Menino corta cabelo após 6 anos para doar às vítimas de câncer: ‘Fiz o bem’

Mãe convenceu menino a fazer a boa ação por conta do Dia das Crianças.
Mechas foram destinadas ao projeto Fios de Felicidade, de Santos, SP.

Fabinho mostra o cabelo cortado, que será doado (foto: Mariane Rossi/G1)
Fabinho mostra o cabelo cortado, que será doado (foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

Um menino de São Vicente, no litoral de São Paulo, resolveu cortar o cabelo após 6 anos e doar as mechas para um projeto que confecciona perucas para pessoas com câncer e outras doenças. A ação foi uma forma que ele e a mãe acharam para presentear esses pacientes na semana do Dia das Crianças.

Ailton Fabio Hurtado Lopes, ou apenas Fabinho, de 10 anos, sempre gostou de ter cabelo comprido. Ele ficou anos sem cortar as madeixas, mesmo com a mãe insistindo muito. Era a sua marca registrada, ele fazia sucesso entre as professoras e os colegas da escola.

No entanto, Aline Cristina Hurtado Costa, mãe de Fabinho, o convenceu a mudar o visual. “Estava escondendo o rosto dele, o pessoal já o confundia com menina”, brinca. Mas a mudança não seria apenas pela estética, o menino doaria o cabelo para pessoas com câncer ou outras doenças cujos tratamentos acarretam na queda dos cabelos. “Minha mãe me convenceu”, diz Fabinho. “Falei para ele, quem planta o bem colhe o bem. E poderia fazer o bem para outras crianças. A intenção foi mostrar para ele que não era preciso conhecer a pessoa para doar. O cabelo, depois deixa crescer novamente”, explica Aline.

Fabinho antes e depois de cortar o cabelo para a campanha (foto: Mariane Rossi/G1)
Fabinho antes e depois de cortar o cabelo para a campanha (foto: Mariane Rossi/G1)

Fabinho teve um caso da doença na família. A irmã mais velha de Aline sofreu com um câncer de mama, perdeu o cabelo e ficou careca durante o tratamento. “Ela recebeu uma peruca e o Fabinho viveu de perto tudo isso”, conta Aline.

Na semana do Dia das Crianças, ele resolveu fazer a boa ação, e a missão ficou por conta dos cabeleireiros Fabio Sales da Silva e Alex Lima de Almeida. Durante o corte, Aline se emocionou várias vezes, admirada com a atitude do filho e feliz pelo quanto o cabelo dele poderá elevar a autoestima de muitas pessoas.

Já de visual novo, Fabinho era só alegria. Ele ainda estava se acostumando com o penteado e com a ideia de poder ajudar outras pessoas. “Eu achava legal ter cabelo grande, mas gostei, achei legal. Acho que o pessoal da escola vai gostar”, diz.

O menino entregou as mechas para Marta Gonzalez, criadora do projeto Fios de Felicidade, que arrecada cabelos para confeccionar perucas e distribuí-las, gratuitamente, a pessoas com câncer e outras doenças.

Aline, Fabinho e Marta mostram as mechas do menino após o corte (foto: Mariane Rossi/G1)
Aline, Fabinho e Marta mostram as mechas do menino após o corte (foto: Mariane Rossi/G1)

O Fios de Felicidade surgiu durante o tratamento de quimioterapia sofrido pela mãe de Marta, que teve câncer de intestino grosso. Ela, as irmãs e sobrinhas deixaram seus cabelos crescerem para depois cortar e doar para a paciente, o que acabou não sendo necessário. Porém, diante de uma promessa que fez, ela iniciou a campanha, junto com a amiga Jaci Aragão, e passou a promover ações para corte e coleta de mechas de cabelo, em abril de 2014. Elas destinavam o material a ONGs que confeccionam perucas para as pacientes. Em três ações, foram mais de 1.300 mechas.

Agora, o Fios de Felicidade já possui um banco de perucas, mas elas ainda encontram dificuldades para promover esse trabalho, que é totalmente voluntário. “A máquina para fazer as perucas nós já temos, veio por doação, mas falta alguém que nos ensine a fazê-las. Me interesso em aprender a confeccionar as perucas e as próteses”, diz Marta.

