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‘Amor à vida’ traz casal homossexual, vilão que é gay enrustido e ex-periguete que se converte e vira cantora gospel

Marcello Antony e Thiago Fragoso são Eron e Niko, casal gay que deseja ter um filho (Foto: Leo Martins)

Marcello Antony e Thiago Fragoso são Eron e Niko, casal gay que deseja ter um filho (Foto: Leo Martins)

Publicado originalmente no Extra

Além dos encontros e desencontros dos protagonistas Bruno (Malvino Salvador), Paloma (Paolla Oliveira) e Ninho (Juliano Cazarré), “Amor à vida”, de Walcyr Carrasco, que estreia no horário nobre, tem um hospital como um de seus cenários principais, já que a mocinha é médica, e fala sobre as diferentes famílias atuais.

- Das tradicionais às mais modernas, em suas novas formações. Quero falar também sobre o amor por um filho. A questão é quem tem mais direito: quem gera ou quem cria – questiona o autor, referindo-se ao dilema na vida de Paloma e Bruno, quando descobrirem que Paula (Klara Castanho), a menina que o rapaz cria como filha legítima, é a herdeira perdida da mocinha.

Malvino Salvador já vislumbra a confusão:

- Quando isso acontecer, Paloma vai acusá-lo de ter roubado a menina e Bruno não vai entender por que ela deixou que a filha fosse parar no lixo. Os dois vão se separar e brigar pela garota na Justiça.

Além desse drama, a novela traz Marcello Antony e Thiago Fragoso como um casal gay que quer ter um filho e contrata a barriga de aluguel Danielle Winits; um vilão homossexual enrustido e que é casado (Mateus Solano), e Tatá Werneck na pele de uma periguete louca para engravidar de um jogador, que vai se converter e virar cantora gospel.

Walcyr minimiza as previsíveis polêmicas:

- Não estou preocupado. Autor tem que ter coragem. Se não tiver, não pode ser autor.

‘Chorão sabia que precisava de Deus’, diz Rodolfo, ex-Raimundos

Roqueiro evangélico lembra amizade e conversa sobre religião com Chorão.
Para ele, cantor expressou ‘busca por algo mais do jeito dele’; veja letras.

Rodolfo e Chorão conversam no camarim de um show em Belo Horizonte, em 2003. Rodolfo diz que recebeu esta foto de um amigo na quarta (6), dia que o cantor foi achado morto, e lembra: 'Contei minha experiência com Deus (...) Ele estava ouvindo, não me julgou' (Foto: Arquivo pessoal)

Rodolfo e Chorão conversam no camarim de um show em Belo Horizonte, em 2003. Rodolfo diz que recebeu esta foto de um amigo na quarta (6), dia que o cantor foi achado morto, e lembra: ‘Contei minha experiência com Deus (…) Ele estava ouvindo, não me julgou’ (Foto: Arquivo pessoal)

Braulio Lorentz e Rodrigo Ortega, no G1

“Eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais”, diz Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, hoje músico evangélico, sobre o cantor do Charlie Brown Jr encontrado morto na quarta-feira (6).

Rodolfo falou ao G1 por telefone sobre a época em que Chorão era “um dos poucos que podia dizer que era amigo” entre a geração de bandas dos anos 90, na qual Raimundos e Charlie Brown Jr se destacaram. Ele também destacou o interesse de Chorão pela conversão religiosa do roqueiro evangélico, no início da década passada.

“Chorão estava ouvindo, absorvendo, não me julgou”, diz sobre a conversa de 2003, registrada em foto que ele recebeu no celular no dia da morte do cantor.

G1 – Qual era sua relação com o Chorão?
Rodolfo Abrantes – O Chorão era um dos poucos caras que eu podia dizer que era meu amigo das bandas daquela época da década de 90. Ia na minha casa, eu ia na dele. Chegou até a me dar um skate, saíamos juntos. E tocávamos juntos, fazíamos shows. Gostava muito dele porque era uma pessoa real. Não era um personagem, ele era aquela figura. Ainda que você não concorde muito com coisas que pessoas fazem, tem que admirar quando elas são verdadeiras, esse é um terreno sagrado.

