Arquivo da tag: cristão

‘Estudos mostram que Jesus existiu. Se ele fez milagres, é outra história’

"A Anunciação", de Tintoretto (1518-1594)

“A Anunciação”, de Tintoretto (1518-1594)

título original: Desculpaí, mas Jesus existiu: um preâmbulo

Reinaldo José Lopes, no blog Darwin e Deus

Em plena Semana Santa, achei que seria o caso de abordar a fundo aqui no blog a questão da historicidade do personagem central destes sete dias: Jesus de Nazaré, é claro. Como o papo é complicadíssimo e o tempo de todo mundo (principalmente o meu, hehehe) é limitado, o único jeito é “quebrar” a discussão em vários posts. Este, portanto, é o preâmbulo — a ideia é publicar mais um post por dia até a Sexta-Feira Santa. Allons-y (como diria um certo doutor)!

Primeiro de tudo:

POR QUE MEXER NESSE VESPEIRO?

Como o título da série de posts deixa claro, a ideia é defender que algum sujeito chamado Jesus de fato nasceu em Nazaré (ou nasceu em Belém e cresceu em Nazaré, como queiram), andou pelas estradas da Galileia e da Judeia pregando e foi crucificado em Jerusalém lá pela terceira década do século 1º d.C. A questão é que, embora a esmagadora maioria dos historiadores sérios, tanto religiosos quanto agnósticos ou ateus, defenda que esse personagem existiu, há uma pequena minoria de amadores, e um ou outro historiador sério (em geral não especialista na análise das fontes bíblicas como documentos históricos), que diz que Jesus é basicamente um mito, inventado por Paulo ou por outros membros da primeira geração de cristãos. É claro que as afirmações desse pequeno grupo se tornaram populares, viraram “virais” na internet e seduziram boa parte das pessoas que, com bons ou maus motivos, querem dar umas porradas na crença cristã tradicional.

Bem, meu objetivo é demonstrar que essa ideia, desculpaí, beira a pseudociência. Se você usar os critérios SECULARES, “não religiosos”, que todos os historiadores usam para estudar o resto da Antiguidade clássica, e for honesto e equilibrado com os dados, a tendência esmagadora da lógica é aceitar a historicidade básica de Jesus de Nazaré.

MAS DIZEM QUE O CARA ANDOU SOBRE AS ÁGUAS E VOLTOU DOS MORTOS! COMO ISSO PODE SER HISTÓRICO?

Calma, calma, não criemos pânico. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Quando digo “historicidade básica”, quero dizer exatamente isso: os documentos históricos que chegaram até nós da Antiguidade são suficientes pra estabelecer que um sujeito chamado Jesus de Nazaré existiu, morreu lá pelo ano 30 d.C. e fez algumas coisas interessantes, como atuar como pregador, reunir discípulos e se indispor com as autoridades em Jerusalém. Usar esses documentos pra “provar” que ele tinha poderes sobrenaturais é outra história, completamente diferente — aliás, não é história, é teologia. O ponto central desta série de posts é tão somente demonstrar que não é razoável negar a existência histórica da figura. O resto está aberto à discussão.

É FÁCIL PRA VOCÊ FALAR, AFINAL VOCÊ É CATÓLICO, MANÉ!

Nunca escondi de ninguém e já abordei diversas vezes aqui no blog a minha crença religiosa. É claro que isso cria um viés, ainda que inconsciente, em favor de “acreditar em Jesus” — do ponto de vista da fé, bem entendido. Minha pergunta é: E DAÍ? Se eu fosse ateu, não é improvável (ainda que não fosse garantido) que existisse um viés contrário para “desacreditar”. Viés é que nem bumbum, gente: todo mundo tem o seu. A questão não é fazer com que os vieses inexistam — isso é impossível! –, mas sim fazer todo o esforço para “colocá-los entre parênteses” (ou colchetes!), para tentar, como metodologia, enxergar os dados que temos em mãos da maneira mais desapaixonada possível, deixando as evidências falarem, em vez de torturá-las para que elas digam o que queremos que elas digam.

Só pra constar: embora seja cristão, eu sei — e não tenho problemas pra aceitar — que um sem número de narrativas da Bíblia (a Criação, o Dilúvio, o Êxodo, muito do que se diz sobre David e Salomão etc.) não tem como ser história “real” no sentido como a entendemos hoje. O caso de Jesus, porém, é diferente DO PONTO DE VISTA HISTÓRICO — e não apenas do ponto de vista da fé.

