Yahoo cria serviço de ‘funeral digital’ que apaga dados da web após morte

‘Yahoo! Ending’ envia mensagens de despedida e cria site de homenagens.
Serviço usa certificado de cremação para evitar fraudes e usos indevidos.

Serviço do Yahoo apaga dados pessoais da internet após morte do usuário (foto: Reprodução/Yahoo)
Serviço do Yahoo apaga dados pessoais da internet após morte do usuário (foto: Reprodução/Yahoo)

Publicado no G1

O Yahoo inaugurou no Japão um serviço que funciona como um “funeral digital”. Chamado “Yahoo! Ending”, ele é acionado após a confirmação da morte do usuário e pode ser usado para apagar dados pessoais da web, enviar mensagens de despedida e até criar um site dedicado à memória da pessoa.

Segundo o Yahoo, o serviço usa um certificado de cremação emitido pelo governo para comprovar a morte de seus usuários – o que serve de confirmação da morte e, assim, permitindo ativar o cancelamento da conta – e, assim, evitar fraudes e usos indevidos. O “Yahoo! Ending” fornece ainda auxílio para funeral e enterro de seus assinantes.

Com alguns recursos pagos, o “Yahoo! Ending” permite o cancelamento de pagamentos automáticos associados à conta do Yahoo, “reduzindo o incômodo de procedimentos de cobrança”, e a remoção de textos e imagens armazenados na nuvem. Há também uma função que lista os objetivos e desejos que os usuários gostariam de ter realizado até o momento da morte, e mostra se eles, de fato, foram cumpridos.

“Ao fornecer serviços de vida que podem ser ativados independentemente da geração, espera-se que uma pessoa ainda viva possa iniciar a sua preparação e a de outros. Estar ciente da morte é também uma oportunidade de aproveitar a vida ainda mais”, diz a descrição do site do “Yahoo! Ending”.

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Mulher de ganhador do Camaro diz que deixou de pagar conta por sorteio

Carroceiro ganhou carro avaliado em R$ 200 mil, em Vitória da Conquista.
‘Vou comprar um terreno e uma carroça’ diz Gilvan.

Gilvan em seu Camaro amarelo (Foto: Anderson Oliveira / Blog do Anderson)
Gilvan em seu Camaro amarelo (Foto: Anderson Oliveira / Blog do Anderson)

Publicado no G1

A esposa de Gilvan Silva, carroceiro que ganhou um Camaro em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, disse que o marido já deixou de pagar contas da casa para comprar a cartela do título de capitalização.

“Ele pegava o dinheiro de pagar a conta de água e comprava a cartela na mão de um, na mão de outro, e ficava a conta sem pagar” relata Maria dos Santos, esposa de Gilvan.

O carroceiro mora no povoado da Estiva, zona rural de Vitória da Conquista e trabalha transportando lenha em uma caroça. Ele ganha R$ 40 por semana e com o dinheiro, sustenta a esposa e os dois filhos.

Após o recebimento do prêmio, Gilvan diz que vai comprar uma nova carroça. ” Vou continuar trabalhando”, disse o carroceiro.

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Cancelei a minha conta no WhatsApp

artigo_74305Fábio Bandeira, no Administradores

Resolvi. Cancelei minha conta no WhatsApp. Eu demorei até certo tempo, comparado ao meu ciclo de convívio, para iniciar no aplicativo. Houve um encantamento imediato sobre a facilidade de trocar mensagens, vídeos, imagens, mas o efeito “nefasto” que o app provoca nas pessoas me fez abandonar a ideia de tê-lo.

A palavra “nefasto” pode até soar pesado para alguns, mas, de fato, é assim que passei a enxergar a questão. Ir a um barzinho, estar em uma confraternização/aniversário, encontrar os amigos. É quase uma regra (principalmente se você tem entre 12 a 30 anos), sempre terão aqueles que não desgrudam os olhos da tela do celular e entram em seu mundo paralelo digital, geralmente no WhatsApp ou Facebook.

