Suzane von Richthofen: “Não virei pastora evangélica, apenas frequentei alguns cultos”

Suzane Von Richthofen: “Quero que as pessoas saibam que sou um ser humano comum. Cometi um erro, estou pagando por ele e quero recomeçar minha vida” (foto: André Vieira)
Suzane Von Richthofen: “Quero que as pessoas saibam que sou um ser humano comum. Cometi um erro, estou pagando por ele e quero recomeçar minha vida” (foto: André Vieira)

título original: Suzane von Richthofen nega suposto abuso do pai e diz que sonha em ser mãe: “Quero a chance de recomeçar”

Maria Laura Neves, na Marie Claire

Ela diz que sonha com a mãe, toma antidepressivos e reza antes de dormir. Trabalha na oficina de costura do presídio, gosta de bordar e de livros de autoajuda. Condenada por ter planejado o assassinato dos pais em 2002, Suzane von Richthofen recebeu Marie Claire em Tremembé (SP), onde cumpre pena, para sua primeira entrevista em oito anos. Em uma longa conversa, negou boatos de que seria abusada pelo pai e afirmou que sonha em ter uma família.

“Isso aqui é o paraíso”, me disse uma das presas quando cheguei ao presídio de segurança máxima de Tremembé para o concurso Miss Primavera 2014, a festa que, todos os anos, elege a detenta mais bonita da prisão. O paraíso a que ela se referia é a quantidade de pretendentes disponíveis na cadeia. São dezenas de mulheres que, muitas vezes heterosse­xuais antes de serem presas, encontram na companheira de cela um alento para a solidão. Enquanto me contava sobre os preparativos para o concurso – as sessões de ginástica, os ensaios sobre o tablado – e os romances entre as detentas, uma outra presa, candidata a miss, disse: “A mulher dela vai ser a jurada representante das presas no concurso”, apontando para a colega que “se sente no paraíso”. “Moramos todas na mesma cela”, completou. Minutos depois, o locutor da festa chamou a detenta para participar do júri. Sob aplausos, gritos e assovios das colegas, Suzane von Richthofen, 31 anos, sentou na mesa dos jurados.

O concurso é a grande comemoração de Tremembé, o evento para o qual as detentas se preparam o ano todo, e também uma estratégia de disciplina do comando da prisão. “Só podem participar as que têm bom comportamento”, afirma a diretora da penitenciária, Eliana Maria de Freitas Pereira. A festa de 2014 teve o tradicional desfile das candidatas e apresentações de dança. Uma dupla de detentas dançou ao som de “O Show das Poderosas”, de Anitta; outras fizeram coreografias ensaiadas nas semanas anteriores. No fim da noite, dançavam sob a chuva e cantavam, extasiadas, “Beijinho no Ombro”, de Valesca Popozuda. Nesse momento, me aproximei da presa que disse se sentir no paraí­so e dançava ao lado de Suzane. Perguntei se topava dar entrevista. Depois da negativa, pedi, então, que me apresentasse para a colega, a presa mais famosa do Brasil.

Esta foi a primeira vez que Suzane topou participar de uma festa da penitenciária onde cumpre pena desde 2007. Ela, que sempre fugiu dos holofotes, anda mudada, dizem as colegas. Está mais sorridente e conversadora. Surpreendeu a todos quando se candidatou a jurada do concurso, tanto que as presas que concorriam à vaga desistiram do posto em solidariedade a ela.

Em Tremembé, a maior parte dos funcionários e detentas torce por Suzane. Os primeiros por causa de seu comportamento exemplar; as segundas, porque a consideram simples e simpática. “As outras presas famosas são mais fechadas”, disse uma detenta, que não quer ser identificada, sobre Anna Carolina Jatobá, condenada a 26 anos pelo assassinato da enteada Isabella Nardoni, e Elize Matsunaga, acusada de esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga, CEO da indústria de alimentos Yoki.

Dias depois da festa, a diretora do presídio me disse que Suzane falaria à Marie Claire com algumas condições: o passado, a noite do crime e a relação com outras presas não poderiam ser abordados na conversa. Imposições aceitas, a doutora Eliana, como é conhecida, me recebeu em sua sala no presídio e pediu para chamar Suzane, que estava na oficina de costura da cadeia, onde é funcionária.