G1 – Você já falou que o Chorão pediu para que você pregasse para ele. Como aconteceu isso?
Rodolfo Abrantes - Quando comecei a ter minhas experiências com Deus, saí do Raimundos e minha vida mudou. Reencontrei o Chorão em show em Belo Horizonte, com Charlie Brown e Rodox, em 2003. No camarim ele chegou para mim, puxou numa cadeira, distante de outras pessoas, e falou: “Conta como foi a parada”. É interessante, porque ontem mesmo eu recebi uma foto dessa conversa. Eu contei como foi a minha experiência com Deus. Achava fantástico isso no Chorão: ele estava ouvindo, absorvendo, não me julgou. Dava pra ver que percebeu a diferença na minha vida e queria saber o que estava acontecendo.

Rodolfo também falou com o G1 sobre as letras de Chorão e sobre a o seu potencial para “levar multidões para Cristo”. Na discografia do Charlie Brown Jr, há doze músicas em que Deus é citado diretamente (veja as principais ao lado). Chorão gostava de “trocar uma ideia com Deus”, frase usada por ele para batizar a faixa bônus que fecha o disco “Preço curto, prazo longo”, de 1999.

Quando se pensa nas letras de Chorão, a primeira imagem talvez seja do rapaz sem dinheiro e desbocado que corteja uma “princesa”. Esse é o caso dos hits “Proibida pra mim”, “Vícios e virtudes”, “Tudo o que ela gosta de escutar” e “Champanhe e Água Benta” (do verso “Toda patricinha adora um vagabundo”). Na mesma música, dizia que sua vida era “tipo um filme de Spike Lee: verdadeiro, complicado, mal-humorado e violento”, em alusão ao diretor norte-americano.

Há no cancioneiro do grupo, porém, temas que remetem a questões menos materiais. Chorão volta e meia menciona “o dom natural” que ele tem para se comunicar (expressão citada em “Uma criança com o seu olhar”). O letrista também falava bastante sobre os problemas que enfrentou antes do sucesso. Em “Não viva em vão”, cantava sobre estar só. “A vida já me derrubou, a vida já me deu abrigo / Mas a vida já me situou, que a solidão não faz sentido”, dizia Chorão na música.

A morte do pai, em 2001, inspirou versos sempre emotivos, como os de “Lugar ao Sol”. Na canção, cantava que “azul a cor da parede da casa de Deus”. Em “Pontes indestrutíveis”, afirmava: “Tomo cuidado pra que os desequilibrados não abalem minha fé pra eu enfrentar com otimismo essa loucura”. E completava: “Os homens podem falar, mas os anjos podem voar”.

G1 – O Chorão fez várias músicas que citam Deus. Isso já te chamou atenção?
Rodolfo Abrantes -
O Chorão não tinha nenhuma rejeição à coisa de Deus. Só não se sentia confortável com religião. Eu lembro nessa conversa, em Belo Horizonte, que ele me mostrou a música em que canta “azul é a cor da parede da casa de Deus” ["Lugar ao sol", de 2001]. E cantou inteira. É uma musica muito bonita. Não bíblica, mas sobre a impressao dele de Deus. Existia uma sede dele de algo mais, existia uma consciência de que o que ele precisava era Deus, e do jeito dele, fez muito bem.

Fiquei muito triste ao saber da morte dele, porque eu tinha certeza que um dia ele ia fazer uma coisa que o tirasse da depressão. Infelizmente agora não pode fazer mais nada. Os fãs do Charlie Brown têm uma maneira muito sadia e muito nobre de honrarem a história do Chorão: fazendo escolhas que os levem para perto de Deus, para a parte da luz. As pessoas podem honrar a morte dele, em memórias, se fizerem escolhas boas, que edifiquem. E vivam.

