Pai herói se veste de Homem–Aranha para alegrar filho com câncer

Rafael Ciscati, na Épocajayden_com_spidey

Toda criança já sonhou com, um dia, encontrar seu super-herói favorito. A infância não é das fases mais simples da vida e, às vezes, até as crianças precisam ser resgatadas. O pequeno Jayden Wilson é um rapazinho de 5 anos recém completados. Tem um tumor no cérebro e, segundo os médicos, deve viver por mais um ano.

O pai de Jayden, Mike Wilson, decidiu convidar um herói para resgatá-lo no seu quinto aniversário. Vestiu-se de Homem-Aranha, saltou do telhado e deixou o menino quase sem reação diante da surpresa: “Quando eu saltei, Jayden fez a carinha que eu imaginei que faria – surpreso e feliz ao mesmo tempo”, disse Mike ao Buzzfeefd.

O vídeo da surpresa, publicado no domingo (16), já foi visto mais de 900 mil vezes.

Mike é atleta: faz parkour e corre. Em termos acrobáticos, é quase um Homem-Aranha. Para ajudar o filho, criou uma página no Facebook e um fundo para custeio das despesas médicas. Jayden não salta ou corre por aí. Mas ninguém duvida que, a sua maneira, é também um pouquinho heroico.

Jayden vestido de spidey (foto: Reprodução/ Facebook)
Jayden vestido de spidey (foto: Reprodução/ Facebook)

 

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A multiplicação

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Elienai Cabral Jr.

Uma reunião de seguidores nunca é incólume nem vítima, ainda que digna de compaixão.

Uma vez que se preste a legitimar um líder, impõe-se sobre ele. As múltiplas e difusas expectativas obrigam o herói à invisibilidade, a estranha solidão de cercar-se de tantos ao custo de quase não existir; ele que tem que ser tudo, acaba sendo um nada.

A multidão de tantos não se reúne sem a solidão de alguns.

Dias sem nem comer direito, ocupados com as seguidas tarefas, o Mestre e os discípulos viajam para longe de todos e seus problemas e suas demandas e suas expectativas sem fim. Procuram a distância e o descanso. Mas do lado de lá do grande lago, a imagem ainda imprecisa já tumultua o barco e amarga a viagem. É uma multidão. De gente sem graça, sem destino, sem pastor, sussurra Jesus com os olhos marejados. Mas um dia saberá que é também uma multidão sem alma.

Jesus desembarca entusiasmado, cheio de vontade de ajudar e cuidar de todos. Os discípulos? Anestesiados de tão exaustos.

Ele não se dá desprotegido à turba, nem se oferta ingênuo aos famigerados. Não responde às questões, suscita outras dúvidas; não acalma angústias, desperta sensibilidades; não indica caminhos, suscita revoltas; cada história que conta é uma atordoante distração. Jesus dispersa convicções para suscitar novos cenários.

A multidão quer se alimentar de quem esperam que ele signifique, mas sua saciedade não é o que quer o Nazareno. Jesus os quer famintos. Bem-aventurada a fome que a todos libertará.

Um menino brinca entre os cenhos franzidos. Flutua desconexo de todos os interesses e medos. Além dos comentários de incerteza diante de tudo o que o novo profeta dizia, ouve os primeiros murmúrios sobre a tarde que chegara ligeira e o problema novo da comida que todos precisariam, mas ninguém parecia ter. Longe de tudo. Gente demais. Nenhuma organização. Todos tensos, menos a criança. Ela se distrai com as pedrinhas, cantarola histórias. Vez ou outra, ergue a cabeça e percebe a agitação dos adultos.

O menino desliza lépido pelos corredores de gente. Um labirinto de angústias para os famintos, um jogo curioso para a criança. Sua leveza o deixa um pouco de fora, alheio e estranhamente feliz.

Enquanto toca as pessoas aflitas e trata suas dores, Jesus conta histórias e encadeia perguntas intermináveis; para os austeros homens da lei, um labirinto escandaloso, para o Nazareno, pensam alguns, parece um jogo.

Todos se afligem e ele parece se divertir e brincar com comparações e poemas, admite um dos discípulos mais próximos. Razão para acordá-lo do sonho e fazê-lo enxergar a enrascada em que a todos colocou. Hora de mandar embora a multidão para que encontre o que comer pelo caminho. Fome não é brincadeira.

De onde virá a comida?

