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Pessoas inteligentes comem muito chocolate

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Publicado no Já Foste

Comem chocolate, ficam inteligentes e ganham prêmios. Parece bobagem, mas existe uma relação entre o consumo de chocolate e os países onde vivem os vencedores do Prêmio Nobel.

E quem fez essa comparação realmente não tinha mais nada para fazer. O cardiologista Franz Messerli estava deitado num quarto de hotel quando parou para pensar sobre um estudo que mostrava como o flavonoide do cacau pode aprimorar nossas habilidades cognitivas. Aí ele começou a analisar se os países de onde mais saíam vencedores do Prêmio Nobel consumiam muito chocolate. E concluiu: quanto maior o consumo de chocolate per capita (kg/habitantes) de um país, maior o número de gênios premiados com o Nobel, a cada 10 milhões de pessoas.

Os suíços, por exemplo, que somam quase 8 milhões de pessoas, já levaram 29 premiações e comem chocolate para caramba – cada habitante come quase 10 quilos do doce por ano. A Suécia e Alemanha também. Seguindo a média encontrada pela pesquisa, para ganhar mais um Nobel, qualquer país precisa aumentar em 400 gramas o consumo anual de chocolate.

Bobeira? Total. Até o pesquisador sabe: ninguém vai ganhar um Nobel depois de se entupir de chocolate. Maaas se esse pessoal inteligente curtia uma barra de chocolate, por que não seguir o exemplo?

 

 

O ‘rolezinho’ não quer só comida

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Publicado por Carlos Bezerra Jr.

O ano de 2013 foi embora, mas o que trouxe de novo, as manifestações populares que escapam às velhas análises, parece que vai continuar. Ainda bem. Depois dos protestos de junho/julho, agora é a vez do “rolezinho”. A ida de jovens e adolescentes da periferia aos shoppings não tem uma pauta clara. Mas, cá entre nós, precisa?

Se perguntarem qual era a reivindicação dos atos públicos do ano passado, o que você responderia? Derrubar o aumento da tarifa do ônibus? Tá, mas esse foi só o gatilho. Na “revolta da cartolina”, cada um tinha sua exigência. Fim da impunidade, melhores hospitais, extinção dos partidos políticos… A filhinha de uma amiga cobrava até “sorvete pra todo mundo”. Como disse à época, a questão não era se as respostas certas seriam dadas, mas se as perguntas certas seriam feitas. E foram.

É verdade que, agora, talvez, o “rolezinho” ganhe pauta bem definida. Depois que o shopping JK Iguatemi obteve liminar para proibir o tal evento em suas dependências – tipo de “direito à segregação”, sabe? –, é natural que a atenção de universitários e movimentos sociais seja atraída e, com isso, surjam convocatórias como a divulgada recentemente em Porto Alegre (RS), com palavras de ordem do tipo “contra toda forma de opressão”.

Li, hoje, que a Prefeitura de São Paulo quer convencer os participantes desses encontros a ocupar praças, áreas livres etc. Qual o sentido disso? Mal comparando, imagine tentar persuadir o pessoal da “Occupy Wall Street” (Ocupe Wall Street), em Nova York (EUA), a ir protestar no Central Park? Nonsense…

Parece que estamos dizendo: “Mas eles precisam ir justo ao shopping?”. É claro: esses jovens querem ir a um espaço que normalmente lhes é proibido. Não pelo direito, mas porque quase nada ali lhes é acessível. Além disso, em tempos como os nossos, os limites entre cidadão e consumidor se misturaram.

A ideologia de mercado difunde a ideia de que os direitos podem ser alcançados pela compra. Compra que, por essa lógica, gera inclusão. Sendo os shoppings espaços de consumo por excelência, tornam-se, por analogia, lugares em que os conceitos de público e privado também estão bastante misturados. Ou seja, formalmente, esses centros comerciais são particulares, mas na sensação geral, são de todos. E, como na prática a teoria é outra, a galera do ‘rolezinho’ está reivindicando seu lugar ao sol.

A ideia nem é tão nova. Algo parecido aconteceu em 2000, quando 130 sem-teto se juntaram a estudantes e punks e foram ao Shopping Rio Sul, em Botafogo (RJ). O que eles fizeram? O que se faz num shopping. Ir às lojas, provar roupas, passear. Tudo terminou na praça de alimentação, onde comeram sanduíches de mortadela e marmitas trazidos de casa. Na época, a reportagem da Folha de S.Paulo a respeito apresentou a curiosa manchete “Favelados e punks ‘invadem’ shopping”.

