Cerca de 1.500 pessoas caminham em Copacabana (RJ) pelo fim da intolerância religiosa

Sétima Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa reuniu umbandistas, espíritas, judeus, católicos e outros religiosos

Mesmo debaixo de chuva, público caminhou ao longo da Avenida Atlântica (foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)
Mesmo debaixo de chuva, público caminhou ao longo da Avenida Atlântica (foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)

Eduardo Vanini, em O Globo

RIO – A Avenida Atlântica, em Copacabana, foi tomada por dezenas de cores e credos na tarde deste domingo, durante a Sétima Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Mesmo debaixo de chuva, cerca de 1.500 pessoas, segundo policiais militares, participaram do evento, entre candomblecistas, umbandistas, espíritas, judeus, católicos, muçulmanos, evangélicos e outros. Nos discursos, o tom era de cobrança por mais rigor no combate à intolerância religiosa que tem se manifestado na forma de ofensas e ataques a templos em todo o país, em especial aqueles que abrigam religiões de matriz africana.

A notícia mais comemorada foi dada pelo Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro, que prometeu agir na reconstrução de terreiros destruídos no estado em função de ataques.

– Precisamos ter um contratestemunho direcionado a uma ação tão poderosa quanto essa destruição. Queremos mostrar que essas atitudes, que são dadas como um comportamento cristão, não nos representa – disse a presidente do conselho, Lusmarina Campos Garcia. – Fui pastora da Igreja Luterana em Genebra por nove anos e estou disposta a articular um apoio internacional.

Representantes de dezenas de religiões participaram do ato (foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)
Representantes de dezenas de religiões participaram do ato (foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)

Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) que promove a passeata, o babalawo Ivanir dos Santos enfatizou que o Brasil precisa tratar da mesma maneira todas as religiões e avançar no combate ao ódio religioso o quanto antes.

– Temos um Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa que foi entregue ao governo Lula e ainda não aconteceu. Precisamos que seja executado – cobrou, pedindo à ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, presente no evento, que levasse a reivindicação aos governantes.

Ideli , por sua vez, acolheu as palavras de Ivanir, dizendo que ele tinha toda a razão em suas reivindicações:

- Temos um débito com a sociedade sobre esses aspectos. Temos a diretriz para combater a intolerância no nosso Plano Nacional de Direitos Humanos, mas só conseguimos efetivar o Comitê da Diversidade Religiosa este ano. E uma das principais tarefas é organizar e estimular a criação de comitês nos estados, porque a questão da segurança é prerrogativa deles. Se não tivermos uma capilaridade, fica muito difícil atuar na garantia do estado laico – disse.

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Repórter estrangeiro vem conhecer o Rio – e é assaltado

Episódio foi mencionado em matéria do jornal inglês The Independent. Objetivo da viagem, paga pelo governo brasileiro, era promover imagem positiva do país

Orla de Copacabana, no Rio: a caminhada rápida entre restaurante e hotel de madrugada "provou-se uma má ideia - e talvez ingênua" por parte do grupo de repórteres estrangeiros no Brasil
Orla de Copacabana, no Rio: a caminhada rápida entre restaurante e hotel de madrugada “provou-se uma má ideia – e talvez ingênua” por parte do grupo de repórteres estrangeiros no Brasil

Marco Prates, na Exame

O jornalista inglês Ian Herbert veio ao Brasil para conhecer três cidades sede da Copa do Mundo 2014 e, naturalmente, escrever sobre elas no jornal em que trabalha, The Independent. A ironia é que a viagem, custeada pelo governo brasileiro para melhorar a imagem do país, acabou envolvendo uma desagradável tentativa de assalto na madrugada do Rio de Janeiro.

“A caminhada deste correspondente na praia de Copacabana com outras quatro pessoas às duas horas da manhã provou-se uma má ideia – e talvez ingênua – quando meia dúzia de jovens se materializou exigindo relógios e dinheiro e empunhando armas”, escreveu ele na reportagem, publicada no último domingo.

