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Postar foto de comida pode indicar distúrbio alimentar, diz psiquiatra

Para Valerie, a comida está adquirindo um papel importante demais na vida das pessoas. “Já não se trata mais de simples combustível”, diz.

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Por Ana Ikeda, no Gigablog

Se você acha que postar um monte de fotos de comida no Instagram não é lá tão normal assim, digamos que há motivo para preocupação. Publicar compulsivamente fotos de comida em redes sociais pode indicar que a pessoa sofre de algum distúrbio alimentar. A afirmação é da chefe de psiquiatria do Hospital da Mulher da Universidade de Toronto, Valerie Taylor.

A psiquiatra diz ter pacientes em tratamento de problemas alimentares que tentam lutar contra esse hábito da comida virar o centro das interações sociais na internet – o que comem, quando comem e quando vão comer de novo.

Ao “Huffington Post”, Valerie disse que embora a prática de compartilhar fotos de comida nas redes sociais seja comum, em alguns casos ela pode demonstrar a exclusão de outras coisas importantes da vida.

“A preocupação começa quando tudo o que eles fazem é enviar fotos de comida. Tiramos fotos de coisas que são importantes para nós e, para algumas pessoas, a comida em si se tornou central; o local, a empresa e outros elementos são só pano de fundo”, diz.

Para Valerie, a comida está adquirindo um papel importante demais na vida das pessoas. “Já não se trata mais de simples combustível”, diz. Outro exemplo semelhante ao da publicação de fotos de comida são as tatuagens com o tema. “Como as tatuagens de ‘Eu amo o McDonald’s’ substituindo as de ‘Eu amo minha mãe’.”

Tirar foto de comida também é assunto polêmico quando se trata de etiqueta. Alguns críticos dizem que embora a prática seja prazerosa para quem tira a foto, pode incomodar quem está em volta naquele momento. Há ainda quem aproveite as fotos de comida para criar grupos de apoio à la Vigilantes do Peso virtual.

Um relato confessional sobre a maioridade penal

Eu no meu aniversário de 16 anos

Eu no meu aniversário de 16 anos

Daniel Oshiro, no Papo de Homem

Antes de mais nada, tenho 25 anos e, desses, 17 eu morei no Japão, na região de Tokai. Mas minha opinião é formada pelo que eu passei e pelo que vi meus amigos passarem. Portanto, não vou abordar a constituição, violência no Brasil e outras coisas. É apenas um ponto de vista sobre a situação.

A terceira vez que fui para o Japão foi em 1996. Cheguei lá com 8 anos e morava na cidade de Shimizu. Cresci como quase todas as crianças brasileiras de lá. Meus pais normalmente trabalhavam das 8 hs às 20 hs, por isso, só os via na parte da noite ou finais de semana. Minha mãe deixava a comida pronta pra eu esquentar no microondas e, durante o dia, eu me divertia passeando de bicicleta pela cidade, pois não ia para pra escola.

Aos doze, ganhei um computador e Internet. Com quatorze, fui até a cidade de Hamamatsu pra sair com alguns amigos que havia conhecido online. Desde aquele dia, Hamamatsu virou minha casa e os amigos que fiz lá viraram minha família.

A maioria deles tinha a mesma idade que eu, entre 13 e 16 anos. Mesmo com essa diferença de idade, sempre fomos muito unidos pois, como éramos brasileiros, não tínhamos muito contato com japoneses. Apesar do comportamento de “gangue”, nunca realmente achamos isso, pelo menos não eu.

Logo na segunda ou terceira vez que eu estava em Hamamatsu, um amigo me ensinou a roubar motos de 50cc (conhecidas como scooter ou vespas). Era simples fazer ligação direta e, como no Japão pode-se dirigir motos até 400cc com 16 anos, não chamava muita atenção andar de moto por lá, apesar da idade. Depois vi amigos roubando bebidas no mercado, batendo carteira, etc. Não acho realmente que nós fazíamos isso por necessidade, mas para nossa diversão. Isso nos fazia “invencíveis”.

Depois disso vieram as drogas. Alguns amigos fumavam maconha, outros cheiravam cristal. Nunca me ofereceram, mas era normal a molecada experimentar por curiosidade ou pra fazer parte do grupo.

Foi nesse período que meus amigos começaram a ser presos. A maioria pegava apenas 3 meses no reformatório, pois eram réus primários. Saíam e, algum tempo depois, voltavam pelo mesmo ou outro motivo. Por causa disso, começou a desconfiança em casa. Meus pais perguntavam se eu usava drogas, se eu roubava. Um dia meu pai me disse:

“Quando você for preso, eu nem vou te visitar.”

