Universitários desenvolvem esmalte de unha que pode detectar drogas em bebidas

Produto que muda de cor permite que mulheres verifiquem se alguém adulterou o seu drinque durante uma festa, por exemplo

Esmaltes de unha: arma contra estupros (foto: Marcio Oliveira / Agência O Globo)
Esmaltes de unha: arma contra estupros (foto: Marcio Oliveira / Agência O Globo)

Publicado em O Globo

Quatro estudantes da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, estão desenvolvendo um esmalte de unha capaz de revelar a presença de drogas, como Rohypnol e GHB, que costumam ser utilizadas por estupradores para adulterar bebidas de potenciais vítimas. Ao entrar em contato com essas substâncias, o esmalte alteraria a sua cor, alertando sobre a tentativa de ataque.

Batizada de Unvercober colors, a empresa criada pelos universitários tem como objetivo desenvolver tecnologias que permitam o empoderamento das mulheres na sua própria proteção contra criminosos.

“Para o nosso primeiro produto, estamos desenvolvendo um esmalte de unha que muda de cor quando em contato com drogas usadas em estupros, como a Rohypnol, Xanax, e GHB. Com o nosso esmalte, qualquer mulher poderá discretamente garantir a sua própria segurança ao simplesmente mergulhar o seu dedo na sua bebida. Se o esmalte mudar de cor, ela saberá que há algo errado”, afirma a empresa em sua página no Facebook.

Tecnologias que procuram garantir que bebidas estão livres de substâncias que podem ser usadas para crimes, como porta-copos, ou mesmo copos, não são novidade. No entanto, caso vingue, a iniciativa do esmalte permitiria uma ferramenta mais discreta para aqueles que não querem deixar transparecer que suspeitam que a sua bebida tenha sido adulterada.

Apesar de promissor, o produto ainda não tem data para chegar ao mercado.

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Os 10 piores estados do Brasil para ser negro, gay ou mulher

preconGabriela Loureiro, no Brasil Post

Preconceito mata – e muito – no Brasil. A discriminação por cor, gênero e orientação sexual ainda é um problema endêmico do país com dados que proporcionam um panorama triste.

O preconceito de cor, escancarado na semana passada com três casos relacionados à televisão, é tão sério que reduziu a expectativa de vida do brasileiro negro. A possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco, segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Pelo levantamento, a expectativa de vida de um homem brasileiro negro é menos que a metade a de um branco.

o-MAPA-NEGROS-570Ser mulher também é perigoso. Somente em dois anos, entre 2009 e 2011, quase 17.000 mulheres morreram por conflitos de gênero, o chamado feminicídio, que acontece pelo fato de ser mulher. Ou seja, 5.664 mulheres são assassinadas de forma violentada por ano ou 15 a cada 90 minutos. Os dados também são da Ipea.

o-MAPA-MULHERES-570O relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) de 2013-2014 também mostrou como a intolerância a homossexuais mata. Mais especificamente, um gay é morto a cada 28 horas no país. Foram documentados 312 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil em 2013. O Brasil continua sendo o campeão mundial de crimes homo-transfóbicos: segundo agências internacionais, 40% dos assassinatos de transexuais e travestis no ano passado foram cometidos aqui.

o-MAPA-GAYS-570dica da Rina Noronha

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‘A intenção era chocar’, diz mulher ao tatuar olhos de preto como o marido

Body piercing de São Carlos aplicou método conhecido como ‘eyeball tattoo’.
Procedimento invasivo pode causar inflamação interna, dizem especialistas.

Leticia decidiu pintar os olhos de preto assim como fez o marido há seis meses (Foto: Fabio Rodrigues/G1)
Leticia decidiu pintar os olhos de preto assim como fez o marido há seis meses (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Fabio Rodrigues, no G1

Seis meses após o marido inovar e pintar os olhos de preto, a moradora de São Carlos (SP) Letícia Dias de Carvalho, de 35 anos, resolveu fazer o mesmo. Na última segunda-feira (2), ela se submeteu ao procedimento conhecido como “eyeball tattoo”, que consiste em injetar tinta na camada de proteção dos olhos. O sonho era pintar de vermelho, mas uma alergia ao mercúrio a fez mudar de opinião. “Achei que iria ficar mais assustador, a minha intenção era chocar, mas fiquei com medo de dar problemas”, disse a body piercing que também optou pela cor preta. Para a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, o procedimento invasivo é desaconselhável e pode causar inflamação interna, levando à perda da visão.