A QUESTÃO DA “INVISIBILIDADE ARQUEOLÓGICA”

É claro que, em tese, todo o debate sobre a (in-)existência do Nazareno poderia ser resolvido de uma tacada só. Bastaria que alguma escavação em Jerusalém — digamos, na área da antiga Fortaleza Antônia, a praça-forte do poderio romano na Cidade Santa — achasse uma ordem de execução assinada por Pôncio Pilatos para um certo galileu. Ou que achassem a tumba com os restos mortais do dito cujo, o que, de quebra, enterraria o “mito da Ressurreição” (não, a tal “tumba de Jesus” que acharam e puseram em documentários de TV a cabo muito provavelmente não é a dele, mas isso é tema pra outro post).

Infelizmente, a chance de uma descoberta dessas acontecer é próxima de zero. Explico.

O fato, brava gente, é que boa parte das pessoas comuns do Império Romano, em especial os camponeses de uma população conquistada como os judeus da Galileia e da Judeia, são virtualmente invisíveis para nós com base na arqueologia. Sabemos um bocado sobre suas casas, seus instrumentos de trabalho, suas sinagogas e seus utensílios de cozinha, mas não conseguimos “colocar um rosto” nesse povo todo: não sabemos seus nomes, as histórias que contavam em volta da fogueira, o que pensavam, nada — a começar pelo fato de que quase todos, se não todos, devem ter sido analfabetos. É verdade que temos monumentos funerários de padeiros, açougueiros e ex-escravos romanos, que contam um pouco da história dessas pessoas, mas é preciso lembrar que esse é o povo “que deu certo”: gente que veio de baixo e acabou conseguindo uma posição econômica de destaque, e/ou tinha patronos com mais dinheiro e poder do que eles — fazer um monumento funerário era caro, pra começar.

Nada disso parece ter sido o caso de Jesus, de sua família ou de seus discípulos, oriundos, como eram, de um vilarejo de 200 pessoas nas colinas da Galileia. É natural que eles tenham sido “invisíveis” — ou, melhor dizendo, só tenham se tornado visíveis por meio de documentos literários, criados décadas depois da morte de Jesus por discípulos que tinham nível educacional e econômico mais elevado. É, aliás, o que acontece com todos os outros camponeses da Antiguidade: suas caras e suas vozes só aparecem quando são registradas — e, inevitavelmente, alteradas — pelos textos de gente que não pertencia à camada social deles.

O fato de que os Evangelhos retratam Jesus como alguém que arrebanhou milhares de seguidores antes de ser crucificado não refresca muito as coisas. Primeiro, é claro que os Evangelhos podem estar exagerando (até sem má intenção, apenas por distância cronológica) o número de seguidores de Jesus. Mas, fora isso, é importante lembrar que profetas, pregadores e milagreiros eram um fenômeno comum na Palestina do século 1º d.C. Entre a ascensão de Herodes, por volta de 40 a.C., e a revolta judaica contra Roma em 66 d.C. — um século, portanto — há pelo menos uns dez casos registrados de rebeldes messiânicos ou profetas que bagunçaram o coreto na região. Nada indica que, para aquele momento inicial, Jesus era mais importante do que esses sujeitos.

JESUS DE NAZARÉ E LEÔNIDAS DE ESPARTA: UM ESTUDO DE CASO

Queria, agora, chegar ao cerne do nosso papo de hoje. O fato é que, se formos usar a escassez de indícios arqueológicos diretos e a falta de fontes propriamente contemporâneas, escritas por “testemunhas oculares da história”, para rejeitar a historicidade de Jesus, teríamos de rejeitar a historicidade de… bem, de uns 70% dos personagens da Antiguidade clássica, ou talvez mais. Ficaríamos só com os monarcas e os membros da alta nobreza. E olhe lá: pra quem assistiu os dois filmes “300″, é bom lembrar que não daria pra aceitar a historicidade de ninguém menos que Leônidas, um dos reis de Esparta, o sujeito que morreu defendendo a Grécia da invasão persa em 480 a.C.

Vejamos: qual a primeira e mais confiável fonte documental histórica sobre a vida de Leônidas? Os textos do historiador grego Heródoto, que escreveu sobre as guerras entre gregos e persas por volta de 440 a.C., 40 anos depois da morte de Leônidas (coincidência ou não, Marcos, o mais antigo Evangelho, foi escrito uns 40 anos depois da morte de Jesus). Parece que Heródoto entrevistou alguns dos ex-combatentes dos dois lados, mas muito do que escreve tem algum cheiro de invenção épica ou de convenção literária, como o relato sobre a luta desesperada dos espartanos para proteger o corpo de seu rei depois que ele tombou.