G1 – Você também já falou em uma entrevista que “se esse cara [Chorão] começar a falar de Jesus, você vai ver multidões vindo para Cristo”. Por quê?

Rodolfo Abrantes – Deus deu dons para as pessoas. Ele tinha o dom da palavra. O que o Chorão falava a galera seguia. As pessoas estavam muito perto dele. Todo mundo vibrava, as músicas eram cantadas em coro. Se tivesse experiências com Deus ele levaria muita gente para Cristo.

G1 – Qual foi a última vez que viu o Chorão?
Rodolfo Abrantes –
A última vez foi em 2007. Eu fui gravar um CD ao vivo em São Paulo. A gente tinha muitos amigos em comum, um dele é o Tarobinha, skatista profissional, e hoje faz parte da mesma igreja que eu. Ele convidou o Chorão, ele estava em Santos. Ele pegou o carro dele, foi lá ao show, a gente conversou bastante e eu fiquei muito feliz de vê-lo ali.

G1 – O Digão e o Canisso [ex-companheiros de Rodolfo no Raimundos] foram ao velório. Você gostaria de ter ido também?

Rodolfo Abrantes - Eu estou [em João Pessoa] pregando todos os dias desde sexta. só vou voltar no domingo. Realmente, não tinha condições de ir. Mas, sinceramente, velório é para dar abraço nos familiares e amigos. Na minha despedida dele, eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais.

G1 – O Renato Pelado [ex-baterista do Charlie Brown, hoje também músico evangélico] ainda faz parte da mesma igreja que você?
Rodolfo Abrantes -
Ele está na Bola de Neve. Mas há um ano estou congregando em outro ministério. Mas o Pelado está firme lá. Tenho muitos amigos e ele está muito firme, muito feliz. É alguém que deve estar sofrendo muito pela morte do Chorão.

Criador do ‘The Voice’ leva a fé para nova minissérie

    Getty Images    Executive producer Mark Burnett

Getty Images
Executive producer Mark Burnett

John Jannarone, no The Wall Street Journal [via Valor Econômico]

Mark Burnett fez fama por ser a força por trás de programas de reality TV de grande sucesso, como “Survivor” e, mais recentemente, “The Voice”. Agora, ele está voltando sua atenção para outro tipo de TV: uma série bíblica.

Burnett está prestes a terminar uma minissérie de 10 horas, “The Bible” (A Bíblia), baseada em histórias como a da arca de Noé e Daniel na cova dos leões. A série, que deve ir ao ar no início do ano que vem no History Channel, é o primeiro trabalho de Burnett em programas de TV com roteiro pré-escrito.

É também um projeto que toca fundo no coração de Burnett. Nos últimos dois anos, esse ex-paraquedista militar de 52 anos diz que se tornou profundamente religioso, uma transição que ele atribui a Roma Downey, sua esposa desde 2007. “Foi só quando conheci Roma que realmente compreendi a minha fé, e isso vem sendo uma mudança dinâmica para mim”, disse Burnett.

Ele também dá à mulher o crédito da ideia da série. “Minha esposa tinha a sensação de que há muita coisa por aí que parece estar difamando a Bíblia”, disse ele. “Roma disse que deveríamos filmar a verdadeira história.”

Nos últimos anos, Burnett e Downey fizeram amizade com o famoso televangelista Joel Osteen, pastor de uma igreja de Houston, no Texas, que é a sede da maior congregação dos Estados Unidos. Osteen está dando assessoria a Burnett na série.

“Ele veio [à nossa igreja] várias vezes e nós fomos jantar na sua casa e coisas assim”, disse Osteen.

Mark Burnett e a esposa, Roma Downey, estão produzindo ‘A Bíblia’. A série foi filmada este ano no Marrocos. Durante a produção, Downey passou quase seis meses ininterruptos no país. Burnett voltava de avião para a Califórnia semanalmente para produzir a edição americana “The Voice”, viagem que leva até 30 horas em cada sentido.

