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Site identifica pessoas que falam mal do trabalho em rede social

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Publicado originalmente no Portal EBC [via UOL]

Muitas pessoas usam as redes sociais para falar sobre sua rotina, compartilhar alegrias e fazer reclamações. E acabam expondo a vida de uma forma que, se parassem para analisar, talvez fizessem de outra forma. Você já parou pra pensar no quanto de privacidade você tem na internet?

Com o objetivo de observar o comportamento das pessoas na internet – em especial no Twitter -, os pesquisadores brasileiros Bernardo Nunes Pereira e Ricardo Kawase, da Universidade de Hanôver, na  Alemanha, desenvolveram o site FireMe! (fireme.me) em que é possível ver todas as pessoas que estão falando sobre o local onde trabalham, inclusive o que dizem sobre seus chefes.

“A gente escolheu as pessoas que falam sobre o trabalho na internet para verificar se elas estariam conscientes de que podem ser achadas através daqueles comentários”, explica Bernardo Nunes Pereira.

Depois de criar o site, os pesquisadores escreveram um artigo e apresentaram na conferência Web Science, há cerca de um mês. Com a repercussão, o site ganhou também as versões em espanhol e português. Portanto, cuidado! Se você andou usando o Twitter para falar mal do seu emprego, provavelmente seu comentário está no site fireme.me.

O sistema usa palavras-chave para selecionar os tweets, e a partir de então começa o trabalho dos pesquisadores. Pelo site, é possível ver até quais são as chances de você ser demitido devido a seu comportamento na internet, caso o chefe o descobrisse.

“A gente pega os tweets e faz uma análise de sentimento, pra ver se a pessoa que está falando mal do trabalho é mais positiva ou mais negativa. E também contabilizamos todos os tweets q/ue a pessoa tem no passado dá um score (nota)”, explica Ricardo Kawase.

Postar foto de comida pode indicar distúrbio alimentar, diz psiquiatra

Para Valerie, a comida está adquirindo um papel importante demais na vida das pessoas. “Já não se trata mais de simples combustível”, diz.

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Por Ana Ikeda, no Gigablog

Se você acha que postar um monte de fotos de comida no Instagram não é lá tão normal assim, digamos que há motivo para preocupação. Publicar compulsivamente fotos de comida em redes sociais pode indicar que a pessoa sofre de algum distúrbio alimentar. A afirmação é da chefe de psiquiatria do Hospital da Mulher da Universidade de Toronto, Valerie Taylor.

A psiquiatra diz ter pacientes em tratamento de problemas alimentares que tentam lutar contra esse hábito da comida virar o centro das interações sociais na internet – o que comem, quando comem e quando vão comer de novo.

Ao “Huffington Post”, Valerie disse que embora a prática de compartilhar fotos de comida nas redes sociais seja comum, em alguns casos ela pode demonstrar a exclusão de outras coisas importantes da vida.

“A preocupação começa quando tudo o que eles fazem é enviar fotos de comida. Tiramos fotos de coisas que são importantes para nós e, para algumas pessoas, a comida em si se tornou central; o local, a empresa e outros elementos são só pano de fundo”, diz.

Para Valerie, a comida está adquirindo um papel importante demais na vida das pessoas. “Já não se trata mais de simples combustível”, diz. Outro exemplo semelhante ao da publicação de fotos de comida são as tatuagens com o tema. “Como as tatuagens de ‘Eu amo o McDonald’s’ substituindo as de ‘Eu amo minha mãe’.”

Tirar foto de comida também é assunto polêmico quando se trata de etiqueta. Alguns críticos dizem que embora a prática seja prazerosa para quem tira a foto, pode incomodar quem está em volta naquele momento. Há ainda quem aproveite as fotos de comida para criar grupos de apoio à la Vigilantes do Peso virtual.

Os 14 tipos de fotos de perfil nas redes sociais

Como a capa de um livro ou um trailer de filme, sua imagem de perfil diz às pessoas como você é, e do que você mais gosta.

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Por Leslie Horn, no Gizmodo

Uma foto do perfil representa quem você é. Você quer mostrar que é divertido, interessante, viajado, sagaz, ou quaisquer outras qualidades desejáveis. Mas somos também muito previsíveis: nossas fotos de perfil podem ser resumidas em 14 categorias específicas.

Como a capa de um livro ou um trailer de filme, sua imagem de perfil diz às pessoas como você é, e do que você mais gosta. É uma oportunidade para você se gabar, e nós indexamos as formas de fazer isso.

