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O ex-comunista

São os pobres que fazem a roda do capital girar. Onde há pobreza há desejo. Onde há desejo há consumo.

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Publicado por Zeca Baleiro

– O mundo precisa dos pobres. Demorei a entender isso, mas agora sei: o mundo sem pobres é inconcebível. Aquela frase dita assim, de chofre, no meio de uma conversa informal, me chocou, confesso.
– Por muito tempo algumas pessoas lutaram pelo fim da pobreza. Eu próprio fui um deles. Mas agora entendo que a pobreza é necessária ao equilíbrio do planeta – ele continuou.
– Equilíbrio? Como assim?
– Imagine um mundo só de ricos… Um mundo em que ninguém precise de nada, que seja autossuficiente e abastado…
– Hmmm…
– Viu? Você nem consegue imaginar, porque é mesmo impossível. São esses pobres que sustentam o capitalismo, não os ricos. São os pobres que fazem a roda do capital girar. Onde há pobreza há desejo. Onde há desejo há consumo. Se as pessoas consomem, a rede da economia gira, entende?

Eu permanecia mudo. Embora reconhecesse que havia algo de tecnicamente correto naquele raciocínio, sua fala me soava demasiadamente cínica. Prosseguiu em sua teoria.
– Quem são os maiores vendedores de discos?
– Os artistas populares, imagino – falei.
– Pois é, artistas populares, aqueles que são ouvidos pelos pobres, certo?
– Acho que sim.
– Quais as lojas com maior receita? As lojas que vendem artigos populares, certo?
– Acho que sim também, não sei…
– Eu sei, vai por mim. Melhor ter um boteco em Pirituba do que uma loja de chapéus de grife no shopping Iguatemi. O custo/benefício é mais vantajoso.
– Nunca parei pra pensar nisso.
– Rico não consome porque tem um desejo genuíno ou uma necessidade vital. Rico consome pelo glamour, porque quer ser visto com o barco, o carro novo, a casa projetada pelo arquiteto hype… Pobre não. Pobre faz seu “puxadinho”, ergue sua laje e fica feliz da vida, porque ainda que se orgulhe em mostrar pro vizinho, não o fez só por isso. Fez porque tinha a real necessidade daquilo. E quem precisa fazer faz. Quem precisa comprar compra.
– Mas o capital está nas mãos dos ricos.
– Sim, mas foi ganho à custa de pobres, não de outros ricos.
– Sim, mas há serviços que pobres não consomem, apenas ricos.
– Sim, há. Mas nenhuma fortuna é erguida sem a participação dos pobres.
– Como assim?
– Tá vendo aquele condomínio de luxo? Imagina quantos pobres trabalharam para erguê-lo? E quantos outros agora trabalham para mantê-lo funcionando?
– Não sei.
– Muitos, acredite. Tá vendo aquele shopping acolá? Entre e faça uma enquete. Aposto que há mais pobres ­circulando por lá do que ricos.
– Mas…
– Acredite no que tô falando. Dinheiro para o rico é esporte. Para o pobre é paixão.

10 coisas inesperadas que o tornam inteligente

Cesar Grosmmann, no HypeScience

A inteligência é uma qualidade difícil de definir, o tipo de coisa que “você sabe quando vê”.

Mas o trabalho de tentar estudá-la está produzindo frutos, e alguns padrões relacionados à inteligência estão aparecendo. Não se trata de alguma coisa que se possa fazer para ficar inteligente, mas comportamentos e características que estão estatisticamente associados à maior inteligência.

Confira aqui algumas coisas que parecem estar associadas com a inteligência, e veja se você faz parte de algum grupo com maior probabilidade de ser mais inteligente:

1 – SER CANHOTO

O cérebro é dividido em dois hemisférios. Cada um deles faz basicamente a mesma coisa que o outro, embora existam diferenças. Entre os seres humanos e muitos outros mamíferos, um dos hemisférios é levemente dominante, e é por isto que você tem preferência a usar uma mão em vez da outra.

Alguns estudos mostram que o uso da mão esquerda está associado à inteligência. Canhotos tendem a apresentar mais pontuação em testes de QI, e também tendem a terminar estes testes mais rápido que os destros.

Outros estudos, entretanto, mostraram que os canhotos têm uma gama maior de QI, fazendo com que apareçam mais tanto no grupo de inteligentes quanto no grupo de “não tão inteligentes assim”.

2 – HOMOSSEXUALIDADE

O psicólogo evolucionário Satoshi Kanazawa apresentou um estudo este ano que mostra uma ligação pequena, mas significante, entre homossexualidade e inteligência.

Não que a homossexualidade seja uma característica de inteligência; o estudo sugere que quem tem múltiplos parceiros homossexuais tem a probabilidade de ser o mais inteligente.