Ela entrou tímida na sala em que eu, o fotógrafo André Vieira e a doutora Eliana a aguardávamos. De uniforme azul, Crocs nos pés, unhas vermelhas e cabelos soltos, nos cumprimentou sorrindo e recusou a água e o café que lhe oferecemos. Visivelmente tensa e insegura, sentou à nossa frente com as mãos entre as pernas. De cara, pediu que não ligássemos o gravador. “Tive experiências ruins no passado com outras entrevistas”, disse, temendo que o áudio fosse divulgado na TV. Antes de responder a cada pergunta, buscava a aprovação da diretora com o olhar. Negou-se a responder as mais delicadas, hesitou em tantas outras ou as comentou laconicamente.

Suzane não quis falar sobre os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, respectivamente o ex-namorado e o ex-cunhado que mataram seus pais, o engenheiro Manfred Alfred e a psiquiatra Marizia von Richthofen, com golpes de barras de ferro, em um plano elaborado e acobertado por ela em 2002.

Em nenhum momento se emocionou, mas disse que havia chorado naquela manhã com medo de dar entrevista. Falou dos pais com carinho e, algumas vezes, como se não tivesse participado da morte deles. Contou que há algumas semanas levou um tombo em que bateu a nuca e ficou desacordada. Quando despertou, não conseguia falar nem se mexer. “Fiquei assustada”, afirmou. O episódio, segundo ela, teria mudado sua vida. “Percebi que a vida pode ir embora em um minuto”, disse, como se fosse seu primeiro contato com a morte. Também se referiu ao crime como se tivesse “acontecido” e não sido praticado por ela.

Com um português correto e a voz doce, explicou o motivo pelo qual decidiu falar. “Quero que as pessoas saibam que sou um ser humano comum. Cometi um erro, estou pagando por ele e quero recomeçar minha vida.” Segundo as colegas de cadeia, a “nova” Suzane, mais alegre e aberta, é fruto do rompimento com o advogado Denivaldo Barni, amigo de seus pais que a acompanhou durante todos estes anos e foi flagrado orientando a cliente a chorar em uma entrevista para o “Fantástico”, em 2006. Isso porque Barni exerceria uma proteção obsessiva sobre ela, a ponto de impedir amizades.

Vários motivos teriam levado Suzane a romper com o advogado. De acordo com pessoas próximas, Barni queria que ela fosse trabalhar em seu escritório, em São Paulo, durante o semiaberto. Suzane teria negado o convite, para sua decepção, e teria desistido de brigar na Justiça com o irmão Andreas von Richthofen, 27, pela herança dos pais, batalha da qual Barni não abriria mão. Procurado pela reportagem, o advogado negou o rompimento e disse que não é mais responsável pelos processos de Suzane.

Suzane e os jurados aplaudem as participantes do concurso Miss Primavera 2014 (foto: André Vieira)
Suzane e os jurados aplaudem as participantes do concurso Miss Primavera 2014 (foto: André Vieira)

A VIDA NA PRISÃO
Hoje, ela trabalha na mesa de distribuição de tarefas da oficina de costura da Funap (Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel, que emprega presos dentro de cadeias paulistas), onde coordena as funções de outras detentas. Admitida em 2008, recebeu promoções e hoje ocupa o cargo máximo na hierarquia, pelo qual recebe R$ 705 mensais. Diz que guarda boa parte do dinheiro e gasta o restante com compras de supermecado organizadas no presídio, que incluem produtos de higiene pessoal e alimentos, e também com consultas com um dentista particular que atende ali dentro.

Quando cheguei, fiz o caminho de todo mundo: comecei varrendo o pátio, um trabalho que não tem salário mas conta para remissão da pena. Depois fui servir comida, com uma pequena remuneração. Na sequência, virei monitora da educação, era a assistente da professora e dei aulas de inglês para um grupo de presas até que entrei na oficina.”

Ela começa a trabalhar às 7h30, almoça na cela das 11h30 às 13h e encerra o expediente às 17h. Nos dois turnos, há uma pausa de 15 minutos para o café, momentos em que faz caminhadas. “Até aqui dá para ter alguma vaidade”, diz. Entre os rituais de beleza, passa hidratante no corpo, pinta as unhas,  corta e hidrata os cabelos. Todos os pertences ficam em uma prateleira perto de sua cama. “São algumas cartas e unifomes. Se tenho algo fora da cadeia, não sei”, disse.

Ela conta que aprendeu a fazer trabalhos manuais – bordou toalhas de mesa, fronhas – e que lê muito. Gosta de obras de ficção, como as do americano Nicolas Spar­ks, e de autoajuda. No momento diz estar lendo “Quem Me Roubou de Mim?”, do padre Fábio de Melo.