Claro, isso não quer dizer que alguma destas opções esteja errada – embora algumas possam ser meio irritantes. Veja os perfis de seus amigos. Veja o seu próprio perfil. Vocês provavelmente se encaixam em uma dessas 14 categorias:

1) O “Olá, Estamos Apaixonados”

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Noivou há pouco tempo? Recém-casado? Cego pelo poder do amor? Este é simples de detectar. É uma imagem da cerimônia, talvez uma foto de um casal abraçado, com a mão esquerda da moça na posição “ele é meu, olha só o anel” (mão esquerda no peito).

2) O “Olhe Para o Bebê”

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Você procriou! Sabemos disso porque vemos sua prole na sua foto de perfil. E mesmo que todos estejam muito felizes por você – e que seu bebê seja uma gracinha – ficamos levemente confusos e nos perguntamos se, de alguma forma, você entrou em uma situação Benjamin Button.

3) A Lembrança

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Esta pode ser uma série de coisas: uma foto sua em um uniforme de escola, uma foto de bebê fofinho tirada de um álbum dos seus pais – é um mergulho de volta ao passado.

4) O Viajante

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Olha, você já passou duas semanas na Europa, enquanto nossas férias ainda estão longe de chegar. Você precisa esfregar isso na nossa cara, mudando seu avatar para uma foto de você passeando bem longe do trabalho?

5) O Animal de Estimação

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Claro, você adora seu animal de estimação – e quem não adora? Mas você ama tanto que seu pet É você… pelo menos de acordo com a sua imagem de perfil.

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Frequentar igreja uma vez por semana pode acrescentar até dois ou três anos de vida

título original: Antropólogo realiza observações científicas a respeito do impacto da religião na vida das pessoas

T. M. Luhrmann, no The New York Times [via UOL]

Mario Tama/Getty Images/AFP

Mario Tama/Getty Images/AFP

Uma das descobertas científicas mais impressionantes sobre religião nos últimos anos é que ir à igreja uma vez por semana faz bem. Frequentar a igreja – e no mínimo, a religiosidade – melhora o sistema imunológico e diminui a pressão arterial. Isso pode acrescentar até dois ou três anos de vida. A razão para isso não está inteiramente clara.

O apoio social é sem dúvida uma parte da história. Nas igrejas evangélicas que estudei como antropólogo, as pessoas realmente parecem cuidar umas das outras. Elas apareciam com o jantar quando os amigos estavam doentes e se sentavam com eles quando estavam tristes. A ajuda às vezes era surpreendentemente concreta. Talvez um terço dos membros da igreja pertencia  a pequenos grupos que se encontravam semanalmente para falar sobre a Bíblia e suas vidas. Uma noite, uma jovem de um grupo no qual eu tinha entrado começou a chorar. Seu dentista tinha dito que ela precisava de um procedimento de US$ 1.500, e ela não tinha o dinheiro. Para meu espanto, nosso pequeno grupo – cuja maioria era de estudantes – simplesmente cobriu os custos, com doações anônimas. Um estudo realizado na Carolina do Norte descobriu que fiéis frequentes tinham redes sociais maiores, com mais contatos, mais afeição e mais tipos de apoio social do que as pessoas que não frequentavam igrejas. E nós sabemos que o apoio social está diretamente ligado a uma saúde melhor.

O comportamento saudável é, sem dúvida, outra parte. Certamente muitos fiéis lutam com comportamentos que gostariam de mudar, mas, em média, os frequentadores regulares de igrejas bebem menos, fumam menos, usar menos drogas recreativas e são menos sexualmente promíscuos do que os outros.

Isso corresponde às minhas próprias observações. Numa igreja que eu estudei no sul da Califórnia, a história de conversão mais comum parecia ser ter encontrado Deus e nunca mais ter tomado metanfetaminas. (Uma mulher me disse que ao esquentar sua dose, ela desencadeou uma explosão no apartamento de seu pai que estourou as portas de vidro. Ela me disse: “Eu sabia que Deus estava tentando me dizer que eu estava indo pelo caminho errado.”) Na igreja seguinte, lembro-me de ter ido a um grupo que ouvia uma mulher falar sobre um vício que ela não conseguia largar. Assumi que ela estava falando sobre sua própria batalha contra a metanfetamina. No fim, ela achava que lia romances demais.

No entanto, acho que pode haver outro fator. Qualquer religião demanda que você vivencie o mundo como algo mais do que é apenas material e observável. Isso não significa que Deus é imaginário, mas que, como Deus é imaterial, os que creem nele precisam usar sua imaginação para representar Deus. Para conhecer Deus numa igreja evangélica, você deve experimentar o que só pode ser imaginado como real, e você deve experimentar isso como algo bom.