Mesmo sabendo dos riscos, Leticia decidiu ‘pagar para ver’ e investiu R$ 1 mil para escurecer o branco dos olhos. O procedimento difundido nos Estados Unidos foi realizado em Jundiaí (SP) pelo tatuador Rafael Leão Dias. Foi ele quem também fez a transformação no marido dela, Rodrigo Fernando dos Santos, conhecido em São Carlos como Musquito, que chorou tinta por dois dias.

O profissional explicou que a tinta usada para esse tipo de arte é importada e não é a mesma das tatuagens convencionais. Há também uma agulha especial utilizada como se fosse uma seringa. Para colorir os olhos, são necessárias três aplicações em cada um. Segundo ele, não há perfuração. A aplicação é feita entre a camada conjuntiva e a esclera, que protege o olho.

“Antes eu estava tranquila, mas na hora do procedimento não, porque é meio tenso. Dependia muito de mim, não pode mexer o olho de jeito nenhum porque se não pode rasgar, já que a agulha está lá dentro. É preciso ter muita confiança no profissional”, relatou Leticia, que disse ser a sexta mulher no Estado de São Paulo a passar pelo processo irreversível.

Leticia relatou que o procedimento durou uma hora e que se sentiu um pouco incomodada. “A hora que injeta a tinta fica tudo preto. Como foi sem anestesia, dá para sentir a agulha entrando e saindo. É uma dor esquisita, diferente de todas as outras, mas é suportável. Acho que é pior para quem está vendo, dá aflição”, contou.

Leticia investiu R$ 1 mil para realizar procedimento irreversível nos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)
Leticia investiu R$ 1 mil para realizar procedimento irreversível nos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Perigo
O oftalmologista Antonio Carlos Baldin não recomenda o procedimento e alerta para os riscos que podem surgir a médio e longo prazo. “Quem se candidata a isso está correndo o risco de uma reação contra a substância que é infundida, porque a gente não tem a menor ideia do que uma tinta como essa pode provocar no olho”, falou

“Ali há células responsáveis pela substituição de células mortas na superfície do olho e também por parte da produção lacrimal. Também nessa região tem uma rica quantidade incontável de vasos sanguíneos e toda a musculatura que rege a movimentação do olho”, completou Baldin.

Para o especialista João Alberto Holanda de Freitas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, o método é inteiramente nocivo e não adequado. “Isso pode dar alguma complicação, como uma uveíte (inflamação interna) e a pessoa perder a visão. A recomendação é não fazer. O consenso da oftalmologia brasileira é para que não se faça isso”, ressaltou o médico.

Leticia antes e após realizar o procedimento para mudar a cor dos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)
Leticia antes e após realizar o procedimento para mudar a cor dos olhos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Família
Leticia, que trabalha com body piercing há seis anos, é mãe de três filhos (Évora, de 2 anos, Lucas, de 8, e Maria Eduarda, de 11). Questionada sobre o impacto que a mudança visual tanto dela quanto do marido causa nas crianças, ela disse acreditar que está formando pessoas menos preconceituosas. Segundo Leticia, os filhos acharam normal, bem como a avó.

“Fiz como uma modificação corporal. Não vendi minha alma, não sou demoníaca, não sou satânica”, explicou ela que, assim como o marido, adora tatuagens e fez a primeira aos 22 anos. O desenho de um sol nas costas deu lugar seis anos depois a um dragão. Depois ela pintou as mãos, os braços e as pernas. A meta, disse, é cobrir 90% do corpo.

“Daqui a alguns anos, imagine dois velhinhos com olho preto e todo tatuado. Quero ficar velha logo só para ver como vai ser, acho que vai chocar mais. Já pensou na fila do banco esperando para receber a aposentadoria?”, brincou Leticia, que é seguidora da filosofia budista, mas afirmou não acreditar nem em Deus, nem no diabo.

dica do Rodrigo Cavalcanti

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Timão lança plano funerário para quem é ‘torcedor do início ao fim’

Corintiano poderá ter no velório com coroa de flores, vestuário, cenário, bandeiras e hino do clube, além da garantia de que não haverá nada verde

Slogan da campanha publicitária evoca fanatismo corintiano (foto: Reprodução)
Slogan da campanha publicitária evoca fanatismo corintiano (foto: Reprodução)

Publicado originalmente no Globo Esporte

O Corinthians lançou um plano funerário destinado aos seus torcedores. Em parceria com uma empresa do ramo, o Timão dará a possibilidade ao “fiel” de personalizar a cerimônia funerária em todos os aspectos. Coroa de flores, vestuário, cenário, bandeiras, hino do clube… e sem folhas verdes!

