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A religião dos outros

gregorioGregorio Duvivier, na Folha de S.Paulo

Sério, gente, vocês têm que parar de rir da religião dos outros. A fé das pessoas é uma coisa sagrada. Não, macumba é diferente. Vocês têm que fazer um vídeo sobre macumba.

Macumba não é religião, macumba é magia negra. Macumba, umbanda, candomblé, vudu, tudo a mesma coisa de preto velho. Misifi põe uma galinha preta na encruzilhada que eu trago a pessoa amada em três dias.

Por favor, faz um vídeo sobre isso. Desculpa, gente, mas é que macumba é muito engraçado. Espiritismo também é uma piada pronta. Sabe o que vocês podem dizer? Que quem conversa com gente morta é esquizofrênico e tem que ser internado.

Budismo não é religião, é moda. Tem seis gatos pingados no Tibet e o resto é tudo socialite e ator em início de carreira. Fora que aqueles monges são muito gordos pra quem é vegetariano. Ninguém me convence que quando ninguém tá olhando eles comem uma picanha.

Mas pelo menos eles não pintam a cara igual hare krishna. Aquilo não é religião, aquilo é pretexto pra não tomar banho. Vocês não entenderam: quando eu digo religião, eu tô falando das religiões sérias.

Não, islamismo já é sério demais. Aí tem que zoar. Aquelas mulheres de burca parecem um apicultor. E os terroristas que acham que vão se encontrar com 30 virgens? Isso dava um vídeo. Quando eu digo religião, eu tô falando das religiões da Bíblia.

Não, judeu pode zuar também, claro. Judeu por acaso lê Bíblia? Estranho, foram eles que mataram Jesus.

Vocês têm que rir daquele bando de mão-de-vaca. Por que é que não fizeram nenhum vídeo de judeu? Tem que fazer.

Eu tô falando da Bíblia de verdade, completa, sem cortes. A escritura sagrada, que fala da vinda do Deus vivo à Terra.

Acho que é isso: quando eu digo religião, eu tô falando das religiões que envolvem Jesus. Não, não tô falando do Inri Cristo. Gente, eu tô falando sério. Quando eu digo religião, eu tô falando das religiões que envolvem Jesus, Maria, José, as que têm multidões de fiéis.

Tem que rir das religiões menores, as religiões de preto, de judeu. Não tem graça rir da fé da maioria do povo brasileiro. Acho que é isso: quando eu digo religião, eu tô falando a religião da maioria. Aí é que perde a graça.

Sim, por acaso essa é a minha religião. Tá bom. Quando eu digo que não pode brincar com religião, eu tô falando da minha religião. A minha religião não tem a menor graça.

Irmã Teresa, a freira mais radical do mundo, sacode a Espanha

Irmã Teresa Forcades

Irmã Teresa Forcades

Publicado no Diário do Centro do Mundo

O mosteiro de St. Benet está entre os mais belos e tranquilos lugares. Para chegar lá, você precisa rumar pelas paisagens lindas da montanha sagrada de Montserrat.

A irmã Teresa Forcades, estrela improvável de programas de entrevistas, do Twitter e do Facebook, tem tido dificuldade em parar de pregar. Tão grande é a demanda por seu tempo e sua bênção que o email de seu secretário aqui no mosteiro sempre retorna uma resposta automática de que a caixa de entrada está cheia.

Irmã Teresa parece sempre estar em pelo menos dois lugares ao mesmo tempo. Ela tem os olhos brilhantes, é confiante, quase alegre. Sua inglês perfeito – aprimorado nos anos que estudou na Universidade de Harvard – parece de alguma forma fora de lugar nos claustros humildes deste local sereno.

Não há nenhum político parecido com ela. Ela nunca está sem o hábito de freira e diz que tudo que faz vem de uma profunda fé cristã e devoção. No entanto, tem sido crítica da Igreja e dos homens que a dirigem.

Os seguidores de seu movimento, Proces Constituint, com aproximadamente 50 mil catalães, são principalmente esquerdistas não-crentes. Ela não quer um cargo e diz que não vai criar um partido político, mas é inegavelmente uma figura política em uma missão – derrubar o capitalismo internacional e alterar o mapa de Espanha.