Apesar do susto, o repórter afirma que o grupo foi embora sem levar “nada”. Em entrevista ao UOL, que descobriu o caso, o jornalista disse que os profissionais gritaram para chamar atenção e que a chegada de um casal acabou dispersando os ladrões.

A viagem, que durou toda a semana passada, foi oferecida pelo governo brasileiro. Chamadas de “press trips”, esses convites são usados rotineiramente pelo poder público e por empresas para apresentar a pessoas da imprensa novos produtos e lugares (e estimular que abordem o assunto em textos jornalísticos, se acharem interessante).

Outros cinco profissionais também vieram ao país. Mas um deles, do jornal The Guardian, não fez referência ao episódio em matéria publicada no último sábado.

A Embratur, órgão que promove o turismo nacional no Brasil e exterior, foi quem bancou a viagem, que incluiu ainda as cidades de Fortaleza e Manaus. O valor gasto não foi divulgado até o momento.

Apesar da tentativa de promoção, o titulo da matéria do The Independent – “É caos no Brasil, mas não entre em pânico” indica que a iniciativa acabou tendo efeito contrário.

Uma leitura atenta, porém, mostra que o jornalista Ian Herbert, apesar de mencionar todos os problemas envolvendo a organização do evento, teve olhos mais benevolentes e contextualizadores que a média do que é publicado lá fora.

“Nada disso significa que a Copa não funcionará”, salienta ele em determinado trecho, completado por uma fala do secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes.

“Se as pessoas não tiverem uma visão mais generosa (em relação aos países em desenvolvimento), então esses eventos se tornarão festas de homens ricos”, afirmou o segundo homem na hierarquia do Ministério do Esporte.

O Independent cita também que várias obras não teriam começado sem o Mundial, e que hoje é possível “enviar e-mail com um vídeo de um celular enquanto se navega no rio Amazonas, se você preferir não olhar para os jacarés Cayman”.

“O torneio que está para começar pode ter imperfeições, mas vai viver por muito tempo na memória”, encerra a reportagem do jornalista. E tudo isso apesar do assalto.

dica do Ailsom Heringer

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Sol volta a aparecer no Rio após pedido especial do Papa Francisco

Paes atendeu pedido do pontífice e enviou cesta de ovos para Santa Clara.
Temperatura máxima prevista é 21º C, diz Imnet

Sol volta a aparecer na manhã desta sexta-feira (26). (Foto: Perla Rodrigues / G1)
Sol volta a aparecer na manhã desta sexta-feira (26). (Foto: Perla Rodrigues / G1)

Publicado no G1

O tempo abriu e o sol voltou a aparecer no Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira (26) após quase quatro dias de muito frio e chuva. O Papa Francisco pediu ao prefeito Eduardo Paes, nesta quinta-feira (25), que enviasse uma cesta de ovos a uma freira para ser colocada aos pés de Santa Clara e o pedido foi prontamente atendido.

Segundo tradições portuguesas, Santa Clara é uma das santas que são invocadas para acalmar as tormentas. A chuva não dava trégua à cidade desde a noite de segunda-feira (22). “Sempre ouvi que o carioca não gosta do frio e da chuva. Mas vocês estão mostrando que a fé de vocês é mais forte que o frio e a chuva”, disse o Papa no discurso aos fiéis na noite desta quinta-feira (25).

Cesta de ovos que foi colocada, a pedido do Papa, aos pés da imagem de Santa Clara (Foto: Prefeitura do Rio/Divulgação)
Cesta de ovos que foi colocada, a pedido do Papa,
aos pés da imagem de Santa Clara (Foto:
Prefeitura do Rio/Divulgação)

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, no entanto, a previsão para esta sexta é de céu encoberto a nublado com chuvisco ou chuvas isoladas. A temperatura máxima prevista é de 21ºC. A mínima não deve ultrapassar 12ºC.

O mau tempo dos últimos dias pegou muitos peregrinos de surpresa e causou transtornos aos organizadores da Jornada Mundial da Juventude. Os eventos que seriam no Campo da Fé, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio, foi transferido para Copacabana porque a chuva transformou o lugar em um lamaçal.

