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Leite condensado, ketchup e cigarro

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Publicado por Lucas Lujan

O leite condensado foi inventado para substituir o leite materno. O ketchup já foi considerado remédio. Nas propagandas de cigarros, médicos eram os modelos que incentivavam seu consumo para uma vida saudável.

Nenhuma dessas coisas, contudo, persistiu. Por uma razão simples: temos a capacidade de repensar. Nada dessas coisas fazia mais sentido, foram então reformuladas. As coisas que são não precisam ser para sempre, podem ser refeitas ou simplesmente abandonadas.

Nosso primeiros ancestrais eram nômades. Caçavam e exploravam tudo o que podiam com seus pedaços de ossos e pedras. Se comunicavam com pinturas e alguns poucos ruídos estranhos. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam de habitação fixa.

As circunstâncias os levaram a desenvolver a agricultura e a fazer fogo. Com o fogo avançaram para a metalurgia e logo começaram a armazenar alimentos. As comunidades foram crescendo e agora precisavam fazer trocas com outras comunidades. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam se comunicar melhor.

As circunstância os levaram a desenvolver palavras e depois inventar a escrita. Surgem grandes aglomerados humanos, ou cidades. Do desenvolvimento do raciocínio complexo passaram a fazer filosofia. Nascem a política e a economia. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam de autonomia.

As circunstâncias os levaram à razão. Emancipação do ser humano. Progresso científico e tecnológico. A terra é redonda e não é o centro do universo. Isaac Newton. O Papa não é Deus – que afinal pode nem existir. Daí as necessidades mudaram e eles repensaram. Precisavam abandonar definitivamente o passado e mergulhar na modernidade.

As circunstâncias os levaram ao fonógrafo, lâmpada, fibra sintética, turbinas de vapor, indústria, câmera e papel fotográficos, motor diesel, carro, raio x, cinema, telégrafo sem fio, rádio e avião. Albert Einstein. Televisão. Internet e celulares. Internet em celulares.

Nada disso aconteceu sem muito conflito. Daí a necessidade de repensar a maneira como nos desenvolvemos e progredimos – que muitas vezes representou um retrocesso de fato. É preciso agora de um novo cimento social, que está sendo chamado de desenvolvimento sustentável. Uma revisão dos padrões de extração, degradação, modo de produção, economia de produtos, consumo e  urbanização.

As necessidades vão mudar e precisaremos repensar, sempre. A história está andando, por isso as necessidades mudam e é preciso revisão. As circunstâncias nos levam para caminhos novos, invariavelmente. É preciso ouvir o tempo e a ele dar uma resposta.

Difícil, porém, é explicar isso para os evangélicos brasileiros. A história está evidentemente em trânsito, mas eles estacionaram lá no início do século XX e de lá não querem arredar o pé. Afinal, estão sob os cinco ponto dos fundamentos da fé. O que decorre dessa teimosia é um anacronismo, que por sua vez, decorre numa irrelevância – no melhor dos casos -, ou simplesmente em puro deboche por parte dos setores da sociedade.

Assisti um vídeo de humor, com personagens fictícios, em que a Dilma Rousseff diz para o Marco Feliciano: “Não quero que peça demissão da comissão de direitos humanos e minorias, quero que peça demissão do século XXI”. Às vezes a crítica séria vem em forma de deboche, mas não perde seu caráter de denúncia flagrante.

Medidas as proporções para efeito comparativo, aqueles que se identificam com os valores morais, éticos, sócio-políticos e teológicos do Marco Feliciano ainda dão leite condensado para seus recém-nascidos, usam ketchup para tratar doenças e consomem cigarros para se manterem saudáveis. Se comunicam com ruídos estranhos e caçam com pedaços de ossos e pedras – às vezes literalmente, porque gostam de literalidade.

E se os famosos tirassem suas próprias fotos?

publicado na Zupi

Com ferramentas como o Instagram crescendo cada vez mais,  The Capes Times, jornal da África do Sul teve uma abordagem diferente para dizer a seus leitores como eles obtém suas histórias diretamente do local da notícia, sempre com relatos de primeira mão. Estas imagens habilmente “photoshopadas” são parte de uma campanha de marketing  impressionante para o jornal – mesmo que os braços por alguns momentos pareçam muito longos.