Fabinho é a segunda pessoa do sexo masculino a participar do Fios de Felicidade, e o primeiro menino. Marta explica que a grande maioria das doações vem de mulheres, já que costumam ter cabelos maiores. As mechas de Fabinho se juntaram a outras, que estão sendo entregues nos postos de arrecadação disponíveis no site do projeto. Para fazer uma peruca, segundo Marta, são necessárias 250 gramas de cabelo. Cada prótese de fios naturais custa entre R$ 1.300 e R$ 1.500. Assim, é preciso muitas mechas para que uma paciente consiga uma peruca. O ato de Fabinho, portanto, acabará se transformando na felicidade de outras pessoas. ”Era para fazer o bem, e eu fiz”, conclui Fabinho.

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Garoto usa giz para desenhar no chão. Quando perceberam o que era, todos já estavam emocionados

publicado no Awebic

A produção desse vídeo é realmente sensacional, em poucos minutos o vídeo consegue demonstrar o sentimento de uma criança que deve estar sentindo falta de alguma coisa.

Essa criança pega meia dúzia de giz e faz um desenho no chão que deixam as pessoas impressionadas e emocionadas ao mesmo tempo.

Só vendo o vídeo para saber do que estou falando, realmente foi de emocionar o que essa criança fez para suprir sua necessidade.

“Alguns de nós, ao contrário dos mais privilegiados, valoriza e deseja o amor materno. Ame e seja amado incondicionalmente. Adote uma criança“

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Criança protesta contra o racismo em prova da escola e faz sucesso na web

foto: Reprodução/Facebook
foto: Reprodução/Facebook

Publicado no Extra

A professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa ao receber a prova bimestral de um de seus alunos do 5º ano, da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ao ver mais uma vez um desenho com personagens que não se pareciam com ele, a criança, identificada como Cleidison, resolveu fazer uma manifestação artística contra a falta de representatividade para as crianças negras e pintou todos os personagens.

Joice abraçou a causa do menino e compartilhou a imagem no Facebook. Na mensagem, ela dá a entender que vai procurar diversificar os desenhos.

“Todo bimestre tem votação na minha sala para escolher a capa da prova. A capa desta vez foi da Turma da Mônica. Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim’. Recado dado”, escreveu a professora no Facebook.

A história, claro, fez sucesso entre os usuários das redes sociais. Alguns deles brincaram com a professora, torcendo por uma nota dez para o aluno engajado. A imagem já foi compartilhada mais de 1.200 vezes.

foto: Reprodução/Facebook
foto: Reprodução/Facebook

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Crianças protegidas e inseguras

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Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo

Durante a minha infância, quanto tempo eu passava sem a supervisão de um adulto?

Grosso modo, dos sete aos 12 anos, eu ia para escola sozinho, de “tramway”. Pegava o bondinho a três quadras de casa, e a escola era a segunda parada: digamos que o conjunto levasse meia hora.

A volta da escola era a pé, com os amigos, brincando e conversando. Não levava menos de uma hora; eu chegava sempre atrasado para o almoço, mas isso era tolerado. Nos dias em que a escola se estendia até a tarde, a volta era mais longa: parávamos para brincar nas quadras de escombros dos bombardeios de 1943.

Eram lugares proibidos e perigosos; havia bombas não explodidas (é o que diziam), estruturas periclitantes e ratos, muitos ratos. Duvido que meus pais não soubessem: afinal, a cidade não tinha recuperado seus parquinhos e gramados –no lugar desses, havia os escombros. Nestes dias, então, a volta durava duas horas.

Uma vez em casa, eu me instalava à minha mesa de trabalho e estudava, direto, até o jantar. Claro, havia adultos no apartamento, mas, até o fim do dia, ninguém sequer entrava no meu quarto, nunca –ninguém, por exemplo, tentava saber o que eu estava lendo. Só na hora do jantar, minha mãe aparecia para verificar (por cima) se eu tinha terminado meus deveres. Eu ficava portanto sem adultos entre quatro e seis horas, a cada tarde.

No sábado, a partir dos oito anos, eu saía depois do almoço e voltava à noite –ia para o cineclube da escola, onde ficava por duas sessões seguidas.

Conclusão, eu ficava sem supervisão adulta sete horas por dia: uma média baixa, pois a maioria dos meus colegas dispunha do domingo (que eu passava obrigatoriamente com meus pais).