A pesquisa também sugere que a homossexualidade pode ser um reflexo da curiosidade, um precursor ou companheiro da inteligência. Uma outra explicação para esta ligação pode ser causada pela atitude da sociedade frente aos gays.

As crianças que sofrem bullying por causa de homossexualidade podem se voltar para buscas intelectuais, e sentir uma maior necessidade de ter sucesso em áreas em que sejam aceitos.

3 – ORDEM DE NASCIMENTO

Muitos estudos apontaram uma ligação entre o QI e a ordem em que você nasceu em uma família. Os primogênitos geralmente são mais inteligentes que seus irmãos, e quanto mais caçula a criança, pior o desempenho em testes de QI.

Não se sabe se o efeito é devido a alguma mudança em condições pré-natais das gravidezes posteriores, ou se é um efeito social. Alguns estudos recentes apontam que um dos fatores determinantes para o QI de uma criança é a maneira que a família a trata, e não a ordem do nascimento.

Em famílias em que a primeira criança falece, a segunda criança sobrevivente, em média, tem o mesmo incremento de QI que um primogênito normal.

4 – ATEÍSMO

A ligação entre QI e religiosidade tem sido estudada extensivamente, tanto em indivíduos quanto sociedades. Os valores médios de QI tendem a variar entre países, e países com taxas maiores de ateísmo também têm os maiores valores de QI.

Como os aspectos de sociedades podem ser alterados por outros fatores, o estudo de indivíduos também já foi feito. Em 2008, um estudo examinou a relação entre inteligência e crença religiosa. Quando classificados de acordo com a inteligência, os ateístas geralmente ficam no topo, seguidos dos agnósticos, crentes liberais e, por último, os fundamentalistas religiosos.

5 – PELOS CORPORAIS

O Dr. Aikarakudy Alias descobriu, em um estudo feito com homens, uma ligação entre pelos corporais e inteligência. Em vez de examinar o QI, ele estudou a relação entre pelos corporais e níveis de educação.

Contrário à crença popular, homens que eram estudantes e graduados tinham mais pelos corporais que os que tinham trabalhos mais rudes. Da mesma forma, estudantes que tinham melhor performance acadêmica também eram mais peludos que seus colegas.

O trabalho focou-se nos pelos toráxicos, mas ele também correlacionou os pelos das costas à inteligência nos homens. A pilosidade das mulheres inteligentes ainda não foi estudada sistematicamente.

6 – FELICIDADE
 

Ernest Hemingway certa vez disse “a felicidade nas pessoas inteligentes é a coisa mais rara que conheço”. Todos lembramos de pessoas inteligentes que parecem ter se tornado míseros por causa da inteligência (Hemingway cometeu suicídio), e parece que há uma ligação entre inteligência e humor.

No passado, acreditava-se que um QI elevado estava ligado à depressão e mau humor, mas um estudo recente feito na Inglaterra mostrou que pessoas com baixo QI tem maior probabilidade de serem infelizes que seus colegas mais inteligentes.

Mais uma vez, pode ser que as características associadas à inteligência, e não a inteligência em si, é que tendem a induzir o desespero.

7 – EXCENTRICIDADE

A excentricidade é uma qualidade difícil de definir e de medir. Geralmente, ela é vista como um comportamento esquisito em relação às normas sociais, mas um comportamento que ao mesmo tempo não é necessariamente danoso ao indivíduo – diferente da insanidade.

Existem algumas evidências anedóticas (ou seja, casos isolados) de indivíduos criativos que tendem a ser excêntricos, mas a excentricidade é prevalente entre os acadêmicos.

Montaigne uma vez escreveu que “a obsessão é a fonte da genialidade e da loucura”, e talvez seja esta obsessão que cria um excêntrico, premiando-o com a inteligência correspondente.

8 – BEBIDA

Alguns estudos acompanharam crianças britânicas no seu crescimento, medindo várias características. Com isto, vários aspectos puderam ser correlacionados à inteligência. Um dos estudos examinou a ligação entre o consumo de álcool e a inteligência.

A conclusão foi de que é possível prever o nível de ingestão de álcool de uma pessoa baseado na sua inteligência. Crianças inteligentes surpreendentemente tem maior probabilidade de beber mais quando crescem. Resultados similares foram observados nos Estados Unidos.

9 – TRANSTORNO BIPOLAR

A loucura tem sido ligada à inteligência desde tempos antigos. Hoje, termos politicamente incorretos como loucura não são mais aceitos para descrever pessoas, mas a relação entre a doença mental e a inteligência permanece uma área de pesquisa interessante para neurocientistas e psicólogos.

Um estudo na Suécia comparou a relação entre a performance de estudantes e sua saúde mental mais tarde na sua vida, e concluiu que entre entre os estudantes com a maior performance, o transtorno bipolar era quatro vezes mais frequente.

