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Minimize os riscos no Facebook

Tecno

Publicado no Diário do Nordeste

Com a popularidade das redes sociais e sua disponibilidade em qualquer lugar via dispositivos móveis, os usuários publicam informações pessoais instintivamente. Basta tirar o smartphone do bolso e, com alguns toques na tela, uma postagem corre o mundo e dispara centenas de curtidas. Essa facilidade que se tem em tornar público um fato e a consequente aprovação dos amigos acaba virando uma tentação para o usuário compartilhar mais e mais momentos de seu cotidiano. O problema vem quando não se pensa duas vezes antes de tornar público os eventos da vida pessoal.

Para alertar sobre as consequências de alguns hábitos nas redes sociais, a empresa de segurança Kaspersky Lab elaborou uma lista com os cinco principais erros que os usuários cometem no Facebook. Entre as consequências de incorrer nos erros listados pela empresa estão a possibilidade de ter prejuízo financeiro, manchar a reputação ou arranhar as boas relações com amigos e conhecidos. Confira então os cinco erros que devem ser evitados para não ser prejudicado pela onda de postagens nas redes sociais.

Publicar a biografia

Embora seja tentador ter muitas lembranças e “likes” na dia de aniversário ou em datas especiais, como aniversário dos filhos ou de casamento, convém considerar quantos serviços, incluindo os de bancos e instituições financeiras, contam com esses mesmos dados – como a data de nascimento – para ter acesso à sua conta. Quando miram uma vítima, os cibercriminosos costumam avaliar suas postagens pois muitas informações ali publicadas lhes permitem recolher todo o tipo de dados, que depois utilizam para violar as contas.

O que fazer: Não publique sua data de nascimento, ou pelo menos não indique o ano. Evite também revelar os nomes de familiares ou de animais de estimação e outros dados parecidos que podem ser usados para ataques de engenharia social.

Posts públicos

Qualquer um pode ler o que você publica – os seus amigos, a sua mãe, os seus filhos, o seu chefe, o seu ex, agências de emprego, além de múltiplas empresas de marketing e possíveis “inimigos” que estiverem planejando algum tipo de fraude online. Normalmente, consideramos que os posts do Facebook são uma forma moderna de contar histórias a um pequeno público, como se o estivéssemos fazendo isso na sala de estar com um grupo de amigos ou familiares. Mas quando o post é público, a coisa muda de figura. Alguém pode, acidentalmente ou com intenção, interpretar de forma errada suas palavras e contar a sua versão dos fatos a uma pessoa que é importante para você. Ou simplesmente pode usar as suas palavras para o incomodar ou preparar algum tipo de golpe, roubar a sua identidade, etc. A lista é infinita. Isto pode mesmo acontecer e, como efeito, são muitos os casos em que alguma postagem imprudente foi compartilhado nas redes sociais, tendo provocado inclusive a demissão do autor da mensagem.

O que fazer: Defina a sua conta do Facebook para que os seus posts sejam compartilhados “apenas com amigos” ou “amigos de amigos”. É fácil ignorar este ajuste e compartilhar o post com os mais de milhões dos usuários do Facebook. Além disso, preste atenção ao público com o qual compartilha as suas fotos.

Senhas fracas

Provavelmente você tem muitas galerias de fotos e mensagens privadas no Facebook e, sem dúvida, não deseja que qualquer pessoa as veja. Também é importante lembrar que a maioria das pessoas utiliza o Facebook como login de outros serviços na internet. Por isso, se alguém conseguir obter acesso à sua conta do Facebook, todos esses outros serviços estarão também comprometidos.

O que fazer: Escolha uma senha forte e segura para a sua conta. Se preferir incrementar ainda mais essa segurança, ative a dupla verificação para se proteger. E não use a sua senha do Facebook em nenhum outro serviço. Ela deve ser única.

Compartilhar localização

Isso permite que outras pessoas saibam onde você está, onde vive e onde trabalha. Isto pode ser especialmente perigoso para crianças e jovens. Além disso, mesmo quando faz algo “inocente”, como se registar num restaurante ou num hotel, você indica que não está em casa, o que pode ser uma informação de muito valor para os ladrões.

O que fazer: O usuário deve desativar a geolocalização (opção de adicionar o local) nas fotos que publica nas redes sociais. Não use a função de localização ou crie uma lista muito restrita e controlada de pessoas que podem ver onde está. É importante também ficar atento para que desconhecidos não tenham acesso a esse tipo de informação.