“Quando você for preso”. Isso machucou um pouco.

Com o tempo eu comecei a perceber que eu estava por mim mesmo na rua. Tinha que pensar sozinho e decidir meu caminho. Vi que, se eu usasse cristal, iria ficar viciado como alguns dos meus amigos. Vi que, se eu roubasse som de carro, eu seria preso. Por isso, minhas transgressões sempre foram menores. Ainda mais quando um ou outro amigo saía do reformatório e falava:

“Dobrado, fica de boa. Os gambé têm um monte de foto sua lá. Ficaram perguntando se tu faz algo de errado, mas eu falei que tu é de boa.”

Comecei a andar com um pessoal que não fazia tanta coisa errada e, hoje, posso contar nos dedos quais dos meus amigos nunca foram presos. Da última vez que pensei nisso, contando comigo, apenas 4 pessoas que andavam na minha turma na época nunca foram presas. No máximo uma passagem pela delegacia por bagunça ou andar de skate em lugar proibido.

Eu era um dos únicos a andar de patins

Eu era um dos únicos a andar de patins

Hoje eu posso dizer que tive um dos melhores “futuros” entre meus amigos. Talvez minhas escolhas tenham sido melhores na época. Mas isso foi graças a…É. Esse é exatamente esse o ponto que eu quero chegar.

Um dia minha irmã e meu irmão chegaram e me chamaram pra conversar sobre minha educação. Eu tinha uns 11 anos na época.

Eu não falava obrigado, não respeitava os mais velhos, mentia muito, não dava valor pro dinheiro entre outras coisas. Foram horas madrugada dentro falando sobre tudo isso. Depois daquele dia, eu vi que estava errado. Anos depois, eu me perguntei:

“Por que meus pais nunca me explicaram isso?”

Meus pais nunca me falaram o que as drogas causavam. No máximo, era um “se fosse bom, não chamaria droga”. Chamavam todos meus amigos de bandidos e diziam que eu seria preso, mesmo sem conhecer nenhum deles.

Lembro um dia em que levei dois amigos em casa, pra dormir lá porque íamos fazer uma viagem longa e minha casa era caminho. Meu pai comentou com meu irmão, “vou até esconder a carteira, vai que eles me roubam”. Meu irmão me avisou disso e fui fazer a viagem triste. Nunca mais levei nenhum amigo em casa quando meus pais estavam por lá.

Comecei a pensar: “por que dar ouvido aos meus pais?”, pois eram meus amigos que me ajudavam nas piores horas. Eram meus amigos estavam sempre ao meu lado. Eram meus amigos que me davam conselhos. Depois que saí de casa aos dezesseis e comecei a trabalhar, a distância entre meus pais e eu ficou ainda maior.

Enquanto meus amigos e eu ficávamos mais próximos, descobríamos que nossos pais agiam (quase) todos da mesma forma. A mesma falta de comunicação.

Por isso, quando penso em diminuir a maioridade penal, acho besteira. Essas crianças que cometem crimes — em sua maioria — são inocentes, ignorantes, sem responsabilidade. As que cometem por prazer sofrem de alguma psicopatia, como qualquer outra pessoa, e precisa de tratamento.

Queremos trancar as crianças em prisões, para esconder os erros que os pais delas cometeram? E depois que elas saírem? Um garoto vai preso aos 16, sai da cadeia aos 18 levando na testa o título de “ex-presidiário”, sem nem mesmo ter o ensino médio. Ele vai pra rua procurar emprego onde? Mesmo se conseguir, se ele tiver um filho, como ele irá educar para que o filho não siga o mesmo caminho?

Assim?

Assim?

Claro, crianças e jovens devem responder pelo seus crimes mas, se o governo mal consegue deixá-las na escola, vão ter condições de educá-las na prisão?

É a mesma coisa que cobrir o sofá sujo com um lençol. A sujeira vai continuar lá e aumentar cada dia mais. E você, acha que devem prender nossas crianças ou tentar educá-las?

Lembrando que essa educação vem de casa, não a escola.

Por isso, não podemos culpar o governo, mas sim nos culpar.

Obs: Daniel Oshiro é fundador do grupo social Arteiros, que atuou na região de Tokai em 2010, em parceria com a HICE, como uma fonte de informação e estudos para jovens estrangeiros. Voltou ao Brasil em 2011 para estudar e pensa em voltar ao Japão para continuar o projeto.

O grupo também foi organizador do Free Hugs de Natal, que virou tradição em Nagoya e mesmo sem atuação do Arteiros hoje, a tradição continua.