Seu programa de 10 pontos, elaborado com o economista Arcadi Oliveres, pede:

• A estatização de todos os bancos e medidas para coibir a especulação financeira

• O fim de cortes de empregos, salários mais justos e pensões, menos horas de trabalho e pagamentos para os pais que ficam em casa

• Uma “democracia participativa” genuína e medidas para coibir a corrupção política

• Habitação decente para todos e um fim a todas as execuções de hipotecas

• A reversão de cortes de gastos públicos e renacionalização de todos os serviços públicos

• Direito de um indivíduo ser dono de seu próprio corpo, incluindo o direito da mulher de decidir sobre o aborto

• Políticas econômicas “verdes” e a nacionalização das empresas de energia

• O fim da xenofobia e a revogação das leis de imigração

• Meios de comunicação públicos sob controle democrático, incluindo a internet

• “Solidariedade” internacional, sair da Otan e a abolição das forças armadas em uma futura Catalunha livre

Com um talento natural para falar em público, e mente afiada de uma militante, ela não teria superado a vida monástica? Suas irmãs não estariam cansadas das visitas constantes, eu me pergunto?

Ela interrompe a nossa primeira entrevista para cumprimentar uma delegação de ativistas pela independência da Catalunha, que vieram prestar homenagem ao mosteiro. Enquanto espero, as irmãs que param para conversar não têm dúvida de que o seu talento e sua fama são “dons de Deus” e que ela está abrindo caminho para um futuro mais jovem e mais feminista para a Igreja Católica.

Elas são apenas três dezenas de mulheres que vivem uma vida tranqüila de oração, mas esta é a base do poder político da Irmã Teresa. Ela é a embaixatriz delas para o mundo secular, e muitas vezes turbulento, para além da montanha. Diferentemente da maioria dos partidos políticos, movidos pela rivalidade, o círculo íntimo de Irmã Teresa a ama incondicionalmente.

Quando eu viajo para vê-la buscando apoio para o novo movimento em uma praça da cidade, o lugar está lotado. Ela agarra a multidão com idéias radicais que assustam muitos políticos tradicionais na Espanha. Ela admira Gandhi e algumas das políticas do falecido Hugo Chávez, na Venezuela, e de Evo Morales, da Bolívia.

Mas é o modelo econômico secular das monjas beneditinas, criando bens úteis para vender, que ela cita mais apaixonadamente.

Depois de um intervalo de duas semanas, eu subo a estrada sinuosa para o mosteiro para uma última visita. Irmã Teresa foi a uma conferência religiosa no Peru, onde é inverno, e voltou para casa com um resfriado. Bispos fiéis ao Vaticano têm criticado suas posições radicais sobre tudo, do aborto aos bancos.

Tornou-se uma batalha por onde passa. Pelo menos por enquanto, seu bispo em casa não a proibiu de continuar.

Na capela, ela cumprimenta minha esposa e os dois filhos pequenos calorosamente. Ela me disse que, quando era adolescente, abraçou o celibato.

É outra contradição que percebo: ela está perdendo uma vida em que pode amar livremente e tudo o mais que isso implica?

Ela me diz que se apaixonou três vezes desde que se tornou freira, mas sua devoção a Deus e ao mosteiro continua forte como sempre.

“Enquanto a minha vida religiosa for cheia de amor, eu vou estar aqui”, ela diz. “Mas no momento em que esta vida se transformar num sacrifícios… Então é será meu dever abandoná-la.”

Por ora, ao que parece, o caso de amor da Catalunha com talvez a figura política mais improvável do mundo vai muito bem.

 

Record cancela as minisséries “Moisés” e “Os Milagres de Jesus” e demite centenas de funcionários

Vista aérea do RecNov, complexo de estúdios de novelas da Record inaugurado em 2009

Vista aérea do RecNov, complexo de estúdios de novelas da Record inaugurado em 2009

título original: Record leva funcionários do estúdio diretamente para o RH, em dia de demissões em massa

Carla Neves, no UOL

Como publicado na coluna do Flávio Ricco desta segunda-feira (3), a Record programou para hoje cerca de 400 demissões no RecNov, base da sua teledramaturgia no Rio. Na tarde desta segunda, a reportagem do UOL esteve no complexo de estúdios da emissora, na zona oeste da cidade, para tentar ouvir os funcionários demitidos.

O UOL apurou que a emissora cancelou as minisséries “Moisés” e “Os Milagres de Jesus”, duas grandes produções, e desde a semana passada já demitiu mais de 200 pessoas.

O clima no RecNov, complexo de estúdios da Record construído em 2009, é de funeral. Alguns funcionários foram tirados de dentro do estúdio, no meio do trabalho, e levados para o RH. Muita gente passou mal e procurou o posto médico.

Os rumores, ou a “rádio peão”, dão conta de que a “inspiração” para as demissões teria sido uma visita de Alexandre Raposo, presidente da Record, feita a Televisa, no México. A emissora mexicana terceiriza algumas produções e contrata pessoas de acordo com cada projeto. Há ainda quem acredite que uma nova gerente para o RecNov foi contratada, e teria pedido esses cortes antes mesmo de assumir o posto.

