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Pianista brasileira entra em pânico ao perceber erro no concerto

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As imagens mostram Maria João Pires com a mão no rosto, sem saber como começar a tocar

Publicado no UOL

O desespero de um músico no palco virou uma espécie de viral nas redes sociais. A famosa pianista portuguesa, naturalizada brasileira, Maria João Pires, foi surpreendida durante um concerto com a orquestra Amsterdam Concertgebouw, conduzida pelo maestro Riccardo Chailly, quando percebeu que a peça tocada era completamente diferente do que ela havia ensaiado.


O vídeo foi gravado há três anos e a história contada nesta semana pelo jornal “The Telegraph”. As imagens mostram Maria com a mão no rosto, sem saber como começar a tocar. O próprio maestro conversa com a musicista para tentar ajudá-la. Antes, ele comenta que um concerto exige muita preparação e concentração de seus músicos.

Apesar do olhar demonstrar pânico, Maria, considerada uma das melhores pianistas do mundo, consegue tocar sem errar nenhuma nota.

“Ela tem uma memória que, em menos de um minuto, conseguiu mudar para um novo concerto sem cometer um único erro”, disse Riccardo Chailly.

Pastor brasileiro ‘abre portas’ de igreja após massacre nos EUA

Pastor brasileiro Walcir da Silva em sua igreja na cidade de Bethel, que atende a fiéis que têm filhos na escola Sandy Hook

Pastor brasileiro Walcir da Silva em sua igreja na cidade de Bethel, que atende a fiéis que têm filhos na escola Sandy Hook

Pablo Uchoa, na BBC

Do lado de fora da casa onde vive, em Bethel, Connecticut, o pastor evangélico Walcir da Silva podia ver na sexta-feira à noite o estacionamento “quase completamente lotado” da igreja onde trabalha.

Mas não por causa do concerto de Natal marcado para as 7h daquela noite – evento que fora cancelado mais cedo. Em qualquer outro momento, o natural seria que os cerca de 500 lugares disponíveis estivessem praticamente vazios.

“Em uma hora destas, o pessoal encontra nas igrejas um verdadeiro refúgio”, afirma o pastor.

Morando há cerca de um ano e meio na comunidade, distante apenas pouco mais de dez quilômetros da escola de Sandy Hook, Newtown, o pastor se diz “impactado com a reação das pessoas à procura de conforto religioso”.

O efeito da morte de 27 pessoas, entre elas 20 crianças, no vilarejo de Newtown, foi comparável à de um desastre natural de escala muito maior, afirma.

“É uma crise que vai além do social, não é uma crise comum”, disse ele por telefone à BBC Brasil. “É um ato de violência que expõe a fragilidade da sociedade em que vivemos. Uma sociedade em que alguém, de um instante a outro, pode fazer algo assim e causar tanta destruição.”

Vigílias

Depois do massacre, muitas igrejas nas proximidades de Newtown anunciaram vigília de 24 horas para velar pelas vítimas.

O musical que seria apresentado na Igreja Comunitária de Walnut Hill, onde o pastor Walcir se encarrega do ministério da diversidade, fazendo sermões em português, também foi desmarcado.

A igreja atende a cerca de 2.200 fiéis, entre os quais muitas famílias cujos filhos estudam na escola de Sandy Hook. Até o fim da sexta-feira, não havia informações de que nenhuma delas estivesse entre os mortos.

Diferente de Estados como Oklahoma, Tennesse ou Arkansas, onde mais da metade da população se diz evangélica, em Connecticut essa proporção fica em menos de 10%, de acordo com números do centro de pesquisas Pew Religion.

Por isso, para o pastor Walcir, o sentimento religioso despertado de forma tão “rápida” nas pessoas que buscaram as igrejas após a tragédia de Sandy Hook ilustra a grande necessidade espiritual que o massacre criou.

“Já recebi muitas ligações de pessoas aflitas e chocadas”, diz. “Passei o dia à disposição para atender telefones, compartilhar e orar. Nossa igreja está aberta hoje como um lugar de oração.”

A Walnut Hill Community Church tem 21 pastores e ele foi um dos que se voluntariaram para se revezar em acolher os fieis em busca de oração e aconselhamento.

“Este acontecimento tem os ingredientes necessários para que o povo americano faça uma oportuna e necessária reflexão sobre os seus valores relacionados a algumas de suas muitas ‘liberdades’, dentre as quais o ‘direito à posse de armas e munições’”, escreveu o pastor, em um email à BBC Brasil na noite da sexta-feira.

“Minha expectativa é que algum benefício advenha deste grande maleficio.”