As pessoas ao redor desses “ultra conectados” parecem meras peças de um cenário paralisado que só acontece a real interação em três momentos: Na chegada ao local (é preciso cumprimentar as pessoas); no momento da foto (é claro, a foto vai para as redes sociais para mostrar como a pessoa se diverte com o restante do grupo); e na hora de ir embora (ainda dizendo como foi bom o reencontro).

O problema é que esse número de pessoas alienadas está se multiplicando. Chega ao ponto que não existe um diálogo, fica cada um imerso em sua mini tela. Isso, quando a conversa entre as pessoas não é: “Você viu aquele vídeo no WhatsApp? Você tem que ver… muito engraçado. Estou enviando para o seu”. Sim, essa é apenas uma situação ruim do aplicativo, mas não irei me alongar nas outras.

A questão é que vivemos em plena era de ouro da comunicação, onde todos têm possibilidades infinitas para interagir, mas talvez, seja o momento mais crítico da história da comunicação. Há falta de diálogo, convívio, interação com quem está próximo de nós. Até ligar já está virando “artigo de luxo”. Exagero? As operadoras de telefone estão acompanhando essa tendência de comportamento e invertendo seu marketing… Não se oferece mais tantos planos para ligar, a questão, agora, são os planos com internet ilimitada, internet a R$ 0,25, entre outros.

Acho que o sempre otimista filósofo Pierre Levy, quando descreveu o conceito de Inteligência Coletiva, não imagina que o WhatsApp poderia ter sido inventado. Ou até imaginava, mas não sabia que as pessoas iam preferir ficar ali – no aplicativo -, em vez do convívio social.

As falas de um de seus maiores opositores, o polêmico filósofo e sociólogo francês Jean Baudrillard (já falecido), feroz crítico da sociedade de consumo, nunca fizeram tanto sentido. Principalmente na questão de quando se transfere suas características para as novas máquinas, o homem está abrindo mão de si mesmo.

Na revista Administradores

Na edição novembro/dezembro da revista Administradores resolvemos questionar sobre o WhatsApp em nossa editoria contraponto. Colocamos dois especialistas para defenderem sua tese e apontar as vantagens e desvantagens do aplicativo. Você pode ler aqui o que os dois especialistas falaram.

Confesso que minha opinião foi alterada ao longo do tempo. Antes favorável à facilidade de comunicação que o WhatsApp poderia gerar, coloco-me hoje a favor da comunicação real, do tête-à-tête, sem as barreiras das mini telas. Apesar de não me encaixar no perfil alienado (como aquele citado acima), estar no aplicativo me colocava no status de condescendente com algo que sou contra. Isso estava incomodando.

Que tal refletir

Acho que essa questão de como lidamos com a internet e com o ato de estar conectado 24h cabe uma reflexão individual. Você: como lida com essa conexão com redes sociais e aplicativos no celular?

Talvez não esteja no momento de avaliar e refletir sobre o tempo que se “dedica” a eles?
Acho que a reflexão vale, principalmente, para aqueles que se encaixam no perfil de sentir necessidade de ver a timeline constantemente, que trocam a leitura de um livro para ver vídeos e besteiras na internet ou até mesmo não que conseguem realizar algumas atividades e tarefas de sua rotina por falta de concentração que as redes sociais e aplicativos com o WhatsApp geram.

Não sou contra redes sociais e apps, pelo contrário, acho que são fontes de interação, entretenimento e até de negócios muito válidas. No entanto, percebo certa alienação que essa conexão provoca em muitos. Não quero causar uma revolução nesse aspecto, apenas proponho que se busque encontrar formas de equilibrar essa balança do real com o virtual.