Procurado pelo UOL, Celso Teixeira, diretor nacional de comunicação da Record, confirmou a demissão em massa. Mas não soube afirmar o número exato de funcionários que foi mandado embora.

“A Record infelizmente teve que fazer algumas demissões porque nesse momento temos apenas um horário de novelas na grade. Para adequar o número de funcionários ao volume de produção, tivemos que reduzir”, afirmou Celso, acrescentando que a emissora está buscando uma redução de 5% em sua força de trabalho.

Celso disse que o critério usado para a demissão foi “adequar a força de trabalho à produção de apenas um horário de novelas”. Por isso, foram dispensados os funcionários que não estão ligados à produção de “Dona Xepa”, à finalização de “José do Egito” e ao início das gravações de “Pecado Mortal”.

O diretor afirmou que a Record não pretende terceirizar a produção de sua teledramaturgia, ao contrário dos rumores sobre uma mudança parecida com a Televisa. “Nesse momento só estamos adequando ao momento atual de produção”, disse ele, garantindo que foram dispensados funcionários de todos os departamentos e níveis hierárquicos.

Noivos processam fotógrafa por registro de casamento incompetente

Evette e Gary Crack acusam fotógrafa de ter arruinado o casamento deles.

Reprodução/ The Sun

Reprodução/ The Sun

O casal inglês Evette e Gary Crack terão de guardar as imagens do casamento deles apenas na memória, uma vez que as fotos do grande dia foram realizadas por uma profissional incrivelmente incompetente. De acordo com o jornal The Sun, os pombinhos estão processando a fotógrafa Louise Garrett alegando que ela, além de deixar de registrar momentos importantes da cerimônia, fez imagens sem foco e com cortes errados.

De acordo com Evette e Gary, Louise deixou de fotografar a troca de anéis e o beijo. Além disso, eles dizem ter recebido fotos sem foco, imagens com os convidados de costas e até uma foto com as cabeças dos noivos cortadas.

“É horrível. Ela roubou tudo de nós. Nada vai trazer nosso grande dia de volta. Ela disse ser uma profissional, mas nem tirou fotos dos avós de Gary, que vieram de Londres”, reclamou Evette, em entrevista ao jornal. “Agora, nós teremos de economizar dinheiro para fazer a recepção e uma nova sessão de fotos. Não tem uma única foto decente”, complementou Gary.

A fotógrafa alega que o local do casamento não era “o melhor para se fotografar”.

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Fonte: Virgula

 

Jacob Collier: Gênio da música

Publicado originalmente no Fala Fil

Jacob Collier nasceu numa casa de Músicos e desde criança esteve envolvido com a música, principalmente o Jazz. Ele já viajou por diversos países tocando em Óperas e foi um dos três participantes do Mozart´s Magic Flute.

Dono de um talento sem igual e em razão das coisas que faz, Jacob pode ser considerado um gênio, hoje, com apenas 18 anos.

Leia abaixo a íntegra da entrevista exclusiva que Jacob Collier concedeu ao Fala Fil.

Quando eu assisti seus vídeos, pela primeira vez, fiquei bastante impressionado. Como surgiu a ideia de construir um coral usando somente a sua voz?

Eu sempre adorei cantar e também sempre gostei muito de compor e fazer arranjos. Além disso, sempre amei explorar todas as harmonias e suas possibilidades. Sempre ouvi corais de todos os estilos, música gospel e música feita por grupos vocais. O grupo Take 6 me inspirou muito a fazer o que eu faço.

Sob o ponto de vista técnico, como você gravou os seus vídeos?

Para os vocais, em primeiro lugar eu fiz os arranjos e escrevi as partituras em seis partes diferentes. Assim que terminei essa parte, eu comecei a gravar o som de cada parte de forma independente e usando Logic Pro, começando pela voz mais grave, depois juntei todas as vozes, instrumentos e por último a melodia. Quando tudo isso ficou pronto eu comecei a filmar cada parte – escolhi diferentes looks e cortes de cabelo e fui juntando cada parte.

Para os vídeos instrumentais eu tive que gravar e filmar cada instrumento simultaneamente e isso foi bastante desafiador, mas foi uma experiência muito gratificante.

Você é muito bem sucedido como instrumentista e começou como auto didata. Como e quando você descobriu seu interesse e talento natural para a música?

Desde sempre me lembro de ter grande interesse e ser apaixonado por música. Minha mãe me inspirou e me incentivou desde muito criança a tocar o seu violino e com frequência eu a assisti regendo a Orquestra de Câmara na Royal Academy of Music.

Em casa, sempre estivemos rodeados por música e de instrumentos musicais, eu sempre adorei tocar e cantar. Eu me lembro de ter ganho de presente um tambor Djembe quando eu tinha apenas oito anos e adorei.