A pergunta ressoa entre todos. A incerteza do problema enfraquece a obstinação que a todos reuniu ruidosos. E o que antes juntou como que encantados, agora os dispersa silentes e desprotegidos. Gente demais, solução alguma.

Vocês podem resolver o problema. É tudo o que Jesus diz, antes de voltar à parábola que deixou reticente. A ordem também ecoa. Metálica e aflita. O silêncio. Os olhares. O vazio.

O menino que encontrara outras crianças longe dos pais ouviu a pergunta e a resposta. Estranhou o silêncio e não gostou da sensação dos adultos inseguros. Meneou a cabeça, rindo de que quem ninguém soubesse responder. Apenas sua voz era ouvida. Corria e berrava para todos que tinha a comida. Chegou rápido aos pais como se fizesse aquele caminho todos os dias. Agarrou a cesta do jantar trazido pela família, então escondida entre panos. E antes que os pais pudessem impedir, saltou à frente dos discípulos e apresentou sorridente a solução.

O que era silêncio se tornou estridentes risos. Os discípulos boquiabertos sequer tiveram força para receber a oferta. Até que um deles, constrangido, tomou a cesta e conferiu o óbvio. Cinco pães e dois peixes é bastante para o menino e sua família, mas impossível para saciar a multidão.

Ninguém mais ria. Exceto o menino e Jesus, que em um movimento surpreendente e coreográfico, repetiu o gesto infante. Colocando os discípulos em roda, devolveu-lhes a comida. Estes, meio sem graça, enquanto pediam a todos que fizessem o mesmo, reunindo grupos em roda, repetiram o gesto de Jesus. E antes que se pudesse fazer contas, outros pequenos e escondidos cestos, com poucos e inesperados pães e peixes, deslizaram em festa no meio do povo. O menino. Jesus. Os discípulos. As rodas de amigas e amigos.

Jesus e o menino sumiram no meio da algazarra, de tanto que se sentiram em casa. E as fraternas rodas substituíram os labirintos de solitários e insaciáveis crentes.

Depois de muito tempo, contou-se uma história um pouco diferente. De um milagre assombroso de multiplicação de pães. Mas entre os discípulos sempre se soube que antes do pão, o gesto se multiplicou. E que o milagre veio da mão de uma criança.

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Menino corta cabelo após 6 anos para doar às vítimas de câncer: ‘Fiz o bem’

Mãe convenceu menino a fazer a boa ação por conta do Dia das Crianças.
Mechas foram destinadas ao projeto Fios de Felicidade, de Santos, SP.

Fabinho mostra o cabelo cortado, que será doado (foto: Mariane Rossi/G1)
Fabinho mostra o cabelo cortado, que será doado (foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

Um menino de São Vicente, no litoral de São Paulo, resolveu cortar o cabelo após 6 anos e doar as mechas para um projeto que confecciona perucas para pessoas com câncer e outras doenças. A ação foi uma forma que ele e a mãe acharam para presentear esses pacientes na semana do Dia das Crianças.

Ailton Fabio Hurtado Lopes, ou apenas Fabinho, de 10 anos, sempre gostou de ter cabelo comprido. Ele ficou anos sem cortar as madeixas, mesmo com a mãe insistindo muito. Era a sua marca registrada, ele fazia sucesso entre as professoras e os colegas da escola.

No entanto, Aline Cristina Hurtado Costa, mãe de Fabinho, o convenceu a mudar o visual. “Estava escondendo o rosto dele, o pessoal já o confundia com menina”, brinca. Mas a mudança não seria apenas pela estética, o menino doaria o cabelo para pessoas com câncer ou outras doenças cujos tratamentos acarretam na queda dos cabelos. “Minha mãe me convenceu”, diz Fabinho. “Falei para ele, quem planta o bem colhe o bem. E poderia fazer o bem para outras crianças. A intenção foi mostrar para ele que não era preciso conhecer a pessoa para doar. O cabelo, depois deixa crescer novamente”, explica Aline.

Fabinho antes e depois de cortar o cabelo para a campanha (foto: Mariane Rossi/G1)
Fabinho antes e depois de cortar o cabelo para a campanha (foto: Mariane Rossi/G1)

Fabinho teve um caso da doença na família. A irmã mais velha de Aline sofreu com um câncer de mama, perdeu o cabelo e ficou careca durante o tratamento. “Ela recebeu uma peruca e o Fabinho viveu de perto tudo isso”, conta Aline.

