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Síndrome proíbe britânicas de dois anos de brincar: ‘A emoção poderia matá-las’

As gêmeas Darcie and Evie Chapman com seus pais Mark e Natalie Foto: Caters News/The Grosby Group

As gêmeas Darcie and Evie Chapman com seus pais Mark e Natalie Foto: Caters News/The Grosby Group

publicado no Extra

Duas britânicas, de 2 anos, sofrem de uma epilepsia rara que as impede de brincar. As irmãs gêmeas Darcie e Evie Chapman são as únicas do Reino Unido que têm a síndrome de Dravet.

As gêmeas no carrinho Foto: Caters News/The Grosby Group

As gêmeas no carrinho Foto: Caters News/The Grosby Group

As crises dessa doença são causadas por conta de emoção forte e temperatura alta, situações desenvolvidas quando uma criança está brincando. Por enquanto, os ataques são controlados com medicamentos.

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Além disso, a síndrome causa atrasos de desenvolvimento, problemas comportamentais, dificuldades de dormir e de se alimentar. A mãe delas, Natalie, de 36 anos, conta que precisa monitorar as meninas o tempo todo:

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- Elas podem ter um ataque e morrer em suas camas. Ou o suprimento de oxigênio para o cérebro pode parar e elas ficam com alguma sequela. Agora elas só têm um ou dois ataques por mês cada uma. É uma grande melhoria. A emoção poderia matá-las – disse.

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Conta de Dilma no Instagram é hackeada

Grupo Anonymous fez alusões às manifestações que ocorreram no país

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Publicado originalmente em O Globo

RIO — A conta da presidente da República Dilma Rousseff no Instagram (rede social de fotografias) foi hackeada nesta segunda-feira. Uma imagem do grupo Anonymous, que é responsável por várias violações de contas na internet, foi postada . À noite, a conta foi retirada do ar.

Abaixo da imagem do personagem “V de Vingança” havia uma mensagem para a presidente:

“SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA OU A SENHORA FAZ ALGUMA OU O BRASIL VAI PARAR. NÓS NÃO VAMOS TOLERAR MAIS. O GIGANTE ACORDOU. #AnonymousBrasil #VemPraRua #OGiganteAcordou #Brasil”.

Nesta segunda, também a conta da revista “Veja” foi alvo do grupo de hackers.

Perfil da Veja no Twitter é invadido e revista é chamada de fascista

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Publicado originalmente no Terra

O perfil da revista Veja no Twitter foi invadido por volta das 12h50 desta segunda-feira. O responsável pelo ato, que se identificou como @AnonManifest!, utilizou a conta do veículo para publicar a seguinte mensagem: “‘Jornalismo fascista nós não precisamos de vocês.’ A #LUTA CONTINUA #Brasil #OGiganteAcordou #Brasil #rEvolução“, em alusão aos protestos contra o aumento das tarifas no transporte que têm ocorrido em diversas cidades pelo País.

Até as 13h10 a conta seguia sob o controle do invasor e já exibia três novos tuítes: ” Aos mais velhos: Desliguem suas TVs, deixem o telejornal fascista de lado e venham para as ruas hoje”. “Nem a polícia e nem Mídia irão nos calar!”. Logo em seguida o hacker deixou uma mensagem de aviso a outro veículos de comunicação. “Outros vários perfis estão sendo tomados por min neste momente e estará a dispor, p serem usados como divulgação de videos fotos…(sic)”

A revista Veja é seguida por mais de 2,5 milhões de perfis da rede social.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Doces vândalos

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Walace Cestari, no Transversos

Os vândalos foram um dos povos “bárbaros” que entraram definitivamente para a História no ano de 455, quando tomaram aquela que fora a capital do mais poderoso império já visto: Roma. Daí passaram a ser sinônimo de destruição, estupidez ou mesmo de anarquia. Culpa da impossibilidade de aceitar qualquer cultura diferente daquela considerada canônica. Narciso acha feio o que não é espelho, diria o doce bárbaro Caetano.

Pilhagens, saques e roubos. Vândalos. Nada diferente do que Roma fez durante sete séculos. Ou do que outros impérios sempre tomaram por padrão fazer. Antônio Vieira – sim o padre barroco do século XVII – contou em um de seus sermões a fala de um pirata ao imperador Alexandre, o Grande: “Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?”

Muitos séculos se passaram e o Brasil é ainda o retrato da velha Bahia de Gregório de Matos, lugar onde faltam “verdade, honra e vergonha”. Os governantes refinaram a maneira de saquear o erário, de forma a ter na Justiça uma aliada para a defesa de seus interesses. Tudo bem ajeitado e combinado com empreiteiras, concessionárias e – por que não? –, a mídia tradicional. Todos ganham. Exceto quem paga a conta.

Durante um bom tempo não se via qualquer setor mobilizado para ir às ruas. Houve uma clara política de cooptação das lideranças sindicais e estudantis, de modo a atrelá-las a uma “luta burocrática”, na qual os favores de gabinete são mais valiosos que as vozes e faixas nas ruas. Em que pese uma infinidade de acertos deste governo, a luta será sempre mais importante, diminuí-la ou calá-la é um tiro no pé. Especialmente para quem já esteve (ou disse estar) do lado de cá.