Claro, a diferença cultural entre Europa e Brasil se reflete na maneira de criar os filhos: na Europa, de qualquer criança, espera-se que, na medida do possível e antes de mais nada, ela “se vire”. Mas, além dessa diferença cultural, os tempos mudaram.

Num artigo na revista “The Atlantic” de abril, Hanna Rosin lembra que, nos EUA, em 1971, 80% das crianças de oito anos iam para escola sozinhos. Em 1990, só 9% pareciam ser considerados capazes dessa “ousadia”. Não temos os números de hoje, mas, se a tendência tiver continuado, não deve haver mais ninguém ou quase.

Agora, olhe ao seu redor e faça a conta: seus filhos, enteados, sobrinhos, quanto tempo eles passam efetivamente sem a supervisão de um adulto? Na classe média, entre motoristas, babás, professores particulares, repetidores, terapeutas, ortodontistas e bedéis onipresentes nos recreios, será que esse tempo existe?

A resposta tradicional a essa observação é que o mundo se tornou mais perigoso: haveria mais adultos mal intencionados, mais riscos –é preciso proteger as crianças. Pois é, Rosin lembra que, neste tempo, a taxa de acidentes sofridos por crianças não mudou.

Ou seja, o aumento do tempo de supervisão adulta e as novas regras de segurança (formais ou caseiras –nos equipamentos dos parquinhos, nas escolas, em casa etc.) certamente salvaram algumas vidas, mas não alteraram a estatística.

O que aumentou neste período, segundo Rosin, não foi a segurança, mas as fobias das crianças, que ficaram com medo dos comportamentos que lhes foram proibidos. Ou seja, as crianças não podem mais subir numa árvore; o número de acidentes em que uma criança cai de uma árvore não muda, mas aumenta o número de crianças que tem medo de alturas.

Não encorajo ninguém a, de repente, autorizar suas crianças a circular sozinhas e se aventurar por penhascos. Provavelmente, elas não saberiam o que fazer com essa liberdade inesperada.

Mas vale a pena se perguntar: se o mundo não é mais perigoso do que já foi, o que aconteceu? Por que nos tornamos supervisores compulsivos de nossas crianças?

Pois bem, o mundo não é mais hostil do que já foi, mas nossa confiança nele diminuiu, e talvez compensemos nossa falta de confiança protegendo nossas crianças da hostilidade que nós enxergamos no mundo.

Nota: como era previsível, proteger excessivamente nossas crianças as torna mais desconfiadas –não mais seguras. Se quiséssemos que nossas crianças fossem confiantes, seria preciso que elas fossem mais autônomas.

Regra sobre a qual valeria a pena voltar: a autonomia produz confiança, a proteção, ao contrário, produz insegurança.

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Menino pula de alegria por vencer leucemia (vídeo)

 

Publicado no Extra

Avery Harriman é um garoto de sete anos que está vencendo a leucemia pela terceira vez. O vídeo com o anúncio dos médicos que o menino poderia finalmente sair do hospital, após 23 dias de quimioterapia intensa, foi compartilhado na última quarta-feira e já bateu mais de 40 mil acessos no Youtube.

O pai do menino disse que, no entanto, o pequeno Avery não vai ficar muito tempo longe do hospital. Em entrevista para a CBS Sports.com, Chris Harriman, assistente do treinador da equipe de basquete Nebraska Huskers, explicou que na próxima semana Avery fará exames para ver como a doença está de comportando. Se o câncer não estiver mais dando sinais de atividade, o menino poderá passar por um transplante de medula. Se não, ele volta para a quimioterapia.

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A medula que pode ser recebida pelo menino deve ser doada por Andrew Cussen, um estranho da Califórnia que, tocado pela campanha iniciada pela família, fez em 2013 a primeira doação. Segundo Chris, Andrew está disposto a ajudar Avery mais uma vez, se for necessário.

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Avery está lutando contra a leucemia desde 2008, quando tinha apenas dois anos de idade. O câncer teve uma remissão, mas voltou em outubro de 2012 e, depois, em julho de 2014. A família lançou uma campanha #AveryStrong para sensibilizar as pessoas para a doação de medula óssea e atualizar sobre os progressos do menino.

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