preserva com vida um monte de gente que não vale o prato que come.

8. Jamais perdoe, insista em acusar, julgar e condenar, cobrar cada centavo de dívida e exigir reparação de todo e qualquer dano sofrido, incentive a vingança e a violência, e seja implacável com os pecadores, mas não se esqueça de afirmar que está querendo apenas o que é justo, assim você transforma o mundo num inferno, e fica livre do árduo e sacrificial exercício de amar.

9. Esqueça esse papo de espiritualidade e virtudes universais, foque nos aspectos exclusivos de sua religião, valorizando ao máximo seus ritos, dogmas e tabus, e sempre que tiver que escolher entre eles e as pessoas, fique com eles, afinal, você jamais será acusado de sacrificar a verdade em nome do amor.

10. Jamais cometa a ousadia de invocar o nome de Deus em espírito e em verdade, Ele vai responder, e vai estragar todos os seus planos de fazer o mundo pior, e vai transformar você em uma pessoa generosa, solidária, inclusiva, cheia de compaixão e amor, vai deixar o diabo falando sozinho, e vai se surpreender ao se olhar no espelho e se perceber parecido com Jesus de Nazaré.

fonte: Facebook

Crescer é aprender a dizer adeus para certas coisas

Graça Taguti na revista Bula

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Cai a folha, o fruto, o dente, a chuva. Surge o tesão, as espinhas, a menstruação, o verão. Crescem o peitinho, a ansiedade, os jeitinhos e as opiniões. Mudam as formas, o clima, o corpo, as estações.

Passam as horas, os dias, alegrias e expectativas. Passa o choro de ontem, a ilusão de anteontem, o amor que se mostrava eterno no ano passado. Passa a chuva e o calor. A compulsão de comer chocolate, assistir àquele filme, ir para a balada esta noite, ficar com o gatinho que parecia especial, também passa.

Passam certas necessidades a serem colocadas a limpo. As qualidades, os defeitos, as metas e planejamentos para o próximo ano, são passados para a agenda nova.

A adolescente, viçosa e manhosa, começa a passar hidratantes na pele iluminada e batom nos lábios. Aquelas ondas tão altas concordam em se aquietar um pouco para você passar com a sua prancha para além da rebentação.

Nasce a vontade de crescer, ter a chave de casa, viajar com os amigos, entrar para a faculdade.  Conseguir o diploma e já pensar no mestrado.

Urge ir à praia, comprar biquíni novo, experimentar o bronzeador cor de mate, tomar um chope geladíssimo na hora do almoço.

Urge também criar coragem e se declarar para o professor de anatomia.  Dizer poemas em voz alta para Manoel de Barros, abraçar em sonhos os caleidoscópios de Fernando Pessoa, as reflexões de Drummond, as delicadezas transparentes de Mário Quintana.

Notam-se os traços do líder, da mocinha politizada, da rebeldia inconteste, dos iconoclastas declarados.  Registram-se os movimentos do gesto solidário, as virtudes dos ideais multiplicados. Notam-se a intransigência e a ganância dos políticos, só menor que suas falácias, tramoias e ardis.

Anoitecem as verdes querências, as antigas indulgências, as compulsões pelos porres e as ressacas. As inconsequências, saudosas irresponsabilidades, a certeza de que o universo é infinito, porém menor que a estupidez humana.

Nasce mais adiante a vontade de casar, comprar apartamento, e se não der, alugar um, de preferência na zona sul da sua cidade. Ter um filho é um desejo que nasce invariavelmente.  Vem o primogênito, então, mais parecido com um lindo bebê de borracha, que todos anseiam apertar e mordiscar.

Nasce ainda a vontade de transar com a mulher do melhor amigo, porque é proibido proibir. De escrever às escuras uma biografia não autorizada da sua vizinha, que todas as noites troca de visitantes. Seu apartamento, o porteiro comenta à boca pequena, mais  se  assemelha a  porta de bar, ostentando diuturnamente um  entra-e-sai fervilhante.

Muda o gosto pela leitura, pela música, como é legal escutar música clássica, a moda comportada, que dá lugar à irreverência fashion. Muda o corte de cabelo, a cor das mechas, o tamanho dos seios, com alguns bem vindos mililitros de silicone. O jeito de andar, de seduzir, de beijar e se apaixonar.

Mudam as exigências, as compreensões dos defeitos alheios, a semântica dos conceitos de fracasso, autoestima e amizade. Muda-se o gesto contido e egoísta para a ação coletiva. As manifestações e passeatas nas ruas.

O modo mais enérgico de acordarmos o gigante sonolento, cujo leito tem as dimensões  do Brasil. Mudam o tom e o conteúdo das reivindicações ao governo que nunca-está-nem-aí-para o povo, as demandas,  agora mais claras e incontestáveis.

Sacodem-se os projetos ainda em gestação, as poeiras do passado, as relações desbotadas, os discursos maquínicos. As poeiras dos tapetes, as roupas nos varais, as belas ancas, que dançam soltas um forró delicioso e gingado com um,  dentre os inúmeros  e afoitos pretendentes.

Aprende-se a viver mais de mansinho, a morrer sem estardalhaço, a trocar a costumeira arrogância por duas doses de humildade. A trancar mentiras feias nas gavetas da consciência. Aprende-se a buscar rotinas mais éticas, um corpo mais harmonioso, relações mais mágicas e férteis, no amor e no trabalho.

Aprende-se a dançar um tango vertiginoso, embebido em estrógenos e testosteronas que circulam sem parar pelos salões da tentação.

Se aceita o envelhecer, a memória preguiçosa, a vitalidade que decai aos pouquinhos, a comida com menos sal, porque a pressão não pode subir tanto. Tolera-se refrear a gula, alternar sonhos iridescentes por outros mais pertinentes. As perdas que doem tanto, as criticas alheias, às vezes implacáveis. As injustiças tremendas que os correios do acaso remetem sem aceitar devoluções.

Tolera-se, com tristeza, é verdade, o amigo que desistiu de você, a falsidade dos outros, a esperteza de alguns que acabam sendo flagrados, felizmente, por sua intuição em estado de alerta.

Hospeda-se a doença, às vezes insuperável, o tumor a ser extirpado, a morosidade das horas, a sucessão de exames clínicos, a austeridade do silêncio, indispensável em certas etapas da existência.

Suportam-se despedidas, longas ou curtas, abandonos inexplicáveis, o crepúsculo da vontade, em seu estágio mais débil. O lamentável definhar de sorrisos e acolhidas familiares, histórias esgarçadas pelo medo, indiferença, inveja e desamor.

Compreende-se a beleza muda e estonteante de alvoradas. As promessas da natureza, ao oferecer, a quem sabe apreciá-la, seu o hipnótico balé de pássaros e borboletas de todas as cores. A liberdade no voo das águias, a elegância das garças e girafas, o faro de panteras à espreita de pobres alvos distraídos. A amizade buliçosa dos golfinhos, cuja euforia espalha-se no mar quente e escandalosamente azul.

Descobre-se, por fim, a sabedoria embutida no verbo crescer. Nos imprescindíveis desapegos diários. Nas despedidas de hábitos inúteis, situações e pessoas.

Porque afinal constata-se que crescer também é um pouquinho isso: ir dizendo adeus para as coisas.