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‘Graças a Deus’ não existem gays na África, dizem peregrinos da JMJ

são tomé e príncipe

Publicado no Portal Terra

Se as posições da Igreja Católica sofrem resistência de grupos anti-homofobia no Brasil e em várias partes do mundo, o mesmo parece não acontecer em São Tomé e Príncipe, na África. A condenação da prática homossexual da Igreja está alinhada com parte da população local, conforme relatos de peregrinos nesta terça-feira na centenária paróquia Nossa Senhora de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

É o caso de Eva de Carvalho, 48 anos, que dá “graças a Deus” ao dizer que “não existe isso (homossexuais)” em seu país.  Ela é originária do país africano, que conta com uma população predominantemente católica (70,3%, segundo senso realizado em 2001). Eva diz que o tema sequer é abordado por lá.

Itola Lima, 62 anos, também de São Tomé e Príncipe, faz coro com a amiga ao dizer que não existe homossexualidade em seu país e faz uso da Bíblia para condenar a prática. “Deus fez um homem e uma mulher”, argumenta.

O assunto, no entanto, não deverá ser tema de debate nos dias de Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. Com intenção de reunir fiéis e alcançar os menos religiosos, a Igreja – a exemplo do Papa, em sua primeira declaração no País – deverá evitar temas mais controversos.

Entre quarta e sexta-feira, diversas paróquias da cidade vão oferecer catequeses sob a temática central do evento (“Ide e fazei discípulos” – um mandamento de Jesus, segundo a crença cristã). As pregações serão feitas em vários idiomas e a abordagem será menos profunda, justamente para contemplar os não-iniciados nos assuntos religiosos e os estrangeiros que não dominam o português.

“O objetivo é anunciar o evangelho. É levar Cristo a todas as nações, como é o tema da Jornada. Fazer com que todos experimentem profundamente a fé em Jesus Cristo”, explica o padre Pedro dos Santos, da paróquia Nossa Senhora de Copacabana, que espera receber 2 mil pessoas nos três dias de catequese.

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Pastor Marcos é flagrado pela polícia em conversas ‘picantes’ com fiéis de sua igreja

Foto: Divulgação / Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias
Foto: Divulgação / Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias

Rafael Soares, no Extra

Em escutas autorizadas pela Justiça que já estão sendo investigadas pela polícia, o pastor Marcos Pereira é flagrado em conversas picantes com fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.

Em uma das quatro conversas a que o EXTRA teve acesso com exclusividade, o pastor, antes de se despedir de uma fiel que falava com ele do seu celular de seu carro, avisa: “Tô com saudade do seu rabo”. Marcos foi preso no último dia 8 acusado de dois estupros de fiéis. A polícia ainda investiga se o pastor estuprou outras 20 mulheres que moravam na igreja.

Em quatro conversas obtidas pelo EXTRA, pastor mostra intimidade com fiéis
Em quatro conversas obtidas pelo EXTRA, pastor mostra intimidade com fiéis

Em outro diálogo, uma mulher insinua que “o pastor ia gostar” de uma lingerie que ela usou: “Ontem coloquei um negócio muito legal que o senhor ia amar, eu acho”, ela diz. Marcos ri e avisa: “Fica ligada, fica ligada”. A mulher tranquiliza o pastor: “Mas era por baixo”. Em depoimentos à polícia, vítimas do pastor afirmaram que ele mandava que fiéis fossem a seu gabinete na igreja sem roupas íntimas.

Em conversa, pastor marca encontro com fiéis no apartamento de R$ 8 milhões na Av. Atlântica Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Em conversa, pastor marca encontro com fiéis no apartamento de R$ 8 milhões na Av. Atlântica Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

O apartamento na Av. Atlântica, em Copacabana onde, segundo vítimas, o pastor realizava orgias com fiéis também é mencionado em uma das escutas. Na conversa com uma fiel, ele combina a ida dela para o local e diz que ela pode levar outra mulher, “aquela sem vergonha, a Fabiana”.

Uma fiel também se oferece para ajudar o pastor a tomar banho: “Vem embora logo”, responde ele.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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