Alguns links sobre o assunto:
Grupo Arteiros organiza palestra sobre drogas
Arteiros- Pensando no Amanhã

Ser gordo ou magro: existe diferença de tratamento

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Atila Iamarino, no Papo de Homem

A vida completamente sedentária de pós-graduação me trouxe alguns problemas. Entre eles, trinta quilos. Vida de casal, comida porcaria, a comodidade de uma barraquinha a metros da minha mesa etc. Entre 2006 e 2009, fui de oitenta e alguma coisa para 110kg. Até 2012, oscilei em torno disso, sempre estive acima de 105 kg.

O peso foi ganho diariamente, aos poucos. Até com uma ponta de orgulho. Era meu “casaco de pele”, para passar o inverno sem blusa. Cada camisa ou calça nova era um número maior do que a anterior, mas nada suficiente para notar uma mudança brusca. No máximo aquela calça social de casamento, usada uma vez por ano, deixava claro que o tamanho não era mais o mesmo.

Por várias vezes tentei emagrecer. Cortei muitas besteiras, como os litros de iogurte que tomava. Mesmo o refrigerante tive que diminuir, depois que ganhei uma gastrite erosiva – outro brinde da pós. Porém, nunca perdi mais do que 2kg por vez, a muito custo, recuperados em menos de uma semana na recaída. Complicado tentar emagrecer quando o esforço para perder peso é sofrível, e o efeito se perde tão facilmente.

Acabei aceitando a nova imagem e convivendo bem com o peso. Dada minha altura, 1,80m, o peso não era tanto que atrapalhasse. A outra opção era dieta, porém não quero passar fome para o resto da vida tentando manter um peso mais baixo do que meu corpo se acomoda. Mas uma frase dita pelo meu pai, com a delicadeza de quem realmente se importa com o filho, não saia da minha cabeça:

“Você não bebe, não fuma, mas vai morrer do coração.”

A mudança de peso foi tão gradual, e aceito por mim, que não reparei em algo mais que estava acontecendo. Uma mudança de tratamento. Amigos mais próximos algumas vezes comentavam que eu estava maior, “tá ficando fortinho”, mas nada mais direto.

O problema não era o que as pessoas mais próximas pensavam. O problema era muito maior.

A diferença do gordo

Tudo caminhava nessa linha, quando resolvi fazer uma mudança alimentar que me fez emagrecer. A perda de peso foi acidental. Bem-vinda, claro, mas não intencional. Por conta de algo que li – mais sobre isso em um post futuro –, resolvi cortar o açúcar da minha dieta. Simplesmente para não morrer do coração. Resolvi que, para viver mais, precisaria para de comer açúcar e amido. Não era dieta, não era uma meta, é um objetivo de vida. Em cerca de seis meses, perdi em torno de 25 quilos.

A questão é que foi uma mudança muito rápida. Tão rápida que minha auto-imagem ainda não chegou no meu peso – ainda procuro peças GG na loja de roupas. Tão rápida, que pude perceber quanto o tratamento das pessoas tinha mudado e eu não notara.

Por onde começo?

Por onde começo?

De repente, em meses para ser mais preciso, as pessoas mudaram a maneira como me tratavam. Não falo das mulheres, não especificamente. O porteiro, o segurança do corredor, a atendente no caixa do mercado, o estranho que pede informações, o funcionário que nunca havia me dado “oi”, todos passaram a ser muito mais simpáticos. Toda a mudança que levou anos para acontecer enquanto eu engordava, da qual nem tomei conhecimento, se desfez.

Os comentários foram ainda mais reveladores. Ainda mais quando vinham de pessoas mais simples, e mais diretas: “Nossa, agora sim hein! Finalmente se livrou daquilo tudo!”, “Poxa, tomou vergonha na cara!”, “Aê, agora tá se cuidando.”

Foi como se meu caráter tivesse mudado. O mais engraçado é que eu simplesmente tinha deixado de comer açúcar. Não tinha “tomado vergonha” ou passado a “comer como uma pessoa normal”, como sugeriam. Mas é justamente assim que as pessoas encaram.

Não é algo consciente, não é uma escolha. É uma postura. Uma postura que começa antes mesmo de qualquer contato com o gordo. A grande maioria das pessoas encara gordos como pessoas que escolheram chegar nesse peso. Pessoas que querem comer muito, que “são relaxadas” assim. E a lista das consequências que isso pode ter é longa.

Atributos negativos são mais associados à pessoas obesas, especialmente quando julgadas por magros; a mesma pessoa em uma versão mais gorda é deixada de lado em seleções de emprego, e tende a receber menor salário – efeito ainda mais acentuado entre os que valorizam exercícios, como estudantes de educação física.