Enquanto isso não acontece, acho melhor deixar minha conta do WhatsApp cancelada.

dica da Leonara Almeida

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Após pedir desconto à Claro, homem tem conta em nome de ‘Otário Chorão’

Cliente, de MS, desconfia que atendente da empresa alterou seu cadastro.
Empresa diz que esse tipo de conduta não faz parte de seus princípios.

Foto endereçada a Otário Chorão (Foto: Gabriela de Moraes / VC no G1 MS)
Foto endereçada a Otário Chorão (Foto: Gabriela de Moraes / VC no G1 MS)

Publicado no G1

A conta do mês de novembro da televisão por assinatura do empresário de Campo Grande César de Medeiros, 42 anos, veio com uma surpresa que ele considerou desagradável. A fatura, gerada pela Claro TV, estava em nome de “Otário Chorão”. O cliente desconfia que um atendente da empresa alterou o cadastro depois que ele ligou pedindo desconto no plano.

Por meio da assessoria, a empresa disse que esse tipo de conduta não está de acordo com os princípios e valores da companhia e por esse motivo adota todas as providências para solucionar a questão.

De acordo com o empresário, ao pegar a correspondência na caixa de correio junto com várias outras, o nome ao qual estava destinada passou batido. “Acabei lendo Otávio no lugar de Otário”, conta. No entanto, ao olhar com mais atenção, percebeu os adjetivos e em seguida, pelo endereço, viu que estava destinada a ele. “Eu achei que fosse brincadeira, mas depois fiquei indignado”, disse ao G1.

Foi então que Medeiros lembrou-se da ligação que fez pedindo redução na mensalidade. Ele viu uma propaganda oferecendo o mesmo tipo de assinatura que ele contratou, mas com valor menor.

Assinante da Claro TV há dez anos, o empresário questionou o motivo de não poder pagar valores menores e foi informado que teria que cancelar e depois recontratar o plano, pois assim teria o desconto dado aos clientes novos. “Começou tudo aí. Paguei pelo cancelamento e depois pela ativação”, relata.

Medeiros diz que ao comentar o caso com amigos, todos pensaram que ele havia forjado o boleto. “A primeira coisa que se pensa é isso, que é montagem”, comenta.

O empresário diz que ficou indignado, sentiu-se desrespeitado e por isso entrou em contato com a Claro TV há 15 dias para reclamar da situação. “O que eles fizeram afeta minha honra como pessoa, como pai de família”, relata.

“Tentei resolver direto com eles. Liguei, questionei e eles me pediram quarenta e oito horas para resolver o problema, isso na semana retrasada. Eu queria a certeza de que o problema foi resolvido, uma carta de retratação, um simples respeito, mas nem resposta da empresa eu tenho”, afirma.

A princípio, o empresário diz que não pretende processar a empresa. “É uma situação que chateia. Talvez se um processo contra eles for impedir que outros clientes passem pelo que eu passei, eu até entro [com a ação]. E se ganhar dinheiro de indenização eu entrego pra doação. Graças a Deus não preciso de dinheiro dessa forma”, afirma.

Medeiros diz ainda que não guarda ressentimento do atendente que ele suspeita ter feito a alteração. “Nós aprendemos a relevar, mas não tem como ignorar”, conclui.

Cliente acredita que atendente tenha alterado cadastro após solicitação de desconto (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)
Cliente acredita que atendente tenha alterado cadastro após solicitação de desconto (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

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Domingos corta fast-food e bebidas após virar evangélico

Domingos defende o Al-Kharitiyath, do Qatar (foto: Al-Kharitiyath Oficial)
Domingos defende o Al-Kharitiyath, do Qatar (foto: Al-Kharitiyath Oficial)

Bruno Thadeu, no UOL

Domingos diz ter encontrado no Qatar o lugar ideal para viver. Atleta do Al-Kharitiyath, time local, o zagueiro conta que o país oferece tranquilidade para residir com a família e ótima educação para os filhos. Evangélico há dois anos e morando na Arábia desde janeiro, ele se distanciou das tentações que o atormentaram durante a carreira: comidas gordurosas, carteado e bebidas.