O projeto de US$ 20 milhões, financiado pelo History Channel e pela Hearst Corp., dona de 50% do canal, ocorre num momento em que o gênero reality show dá sinais de já ter chegado ao pico.

Desde a estreia de “Survivor”, em 2000, na rede americana CBS Corp., a televisão do país foi inundada por reality shows sem roteiro prévio, desde “Extreme Makeover”, da rede ABC, mostrando cirurgias plásticas, até “Here Comes Honey Boo Boo”, da TLC, estrelando uma criança candidata a um concurso de beleza.

Burnett tem atualmente cinco reality shows no horário nobre em três redes de TV nos EUA, a maior presença na carreira do produtor. O que mais se destaca é “The Voice”, na NBC, rede da Comcast Corp. A série “Survivor” já está agora em seu 13º ano.

Embora o público de “Survivor” nos EUA seja hoje menor que o máximo de quase 30 milhões que atingiu em 2001, ainda consegue uma saudável média de 12 milhões de espectadores e continua sendo o programa de maior audiência em seu horário, segundo a Nielsen.

Burnett disse que está havendo um excesso de programas de reality TV, em especial nos canais a cabo. “Os programas da TV a cabo [...] não podem ser todos sobre gente que tem um emprego estranho sendo seguida pelas câmeras”, disse ele.

Ele disse acreditar que as redes muito dependentes de reality shows vão se afastar dessa fórmula. “A TV a cabo está evoluindo”, disse. “Aposto que daqui a cinco anos um terço dos programas da TV a cabo terá algum tipo de roteiro, com narrativa.”

No ano passado, ele vendeu para a Hearst uma participação de 50% na maioria dos seus negócios, incluindo programas como “The Voice”, fazendo com eles uma sociedade em que Burnett vai criar programas de TV.

Embora preferisse não dar detalhes sobre outros planos para programas com roteiro, ele disse que “A Bíblia” não será uma iniciativa isolada. “Estamos desenvolvendo ativamente uma tonelada de material roteirizado nesse momento [...]. Meu instinto me diz que provavelmente vamos acabar fazendo mais programas roteirizados do que reality shows nos próximos 10 anos.”

A Hearst espera que “A Bíblia” agrade a muita gente. Nos EUA, “há um grande número de cristãos, talvez 60 milhões ou mais, que vão à igreja toda semana”, disse Scott Sassa, presidente de entretenimento e distribuição da Hearst.

Luana Piovani revela que é evangélica e vai batizar filho

Publicado originalmente no BOL

Luana Piovani mostra foto com o filho Dom no colo

Ao falar sobre os planos do casamento com o surfista Pedro Scooby, a atriz Luana Piovani revelou que é evangélica e vai batizar o filho, Dom.

“Não precisa ter igreja nem padre. Queremos estar com as pessoas que são importantes para nós. Eu sou evangélica e Pedro não segue uma religião, mas tem muita fé. Também vamos batizar Dom. Será demais!”, contou à revista “Contigo!”.

A cerimônia deve acontecer entre julho ou setembro de 2013.

Piovani também disse que já emagreceu os 15 quilos que ganhou na gravidez.

“Não sou radical, mas me cuido. Quero estar bem aos 105 anos!”.

dica do Ronaldo

Igreja: ser e pertencer

Imagem: Google

Ed René Kivitz

Os resultados do Censo Demográfico 2010 mostram o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil. O crescimento da população evangélica, que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010, foi um dos destaques do cenário religioso. A pesquisa indica também o aumento dos que se declararam sem religião, que chegam a 8%, ou 14 milhões de pessoas. O fato curioso foi que número de evangélicos que não mantêm vínculo com nenhuma igreja cresceu. Segundo o IBGE, passaram de 4% do total de evangélicos em 2003 para 14% em 2009, somando agora 5,4 milhões de pessoas. Parece que vivemos dias quando o velho ditado “Cristo, sim, Igreja não”, embora uma contradição de termos, volta a ganhar popularidade.