Conheci o software Cubase quando eu tinha sete anos de idade e isso me permitiu começar a compor, fazer arranjos e gravar minha música. Eu sempre adorei juntar as vozes e gravar, mesmo quando eu era criança já fazia isso.

Você é um amante do Jazz, o que não é muito comum para um menino com a sua idade. Por que o Jazz?

Eu cresci ouvindo muitos diferentes estilos musicais, mas sempre admirei a capacidade de improvisação dos músicos de Jazz. Eu sempre adorei diferentes ritmos, trocar experiências e tocar com outros músicos. Mas o que eu realmente amo com relação ao Jazz é a harmonia tremendamente emocionante. Com o Jazz as possibilidades são infinitas.

Não posso afirmar, mas posso assumir que seus amigos, têm interesses diferentes dos seus. Seu interesse precoce pela música o manteve distante dos seus amigos?

Não muito, mas algumas vezes – por exemplo, quando eu tinha 12/13 anos, eu perdia meses do colégio para tocar em Óperas ao redor do mundo – eu toquei e fui um dos três garotos do “Mozart´s Magic Flute” e cantei na Ópera de Benjamin Britten “The Turn of the Screw” na Itália e na Espanha. No London Coliseum participei de três diferentes produções que me inspiraram bastante e me fizeram gostar ainda mais das harmonias.

Nunca fui excluído do meu grupo de amigos em razão da minha paixão pela música. Eles me respeitavam muito por isso, embora eles preferissem relaxar fazendo esportes, indo ao cinema ao contrário de mim que preferia ficar em casa compondo e tocando.

Fundei e estive à frente alguns grupos musicais na escola e um grupo de improvisação – Ceilidh Band – além de um grupo voltado para a percurssão.

Dentre outras coisas, você é músico, cantor, ator e compositor. Quais são seus objetivos?

Eu penso que música é uma poderosa forma de atingir os sentimentos e emoções das pessoas – uma ferramenta muito mais poderosa do que as palavras.

Através da música eu penso que é possível nos comunicarmos com as pessoas, pintar imagens do mundo sob diferentes aspectos. Eu adoraria descobrir e explorar diferentes gêneros musicais – do Jazz, passando pelo Hip Hop, Folk, Improvisação, música Renascentista, música Africana, Gospel e a música Erudita.

Eu adoraria me envolver com todos esses ritmos e dessa forma poder me conectar com outras pessoas e músicos além também de aprender e conviver com outras culturas. As diferentes formas de Arte, como a Música e o Teatro são para comunicar ideias que muitas vezes podem mudar a vida das pessoas.

Você acaba de começar um curso de quatro anos na fantástica Royal Academy of Music em Londres. Qual o curso que você está frequentando? Ao final desses quatro anos, o que você pretende fazer como músico?

Na minha turma do primeiro ano, sou o único pianista de Jazz, o que significa dizer que vou ter a oportunidade de tocar bastante, encontrar e trabalhar com músicos fantásticos.

É um pouco cedo para dizer o que vou fazer após ter terminado o curso. A única coisa que sei é que serei músico. Vou precisar esperar um pouco, adquirir experiência nesses quarto anos, viver todas as coisas para então decidir o que fazer.

Qual a opinião dos seus pais sobre suas escolhas?

Minha família sempre esteve a meu lado me apoiando em todas as minhas aventuras musicais. Sem o incentivo deles, eu simplesmente não conseguiria desenvolver minha carreira como músico e ser o que sou hoje. Na minha família, todos são músicos, sendo assim, música sempre esteve presente na minha casa.

Por sorte, meus vizinhos são muito pacientes e nos apoiam! Kkkkkk

Eu sempre toco música Folk com minha irmã Sophie que toca violino. Nós tocamos juntos, eu toco o Ukulele e canto. Também toco muito com minha mãe – nós tocamos juntos violino e piano, também toco baixo e Tango com ela e seus amigos… nos divertimos muito.

Gene Simmons do Kiss disse que escolheu seu músico porque era a forma mais fácil de encontrar as garotas. Como seu talento e sensibilidade com a música ajudam você a conquistar as meninas?

Ha ha ha … eu penso que tem me ajudado. Como eu disse, música é uma das melhores maneiras de nos conectarmos com outras pessoas. Na Escola que estou estudando já encontrei muitas meninas muito bacanas.

Diga suas preferências. Qual a sua Banda, Música, Show preferidos?

Poderia escolher muitas, não somente uma. O mais importante é que a gente ouça a música que gostamos, independente de que estilo seja, nunca devemos parar de ouvir música.

Meu objetivo final é poder conhecer e me conectar com outras pessoas, músicos e tocar músicas maravilhosas… estar feliz e fazer os outros felizes.

dica do Obadias de Deus