Churchill-Cape-Times

Middleton-Cape-Times

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A renda dos 100 mais ricos poderia acabar com a pobreza no mundo

José Antonio Lima, na CartaCapital

A renda líquida obtida em 2012 pelas 100 pessoas mais ricas do mundo, 240 bilhões de dólares, poderia acabar quatro vezes com a extrema pobreza no planeta. A conclusão está num relatório publicado (link em PDF, em inglês) no fim de semana pela ONG britânica Oxfam. A entidade não entra em detalhes a respeito das contas que fez para chegar ao dado, mas os números servem como alerta para a intensa e crescente desigualdade social no mundo. O documento serve para chamar a atenção para os debates do Fórum Econômico Mundial, que começa nesta terça-feira 22 em Davos, na Suíça. A desigualdade ganhou um painel próprio no encontro, marcado para sexta-feira 25, mas tanto suas conclusões quanto os avisos da Oxfam devem cair em ouvidos moucos. O mundo hoje está construído para ampliar a desigualdade e não há sinais de mudança.

O relatório da Oxfam ecoa estudos e análises econômicas recentes sobre a desigualdade. Hoje, as diferenças entre os países estão diminuindo, mas a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres dentro de cada nação está crescendo. Essa é a regra na maior parte das nações em desenvolvimento e também nas desenvolvidas.

Nos Estados Unidos, a desigualdade social é tão grande hoje em dia que, nas palavras da revista The Economist, supera a das últimas décadas do século XIX, a chamada “Era Dourada” do capitalismo norte-americano. A porcentagem da renda nacional que vai para o 1% mais rico da população dobrou desde 1980, de 10% para 20%. Para o 0,01% mais rico, a bonança foi maior: sua renda quadruplicou.

Na União Europeia, a situação também é ruim. No livro Inequality and Instability (Desigualdade e Instabilidade, em tradução livre), o economista James Galbraith mostrou que, se tomada como um conjunto, a UE supera os Estados Unidos em desigualdade. Isso se explica, em parte, pelas diferenças entre os diversos países do bloco. Ainda assim, se tomadas separadamente, as nações europeias também têm observado aumento da desigualdade. Um estudo sobre o tema publicado em 2012 pela OCDE concluiu que “desde a metade dos anos 1980″, os 10% mais ricos de cada país “capturam uma crescente parte da renda gerada pela economia, enquanto os 10% mais pobres estão perdendo terreno”. No Japão, onde 100 milhões de pessoas se diziam de classe média, estudos mostram, desde o fim da década de 1990, o aumento da desigualdade a partir da metade dos anos 1980.

A política sequestrada

Não é uma coincidência o aumento da desigualdade no mundo desenvolvido desde os anos 1980. Foi nesta época que começaram a ter efeito as políticas lideradas pelos governos de Ronald Reagan nos Estados Unidos (1981-1989) e Margaret Thatcher (1979-1990) no Reino Unido, mas adotadas em boa parte do mundo por outros governantes, como Helmut Kohl (Alemanha), Ruud Lubbers (Holanda) e Bob Hawke (Austrália): impostos mais baixos, desregulamentação do sistema financeiro, redução do papel do governo e outras medidas integrantes do receituário neoliberal. Essa política, arrimo da globalização, teve alguns efeitos positivos, mas foi levada a extremos por quem se beneficia delas. Para manter as políticas desejadas, que aumentavam sua riqueza (e também a desigualdade) esses grupos de interesse se encrustaram nos círculos de poder. Eles sequestraram a política.