A palavra grega “ekklesia”, traduzida como “igreja”, aparece 114 vezes no Novo Testamento. Destas, 5 vezes indicam o que alguns teólogos chamam de “igreja universal”, o corpo de Cristo que reúne todo o povo de Deus na história, desde Abraão aos nossos dias; 95 vezes fazem referência à igreja local (que está em Corinto, na casa de Áquila e Priscila, por exemplo); outras 9 vezes, em Efésios, que podem referir os dois sentidos, tanto universal quanto local; eoutras 5 vezes sem qualquer sentido religioso. Isso significa que as referências do Novo Testamento à igreja,é quase totalmente no sentido de uma comunidade cristã localizada no tempo e no espaço, a comunhão histórica de cristãos de determinada região.

Isso faz sentido, pois o exercício de viver em comunidade se constitui não apenas um dos maiores desafios para todas as gerações de cristãos, como também e principalmente indica a essência do propósito de deus revelado em Jesus Cristo. Podemos construir a compreesnão do significado e revelevância da expressão “igreja: ser e pertencer” a partir de seis eventos narrados na Bíblia: a criação do homem, a Torre de Babel, o chamado de Abraão, o advento de Jesus Cristo, o Pentecoste, e a visão do louvor ao Cordeiro no Apocalipse.

Quando Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, os criou macho e fêmea destinados a expressar o relacionamento da Santíssima Trindade, isto é, a viverem uma “unidade plural”, pois são três as pessoas, mas um único Deus. Adão considera Eva uma expressão de si mesmo: “osso dos meus ossos e carne da minha carne”, sendo, na verdade, duas as pessoas, mas uma só carne (Gênesis 1.26,27; 2.18-25).

A história da Torre de Babel registra o surgimento das nações – antes, um só povo com uma só língua, isto é, uma unidade plural, agora, muitas etnias, espalhadas por toda a terra (Gênesis 11.1-9). Mas Deus continua a insistir no seu propósito eterno para a raça humana, a saber, criar para si mesmo uma outra “unidade plural”, expressão de sua imageme e semelhança, com quem repartir sua comunhão de amor. Essa é a razão porque chama Abraão, com a promessa de fazer de sua descendência uma só nação, para sejam abençoadas todas a famílias da terra (Gênsis 12.1-3).

A descendência de Abraão é Jesus Cristo (Gálatas 3.16), que com seu sangue comprou homens e mulheres de todas as raças, tribos, línguas e nações, e fez deles um só reino (Apocalipse 5.9,10). Por isso é que o apóstolo Paulo diz que “os que são da fé (no Cristo) é que são filhos de Abrãao” (Gálatas 3.7), pois são estes os que receberam o Espírito Santo, derramado sobre toda a carne, isto é, sobre todas as famílias da terra, no dia do Pentecoste (Atos 2.17; Gálatas 3.14).

O Pentecoste é o oposto de Babel. A obra de Jesus Cristo, descendente de Abraão, possibilita o derramar do Espírito Santo de Deus sobre todos os povos, para que a unidade da raça humana seja restaurada e se cumpra o eterno propósito de Deus: “Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito” (1 Coríntios 12:12-13). Assim, “todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão” (Gálatas 3:26-29).

A conversão a Cristo, portanto, implica necessariamente a conversão ao próximo, e o comprometimento com o propósito eterno de Deus de criar para si um povo que expresse sua imagem e semelhança, isto é, seja uma unidade plural, que reflete em sua fraternidade universal a comunhão de amor que existe eternamente nas três pessoas divinas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito. Essa foi a oração de Jesus: “Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste” (João 17:20-23).

Igreja: ser e pertencer. Cristo sim, Igreja sim. Pois é na comunidade dos cristãos que o sonho do Cristo se torna visível.

fonte: Blog do Ed René Kivitz