Tem alguma evidência arqueológica contemporânea sobre a existência do hómi? Um túmulo, um epitáfio, moedas com a cara dele? Nada. Zero. Depois de Heródoto, temos apenas os textos do historiador grego Éforo (que só chegaram até nós por fragmentos), que escreveu mais de um século depois das Termópilas, por volta de 350 a.C. E, muito mais tarde, textos da época romana, produzidos por gente como Diodoro Sículo e Plutarco.

Dá para fazer o mesmo exercício que fiz com Leônidas com uma série de personagens da Antiguidade clássica. Sob esse ponto de vista, Jesus é um personagem histórico muito mais bem documentado do que Leônidas, já que há fontes independentes cristãs, judaicas e pagãs, todas compostas de algumas décadas a um século depois da morte dele, a respeito do Nazareno.

Meu próximo post começa a abordar essas fontes, partindo de Flávio Josefo, um historiador judeu cujos textos parecem ter sido alterados por copistas cristãos posteriores — mas, ao que tudo indica, não de maneira irreparável. Até lá!

O Deus (deus?) de Einstein

Reinaldo José Lopes, no blog Darwin e Deus

Einstein na fase gatinho, só pra variar um pouco. (Crédito: Reprodução)

Einstein na fase gatinho, só pra variar um pouco. (Crédito: Reprodução)

“Sem religião, a ciência é manca; sem ciência, a religião é cega.” A frase, caso você não saiba, é de autoria do físico alemão Albert Einstein (1879-1955), e as pessoas adoram usá-la para 1) mostrar como o pai da teoria da relatividade defendia a conciliação e o meio-termo entre visões científicas e religiosas do mundo e 2) usar a suposta crença de Einstein em Deus como a arma definitiva contra cientistas ateus radicais. A verdadeira visão do mais famoso gênio do século 20 sobre o tema, porém, é bem mais complicada.

De origem judaica, Einstein nem chegou a fazer o bar-mitzvah, a iniciação social e religiosa pela qual todo adolescente judeu deveria passar, lendo trechos das Escrituras na sinagoga ao completar 13 anos. Mais ou menos nessa idade, vivenciou uma breve fase de fervor religioso, estudando hebraico bíblico e tudo o mais. Mas passou rapidinho, e ele passou o resto da vida sem praticar os rituais do judaísmo.

Deixemos que o próprio Einstein explique, afinal de contas, qual sua visão sobre a existência/inexistência de Deus:

“Não posso provar para você que não existe um Deus pessoal, mas, se eu fosse falar dele, seria um mentiroso. Não acredito no Deus da teologia, que recompensa o bem e pune o mal. Meu Deus criou as leis que resolvem esse problema. O Universo dele não é regido por nossos pensamentos e desejos, mas por leis imutáveis.”

Ao mesmo tempo, Einstein se dizia um sujeito extremamente religioso — mas no sentido de que era tomado por um “sentimento religioso cósmico”, que ele comparava ao pensamento de São Francisco de Assis (erradamente, desconfio) e do filósofo judeu holandês Baruch Spinoza (1632-1677). O indivíduo que adota essa perspectiva, diz Einstein, “sente a futilidade dos desejos e objetivos humanos e a sublimidade e maravilhosa ordem que se revelam tanto na natureza quanto no mundo do pensamento”, chegando ao desejo de “experimentar o Universo como um todo único e significativo”. Esse estado de espírito seria a “evolução” máxima das religiões primitivas, desde que se permitisse que a ciência “purificasse o impulso religioso do peso de seu antropomorfismo”, ou seja, da tentação de enxergar o divino com características humanas.

Com base nessa visão, Einstein chegou até a afirmar, de modo aparentemente paradoxal: “Se você reza e pede benefícios a Deus, não é um homem religioso”.

E AQUELE PAPO DOS DADOS?

É verdade que, muitas vezes, o físico curtia fazer referências misteriosas e com ar profético a Deus que podiam ser mal interpretadas. O que será que ele queria dizer com frases como “Deus não joga dados”, “Sutil é o Senhor, mas malicioso ele não é” ou, pior ainda, “Quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele momento. Quero conhecer os pensamentos divinos, o resto é detalhe”?