Quero sugerir que esta é uma habilidade e que pode ser aprendida. Podemos chamá-la de absorção: a capacidade de se envolver em sua imaginação, de uma maneira que você goste. O que eu vi na igreja como um observador antropológico foi que as pessoas eram incentivadas a ouvir a Deus em suas mentes, mas apenas para prestar atenção às experiências mentais que estavam de acordo com o que elas considerassem ser o caráter de Deus, que elas consideram bom. Vi que as pessoas eram capazes de aprender a vivenciar Deus dessa forma, e que aquelas que eram capazes de vivenciar um Deus amoroso de forma vívida, eram mais saudáveis – pelo menos, julgando por uma escala psiquiátrica padronizada. Cada vez mais, outros estudos confirmam esta observação de que a capacidade de imaginar um Deus amoroso vividamente leva a uma saúde melhor.

Por exemplo, num estudo, quando Deus era experimentado como algo mais remoto não  amoroso, quanto mais alguém rezava, mais sofrimento psiquiátrico parecia ter; quando Deus era experimentado como próximo e íntimo, quanto mais alguém orava, menos doente ficava. Em outro estudo, numa faculdade cristã particular no sul da Califórnia, a qualidade positiva de um apego a Deus diminuiu significativamente o estresse e fez isso de forma mais eficaz do que a qualidade das relações da pessoa com outras pessoas.

Eventualmente, isso pode nos ensinar como aproveitar o efeito “placebo” – uma palavra terrível, porque sugere uma ausência de intervenção em vez da presença de um mecanismo de cura que não depende de produtos farmacêuticos nem de cirurgia. Nós não entendemos o efeito placebo, mas sabemos que é real. Ou seja, temos cada vez mais provas de que o que os antropólogos chamariam de “curas simbólicas” têm efeitos físicos reais sobre o corpo. No cerne de alguns destes efeitos misteriosos pode estar a capacidade de confiar que aquilo que só pode ser imaginado seja real, e seja bom.

Mas nem todos se beneficiam da cura simbólica. No início deste mês, o filho mais novo do famoso pastor Rick Warren se suicidou. Sabemos poucos detalhes, mas a perda nos lembra que sentir desespero quando você quer sentir o amor de Deus pode piorar a sensação de alienação. Necessitamos com urgência de mais pesquisas sobre a relação entre doença mental e religião, não só para que possamos compreender mais intimamente essa relação – as formas pelas quais elas estão ligadas e são diferentes –, mas para reduzir a vergonha daqueles que são religiosos e ,no entanto, precisam buscar outros cuidados.

*T. M. Luhrmann, professor de antropologia na Universidade de Stanford e autor do livro “When God Talks Back: Understanding the American Evangelical Relationship With God” [algo como: "Quando Deus Responde: Entendendo a Relação dos Evangélicos Norte-Americanos com Deus"] é um colunista convidado.

Tradução: Eloise De Vylder

Por que alguns pais são deixados para criar os filhotes sozinhos

Cesar Grossmann, no Hypescience

Um fato estranho na natureza tem desafiado os biólogos há mais de um século. Darwin, em 1871, havia notado que, na maior parte dos animais, é a fêmea que cuida dos filhotes, enquanto os machos ficam competindo entre si por elas.

A explicação evolutiva é que as fêmeas investem quantidades significativas de energia na produção dos ovos (no caso dos mamíferos, no nascimento), e assim é de interesse delas garantir a sobrevivência de suas crias.

Mas, em algumas espécies, existe uma reversão nos papéis dos sexos, com machos cuidando dos filhotes em vez das fêmeas. Um estudo recente aponta que talvez a razão para isto seja a disparidade entre o número de fêmeas e machos.

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Depois de mais de vinte anos de investigação, o grupo de pesquisadores da Universidade de Bath e Veszprém , da Hungria, determinou que, nestas espécies, há claramente uma taxa muito maior de machos do que fêmeas, comparado com as espécies em que as fêmeas cuidam dos filhotes.

Segundo o professor Tamás Szekely, os modelos matemáticos sugeriam que o comportamento dos animais era influenciado pelo ambiente social, e as observações na natureza confirmam estas predições.

Segundo ele, “quando existem muitos machos na população, é mais difícil encontrar fêmeas, o que faz com que os machos permaneçam com suas parceiras e cuidem da cria. Só que as fêmeas geralmente usam esta vantagem a seu favor, abandonando o macho com o filhote”.

Para completar o quadro, nas espécies em que os papéis são trocados, as fêmeas também são maiores e assumem o papel masculino de competirem entre si por outros machos.

Apenas entre os mamíferos a troca de papéis não é comum, já que os machos não podem produzir leite, o que torna difícil que assumam sozinhos a criação dos filhos. Uma das espécies mamíferas em que as inversões de papéis já foram observadas são os humanos.