Idoso pede esmola no chão de uma rua de Kandahar, no Afeganistão, na segunda-feira 14. Um relatório da ONU apontou que um terço da população do país vive "na mais abjeta pobreza porque os governantes estão mais interessados em proteger seus interesses escusos". Foto: Mamoon Durrani / AFP

Idoso pede esmola no chão de uma rua de Kandahar, no Afeganistão, na segunda-feira 14. Um relatório da ONU apontou que um terço da população do país vive “na mais abjeta pobreza porque os governantes estão mais interessados em proteger seus interesses escusos”. Foto: Mamoon Durrani / AFP

Este fenômeno é analisado no livroWinner-Take-All Politics(Política do vencedor leva tudo, em tradução livre), dos professores Jacob S. Hacker, de Yale, e Paul Pierson, da Universidade da Califórnia. Em artigo de capa da revista Foreign Affairs em dezembro de 2011, o jornalista George Packer resume o argumento do livro em duas palavras: dinheiro organizado. Foi no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980 que as grandes corporações de diversos setores da economia passaram a financiar as campanhas eleitorais, dando início a uma “maciça transferência de riqueza para os americanos mais ricos”.

Este modelo de política, e de fazer política, grassou no mundo desenvolvido e foi transplantado para os países em desenvolvimento, onde foi emulado com maestria pelas elites econômicas locais. Não é uma surpresa, então, que a desigualdade esteja aumentando também nesta região. A Índia acumula diversos bilionários, mas continua sendo o país com mais pobres no mundo. A África do Sul é mais desigual hoje do que era no fim do regime segregacionista do Apartheid. Na China, onde não é preciso sequestrar a política, apenas pertencer ou ter um bom relacionamento com o Partido Comunista, a desigualdade é semelhante à sul-africana: os 10% mais ricos ficam com 60% da renda.

A América Latina e o caso do Brasil

O único lugar do mundo onde a desigualdade está caindo de forma sistemática é a América Latina, justamente a região mais desigual do mundo. Isso ocorreu nos últimos anos por dois motivos. O modelo neoliberal, e a ascensão do “dinheiro organizado”, também chegaram aos países latino-americanos, mas em alguma medida entraram em choque com forças políticas contrárias a uma parte importante do receituário, a não-intervenção do Estado na economia. Assim, os governos da região, entre eles o de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, conseguiram estabelecer a redução da desigualdade social como uma prioridade. Em segundo lugar, os países da região, também incluindo o Brasil, foram muito beneficiados pelo rápido crescimento econômico provocado pela existência de um mundo faminto por commodities. Continue lendo

Vaticano é dono oculto de imóveis caros em Londres

foto: Google+

foto: Google+

Publicado no Guardian [via Folha de S.Paulo]

Poucos turistas em visita a Londres imaginariam que as instalações da refinada joalheria Bulgari em New Bond Street têm qualquer conexão com o papa. O mesmo vale para a sede do próspero banco de investimento Altium Capital, na esquina de St. James’ Square e Pall Mall.

Mas esses edifícios de escritórios em um dos bairros mais caros de Londres são parte de um surpreendente império secreto de imóveis comerciais do Vaticano.

Por trás de uma estrutura disfarçada por companhias de paraísos fiscais, a carteira internacional de imóveis da igreja foi expandida ao longo dos anos, com o uso de dinheiro pago originalmente por Mussolini em troca do reconhecimento do regime fascista pelo papa, em 1929.

Desde então, o valor internacional desse patrimônio criado com a ajuda de Mussolini vem crescendo até atingir os 500 milhões de libras.

Em 2006, no auge da mais recente bolha imobiliária, o Vaticano investiu 15 milhões de libras desse dinheiro para adquirir o imóvel do nº 30, St. James’ Square. Outros imóveis britânicos controlados pela igreja ficam em 168 New Bond Street e na cidade de Coventry. O Vaticano também controla edifícios de apartamentos em Paris e na Suíça.

O aspecto surpreendente da história, para alguns, será o esforço do Vaticano para preservar o sigilo sobre os milhões de Mussolini. O edifício da St. James’ Square foi adquirido por uma empresa chamada British Grolux Investment, que detém outros imóveis no Reino Unido.

O registro de empresas britânico não revela os verdadeiros proprietários da empresa e não menciona o Vaticano.