10 – CONSUMO DE CHOCOLATE

A correlação não implica necessariamente em causa, mas quando há uma ligação surpreendente entre dois fatores aparentemente não relacionados, pode ser que haja uma ligação entre eles.

Um estudo recente examinou o número de premiados com o Nobel por dez milhões de habitantes na população dos países, e o consumo total de chocolate do mesmo país. O gráfico resultante mostra uma correlação possitiva bastante forte e estatisticamente significativa.

Apesar de não garantir que você vá receber uma ligação de Estocolmo, onde são decididos os ganhadores do Nobel, parece que ter chocolate ou estar cercado de amigos que adoram chocolate não vai danificar o cérebro a longo prazo.

Facebook te deixa gordo e pobre

Carol Castro, na SuperInteressante

Bastam cinco minutos no Facebook (ou em qualquer outra rede social) para você ficar um pouquinho mais descontrolado. Aí fica difícil resistir às tentações, como comidas calóricas e compras desnecessárias. Ou seja, Facebook te faz engordar e se endividar.

A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Pitsburgo e da Universidade Columbia. Dois professores de marketing convidaram 541 pessoas para alguns testes – uma parte delas acessava o Facebook e outras não. E, na sequência, eles tinham de escolher entre comer umbiscoito de chocolate ou uma barra de cereal. O pessoal do Facebook preferia os doces. E eles também se mostravam mais propensos a seguir impulsos consumistas e torrar o dinheiro com uma compra qualquer. Além disso, os fãs de redes sociais desistiam mais rápido na hora de encontrar respostas para problemas de matemática.

Isso só acontece porque quando você tem boas interações com seus amigos pelo Facebook, você fica mais feliz. “Quando as pessoas usam o Facebook elas ficam mais felizes com elas mesmas”, explica Andrew Stephen, co-autor do estudo. “E pessoas que se sentem bem tendem a se controlar menos. Eles se dão permissão para extrapolar em algumas coisas”, conclui.

Os pesquisadores também perguntaram aos participantes sobre o tempo que passam online. Os mais cheinhos sempre gastavam mais tempo, todos os dias, com o Facebook.

Ou seja, meus amigos, fechem aquela aba ali do Facebook e vão aproveitar o dia lá fora.

Anatomia da inveja

Imagem: Google

Sostenes Lima, no blog Sostenes Lima

Os vícios estão sempre à espreita da alma querendo lhe consumir. Eles não pedem licença; também não entram pela porta da frente. Eles se intrometem matreiramente na alma por aberturas pouco vigiadas. Uma vez dentro da alma, logo se dirigem para os recantos e porões. Lá se escondem para agir à surdina. De todos os vícios, a inveja é o que mais tem êxito na tarefa de se esconder, de se dissimular. Só podemos nos dar conta de que ela está aninhada na alma se estivermos dispostos a ler suas criptografias. Por exemplo, o incômodo pelo sucesso alheio (especialmente de quem o alcançou legitimamente) é um sinal de que a inveja já pôs seu negócio clandestino a funcionar, abrindo sucursais em diversas vielas e becos da alma.

A inveja é um vício complicado e difícil de ser combatido. Só quando dissecamos sua estrutura é que nos tornamos capazes de lhe fazer uma oposição consistente e de minar suas bases. Façamos o exercício de descortiná-la. A seguir, desenvolvo uma reflexão sobre alguns traços de sua anatomia, com o objetivo de nos preparar para combatê-la com efetividade.

A inveja é mal vista, logo tem de ser negada. Talvez a inveja seja o vício mais difamado e rejeitado. Não é bonito ser invejoso. Outros vícios como a raiva, o orgulho etc. são mais higienizados e aceitos socialmente. Não é tão feio assim ser esquentado. Também não causa tanta vergonha ser orgulhoso. Quem projeta orgulho não arranha drasticamente sua própria imagem; talvez até ganhe com isso. Mas quando se fala em inveja, a coisa é bem diferente. Ela é um vício sujo, humilhante e degradante. Ninguém gosta de se mostrar invejoso. Praticamente todas as pessoas reagem com furor quando são identificadas como invejosas. Toda essa representação negativa da inveja só contribui para que ela exista na clandestinidade da alma. Ela é enxotada para os porões e só sai de lá disfarçada. Em boa parte dos casos, sob um disfarce tão bom que nem o invejoso percebe.

A inveja não oferece ganho real e nem gratificação duradoura. A inveja não melhora a vida do invejoso e nem lhe dá prazer. Antes, lhe cria uma série de problemas relacionais, levando-o a se corroer solitariamente. O invejoso vive possuído por uma raiva insana dos outros (porque são prósperos) e de si mesmo (porque é medíocre). A inveja nunca se sacia porque não age para fora. Diferentemente da raiva, que exige uma ação externa para se locupletar, a inveja, por ser preguiçosa e covarde, só age internamente; só ataca o mais fraco, o próprio invejoso. Ela sempre quer ver mais desgraça na vida do outro, mas é impotente para fazer isso acontecer. Ela sempre se frustra: ou porque o outro só prospera ou porque a desgraça que sobreveio é pequena demais aos seus olhos.

