Motörhead dá presentes a rapaz suspenso na escola por usar roupa da banda

O estudante Taylor Mathes, suspenso na escola por usar um moletom do Motörhead
O estudante Taylor Mathes, suspenso na escola por usar um moletom do Motörhead

Publicado na Folha de S.Paulo

A banda de metal Motörhead ficou sensibilizada com o caso do estudante britânico Taylor Mathes, que relatou no perfil do grupo no Facebook que foi suspenso de seu colégio por usar um moletom do grupo, considerado pela direção da escola como “relacionado a gangues”.

Segundo Mathes, ele disse que continuaria a usar a roupa e mostrar o seu “orgulho pelo Motörhead todo dia”.

Após saber do caso, o vocalista da banda, Lemmy Kilmister, agradeceu o fã. “Obrigado por sua defesa diligente. É bom saber que ainda valemos a pena!”, disse Lemmy.

O perfil da banda declarou que entrou em contato com Mathes. “Nós o apoiamos 100%. Ele é um garoto bacana e estamos mandando um pacote de produtos para que ele continue vestindo sua banda favorita com orgulho!”

Segundo o site Loudwire, o grupo enviou um DVD, uma carta escrita pessoalmente por Lemmy e um modelo de camiseta usado pela equipe da banda, além de outros itens.

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Modelo tira sarro do Palmeiras em festa dos 99 anos e perde o emprego

Modelo mostra o dedo médio e tira sarro do Palmeiras na festa dos 99 anos do clube
Modelo mostra o dedo médio e tira sarro do Palmeiras na festa dos 99 anos do clube

Publicado no UOL Esporte

Uma modelo contratada para a organização da festa dos 99 anos do Palmeiras, nesta segunda-feira, publicou em sua página nas redes sociais uma foto ‘zoando’ o clube. Na frente de um banner do evento, a garota mostra o dedo médio e colocou na legenda: “O que o dinheiro não faz…”.

A situação gerou revolta dos torcedores palmeirenses nas redes sociais e a garota foi alvo de duras ofensas e críticas. Anne Ferreira, que no Instagram diz ter 19 anos, fazia parte do casting da empresa HZ, e foi dispensada nesta terça-feira. A agência, por meio de uma nota enviada ao Palmeiras, desculpou-se pelo ocorrido.

“Primeiramente, pedimos desculpas pelo ocorrido. Ficamos envergonhados pela atitude da garota. Uma modelo que não sabe separar o lado profissional do pessoal não está apta a fazer parte do nosso casting. O desligamento da mesma do casting da HZ já foi efetuado”, diz a nota.

“Prezamos sempre por profissionalismo e respeito perante nossos clientes. Atitudes como essa nunca serão aceitas dentro de nossa empresa”, completou o comunicado publicado pelo clube no site oficial.

O perfil da modelo na rede social foi alvo de muitos xingamentos dos palmeirenses e ‘obrigou’ Anne a excluir a foto. Segundo o clube, ela também se desculpou formalmente com o Palmeiras e com os torcedores após ser desligada da agência.

O UOL Esporte tentou contato com a Anne Ferreira, mas ela não foi encontrada até a publicação desta matéria. Em seu Twitter, mais cedo, ela se pronunciou e disse que fez a brincadeira direcionada aos amigos, que teriam aceitado ‘numa boa’.

“Palmeirenses, desculpa aí se vocês realmente não aceitaram a brincadeira de ontem, jamais tive intenção de atingir vocês. Fiz aquilo exclusivamente para os meus amigos, que aceitaram numa boa. A foto já foi excluída, então já era. Eu sou adulta o suficiente para me retratar aqui, já que to vendo que tem gente que não gostou, eu apaguei e me desculpem, sem mais (sic)”, escreveu.

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Pedidos de amizade de clientes no Facebook podem ser muito irritantes

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Letícia Arcoverde, no Valor Econômico

SÃO PAULO  –  Todo cuidado é pouco ao começar “amizades” com contatos profissionais no Facebook. Segundo uma pesquisa da consultoria de recrutamento OfficeTeam, profissionais se sentem ainda menos confortáveis adicionando clientes e vendedores do que sendo amigo do chefe na rede social.

A  maioria dos mais de mil gerentes seniores entrevistados se diz desconfortável recebendo convites de amizade de contatos estritamente profissionais, como clientes e vendedores – cerca de 75% em ambos os casos, sendo que a maior parte diz que não fica “nem um pouco” confortável nessa situação.

“As pessoas sentem diferentes níveis de conforto nas redes sociais, então o melhor é não encher os contatos profissionais com pedidos de amizade”, diz o diretor executivo da OfficeTeam, Robert Hosking. “Além de ser seletivo com quem você adiciona, é importante compartilhar informações com prudência.”