Menciona dois acionistas nominais, ambos proeminentes executivos bancários católicos: John Varley, que até recentemente presidia o Barclays Bank, e Robin Herbert, ex-executivo do banco de investimento Leopold Joseph.

O “Guardian” enviou cartas a ambos perguntando a quem eles representavam, mas não recebeu respostas. A lei britânica permite que os verdadeiros proprietários de uma empresa sejam protegidos por sócios nominais.

BANQUEIRO

Os investimentos com o dinheiro de Mussolini no Reino Unido são controlados hoje, em companhia de outras propriedades europeias e de uma subsidiária de câmbio, por um funcionário do Vaticano em Roma, Paolo Mennini, que opera como banqueiro de investimento do papa.

Mennini comanda uma divisão especial do Vaticano, a divisão extraordinária da Amministrazione del Patrimonio della Sede Apostolica, que administra o chamado “patrimônio da Santa Sé”.

De acordo com um relatório do Conselho da Europa no ano passado, que investigou os controles financeiros do Vaticano, os ativos controlados pela divisão de Mennini superam € 680 milhões.

Embora o sigilo quanto à origem fascista da riqueza papal pudesse ser compreensível durante a guerra, o que fica menos claro é o motivo para que o Vaticano tenha continuado a guardar segredo sobre suas propriedades em Londres mesmo depois que sua estrutura financeira foi reorganizada, em 1999.

O “Guardian” perguntou ao representante do Vaticano em Londres, o núncio apostólico Antonio Mennini, por que o papado continuava a manter tanto segredo sobre seus investimentos imobiliários na cidade. Também perguntou em que o papa gastava a receita gerada por eles.

Confirmando sua tradição de silêncio sobre o tema, um porta-voz da Igreja Católica afirmou que o núncio nada tinha a declarar.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

dica do Thiago Ferreira de Morais

Ser nerd está na moda e pode render até R$ 5 mil por mês

Feira sobre internet mostra quem são as celebridades do mundo virtual

bruna

publicado no Mais Você

Foi-se a época em que o termo nerd definia uma pessoa antissocial e sem amigos. Hoje, eles são pessoas antenadas que dominam as redes sociais, as salas de bate-papo e possuem dezenas de seguidores. A internet e as novas tecnologias têm atraído cada vez mais a atenção dos jovens e, alguns deles, estão ficando famosos na rede e até conseguindo ganhar dinheiro.

A história de Bruna Vieira é mais ou menos por aí! Ela resolveu criar um blog para desabafar os problemas da adolescência e o sucesso foi tanto que ele virou livro, e a jovem uma celebridade. “Eu criei o blog inicialmente como um diário virtual, só para falar dos meus sentimentos, das minhas desilusões, e acabou que ele cresceu, porque as meninas foram se inspirando. Hoje virou um livro, um livro que está entre os mais vendidos. Isso é superlegal, porque eu usei a internet, que era mesmo uma brincadeira, e hoje virou uma profissão. Eu pretendo ser jornalista e seguir essa carreira”, admitiu a escritora.

O caso de Bianca não foi diferente. A jovem começou a postar vídeos com dicas de maquiagem para as amigas e hoje já assina uma marca de make-up. “Eu comecei sem querer, eu tinha minhas dicas né? Da vovó! Aquelas dicas que davam certo e daí eu colocava na internet, nas redes sociais e bombou. As meninas pediam mais, mais, mais e foi crescendo”, contou a jovem.

Atualmente, a maior renda da família de Bianca vem do blog dela. Segundo especialistas, um blogueiro famoso pode fatura de R$800 até R$5 mil por mês com a página eletrônica. Se você decidir se aventurar na rede, vai precisar primeiro aprender a falar a língua “local”. Os usuários da internet já desenvolveram uma linguagem específica.

Aprenda algumas gírias e não passe vergonha:

- xatiado: é o mesmo que chateado;
- Só que não: expressão com significado parecido com “não é isso”;
Mainstream: algo que já está velho, passado;
Hashtag: novo nome dado ao simbolo jogo da velha #;
- Lol: o mesmo que ri alto, achei graça.