“NÃO SOU FRESCA”
Nascida e criada em uma família de classe média alta, Suzane afirmou que se surpreende com os hábitos e histórias de vida das colegas. “Outro dia uma presa colocou a escova de dentes no chão. Ela não sabia que não podia fazer aquilo por causa da sujeira. Isso me fez ver que as pessoas não sabem regras básicas de higiene e valorizei ainda mais a educação que tive.” A diferença social, segundo ela, não é um problema. “Depois que me conhecem, as presas veem que não sou fresca e se surpreendem quando sento no chão para comer com elas.”

Suzane não recebe visitas. Contou que deixou de falar com o irmão há 11 anos, quando ele ia vê-la aos domingos na Penitenciária Feminina da Ca­pital, o primeiro presídio em que cumpriu pena. “Ele era um menino e nos despedimos como se fosse voltar na semana seguinte”, disse. O motivo da desavença seria a disputa pela herança. Ela diz que hoje Andreas se tornou professor universitário e mora com a avó materna e o tio, os únicos parentes dos Richthofen.

“Meu grande sonho é me reconciliar com meu irmão”, disse. “Sei que não tenho direito ao que era dos meus pais, nada daquilo me pertence. Dele [Andreas], quero apenas o amor e o perdão.” Andreas não respondeu às perguntas enviadas por Marie Claire.

A mãe, disse, é tema recorrente de seus sonhos. “São sempre coisas boas, como se ela viesse para me proteger.” Batizada na igreja protestante, Suzane acredita em vida após a morte, em reen­carnação, e diz que reza ao acordar e antes de dormir. “Não virei pastora evangélica, apenas frequentei alguns cultos.” Afirmou ainda que se emocionou quando a diretora do presídio contou que seria avó. “Imaginei como minha mãe receberia essa notícia.” Também negou o boato de que era abusada pelo pai. “Isso nunca aconteceu.”

SONHO DE SER MÃE
Sobre a privação da liberdade, disse que sente falta da noite ao ar livre – as presas voltam para a cela antes do anoitecer. “Fico paralisada quando vejo o céu e as estrelas. A noite tem um cheiro característico que a gente não percebe normalmente.” Também contou que não usa roupas comuns há anos. “Não sei mais o que é colocar uma calça jeans ou vestir preto.” Hoje, Suzane toma fluoxetina, antidepressivo prescrito pela psiquiatra do presídio. “Quando cheguei aqui só chorava, mas nunca tive dificuldade para dormir.”

Suzane acha que não consegue se perdoar, que será difícil ser completamente feliz, mas que o é na medida do possível. “Não tem como olhar no espelho e não lembrar  [do crime]. Cometi um erro, vou lembrar dele para sempre. Todos os dias penso que queria acordar e ver que tudo foi um pesadelo.” Contou que recentemente esteve presa em Tremembé a mãe de um amigo de infância, que lhe disse os rumos de sua turma de escola.

“Um foi morar em Dubai, o outro na Alemanha. Acho que [se não tivesse cometido o crime] estaria morando fora, talvez tivesse filhos.” Seus planos são mudar-se para o novo pavilhão de Tremembé e continuar trabalhando na Funap, onde “faz o que gosta”. Quer voltar a estudar e diz que sonha em ser mãe e construir uma família. “Estou pagando pelo meu erro e quero a chance de recomeçar”, disse, com uma candura que não combina com o crime estarrecedor que ela planejou.

 

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Suzane Richthofen se casa dentro da cadeia. Com uma sequestradora

Casal vive em cela especial desde setembro. Antes, parceira de Suzane mantinha relacionamento com Elize Matsunaga

Suzane von Richthofen está presa desde 2002

Publicado na Veja on-line

Suzane Von Richtofen se casou. A nova parceira da detenta, que está há 12 anos encarcerada na penitenciária de Tremembé, no interior paulista, é Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária em São Paulo. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira.

A história de amor entre Suzane e Sandra tem nuances dignos de trama de novela. Antes do enlace entre as duas, Sandra vivia maritalmente com Elize Matsunaga, presa pela morte e esquartejamento do marido Marcos Kitano Matsunaga, em junho de 2012.

O casal se conheceu na fábrica de roupas que funciona dentro do presídio e onde Suzane ocupa um cargo de chefia. Ao perceber o interesse de Suzane por Sandra, o relacionamento com Elize acabou. O triângulo amoroso acabou por romper a amizade entre as presas.