‘Amigos’ desconhecidos

Provavelmente isto já lhe aconteceu muitas vezes. Alguém lhe pede amizade, mas trata-se de um conhecido. Porém, o fato de ter amigos em comum com a pessoa te faz aceitar o pedido de amizade. Isto não deveria acontecer. Sendo seu “amigo”, esta pessoa desconhecida tem acesso a suas informações publicadas no modo “apenas amigos”. Isso também compromete a segurança de seus amigos, já que muitos usam o modo “amigos de amigos” para permitir que outros vejam suas publicações. Além disso, este desconhecido pode enviar mensagens (spams e links maliciosos) e tornar-se amigo de ainda mais usuários, já que sua amizade aumenta a autoridade desta pessoa.

O que fazer: Aceite pedidos de amizade apenas de pessoas que conheça pessoalmente. Talvez convenha fazer uma avaliação da sua rede de amigos no Facebook – isto poderá evitar qualquer tipo de atitude estranha entre as pessoas com quem tem amizade na redes social.

Usuário pode solicitar seus dados pessoais

Muitos usuários do Facebook não sabem, mas podem pedir à rede social para ter acesso a todas as informações que o serviço guarda sobre seu perfil. A rede social oferece a opção de fazer download de todos esses dados. Entre eles está não somente a cópia de suas publicações, fotos e vídeos, mas também de conversas com amigos, dos locais e horários de acesso e, mais interessante, dos metadados que o site guarda sobre o usuário – que incluem até suas “visões políticas” – e que servem para, entre outras coisas, apresentar anúncios personalizados na linha do tempo.

O Facebook também tem o registro de todos os anúncios clicados pelo usuário, bem como uma lista de tópicos para os quais o usuário pode ser direcionado com base nas curtidas, nos interesses e em outros dados informados em sua Linha do Tempo. Até mesmo características do rosto do usuário estão salvas pelo Facebook, baseado em uma comparação das fotos em que está marcado.

Para ter acesso a esse material completo sobre sua vida digital, o usuário deve solicitar o download dos dados no menu “Configurações” (localizado na parte superior direita da tela) e em seguida a opção “Baixe uma cópia dos seus dados do Facebook”. Como o material é extenso, o serviço enviará um e-mail ao usuário com o link para que seja feito o download, mediante a digitação de uma senha.

10 maneiras de irritar seus amigos com atualizações de status

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Publicado no Hype Science

Você está satisfeito com seu corpo? Quantas calorias perdeu hoje na academia? Responda isso mentalmente, por favor, e não em seu Facebook. A coisa que mais irrita seus amigos na rede social são informações pessoais sobre dietas e exercícios. Isso é o que indica uma nova pesquisa do site Sweatband.

No levantamento, foram entrevistados 1.793 usuários. Os pesquisadores descobriram que 52% deles usaram menos o Facebook por causa de atualizações irritantes de pessoas que eles seguem. Mais de um terço do grupo afirmou que já abandonou o serviço completamente por algum tempo por causa dessas atualizações de status chatas.

Confira abaixo 10 coisas que mais irritam no Facebook:

1. Dietas e exercícios

Ninguém quer sabe o quanto você correu hoje e quantos quilos perdeu nessa semana.

2. Fotos de comida

A sua comida pode ser bonita e parecer deliciosa… mas nada justifica você fotografar todas as suas refeições e postar no Facebook. Isso é realmente chato.

3. Fazer mistério

Se você quer dizer algo no Facebook, conte tudo ou cale-se para sempre. As pessoas detestam frases misteriosas, como “Eu não acredito no que aconteceu!”. Pior ainda é quando alguém pede mais detalhes e recebe como resposta “Eu não quero falar sobre isso”.

4. Solicitações de jogos

Tudo bem você ser um agricultor ou mafioso virtual em jogos do Facebook, mas nem todos seus amigos gostam disso. Por isso, nada de mandar solicitações de jogos descontroladamente.

5. Pais corujas

É claro que seu filho é muito especial e surpreendente. Para você. O resto das pessoas não precisa saber de cada passo, palavra nova ou suspiro que ele dá.

6. Detalhes muito pessoais

Algumas pessoas compartilham informações no Facebook que deveriam contar apenas para amigos muito, muito próximos.