Entretanto, a garotada decidiu ouvir o chamado das avenidas e praças. E tal como o céu é do condor, tomaram as vias públicas para protestar. A mídia tentou imediatamente reduzir a motivação dos protestos a vinte centavos. Teve gente que caiu nessa. Ainda que fosse, valeria a pena. Afinal, as escrituras dizem que Judas vendeu Cristo por trinta dinheiros e nossos governantes vendem uma população inteira a vinte centavos. Nem a lei de mercado parece ter valor aqui.

Mas, se vinte centavos são pouco, somem-se os gastos para a Copa. Sim, aquela que iria modificar a mobilidade urbana e acabou por somente construir estádios. Em média, um bilhão por arena. Como são dez arenas, temos dez bilhões de reais em gastos que não incluem nenhuma obra de melhoria urbana nesses locais, diferentemente do que nos fora prometido quando da candidatura a sediar o evento. E aí, vale protestar então por R$10.000.000.000,20?

Se, por um lado, estávamos saudosos de ver uma juventude atuante; por outro, a polícia demonstra sua saudade dos velhos tempos da ditadura. Mais truculenta do que nunca, quebra suas próprias viaturas para culpar os manifestantes. Promove terror, infiltra gente na manifestação para atiçar a baderna… Tudo aquilo que sempre fez. A diferença é que hoje as câmeras não são exclusividade da meia dúzia de famílias que controlam a informação no país. O smartphone e as redes sociais vão mudar a história.

Quantas vezes apanhei da repressão policial diante de fotógrafos de olhares atentos, mas que nunca expuseram a imagem da covardia? Agora há milhares de olhos vigilantes. Há milhares de penas prontas a escrever em um blogue ou em uma rede social. A abundância de fatos é tamanha que nem a imprensa, acostumada a esconder verdades, pôde se calar. Obviamente, que não faz de forma gratuita – o editorial da Folha mostra bem o que a família Frias, por exemplo, pensa da cidade de São Paulo – mas para tentar salvar a máscara que lhe está caindo. Apela para a vitimização corporativa e para a denúncia do vandalismo generalizado.

Nossos governantes vandalizam as contas públicas. Oferecem o que há de pior à população. São eles os “bárbaros”, são eles os “Alexandres”. Tomemos a rua e saibamos apanhar da polícia sem perder a tenacidade: são explorados como os outros. Mais até: além do corpo, estragam-lhes a cabeça, ensinando a lição de morrer pela pátria e viver sem razão, já disse Vandré. E, é na certeza de que as flores vencerão o canhão, que continuaremos caminhando, cantando e seguindo a canção. Afinal, vinte centavos não pagam a dignidade de todo um povo explorado: às ruas, cidadãos!

dica do Carlos Laurindo

Maior feira evangélica de negócios da América Latina, ExpoCristã é desalojada por falta de pagamento

Camisetas à venda na expo cristã de 2011, em São Paulo; a edição de 2013 foi desalojada por falta de pagamento (foto: Apu Gomes 24.nov.2011/Folhapress)

Camisetas à venda na expo cristã de 2011, em São Paulo; a edição de 2013 foi desalojada por falta de pagamento (foto: Apu Gomes 24.nov.2011/Folhapress)

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

A ExpoCristã, maior feira evangélica de negócios da América Latina, foi desalojada do pavilhão do Anhembi por falta de pagamento.

O espaço abrigaria a 12ª edição do evento, entre os dias 7 e 10 de agosto. A empresa responsável pela feira, Do4C, negociava a locação com a SPTuris, que cuida do pavilhão.

O contrato não foi assinado por conta da “não quitação de débitos”, segundo a empresa paulistana de turismo. O valor do aluguel, de acordo com a DoC4, era de R$ 540 mil.

O prazo venceu na terça (4). A SPTuris afirma que o evento ainda pode acontecer, mas dificilmente na data anunciada.

A sãopaulo apurou que há dívidas pendentes de edições anteriores da ExpoCristã –que era gerida por uma empresa diferente.

Para a locação deste ano, uma entrada no valor de R$ 54 mil foi paga em dezembro. O dinheiro, no entanto, teria sido absorvido por dívidas herdadas de edições passadas, segundo a gestora atual da feira.

O restante, R$ 486 mil, seria quitado em maio –o que não aconteceu. A DoC4 diz que o evento ainda vai acontecer: nova data, mesmo lugar.

Nos bastidores do segmento gospel, fala-se em três letras que resumiriam o ocaso da ExpoCristã: FIC (Feira Internacional Cristã).

Trata-se da nova investida das Organizações Globo com evangélicos. Produzida pela Geo Eventos, empresa do grupo, a feira concorrente será em julho, na Expo Center Norte, também em São Paulo.

ELEIÇÕES

A ExpoCristã calculou ter movimentado, no ano passado, R$ 100 milhões. Vendeu produtos que iam de livros do pastor Silas Malafaia a drinques sem álcool –como o “Beijo de Judas”, com caju, maracujá, grenadine e leite condensado (R$ 4 no estande “Cocktail Gospel”).

A menos de uma semana das eleições, políticos como José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB), então candidatos à Prefeitura de São Paulo, desfilaram no Anhembi ao lado de lideranças evangélicas.

Serra, por exemplo, posou fazendo o “V de vitória” ao lado da equipe do filme “Três Histórias, Um Destino”, baseado em best-seller do missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Já Chalita passeou pela feira acompanhado do pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus (Ministério Madureira, o segundo maior da igreja).