Os números relativos a contatos profissionais de fora da empresa são maiores do que as respostas recebidas quando o assunto são os chefes ou subordinados – mas mesmo assim, os entrevistados preferem não misturar muito a rede social com a vida no escritório. Entre os entrevistados, 68% não ficariam à vontade se recebessem um pedido de amizade do chefe, e 62% pensam o mesmo dos funcionários que supervisionam. A melhor situação, segundo a pesquisa, é quando o contato é entre colegas de trabalho do mesmo nível – metade diz se sentir a vontade recebendo um pedido de amizade de um par.

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Aumenta a população de adultos acima de 65 anos nas redes sociais

Segundo pesquisa do Pew Institute, 43% dessa população está usando intensivamente sites como Facebook, Twitter e Google+

Getty Images Brasil
Getty Images Brasil

Publicado no IDG Now!

Um novo estudo Internet Life do Pew Institute, mostra que 43% da população de adultos com 65 anos ou mais usam intensivamente redes sociais como Facebook, Twitter e Google+. Esse número representa um salto gigantesco com relação a 2006 quando, segundo o mesmo instituto, apenas 1% dessa mesma população utilizava sites de redes sociais.

O estudo mostra que desde 2009 as taxas de adesão às redes sociais pelos adultos acima de 65 anos têm triplicado.

Vários outros grupos de faixas etárias diferentes também aumentaram sua presença na mídia social. A audiência de adultos com idades entre 50 e 64 anos por exemplo, já representa 60% da população total nessa faixa etária. Entre as pessoas de 30 a 49 anos, o percentual de adoção cresceu exponencialmente, saltando de meros 7% em 2009 para 78% em 2013, segundo o estudo.

Um dos autores do estudo, Aaron Smith, diz que há vários fatores levando ao aumento da adoção entre representantes da terceira idade. A possibilidade de manter contato com membros da família que vivem distantes, acessando fotos e vídeos; a oportunidade de reatar relacionamento com amigos há muito perdidos e a conexão com pessoas com mesmos interesses e hobbies são três fatores que contribuem bastante, diz o pesquisador.

No geral, 72% dos adultos acima de 18 está usando redes sociais hoje nos Estados Unidos, diz o estudo, contra 67% do ano passado.

O Twitter foi analisado pela primeira vez individualmente pelo estudo da Pew e descobriram que 18% dos adultos online acima de 18 anos utiliza o microblog, contra 8% em 2010. Adultos mais velhos também estão entre os mais ativos no Twitter também. Entre as pessaos com idade de 50 a 64 anos, 13% usa o site, contra 6% em 2010. Na faixa dos 30 aos 49 anos, 17% usam o Twitter, contra 6% há três anos. E as pessoas acima de 65 anos têm menos afinidade, representando apenas 5% da base dos usuários nessa faixa etária conectados a redes sociais.

O estudo foi baseado em entrevistas por telefone feitas entre abril e maio deste ano, com uma amostra de mais de 2,2 mil adultos com 18 anos ou mais.

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A nova safra de chatos

A safra de 2013 tem se revelado muito rica de sabores. 2013 tem sido um bom ano para novos tipos.

chatos

Arnaldo Jabor, em O Globo

Uma vez, escrevi um artigo sobre “os chatos” que foi um sucesso entre chatos e não chatos. Descobri em minhas pesquisas que o chato se sabe como tal, mas é movido pela esperança obstinada de um dia se libertar dessa categoria e ser aceito por todos. Nesta utopia ele se gasta e chateia todo mundo. Existem muitos tipos de chatos catalogados, sendo o mais famoso deles, o rei, o fundador, o “chato de galochas” cujo nome provém do cara que saía de casa com chuva torrencial, calçava as galochas e ia encher o saco de alguém. O contato com os chatos me revela uma variada gama de comportamentos de nosso tempo. Os chatos sempre se renovam em safras, como os vinhos. A safra de 2013 tem se revelado muito rica de sabores: uns mais encorpados, outros mais suaves e divertidos etc… 2013 tem sido um bom ano para novos tipos.

Depois que eu comecei a falar na TV, virei um papel de mosca para chatos. Não quero bancar o “famosinho” mas, veja bem (como dizem os chatos), o sujeito te vê na TV, no quarto onde ele está transando com a mulher e você na tela, falando sobre o mensalão. O cara fica íntimo, te agarra na rua e gruda como um colega conjugal.

Há chatos masoquistas e sádicos. O primeiro é aquele que gosta de chatear para ser maltratado: “Porra, não enche, cara!” Ele adora ouvir essa frase para remoer um rancor delicioso que valoriza sua solidão: “Não me entendem, logo sou especial!”