A inveja subverte a fonte da felicidade. Em vez se basear no que é bom, a inveja arma sua estrutura sobre o que é mau. Ambrose Bierce apresenta, no Devil’s Dictionary[1] (Dicionário do Diabo), uma definição de felicidade que se ajusta perfeitamente à fisiologia da inveja:

“Felicidade – uma sensação agradável proveniente da contemplação da miséria alheia”.

A inveja se fundamenta no infortúnio, na desgraça, na miséria, e extrai daí fiapos de felicidade para o invejoso. Ambrose Bierce deixou de colocar em sua definição que essa sensação de felicidade é absurdamente efêmera e só se repete quando a desgraça alheia se aprofunda. A inveja constrói, então, uma estrutura de felicidade baseada na voracidade e insaciabilidade, tornando o invejoso viciado em desejo de desgraça. Como esse desejo nunca é plenamente satisfeito, o invejoso nunca experimenta a felicidade, mas apenas fragmentos extáticos de um prazer mórbido. A felicidade não se instala e nem se mantém quando o mal é o fundamento. Logo, todo invejoso é profundamente infeliz e morbidamente masoquista.

Termino este artigo com uma história muito conhecida. Eu a reescrevi e adaptei aos propósitos deste artigo[2]:

Dois homens foram convidados para uma audiência com o rei. Não foi por coincidência que o rei convocou justamente aqueles dois homens. Eles tinham vícios que os tornavam próximos e distantes ao mesmo tempo. Um era ganancioso e o outro, invejoso.

Os dois convidados chegam ao local do encontro. Estão meio apreensivos, um pouco amedrontados. Sentem-se interiormente culpados, embora nenhum deles se considere invejoso ou ganancioso. Eles tinham visto no edital de convocação que cada um teria direito a um pedido, mas a essa altura não esperavam coisa boa. Talvez o rei lhes desse o direito de pedir um castigo mais brando ou coisa parecida.

No horário marcado, os dois súditos são chamados à sala real. Começa a audiência. O rei, vendo o terror estampado no rosto de cada um, diz:
_ Não tenham medo desse encontro. Hoje é um dia de sorte, não de infortúnio. Vocês foram convidados para receberem um presente. Peçam que quiserem e lhes darei.

A fala do rei os aliviou. De imediato cada um começou a fazer planos para o pedido, mas em silêncio. Um dos convidados esboçou fazer uma pergunta sobre haver ou não alguma condição que governasse o pedido. O rei de imediato o interrompeu:
_ Só há uma condição. Apenas um de vocês poderá fazer o pedido. Este receberá o que pedir e o outro receberá o que for pedido em dobro. Não há nenhuma regra que estabeleça quem deve fazer o pedido. Isso será decidido entre vocês.

Logo se instalou um drama na mente de cada um. O ganancioso pensou:
_ Se eu fizer o pedido vou ganhar menos que eu poderia ganhar. Devo convencer meu companheiro a fazer o pedido.

O invejoso, por sua vez, pensou:
_ Se eu fizer o pedido ele vai ganhar o dobro. Eu não suportaria vê-lo ganhar mais que eu. Devo convencê-lo a fazer o pedido.

Eles discutiram por alguns minutos, até que o ganancioso convenceu o invejoso a fazer o pedido. Este pensou consigo:
_ Preciso encontrar uma forma de fazer com que o meu pedido seja pior para ele. Mas é difícil. O rei foi muito sábio.

Num momento de profunda iluminação, sua inveja lhe forneceu uma ideia masoquista, mas suficiente para lhe satisfazer a compulsão por desgraça alheia. Antes de lançar o pedido ao rei, o invejoso se certificou da regra:
_ Qualquer coisa que eu pedir meu companheiro receberá em dobro? É isso mesmo, majestade? Qualquer coisa, mesmo?
_ Sim, disse o rei.
O invejou então pediu:
_ Quero que arranque um dos meus olhos.

Moral da história: a inveja não se importa com o sofrimento de quem lhe dá morada; o que ela quer mesmo é ver o infortúnio do outro. A inveja tem pavor de bem-estar. Ela leva o invejoso a condições degradantes só para manter a obsessão por desgraça alheia. A inveja compele o invejoso à autoperversidade para se manter momentânea e morbidamente feliz.

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[1] http://www.thedevilsdictionary.com/
[2] Li uma versão sumária dessa história em: Os Guinness. Sete pecados capitais. São Paulo: Shedd Publicações, 2006.