Na semana do Dia das Crianças, ele resolveu fazer a boa ação, e a missão ficou por conta dos cabeleireiros Fabio Sales da Silva e Alex Lima de Almeida. Durante o corte, Aline se emocionou várias vezes, admirada com a atitude do filho e feliz pelo quanto o cabelo dele poderá elevar a autoestima de muitas pessoas.

Já de visual novo, Fabinho era só alegria. Ele ainda estava se acostumando com o penteado e com a ideia de poder ajudar outras pessoas. “Eu achava legal ter cabelo grande, mas gostei, achei legal. Acho que o pessoal da escola vai gostar”, diz.

O menino entregou as mechas para Marta Gonzalez, criadora do projeto Fios de Felicidade, que arrecada cabelos para confeccionar perucas e distribuí-las, gratuitamente, a pessoas com câncer e outras doenças.

Aline, Fabinho e Marta mostram as mechas do menino após o corte (foto: Mariane Rossi/G1)
Aline, Fabinho e Marta mostram as mechas do menino após o corte (foto: Mariane Rossi/G1)

O Fios de Felicidade surgiu durante o tratamento de quimioterapia sofrido pela mãe de Marta, que teve câncer de intestino grosso. Ela, as irmãs e sobrinhas deixaram seus cabelos crescerem para depois cortar e doar para a paciente, o que acabou não sendo necessário. Porém, diante de uma promessa que fez, ela iniciou a campanha, junto com a amiga Jaci Aragão, e passou a promover ações para corte e coleta de mechas de cabelo, em abril de 2014. Elas destinavam o material a ONGs que confeccionam perucas para as pacientes. Em três ações, foram mais de 1.300 mechas.

Agora, o Fios de Felicidade já possui um banco de perucas, mas elas ainda encontram dificuldades para promover esse trabalho, que é totalmente voluntário. “A máquina para fazer as perucas nós já temos, veio por doação, mas falta alguém que nos ensine a fazê-las. Me interesso em aprender a confeccionar as perucas e as próteses”, diz Marta.

Fabinho é a segunda pessoa do sexo masculino a participar do Fios de Felicidade, e o primeiro menino. Marta explica que a grande maioria das doações vem de mulheres, já que costumam ter cabelos maiores. As mechas de Fabinho se juntaram a outras, que estão sendo entregues nos postos de arrecadação disponíveis no site do projeto. Para fazer uma peruca, segundo Marta, são necessárias 250 gramas de cabelo. Cada prótese de fios naturais custa entre R$ 1.300 e R$ 1.500. Assim, é preciso muitas mechas para que uma paciente consiga uma peruca. O ato de Fabinho, portanto, acabará se transformando na felicidade de outras pessoas. ”Era para fazer o bem, e eu fiz”, conclui Fabinho.

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Garoto usa giz para desenhar no chão. Quando perceberam o que era, todos já estavam emocionados

publicado no Awebic

A produção desse vídeo é realmente sensacional, em poucos minutos o vídeo consegue demonstrar o sentimento de uma criança que deve estar sentindo falta de alguma coisa.

Essa criança pega meia dúzia de giz e faz um desenho no chão que deixam as pessoas impressionadas e emocionadas ao mesmo tempo.

Só vendo o vídeo para saber do que estou falando, realmente foi de emocionar o que essa criança fez para suprir sua necessidade.

“Alguns de nós, ao contrário dos mais privilegiados, valoriza e deseja o amor materno. Ame e seja amado incondicionalmente. Adote uma criança“

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Criança protesta contra o racismo em prova da escola e faz sucesso na web

foto: Reprodução/Facebook
foto: Reprodução/Facebook

Publicado no Extra

A professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa ao receber a prova bimestral de um de seus alunos do 5º ano, da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ao ver mais uma vez um desenho com personagens que não se pareciam com ele, a criança, identificada como Cleidison, resolveu fazer uma manifestação artística contra a falta de representatividade para as crianças negras e pintou todos os personagens.

Joice abraçou a causa do menino e compartilhou a imagem no Facebook. Na mensagem, ela dá a entender que vai procurar diversificar os desenhos.

“Todo bimestre tem votação na minha sala para escolher a capa da prova. A capa desta vez foi da Turma da Mônica. Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim’. Recado dado”, escreveu a professora no Facebook.

A história, claro, fez sucesso entre os usuários das redes sociais. Alguns deles brincaram com a professora, torcendo por uma nota dez para o aluno engajado. A imagem já foi compartilhada mais de 1.200 vezes.

foto: Reprodução/Facebook
foto: Reprodução/Facebook

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