Desde setembro deste ano Suzane e Sandra passaram a dormir em uma cela especial destina a presas casadas. Lá, dividem o espaço com mais oito casais. Antes Suzane ocupava uma ala especial, destinada a presas evangélicas, desde 2002, quando foi presa pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas a mando de Suzane.

Para poder dormir com seu novo amor, a ex-estudante teve de assinar um documento de reconhecimento de relacionamento afetivo, exigido para todas as presas que resolvem viver juntas.

Em Tremembé, esse papel funciona com uma certidão de casamento. Permite o convívio marital, mas também impõe regras de convivência aos casais.

Após assinatura desse compromisso, por exemplo, caso se separe, a presa não poderá voltar à cela especial – única destinada a casais –em um prazo de seis meses.

Por já ter vivido com Elize no espaço, Sandra teve que passar por uma quarentena antes de poder assumir o relacionamento com Suzane. Ela é apontada também como o principal motivo para que Suzane abrisse mão do regime semiaberto. Em agosto passado, a juíza Sueli de Oliveira Armani concedeu a chamada “progressão de regime”, mas a moça abriu mão do benefício.

Os advogados tentavam essa decisão desde final de 2008 e começo de 2009. Surpreendentemente, Suzane pediu à magistrada para adiar sua ida para o regime semiaberto e permanecer na cadeia em tempo integral.

Se aceitasse o benefício, seria transferida para outra unidade, já que a unidade feminina de Tremembé onde elas estão só tem autorização para receber presas em regime fechado.

Recentemente, Suzane abriu mão de lutar pela herança dos pais e tenta se reaproximar do irmão, Andreas.

Por outras penitenciárias onde passou Suzane também despertou paixões. Em Rio Claro, por exemplo, duas funcionárias do presídio se apaixonaram por ela. Com isso, recebeu algumas regalias ilegais, como acesso à internet. A história só foi descoberta porque as funcionárias brigaram pelo amor de Suzane.

Em Ribeirão Preto, para onde foi transferida, um promotor teria se apaixonado por Suzane e prometido lutar para tirá-la da “vida do crime”. Ela não gostou da proposta e denunciou as investidas.

O promotor foi punido pelo Ministério Público por comportamento inadequado – ele nega o suposto assédio.

Pessoas que conversaram com Suzane recentemente afirmam que ela pretendia fazer uma cerimônia para celebrar o enlace no começo de novembro. Tinha escolhido até padrinhos. O plano, no entanto, foi adiado depois que ela soube que uma TV preparava uma reportagem sobre ela. Com medo de expor a relação, adiou o evento.

Quando foi presa, Suzane namorava Daniel Cravinhos de Paula e Silva. Teria sido em nome desse amor que eles arquitetaram a morte dos pais. O pai da menina não aceitaria o namoro porque Daniel não estudava nem trabalhava. Para concretizar o plano, contaram com a ajuda do irmão de Daniel, Cristian.

Todos foram condenados. Os irmãos cumprem pena no regime semiaberto. O Ministério Público acredita que ela foi a mentora do crime.

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Mara Maravilha alfineta Val Marchiori: “Sou crente, mas não demente”

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Diego Falcão, no Na Telinha

A cantora Mara Maravilha é a convidada especial do “Programa Eliana” deste domingo (19). Mara participa do quadro “Rede da Fama” e ao lado de Eliana, ela relembra a época em que comandava programas infantis.

Mara fala de todas as polêmicas que envolveram seu nome,  desde a macumba que teria feito à Angélica, até em não querer que seu pai biológico receba sua herança.

Ainda no quadro, a cantora fala sobre a socialite Val Marchiori com quem já teve alguns desentendimentos no passado. Eliana pergunta para Mara Maravilha se ela aceita Val como amiga. Mara responde: “Sou crente, mas não demente.”

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Suspeito de matar 39 pessoas em GO é calado e frequenta igreja evangélica

Juliana Coissi, na Folha de S.Paulo

O homem apontado como responsável por esganar, esfaquear e atirar em 39 pessoas em Goiânia desde 2011 é descrito pela família como alguém calado, de poucos amigos e que não costuma sair à noite.

Tiago Henrique Gomes da Rocha relatou à polícia que namora desde agosto e passou a frequentar a Assembleia de Deus. Foi levado à igreja pela moça, uma jovem bonita de cabelos compridos, como algumas das 15 mulheres mortas neste ano por um motociclista na cidade.