7. Check-ins em todo o lugar

Quer dizer que agora você está em um café? E agora no cinema? Bom para você, mas seus amigos não precisavam saber disso.

8. Spam de eventos

Tudo bem se for seu aniversário ou uma festa realmente legal. Mas mandar dezenas de convites de eventos que provavelmente nem você vai, diariamente, para todos os seus amigos, vai te fazer uma pessoa menos amada.

9. Viciados em comentários e “likes”

Todos gostam quando têm suas atualizações de status curtidas e comentadas. Mas se você fizer isso o tempo todo com um amigo, ele vai pensar que você está o perseguindo.

10. Autopromotores

Ok, você tem um ótimo trabalho e faz muito sucesso. Mas que tal parar de se promover pelo Facebook?

5 mentiras sobre psicologia que você provavelmente acredita

Natasha Romanzoti, no Hypescience

Existe boato sobre quase tudo nessa vida, mas a área de saúde é um terreno particularmente fértil para baboseiras, especialmente a psicologia. Confira cinco mitos psicológicos e a verdade sobre eles:

5. Não existe nenhuma epidemia de autismo

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Você já deve ter ouvido falar que “vacina causa autismo”. Claro que isso é enorme mentira. Os ignorantes que espalham esse boato se baseiam no fato de que há muitas mais crianças autistas hoje em dia do que no passado. Teria alguma verdade nisso?

Sim, seus avós provavelmente nunca conheceram sequer uma criança autista, e atualmente todo mundo já ouviu falar pelo menos de uma. Isso não significa que o autismo não existia antes, e sim que não tinha um nome.

O que pode parecer uma epidemia à primeira vista é, na verdade, um novo conhecimento de algo que sempre esteve por aí. Os pesquisadores não acham que o autismo está em ascensão; eles acham que os pais e os médicos são mais inteligentes e conseguem diagnosticar melhor a condição hoje em dia.

Não estamos exagerando. O autismo foi descoberto em 1943 e, por 20 anos, a condição foi confundida com esquizofrenia e vista como consequência de má educação dos pais (coisas do tipo “seu filho tem 4 anos e ainda não aprendeu a falar? você que não soube ensiná-lo” ou “seu filho tem reações inadequadas a interações sociais? bem, você claramente não bateu nele o suficiente”).

E só em 1980 o guia principal para doenças mentais, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicou critérios para o diagnóstico da doença. Ou seja, somente nessa época, finalmente, crianças que já tinham sido identificadas com deficiência mental apesar de sua alta inteligência ou classificadas como mal educadas agora tinham outro diagnóstico possível.

Nós nem sequer começamos a usar a expressão “espectro do autismo” até meados dos anos 90. Isso significa que os médicos na vanguarda da psiquiatria apenas começaram a entender o fato de que há realmente uma grande variedade de sintomas do autismo, e que a condição não é tão simples assim.

Então, não, a vacina não causa autismo, muito menos uma epidemia dele. Para o bem de todos os seres humanos, nós é que estamos nos esforçando para identificar as pessoas que têm alguma dificuldade relacionada à doença e ajudá-las.

4. As pessoas não passam por cinco etapas para superar o luto

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Você já deve ter ouvido falar das “cinco fases do luto”: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Isso aparece em todos os lugares – filmes, livros, seriados, conversas de rua -, e parece que as pessoas não são capazes de ficar em paz com a morte de um ente querido sem passar por esses cinco estágios inevitáveis.

Ai ai ai.

Claro que isso é besteira.

Os cinco estágios foram inventados por uma psiquiatra na década de 1960 para um livro que ela estava escrevendo. Não há nenhuma evidência de que eles existam, eles são apenas fruto de sua observação pessoal durante sua prática – que, aliás, não tem nada a ver com ficar de luto.

Pense bem, que fase parece estar faltando entre essas cinco? Que tal aquela em que a pessoa de luto anseia que o falecido estivesse vivo de novo? Afinal, essa é a emoção que as pessoas mais sentem depois de perderem alguém, o desejo de que ele ainda estivesse com elas.

Mas esse desejo não faz parte da lista porque os cinco estágios na verdade aplicam-se às emoções de doentes terminais, expressas diante de suas próprias mortes.

A psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross entrevistou pacientes terminais que morreram em seu hospital e notou um padrão. Alguns deles estavam com raiva, outros em completa negação, e outros apresentavam um estado zen de aceitação. Enquanto lutava contra a insônia uma noite, Kubler-Ross deu rótulos para esses pensamentos de morte de seus pacientes e os escreveu em um livro intitulado “On Death and Dying” (em tradução livre, “Sobre Morte e Morrer”). Em pouco tempo, psiquiatras e conselheiros começaram a usar esses estágios para ajudar pessoas de luto por entes queridos, uma população completamente diferente daquela a que realmente se destina.

Na realidade, o luto é expresso por cada pessoa à sua maneira, embora um estudo da Universidade de Yale (EUA) tenha mostrado que a maioria de nós aceita a morte de um ente querido imediatamente – a compreensão de que essa pessoa está morta e enterrada para sempre é geralmente a primeira emoção que processamos, e não a quinta.

Isso é importante de saber, porque se você está com dificuldades de aceitar uma morte, pensar que há uma linha de chegada para essas emoções depois de passar por certos estágios só vai aumentar seu sofrimento. Aceitação parece um excelente primeiro passo, em vez de vir só depois de quatro outras fases dolorosas.

3. Dar poder as pessoas não as transforma imediatamente em sadistas

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Muito provavelmente você conhece o experimento da prisão de Stanford. Em 1971, um professor de psicologia da Universidade Stanford (EUA), Philip Zimbardo, resolveu testar sua teoria de que as pessoas podem se tornar “idiotas” se tiverem poder em suas mãos. Essencialmente, ele pediu a estudantes universitários voluntários que fingissem ser detentos ou guardas em uma prisão falsa no porão da faculdade, para ver o que acontecia.

O que era para ser uma experiência de duas semanas terminou na verdade em seis dias, quando os alunos passaram de jovens universitários normais para torturadores e vítimas. Os guardas não davam comida a seus prisioneiros, os obrigavam a fazer xixi e cocô em baldes, enfim, praticavam todo tipo de abuso.

Naturalmente, Zimbardo chegou à conclusão de que dar a qualquer pessoa poder sobre outra imediatamente a transforma em um sádico. Mas houveram falhas no experimento que não foram levadas em conta.

Por exemplo, Zimbardo não atuou apenas como observador do experimento; ele fez o papel de chefe dos guardas, chegando a dar instruções totalmente imparciais para os alunos fazerem os prisioneiros se sentirem impotentes, por exemplo.

Além disso, Zimbardo não era apenas o pesquisador e mentor sádico do experimento; ele era também um professor, portanto, uma figura de autoridade para os participantes da pesquisa.

Havia uma pressão sobre eles para agradar o pesquisador – primeiro, porque estavam sendo pagos US$ 15 (mais de R$ 30) por dia para participar do experimento, e depois porque sabiam que o departamento tinha gastado muito dinheiro construindo a prisão falsa.
Assim, eles agiram como guardas sádicos provavelmente porque queriam agradar, não porque seu papel profissional simulado os encorajou a agir dessa maneira.

Também, um ex-prisioneiro que serviu como consultor no experimento mais tarde admitiu ter dado aos alunos sugestões de como abusar de seus prisioneiros. Ou seja, pessoas decentes não simplesmente inventaram espontaneamente maneiras de ser abusivas.

Há ainda o contexto do experimento. O verão americano de 1971 foi uma época de confrontos entre manifestantes e figuras de autoridade (por incrível que pareça, os tumultos nas prisões San Quentin e Attica aconteceram logo após o experimento), incluindo motins em Stanford que tiveram que ser abafados com gás lacrimogêneo. Quando esses alunos responderam a um pedido para ajudar um professor a estudar os papéis de figuras de autoridade e suas vítimas, eles sabiam que argumento deveria ser comprovado.

Por fim, apesar dos melhores esforços de Zimbardo para considerar toda a humanidade como má por natureza, vários dos estudantes “guardas” mantiveram sua bússola moral intacta e não abusaram de nenhum prisioneiro. Alguns até fizeram favores para seus detentos. Os bons não receberam muita atenção nos relatórios da pesquisa porque não se encaixavam na hipótese que o professor queria provar: que, no fundo, todos nós estamos apenas esperando permissão para sermos idiotas.

