“É o trabalho dos sonhos”, diz criador de site de fotos “bregas” de família

Publicado no UOL

Ter o melhor emprego do mundo é uma questão pessoal. No entanto, não há dúvidas de que trabalhar vendo imagens esquisitas de famílias de pessoas do mundo todo é no mínimo engraçado. Esse é a ocupação do norte-americano Mike Bender, 39, cofundador do site “Awkward Family Photos” (“Fotos esquisitas de família”, em tradução livre), há quase seis anos. “É o trabalho dos sonhos”, definiu.

Bender criou um blog em 2009 após reparar que sua mãe gostava de guardar fotos estranhas da família. “Pensei que todo mundo poderia ter fotos estranhas de família e criei o site junto com Doug Chernack, meu amigo de infância. A ideia é ser um ambiente amigável para que as pessoas compartilhem suas fotos bregas de família”, disse em entrevista ao UOL Tecnologia.

Mike Bender, 39, criou o "Awkward Family Photos" em 2009 junto com um amigo seu; atualmente, site de fotos estranhas de família é sua única ocupação
Mike Bender, 39, criou o “Awkward Family Photos” em 2009 junto com um amigo seu; atualmente, site de fotos estranhas de família é sua única ocupação

O site começou com fotos pessoais de Bender e Chernack e agora recebe entre 20 e 50 fotos por dia de pessoas de todo o mundo. A exposição da vergonha alheia (consentida pelas pessoas, pois elas enviam as imagens para o site) virou um negócio e hoje essa é a forma de sustento dos fundadores da página, que tem 4 milhões de visitantes únicos por mês.

Em entrevista por telefone ao UOL Tecnologia, Mike Bender explica a razão do sucesso da página, como ganha dinheiro com o “Awkward Family Photos” e comenta os planos de expansão do site. Veja abaixo os principais trechos da conversa com o cofundador da página:

UOL Tecnologia: Por que você acha que o “Awkward Family Photos” faz sucesso?

Mike Bender: A resposta é simples: todo mundo consegue se identificar com o que é postado. Por essa razão que estamos no ar há seis anos.

As famílias são esquisitas por natureza e a gente criou um ambiente positivo para a postagem das imagens. As pessoas acessam o site para se divertir, compartilhar suas histórias e ter uma experiência libertadora, de uma forma.

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UOL Tecnologia: Como é seu dia a dia? Posso imaginar o quão legal é ficar escolhendo essas imagens…

Bender: Todos os dias, analiso as imagens que recebemos e é muito divertido. Sempre busco escolher fotos que vão surpreender as pessoas de alguma forma. É o trabalho dos sonhos!

UOL Tecnologia: Quantas pessoas cuidam do site?

Bender: Faço todas as postagens e também faço curadoria das fotos que chegam para a gente. Temos ainda mais quatro pessoas, que cuidam da nossa loja online de camisetas, do licenciamento de fotos, das mídias sociais e do comercial, que negocia as ações de marketing.

UOL Tecnologia: Já tiveram algum problema com as fotos, pois várias delas dão vergonha (alheia) só de ver?

Bender: Não vemos as imagens postadas como “vexatórias”, mas apenas como imagens estranhas. Tentamos mostrar que devemos nos orgulhar da nossa “esquisitice”, pois todos temos arquivos desse tipo.

Há casos de pessoas que enviam fotos, mas depois se arrependem, pois alguém fez algum tipo de piada, por exemplo. Se as pessoas pedem, retiramos o conteúdo do ar.

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UOL Tecnologia: Como você ganha dinheiro com o “Awkward Family Photos”?

Bender: O site é meu único trabalho. A gente ganha dinheiro com propagandas e a venda de produtos em nosso site. Agora, por exemplo, tem uma relacionada ao jogo “The Sims”, da Electronic Arts. É assim que pagamos nossos quatro empregados e os gastos com o desenvolvimento da página.

UOL Tecnologia: Tem alguma categoria do site que você mais gosta?

Bender: Gosto de todas, mas depende um pouco da época. Agora, estão na moda as imagens de Halloween. Essas fotos são sensacionais, pois, muitas delas, têm todo um investimento dos pais em fantasias para as crianças e sempre usam materiais toscos, como papelão.

UOL Tecnologia: Vocês têm planos para expandir o site?

Bender: Temos conversado bastante sobre fazer versões locais do site, pois temos uma boa audiência fora dos Estados Unidos. De modo geral, temos boa audiência na Europa, América do Sul e Austrália. O Brasil ocupa a 13ª posição no ranking de acessos.

No entanto, ainda não temos nada de concreto sobre isso.