Em entrevista por telefone ao UOL Esporte, Domingos, que teve passagens marcantes por Santos, Portuguesa e Guarani, reconheceu que levou uma vida desregrada. Ele relata fatos do passado que, segundo ele, não combinam mais com seu comportamento atual.

Os carteados e churrascos promovidos em casa, misturados com noitadas com cerveja, resultavam em constantes atrasos a treinos.

“Sempre depois dos jogos de sábado eu saía para beber ‘umazinha’ à noite. Mas essa umazinha virava duas, três, quatro, cinco… Hoje eu tenho consciência da importância do meu corpo e agradeço a Deus por ter me dado saúde. Se eu continuasse bebendo ainda hoje, estaria 10kg acima do meu peso”, relembra Domingos.

No Qatar, há forte restrição a bebidas alcoólicas. É proibido o consumo nas ruas, e a venda é controlada a turistas. O rigoroso sistema árabe não foi o que determinou mudança no estilo de vida, enfatiza Domingos.

O jogador de 27 anos conta que “ouviu chamado de Deus” em 2009, defendendo o Santos, quando Roberto Brum apresentou mensagens bíblicas. Desde então, Domingos riscou excessos fora de campo e passou a dar mais valor à família.

“Eu não dava tanta importância para minha família como agora. Não tem coisa melhor do que estar ao lado de sua mulher e ver sua filha crescendo com educação em um país tranquilo. Bebida agora posso dizer que é vinho no jantar com minha mulher. Esse é o máximo”, afirmou.

A manutenção do peso ideal (85kg) era algo difícil anos atrás. Domingos deixava de lado as recomendações alimentares feitas pelos clubes para matar a fome à noite.

“Eu costumava ganhar peso. O [Emerson] Leão disse uma vez que eu cheguei sete quilos a mais. Ele falou uma verdade. A nutricionista do Santos fazia o cardápio certinho, mas aí eu passava no McDonald´s à noite e comia muito. Eu gostava bastante de fazer churrasco com cervejinha em casa. Isso tudo engorda”.

Domingos, narrando as investidas noturnas rumo às redes fast food

Aos 27 anos, Domingos afirma ter atingido a plenitude física e mental.

Em 21 jogos pelo Al-Kharitiyath, não levou nenhum vermelho. Seu time chegou à final do torneio qatari na semana passada, feito inédito e celebrado pelos donos do clube. Mas o time de Domingos perdeu.

Em alta com os xeques do clube, Domingos teve seu contrato renovado por mais dois anos.

“Eu sempre tive muita força, mas não tinha tanta experiência. Hoje me sinto com corpo de 18 anos, mas muito mais maduro”.

Satisfeito no Qatar, Domingos descarta retornar ao Brasil tão cedo. Ele planeja encerrar a carreira daqui oito anos, se possível no Grêmio.

“Não quero voltar tão cedo. Mas quero um dia voltar ao Grêmio. Lá eu joguei uma partida inexplicável, inesquecível, que ficou conhecida como Batalha dos Aflitos [vitória do Grêmio contra o Náutico, em 2005, que assegurou o título da Série B]“, orgulha-se Domingos.

Time de policiais no Qatar

Domingos fez fama de jogador rude. Ele leva com bom humor o rótulo e ressalta que zagueiro tem que ser sério.

No Qatar, é comum jogadores possuírem outras profissões. No time de Domingos vários atletas são policiais. O zagueiro ironiza o fato.

“Os jogadores trabalham de dia e jogam à noite aqui no Qatar. No meu time a maioria é policial. Se eu der porrada no treino eu vou preso”, diverte-se.

Em 2012, o zagueiro esteve no Brasil para  doar presentes a mais de 50 crianças de uma creche em Santos.
Em 2012, o zagueiro esteve no Brasil para doar presentes a mais de 50 crianças de uma creche em Santos.

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