2. O “efeito Mozart” não é o que as pessoas pensam

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As pessoas tendem a acreditar em coisas como o “efeito Mozart” porque elas não querem perder uma oportunidade de dar qualquer vantagem a seus filhos. Provavelmente por isso, no início dos anos 90, os pais começaram a encher os ouvidos de seus recém-nascidos com música clássica, sob o pretexto de que eles ficariam mais espertos. Faz sentido, não? Quantas pessoas inteligentes você conhece escutam música pop o dia inteiro? É bem mais fácil visualizar empreendedores de alta classe ouvindo Mozart, tomando vinho e ajustando seus monóculos, não é?

Infelizmente, o efeito Mozart é só um exemplo de como as pessoas interpretam errado pesquisas científicas, a fim de fazê-las soarem do jeito que querem ouvir.

O estudo original de 1993 feito por Francis Rauscher, de fato, descobriu que ouvir Mozart tem um impacto leve sobre tarefas envolvendo raciocínio espacial. Ao ouvir música clássica, ficamos melhores nessas tarefas, mas o efeito dura aproximadamente 10 minutos. É só isso.

O pequeno estudo, com cerca de 36 pessoas – nenhuma delas criança, eles eram estudantes universitários -, não impediu que uma indústria toda se criasse em torno do absurdo de que Mozart era a maneira de tornar as crianças mais inteligentes.

Só que, uma vez que os especialistas começaram a testar cientificamente essa teoria em larga escala, eles concluíram que música pode ajudar, de fato, crianças a se saírem melhor em certas tarefas, mas que esse efeito não é exclusivo da variedade clássica e nem milagroso. Ou seja: force o quanto você quiser seus filhos a escutar Mozart, você vai precisar ensiná-los e incentivá-los em muitas outras coisas se quiser que eles tenham sucesso na vida.

1. Pessoas com QIs mais altos não são necessariamente mais espertas do que os outros

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Quando você descobriu o que um quociente de inteligência era, provavelmente quis fazer o teste imediatamente para descobrir se era um gênio.

Se alguém ouve dizer que a atriz Sharon Stone tem um QI de 154, logo formula uma opinião diferente sobre ela. Se dizem a um pai que seu filho tem um QI de dois dígitos, ele logo assume que a criança está destinada a viver esfregando banheiros ou estrelando um reality show.

Na verdade, ao ouvir qualquer coisa sobre QI, o que você deveria responder é: não tô nem aí. Isso porque esses testes não provam quase nada sobre as pessoas.

A maioria dos testes de QI avalia apenas “lógica simbólica”, o que inclui coisas como resolução de problemas, imaginar como imagens ficariam se giradas ou manipuladas e memória de curto prazo. Se para você isso soa como uma pequena porção do que compõe a inteligência de uma pessoa, deixando de fora coisas importantes como criatividade, parabéns! Você passou no teste final de inteligência, que é descobrir que os testes de inteligência são uma furada.

Qualquer neurocientista que se preze vai alegremente atestar que a capacidade cognitiva é muito mais complicada do que a resolução de problemas em testes de QI. Você poderia ser brilhante em problemas de lógica, mas péssimo em inteligência verbal, que é outra peça do quebra-cabeça da inteligência. Ou você poderia ter uma memória excelente, mas nenhuma habilidade lógica. Aliás, as pessoas em sua vida que você considera mais inteligentes podem apenas ser boas comunicadoras ou carismáticas, ou ainda ler muito.

De qualquer maneira, seu QI não é nada de especial porque ele mede apenas uma coisa: quão bom você é em fazer um teste de QI]. [Cracked]

13 Coisas inusitadas e bizarras que com certeza você já fez!

publicado no Criatives

Todos já passamos por algum momento inusitado no qual precisamos resolver as coisas de uma maneira rápida e prática não é mesmo? Assim como também já reaproveitamos alguma coisa em algum momento por pensar “ah é um disperdício isso ir para o lixo”.

Alias, QUEM NUNCA? Bem na verdade o ser humano é muito diferente, porém certos costumes todos temos em comum. Quem quer desperdiçar dinheiro? Acho que ninguém… Então você pode pensar: compro um copo de vidro e um requeijão, ou… Um requeijão de vidro que depois vira copo HAHA. O

lha que tão mais prático! E as pets então, quem nunca reaproveitou, nem que fosse a garrafa de água mineral comprada mesmo? O fato é que todos já usamos a nossa criatividade para algo que fique engraçado, seja por simplesmente querer reaproveitar algo ou então por tentar solucionar um problema incomodo. E você, com qual se identificou?