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Stephen Hawking causa euforia ao questionar ideia de que Deus criou o universo

Astrofísico defendeu teoria do Big Bang em palestra nas Ilhas Canárias

Stephen Hawking fala ao público durante palestra em Tenerife, nas Ilhas Canárias (foto: DESIREE MARTIN / AFP)
Stephen Hawking fala ao público durante palestra em Tenerife, nas Ilhas Canárias (foto: DESIREE MARTIN / AFP)

Publicado em O Globo

O físico Stephen Hawking causou euforia ao defender mais uma vez suas explicações ateístas para o Big Bang, durante palestra no Festival Starmus, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Ao questionar teorias vigentes e dizer que “Deus não é suficiente para explicar o surgimento do universo”, Hawking foi ovacionado à semelhança de uma estrela de rock.

Em sua famosa cadeira de rodas, projetada por ele próprio, Hawking começou a conferência instigando o público a pensar além do Big Bang. “É necessário um criador para explicar como o universo começou? Ou o estado inicial do universo é determinada por uma lei da ciência?”, questionou o cientista.

Ele lembrou então que, durante uma palestra sobre cosmologia no Vaticano, membros do clero disseram que era o “suficiente estudar o universo uma vez que ele fora criado, mas não investigar o início em si, já que este é o momento da obra de Deus”. Em seguida, sem perder seu tradicional tom bem humorado, Hawking ironizou a declaração:

– Mal sabiam eles que eu já tinha apresentado na conferência um documento sugerindo outra explicação para o surgimento do universo. Mas não me agradava a ideia de que eu poderia receber de presente a Inquisição, como Galileu recebeu.

O astrofísico continuou o sarcasmo com elementos da Igreja ao citar Santo Agostinho:

– Uma vez Santo Agostinho disse: ‘o que Deus estava fazendo antes de criar o universo? Ele estava preparando o inferno para aqueles que fazem perguntas desse tipo’ – contou o cientista, levando a plateia às gargalhadas.

Hawking rebateu a teoria de que o universo tenha existido eternamente ao lembrar da descoberta de sinais de fundo de microondas como o eco do Big Bang. E para explicar o fenômeno, Hawking se valeu mais uma vez de “piada cósmicas”, que é a sua marca.

– Esses microondas são do mesmo tipo que os da nossa cozinha, mas muito menos potentes. Esquentariam uma pizza a uma temperatura de no máximo de -271,3ºC , o que não é muito útil para descongelar e muito menos para cozinhar.

Hawking acredita que muitos cosmólogos modernos como João Paulo II “estão felizes usando as leis da física para o universo após sua criação, mas tem uma atitude vaga e indeterminada no início.” O astrofísico está convencido de que a primeira evidência direta para o Big Bang, descoberta neste ano no coração da Antártida, na Estação Polar Amundsen-Scott, confirmou que o universo nasceu com essa explosão cósmica.

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World Wide Web faz 25 anos e promove a Web We Want

Publicado no IDG Now

Há exatamente 25 anos, a World Wide Web deixava de ser um projeto exclusivo para universidades. O físico Tim Berners-Lee terminava o rascunho da proposta de um sistema de compartilhamento de informações, concebido originalmente para melhorar a comunicação entre laboratórios universitários, entregue ao Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), que o tornaria público em 30 de abril de 1993.

Esse documento (ao qual pertence o esquema abaixo) entrou para a história ao colocar a tecnologia por trás da web em domínio público, permitindo o desenvolvimento da plataforma nos anos seguintes.

Quando foi criado, o sistema era conhecido como “Mesh”. A ideia de chamá-lo de “World Wide Web” só surgiu em 1990, quando Berners-Lee estava escrevendo o código da web. Um nome grandioso, sinal da dimensão que o sistema teria, como reflete o atual diretor-geral do Cern, Rolf Heuer.

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Para comemorar a data, Tim Berners-Lee, o World Wide Web Consortium (W3C) e a Fundação World Wide Web estão lançando uma série de iniciativas com o propósito de reafirmar os princípios da proposta original. Uma dessas iniciativas é a campanha chamada “The web we want” (a Web que queremos), que convida as pessoas a defenderem o seu direito a uma Internet livre, aberta e verdadeiramente global e propõe a criação de uma carta de direitos em cada país –uma afirmação de princípios que, ele espera, será apoiada por instituições públicas, autoridades governamentais e corporações.

“Precisamos de uma constituição global, de uma carta de direitos”, explica Berners-Lee, preocupado com os crescentes ataques de governos e empresas  à Internet e à Web. Segundo ele,  novas regras são necessárias para proteger o sistema “aberto e neutro”. O pai da Web não quer vê-la, bem como à própria Internet, “balcanizada” por países ou organizações que dividam o espaço digital para trabalhar sob as próprias regras, seja por motivos de censura, regulação ou comércio.

“A Web é universal, aberta, descentralizada e royalty-free”, completa ele. Na visão de Berners-Lee, a regulamentação da internet é necessária, mas deveria ser mínima. Ele disse que os esforços para controlar conteúdos podem causar impacto em outras áreas como decisões de voto e o desenvolvimento da democracia.