A mãe de Rocha não sabia que ele tinha uma companheira, segundo o advogado do suspeito, Thiago Huascar Santana Vidal.

O suspeito tem um irmão mais novo e mora com a mãe, funcionária pública, e o padrasto. Segundo o delegado Douglas Pedrosa, o vigilante disse que nunca conheceu o pai –a identidade, de fato, não traz o nome dele.

Questionado sobre se sofreu abusos na infância, ele negou. Também negou aos policiais ser homossexual –pergunta feita por ter matado homens que achava serem gays.

Disse que essa é sua primeira namorada.

O jeito calado o acompanha desde a infância. À polícia ele contou que chegou a ser perseguido na escola, na adolescência, por ser muito quieto. Disse ainda nunca ter feito tratamento psicológico.

O vigilante concluiu o ensino médio e trabalhou entre 2011 e 2013 em uma empresa de segurança privada. Foi nela, segundo relato à polícia, que furtou a arma calibre 38 utilizada nos crimes. Ele não respondeu se tinha porte de armas regularizado.

Depois de ficar desempregado neste ano, voltou há quatro meses a trabalhar como vigilante, à noite. Ele cumpria o turno da noite em um hospital da capital goiana.

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Funkeira que substituiu Gracyanne Barbosa em campanha é evangélica e perdeu a mãe aos 12 anos: ‘Criei meu irmão e cuidei do meu pai’

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

Publicado no Extra

Para conversar com Rafaela Felizardo foi preciso esperar que ela saísse da igreja. Isso porque a funkeira, que no palco abusa da sensualidade, é evangélica e assiste ao culto semanalmente na Assembleia de Deus em São João de Meriti, onde mora. Ela conta que por lá todos a conhecem e respeitam seu trabalho, mas que ela precisa se adaptar. “Vou com roupas mais comportadas, claro. Mas todos sabem que sou do funk e me recebem muito bem”, diz ela.

Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
A moça, que diz ter 25 anos mas admite que oficialmente é a idade não é bem essa, mora com o pai, Paulo César, depois que o irmão, Daniel, se casou. “Sinto que minha missão foi cumprida”, comenta ela, que criou o irmão desde os três anos, quando a mãe dele morreu, vítima de acidente vascular cerebral (AVC). “Ganhei uma responsabilidade imediata e tive que aprender tudo rápido. Criei o meu irmão e tive que cuidar do meu pai, que sempre foi uma criança grande”.

 

Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Solteira, ela agora sonha em constituir a sua família. Rafaela morou durante cinco anos com um ex e eles chegaram a ficar noivos, mas ele, muito ligado à igreja, quis que a funkeira deixasse a carreira na música para se dedicar ao lar. “Eu sempre fui independente e não gostaria de viver em função dele. O tempo dele com Deus foi diferente do meu”, avalia ela, que sonha com a maternidade. “Tenho muita vontade de ser mãe, mas estou construindo o meu nome e ainda preciso trabalhar muito antes de ter um filho”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

Desde fevereiro, a loira lidera o grupo Rafaela e as Malvadas, e se apresenta com quatro dançarinas. Para subir no palco, gosta de estar impecável. Por isso malha todos os dias, faz dieta (”imagina comer ovo, frango e batata doce todo dia”), cuida do cabelo, faz as unhas e frequenta clínicas de estética. “Felizmente eu já conquistei alguns patrocínios. Já gastei muito dinheiro para cuidar do corpo”, comemora ela, que já foi dançarina de Valesca na Gaiola das Popozudas, e aproveitou para fazer um desabafo.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
“Muitas pessoas acham que temos algum problema, mas isso nunca aconteceu. Os comentários surgiram porque eu também tinha o cabelo loiro e comprido, mas eu a admiro muito e considero uma guerreira”, elogia Rafaela, que após sair da Gaiola fundou, junto com outras dançarinas, a Jaula das Gostosudas. “Escolhemos o nome parecido porque achamos que assim o público ia lembrar, mas foi uma atitude imatura, hoje não faria igual”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
“Muitas pessoas acham que temos algum problema, mas isso nunca aconteceu. Os comentários surgiram porque eu também tinha o cabelo loiro e comprido, mas eu a admiro muito e considero uma guerreira”, elogia Rafaela, que após sair da Gaiola fundou, junto com outras dançarinas, a Jaula das Gostosudas. “Escolhemos o nome parecido porque achamos que assim o público ia lembrar, mas foi uma atitude imatura, hoje não faria igual”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

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