Então, neste texto desabafo, deixo dois conselhos. Se você não é gordo, tenha noção de que o peso só define isso, o quanto essa pessoa pesa. Aos gordos, tenham consciência de que seu peso afeta negativamente muita coisa, é que isso é fruto de discriminação, e não resultado de caráter. Discriminação que, nas palavras de uma revisão sobre o tema, está presente do colégio e do trabalho ao julgamento de um caso.

Nota do editor: As imagens que o autor enviou originalmente, por acaso, mostravam a maior parte dos insultos e piadinhas com gordos em memes direcionados a mulheres. Deixei a última, em especial, pois me chamou muito a atenção o fato de que realmente não é fácil encontrar estas imagens com foco em homens e gostaria de levantar a bola se vocês acham que este preconceito também não tem uma boa dose de machismo.

Série fotográfica mostra que o nosso lixo vai parar dentro dos animais

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Valerie Scavone, no Hypeness

Esta série fotográfica é de cortar o coração. Trabalhado por Chris Jordan, o Midway é uma exposição assustadora do resultado da inconsciência do ser humano quanto à má educação em jogar o lixo por aí e também o consumo desenfreado.

No atol de Midway, no vasto Oceano Pacífico, um conjunto de ilhas com mais de dois mil quilômetros do continente mais próximo, Chris Jordan retrata a morte de milhares de albatrozes que foram alimentados por seus pais que confundiram o lixo flutuante com comida.  Uma tragédia ambiental espantosa!

Para mim, ajoelhado sobre as carcaças dos albatrozes, é como olhar para um espelho macabro. Estas aves refletem um resultado espantoso do transe coletivo do nosso consumismo e do crescimento industrial descontrolado.“, diz Chris Jordan.

O fotógrafo tem visitado este lugar com uma equipe e iniciou o projeto de um filme intitulado A Jornada Midway. Este, tem como objetivo fazer o telespectador sentir as justaposições de uma beleza deslumbrante e o nascimento da morte de milhares de albatrozes. Uma visita guiada às profundezas dos nossos espíritos que entrega uma mensagem profunda de reverência a amor que já está atingindo pessoas de todo o mundo.

O albatroz está entre as maiores aves do mundo e voam grandes distâncias com pouco esforço. Vale aqui uma reflexão sobre sua educação em relação ao seu lixo produzido e, também, sobre seu consumo.

Para alimentar 11 animais, viúva sobrevive com uma lata de sopa por dia na Inglaterra

Viúva alimenta 11 animais e chega a passar fome Foto: Reprodução - The Sun

Viúva alimenta 11 animais e chega a passar fome Foto: Reprodução – The Sun

publicado no Extra

Até onde vai o amor do ser humano por seus animais de estimação? Para uma viúva de 52 anos de Sheffield, na Inglaterra, vale até dar o pão de cada dia para seus companheiros. Bernice McTell cria três cachorros, dois gatos, quatro pássaros e duas cobras.

O marido de Bernice morreu em um incêndio em 2009. Desde então, ela ganha um benefício de 128 libras (R$ 387) por semana para sobreviver. Deste valor, 80 libras (R$ 242) vão para o seu aluguel e 40 libras (R$ 121) são usadas para a comida dos animais. Com isso, sobram-lhe apenas 8 libras (R$ 24) para a própria alimentação: ela come uma lata de sopa com pão por dia.

Bernice garante que está feliz e não tem pena de gastar quase toda sua verba para manter os animais.

- Se eu não tivesse os meus animais, não estaria aqui. Eu não tenho uma vida. Meus animais são minha vida. Eles me mantêm viva, eles me dão um propósito – diz ela, que assumiu que chega a sentir fome quase todos os dias devido à alimentação ruim.

A viúva também tem problemas de saúde, mas disse que seus amigos são o principal remédio.

- Minha artrite me deixa com dor o tempo todo. Eu poderia passar o dia na cama, mas os cães me dão uma razão para se levantar de manhã, para descer e abrir a porta – complementa a mulher.

Bernice, que já ficou em coma por três anos, depois de sofrer um AVC quando tinha apenas 25 anos, disse que os animais são o seu orgulho e sua única alegria desde que o marido morreu.

Ela faz declarações de amor a seus bichos.

- Animais oferecerem um amor incondicional. Eles não nos julgam como as pessoas fazem. Meus cães me amam independentemente de como eu estou me sentindo ou como me pareço. Como eu poderia viver sem eles? – conclui.