O chato sádico quer ver teu desespero e escolhe os piores momentos para te azucrinar: “Poxa, sei que sua mãe morreu ontem, mas ouve meu problema com minha mulher…”

Temos o chato do elevador. Estou num elevador vazio, indo para o 20. Entra um cara, e me olha. Eu, precavido, já estou de cabeça baixa. Há uns momentos tensos de dúvida: “Ele ousará falar?”, penso. Passam uns andares. Não dá outra: “Você não é aquele cara da TV?” “Sou”, digo, pálido. “Como é teu nome mesmo?” “É Arnaldo”, digo eu, querendo enforcá-lo na gravata de bolinhas. “Não… é outro nome..” “Jabor”, digo, desesperado. “Isso, porra, claro… É você mesmo que escreve aquelas coisas?” E eu penso, sorrindo: “Não; é a tua mãe que me manda”.

E os autógrafos? “Seu nome qual é, meu bem?” “Ildilene… não… faz de novo — Yldilene, com Y…” “Pronto!”, digo. “Escreve também para meu noivo, aqui no guardanapo, ele te adora… Hermogênio… com H…” Um dos mais angustiantes é o chato íntimo altissonante, que berra de longe seu nome na churrascaria: “E aí, Ronaldo Jabur, isso tem jeito?”

E o chato em dupla? Isso aconteceu. Oito da manhã, aeroporto (sempre esse lugar fatal) e vem o cara. “O mensalão vai dar em alguma coisa?” Começo a balbuciar qualquer coisa. Aí veio um outro cara, que queria falar também. E então deu-se a epifania da chatura. Os dois começaram a discutir porque o recém chegado queria me chatear também… e um era de esquerda e o outro de direita. Assisti maravilhado a uma polêmica febril sobre nosso futuro.

Com a velocidade da tecnociência, multiplicaram-se os chatos do Facebook e os “chatos do celular” Ou seja, de repente você se vê posando ao lado de um bigodudo desconhecido no banheiro, enquanto o faxineiro clica, entre privadas, a foto para a eternidade. Ha também o famoso chato-corno que te pede para falar ao telefone com sua mulher (“Fala com a Flavia — ela te adora”…). E por aí, vão…

Mas, tirante, é óbvio (uma chatíssima expressão) os chatos conhecidos, me interessa mais nesse artigo examinar a forma, o estilo do chato, o que os move, a que aspiram.

Eles surgem de longe. Fingem que não te veem, mas eu (velho de guerra) sei que eles virão. Eles chegam sorrindo, mansos, se autocriticando na base do “não quero te chatear, mas… quem manda aparecer na TV? Ha ha?”

Em geral, ele exibe uma expressão facial entre a admiração por você mesclada a uma pontinha de malignidade, porque ele se sabe importuno e porque há sim crueldade na admiração. Quando ele nota que você adota posições de fuga, suas falas se encadeiam em metralhadora de palavras, de modo que não haja brechas que te permitam uma desculpa tipo “meu pai está no hospital e tenho de ir correndo…” Ele não ouve e te segura o braço, quando você começa a se debater. Alguns demonstram insatisfação com a atitude fugitiva e a irritação lhes assoma no rosto, pois afinal ele está te elogiando e você denota ingratidão.

Ele sente meu sorriso glacial e se mostra ofendido, o que provoca em mim um vago sentimento de culpa que tenho de superar até me desprender e sair apressado. Mas, ele me segue com cara de desprezado, sob o olhar reprobatório de circunstantes que te chamarão de “metido a estrela só porque diz aquelas bobagens na TV”.

A importância dos chatos é antropológica. Neles estão contidos muitos anseios individuais de nossa cultura: o queixume político, a esperança de serem aceitos, o rancor contra os políticos. É extrema a violência de muitos choferes de táxi, por exemplo: “Tem mais é que matar esses putos todos, Maluf é que sabia…” ou a homofobia explícita: “esses viados têm de entrar é na porrada…”

É necessário um estudo: a sociologia do chato. Guilherme Figueiredo tentou e fez um livro chatíssimo. O chato não pode ser maltratado; primeiro, porque não adianta, ele gruda; segundo, porque são um tesouro cultural. Nossa plêiade de chatos é um resumo de nosso desejo de felicidade, de um encontro solidário entre contemporâneos. Continuo a achar que o chato crônico, legítimo, “escocês” é, antes de tudo, um carente. Ele precisa de você para viver; sozinho, ele definha como um vampiro sem canudinho. Provavelmente, tiveram pai que batia, mulher que traía, e são vítimas de uma compulsão inelutável.

Por isso, não sou contra os chatos. Eles são nós. A gente sempre é chato para outro alguém. Meu Deus, quantas vezes já aporrinhei tantos. Como lutar contra eles? O Tom Jobim, uma das maiores vítimas de chatos, me ensinou um truque: “Use óculos escuros. O chato fica desorientado quando não vê teus olhos. O chato quer ver o próprio rosto refletido em teus olhos desesperados. Com você de óculos escuros, ele desiste e vai embora”.

tirinha do Will Leite

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