– O Corinthians conta com mais de 30 milhões de torcedores espalhados pelo país, e também notamos que nos cerimoniais do grupo, o hino do clube é uma das músicas mais pedidas – afirmou Iris Franco, gestora de cerimônias do grupo que age em parceria com o Timão nesta medida.

Tudo pode ser planejado nos mínimos detalhes. A coroa de flores, por exemplo, não conta com folhas verdes, cor do arquirrival Palmeiras. Todas são pretas e brancas. A cerimônia de despedida proposta pelo plano ainda contra com um painel de parede do Corinthians, um caixão com o símbolo do clube e uma bandeira do Timão. Até mesmo o carro funerário é personalizado com o escudo alvinegro.

As cerimônias podem ser realizadas tanto na estrutura do grupo que age em parceria com o Corinthians como em local à escolha da família. O plano custa R$ 27 reais por mês (individual) ou R$ 35 (familiar). Inicialmente, é possível promover a despedida personalizada apenas no estado de São Paulo. A tendência é que atinja todo o Brasil a partir de janeiro de 2014.

É possível incluir itens adicionais ao velório, como mesa de homenagens para registrar passagens importantes da vida do torcedor, bem como distribuição de lembranças aos presentes, entre outros elementos. O torcedor falecido também ganhará uma homenagem no Memorial Virtual do site “Corinthians para Sempre”.

dica do Guilherme Massuia

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Americano cria copo que detecta presença de “Boa noite, Cinderela”

Ainda em fase de desenvolvimento, os produtos, que além de copos incluem canudos, mudam de cor caso alguma substância seja adicionada à bebida

Alerta: listras vermelhas aparecem no copo caso alguma droga seja adicionada à bebida (Divulgação)
Alerta: listras vermelhas aparecem no copo caso alguma droga seja adicionada à bebida (Divulgação)

Publicado na Veja on-line

Uma ideia financiada por meio do crowdfunding (financiamento coletivo) pode ajudar a evitar casos do conhecido golpe “Boa noite, Cinderela”: copos e canudos que mudam de cor quando detectam a presença de drogas na bebida. Esse tipo de crime consiste em drogar a vítima sem que ela perceba, adicionando alguma substância entorpecente em sua bebida, deixando-a vulnerável a roubos ou violência sexual.

Em 2010, Mike Abramson, que hoje é o fundador da DrinkSavvy (“beba com consciência” em tradução livre), empresa que está desenvolvendo os produtos, ficou desacordado após tomar seu primeiro drinque em uma festa de aniversário. Ele despertou sem se lembrar do ocorrido e, felizmente, sem nenhum ferimento. Sua suspeita é ter sofrido uma tentativa de roubo ou ter consumindo uma bebida destinada a outra pessoa.

As “rapes drugs” (drogas de estupro, em tradução livre), nome dado a drogas anestésicas ou sedativas utilizadas para dopar pessoas para depois estuprá-las ou roubá-las, não apresentam cor, sabor ou cheiro, sendo muito difíceis de detectar pelas vítimas. Por essa razão, Abramson teve a ideia de unir as substâncias capazes de acusar a presença dessas drogas com os próprios recipientes em que elas são colocadas. O projeto está sendo desenvolvido por ele, em parceria com John MacDonald, que tinha sido seu professor de química no Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos.

Em menos de dois meses de campanha no site IndieGogo, especializado neste tipo de financiamento, o DrinkSavvy ultrapassou os 50.000 dólares da meta de arrecadação, totalizando 52.089 dólares.

Os primeiros produtos serão enviados para as pessoas que contribuíram com a arrecadação no final de novembro. Serão produzidos no momento canudos, mexedores de bebida e copos de plástico, mas a empresa pretende avançar para copos de vidro, garrafas e latas no futuro. Os produtos detectam os três tipos de rape drugs mais comuns: GHB (ácido gama-hidroxibutírico), cetamina e flunitrazepam.

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