A tal “invasão” de agora não é, ao menos até aqui, violenta. Violentas são as reações da polícia. Na verdade, o “rolezinho”, querendo ou não, tendo objetivos só de curtição ou não, denuncia a falta de espaço, a invisibilidade, a exclusão. A carência de áreas públicas de boa qualidade – não falo de um CEU aqui, outro ali, como acontece em São Paulo. Dessa “comida”, as periferias estão fartas. Ninguém vive só disso.

É como dizia a velha música dos Titãs: “A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte… A gente quer saída para qualquer parte… A gente quer a vida como a vida quer”.

Fazer do shopping um ponto de encontro é só uma forma de dizer tudo isso. “Você tem fome de quê”, questiona a música. E a verdade é que “rolezinho” ou “rolezaum” têm fome da mesma coisa. Mas desse prato, os ingredientes são múltiplos: acesso, liberdade, lazer, cultura. Direito à cidade, enfim. Não adianta reagir com mais repressão. Melhor mesmo seria tentar encontrar a receita certa. E começar a servir o quanto antes.

José Mujica sobre Síria: “Único bombardeio admissível seria de leite em pó e biscoitos”

É impossível cessar uma guerra com mais guerra, disse o presidente uruguaio sobre possibilidade de intervenção militar.

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Publicado no Opera Mundi

Em meio ao clima de tensão no Oriente Médio com a possibilidade de intervenção militar na Síria, José Mujica ironiza: “o único bombardeio admissível seria de leite em pó, biscoitos e comida”,disse.

O presidente uruguaio defende que uma ação militar não é o melhor caminho para solucionar o conflito civil no país. “Isso seria tentar apagar uma fogueira colocando mais combustível”, argumenta em referência ao plano norte-americano de intervenção. “A guerra não se resolve introduzindo mais guerra. Isso leva a situação para um caminho de conflitos intermináveis que promove um profundo ressentimento que vai transformar em luta e resistência “aqui e ali”, reitera em entrevista a uma emissora local do Uruguai.

Citado pela imprensa espanhola neste sábado (07/09), o presidente uruguaio fez referências na história contemporânea para argumentar os impactos negativos da guerra. “Cada uma das tentativas nos últimos 30 anos de impor a democracia ocidental – da forma como conhecemos –, na Ásia ou no mundo Árabe, teve o resultado semelhante de sacrifício e dor”, analisou ao El Pais.

Na contramão de Mujica, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje (7) aos membros do Congresso que não fechem os olhos ao uso de armas químicas na Síria. “Nós somos os Estados Unidos. Não podemos ficar cegos diante das imagens da Síria. É por isso que peço aos membros do Congresso, dos dois partidos, que se unam e ajam para promover o mundo onde nós queremos viver, o mundo que queremos deixar aos nossos filhos e às futuras gerações”, disse Obama, que procura o apoio do Congresso para ataques militares à Síria. O presidente falou à população em um programa semanal de rádio.

O Congresso norte-americano deve começar, na segunda-feira (9), a debater os ataques defendidos por Barack Obama como reação ao uso de armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, capital síria, pelo qual responsabiliza o regime do presidente Bashar Al Assad.

Bandeiras nacionais com toque culinário

Agência australiana cria versões comestíveis de flâmulas e registra o resultado em fotos

Brasil - Imgur

Publicado no Catraca Livre

Criatividade nunca é demais quando se fala em gastronomia. Um exemplo claro disso foi a série fotográfica lançada pela agência australiana WHYBIN\TBWA. Para celebrar o Festival Internacional de Comida de Sidney – que reúne chefes de vários países-, a equipe de criação preparou 18 bandeiras nacionais feitas com alimentos.

Além do design fiel ao das flâmulas originais, cada receita inclui ingredientes característicos das nações selecionadas. Veja abaixo a galeria de imagens e inspire-se:

Itália - Imgur Austrália - Imgur China - Imgur Japão - Imgur Grécia - Imgur Estados Unidos da América - Imgur Inglaterra - Imgur França - Imgur Índia - Imgur Suíça - Imgur Espanha - Imgur Líbano - Imgur Coreia do Sul - Imgur