Comemoração
A intenção das entidades, hoje e durante todo este ano, é celebrar os primeiros 25 anos da Web. Muitas outras organizaçãoes aderiram ao chamado de Berners-Lee, criando conteúdo celebrando a data. Entre elas o próprio CERN e também o Pew Research Center, que publica uma série de pesquisas osobre como será o mundo em 2025.

Na opinião do criador da Web, há muito a fazer para que a Web alcance seu pleno potencial.

“Devemos continuar a defender os seus princípios fundamentais e enfrentar alguns desafios importantes. Para citar apenas três: (1) Como podemos conectar os quase dois terços do planeta que ainda não podem acessar a Web? (2) Quem tem o direito de coletar e usar os nossos dados pessoais, para que fins e sob quais regras? (3) Como podemos criar uma arquitetura aberta de alto desempenho que será executada em qualquer dispositivo, em vez de cair em alternativas proprietárias?” – defende o site comemorativo.

As próprias entidades reconhecem que não há respostas fáceis para essas e muitas outras perguntas. Mas lembram a todos nós que a Web foi construída por todos nós, e por isso, devemos fazer tudo o que pudermos para continuarmos desempenhando um papel ativo na definição de seu futuro.

Outra iniciativa convida todos os internautas a enviarem uma mensagem de aniversário para a Web usando a hashtag #web25, em qualquer plataforma de mídia social.

Já deu parabéns para Web hoje?

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Chance única: morador de rua recebe aulas de programação e cria aplicativo

Publicado no Tecmundo

Se você costuma pensar que nunca tem oportunidades para mostrar seu talento, então saiba que sua chance pode estar na próxima esquina. Foi o caso de Leo Grand, um morador de rua da ilha de Manhattan, nos Estados Unidos, que recebeu uma proposta pra lá de instigante do programador Patrick McConlogue: simplesmente receber US$ 100 (cerca de R$ 233) e seguir com sua vida ou aceitar 16 lições de programação e tentar mudar sua situação.

Para a surpresa de quem bota pouca fé nos seres humanos, Grand aceitou as lições. Ele recebeu um Chromebook e três livros do programador, que o visitava todos os dias para passar seu conhecimento. Como resultado, o morador de rua acabou lançando o Trees For Cars (ou “Árvores Por Carros”, em tradução livre), aplicativo que está disponível por US$ 1 (cerca de R$ 2,33) para Android e iOS.

No vídeo que abre este texto, Grand explica a proposta de seu app, que funciona como uma rede social voltada para pessoas que desejam oferecer e receber carona. A ideia é que, incentivando a divisão de veículos, os usuários passem a gastar menos dinheiro, economizar combustível e, obviamente, emitir menos poluentes.

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Festa no Rio de Janeiro toca batidão evangélico e proíbe a saliência

funk

Publicado no Extra

No sábado à noite a galera se arruma, reúne os amigos e vai para um lugar com luzes e um DJ mandando ver na pista, com batidas de pop, funk e hip hop. À primeira vista parece uma festa qualquer, mas na Gospel Night o público se diverte e louva Deus.

A noitada “100% evangélica” rola hoje, no Mello Tênis Clube, na Vila da Penha, e é indicada até pela cantora Perlla. A festa tem tudo o que as outras têm, menos bebida, cigarro e pegação.

Aliás, para que ninguém perca a linha, não há espaços escuros e ainda tem a Operação Desgrude, para separar aqueles casais mais saidinhos.

— Nem namorado pode ficar se beijando. A Operação Desgrude é um grupo que fica rodando pelo salão para não deixar ninguém se agarrar ou passar do limite dançando. Às vezes a gente usa até um extintor — conta o DJ Marcelo Araújo, o criador e organizador do evento.

Vista de fora, a Gospel Night parece uma festa como as outras. E até engana os desavisados:

— Pensam que é uma loucura, mas é diferente. Mesmo assim curtem.

Na primeira edição, em 1998, não foi ninguém. Hoje é um sucesso que já chegou a outros estados, como Bahia, Minas Gerais e Paraná. No Rio, acontece quatro vezes por ano, juntando até 4 mil pessoas em cada festa.

— Por que não fazer algo tranquilo e com decência? Eu sabia que podia usar o dom que Deus tinha me dado em favor daquilo que eu acreditava — conta o DJ.

A iniciativa conquistou a cantora Perlla, que tocou na última edição da Gospel Night:

— Foi uma satisfação muito grande. O mais especial é que os jovens se alegram, dançam a noite toda sem estar sob o efeito de álcool ou drogas. A presença de Deus já basta para ficarem felizes. É legal!

No palco de 360 graus, uma mega estrutura com luzes e telas de led dão o clima que empolga a galera. Mas tudo é desligado, lá pelo meio da noite, para todos ouvirem a Palavra.

— Tem tido uma média de 50 pessoas por noite que decidem aceitar Jesus — diz o DJ.

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