Israel rejeita crítica do Brasil a ação em Gaza e diz que país é ‘irrelevante’

Diogo Bercito, Natuza Nery e Carolina Linhares, na Folha de S.Paulo

O governo de Israel reagiu duramente nesta quinta-feira (24) às críticas feitas pelo Brasil à operação militar na faixa de Gaza.

À Folha, a Chancelaria de Israel afirmou que o “comportamento” do Brasil “ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante”. Além disso, o governo disse que o país escolhe “ser parte do problema, em vez de integrar a solução”.

O “comportamento” ao qual Tel Aviv se refere é um comunicado distribuído na noite desta quarta (23) em que o Itamaraty condena o “uso desproporcional da força” por parte de Israel e não faz referência às agressões de palestinos contra israelenses.

No dia 17, comunicado similar afirmava condenar “igualmente” os bombardeios israelenses e os ataques de Gaza. Daquela vez, o Brasil também expressava “solidariedade” com vítimas “na Palestina e em Israel”. Agora, fala somente no “elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças” deixado pelos ataques israelenses.

Também nesta quarta, o governo brasileiro chamou o embaixador de Israel em Brasília, Rafael Eldad, para expressar seu protesto, e convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Henrique Pinto, de volta a Brasília. Na linguagem diplomática, o protesto feito a Eldad e a convocação de Pinto são sinais fortes de desagrado.

Em seu site, a diplomacia israelense acusou o Brasil de fornecer “suporte ao terrorismo” e afirmou que isso, “naturalmente”, afeta “a capacidade do Brasil de exercer influência”.

Na nota, Israel se diz “desapontado” com a convocação do embaixador brasileiro e observa que a atitude “não reflete” o nível das relações entre os países, além de “ignorar o direito de Israel de se defender”. “Israel espera o apoio de seus amigos na luta contra o Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista por muitos países ao redor do mundo”, afirma.

Horas após a forte reação israelense, o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, minimizou a crise, dizendo que a “discordância entre países amigos é natural”. Em visita a São Paulo, ele disse que o comunicado do Itamaraty nesta quarta –e que contou com aval da presidente, segundo a Folha apurou– não apaga as críticas feitas anteriormente ao Hamas só porque não as menciona. Ele afirmou ter escrito o texto.

“O gesto que tinha que ser feito foi feito. O Brasil entende o direito de Israel de se defender, mas não está contente com a morte de mulheres e crianças”, explicou.

Sobre a crítica de Israel, Figueiredo disse que o Brasil não é um “anão diplomático” e mantém relações com todos os países da ONU.

Fontes ouvidas pela Folha afirmam que o Itamaraty e o Palácio do Planalto ainda estudam a melhor reação para um comentário considerado “tão duro”. Se, de um lado, alguns diplomatas brasileiros alertam para que não se “bata boca” com Tel Aviv, outros analisam ser necessário uma resposta enérgica da própria presidente da República para responder a crítica à altura.

GAZA

Em Gaza, o gesto brasileiro foi recebido com festa. Palestinos se aproximaram da reportagem da Folha para expressar gratidão ao governo Dilma Rousseff. “Obrigado por convocar seu embaixador”, disse Tawfiq Abu Jamaa, em Khan Yunis. “O Brasil é melhor do que os países árabes, como o Egito, que não fazem nada.” Outro palestino, Sabri Abu Jamaa, disse que “a população civil, em Gaza, não precisa de recursos. Precisa de palavras de apoio, como as brasileiras”.

O porta-voz do Hamas Ihab al-Ghussein confirmou à Folha, em Gaza, ver com bons olhos o gesto diplomático brasileiro. “O passo do Brasil é muito importante. O Brasil está sempre ao lado da justiça”, disse. “Pedimos que todos os países façam o mesmo.”

A facção palestina Fatah, que controla a Cisjordânia, louvou também a atitude do Itamaraty, mas fez ressalvas à abrangência da medida. “O Brasil entende que a responsabilidade da comunidade internacional não é apenas emitir notas”, afirmou o porta-voz Xavier Abu Eid. “O que foi feito pelo Brasil é um de diversos passos que todo Estado deveria tomar.”

Desde que a operação israelense batizada Margem Protetora começou, no último dia 8, mais de 700 palestinos -na maioria civis- foram mortos. Do lado israelense, foram 32 militares e três civis, sendo um cidadão tailandês. O intuito da operação é desmantelar o movimento radical islâmico Hamas, que governa Gaza.