Metáforas e mais metáforas, no fim das contas. Explicando o clássico “Sutil é o Senhor”, eis o que ele disse: “A natureza esconde seus segredos por causa de sua elevação essencial, mas por meio de ardis”. Ou então: “O que realmente me interessa é saber se Deus poderia ter criado o mundo de um jeito diferente; em outras palavras, se a exigência da simplicidade lógica admite alguma margem de liberdade”.

No fundo, para Einstein, Deus não criou a lei e a harmonia do Universo, ele É esse conjunto de leis — uma posição que talvez possa ser classificada como panteísmo, não muito diferente da do nosso amigo Giordano Bruno.

É claro que nada disso deveria influir na decisão de cada pessoa de acreditar ou desacreditar em Deus. Apoiar-se numa suposta crença ou descrença de Einstein não passa de argumento de autoridade — basicamente o pior tipo de argumento que se pode usar para defender qualquer coisa.

Danilo Gentili vence Jô Soares e conquista liderança: ‘Atribuo o sucesso a Deus’

Apresentador comemora a vitória no primeiro confronto direto com Jô e conta que atribui a boa audiência a ‘muito trabalho duro e a Deus’

Jô Soares e Danilo Gentili (Zé Paulo Cardeal/TV Globo e Roberto Nemanis/SBT)

Jô Soares e Danilo Gentili (Zé Paulo Cardeal/TV Globo e Roberto Nemanis/SBT)

Publicado na Caras

O programa The Noite com Danilo Gentili venceu o Programa do Jô no primeiro confronto entre os talk shows, na madrugada desta quarta-feira, 19. Eles competiram durante 41 minutos (0h59 às 1h40) e Danilo obteve 5 pontos – um à frente dos 4 da atração global.

Questionado se imaginou que venceria o veterano tão rapidamente (o programa está apenas em sua segunda semana de exibição), Danilo é modesto. “Eu achei que seria peão de fábrica em Santo André”, disse o apresentador à CARAS Digital.

Ele contou ainda a quê atribui o sucesso do programa. ”A muito trabalho duro e… sinceramente? No fim das contas eu sou cristão, então eu atribuo todo sucesso a Deus também. Eu trabalho duro como se todo esforço dependesse só de mim, mas no fim das contas eu sei que depende mais dEle do que da força do meu braço. Eu prefiro crer assim”, contou Danilo.

Na madrugada desta quarta o The Noite ficou no ar de 0h59 à 1h47 e marcou 5 pontos (contra 4 da segunda e 2 da tarceira) com pico de 6 pontos e 24% de share. O programa recebeu o jornalista Fred Melo Paiva, que foi “demitido” do CQC antes mesmo de estrear, e o ator Paulo Goulart Filho, enquanto Jô Soares contou as jornalistas Ana Maria Tahan, Cristina Serra, Cristiana Lôbo e Lilian Witte Fibe, no programa batizado de Meninas do Jô.

Danilo conta que não não acompanha a audiência em tempo real, mas gosta de estar informado sobre os resultados, divulgar e comemorar com os fãs. “Divulgar resultados positivos sempre é bom para os negócios”, explica o apresentador, que diz torcer para que seus bons números não motivem reformulações nos concorrentes. “Tomara que não. Está tão bom ser líder de audiência”, festeja.

‘Eu era um hipócrita’, diz ex-estrela mirim de ‘Two and a Half Men’

Angus aparece de barba em entrevista (foto: Reprodução)

Angus aparece de barba em entrevista (foto: Reprodução)

Publicado na Folha de S.Paulo

O ator Angus T. Jones, ex-estrela mirim da série “Two and a Half Men”, voltou a falar mal do programa e disse que ele se sentia um “hipócrita pago” ao seguir trabalhando no programa.

Há pouco mais de um ano, Jones, que é ligado à Igreja Adventista do Sétimo Dia, disse que “odiava” a série e pediu às pessoas que parassem de assisti-la.

De lá para cá, o papel do ator como o personagem Jake foi reduzido drasticamente. Ele foi tirado do elenco fixo do programa e se tornou um personagem recorrente —mesmo assim, Jake não apareceu em nenhum episódio da atual temporada de “Two and a Half Men”.

Por isso, Angus T. Jones tem se concentrado nos estudos e em divulgar sua fé cristã, que ele diz ter entrado em conflito com sua atuação no programa.

“Era difícil para mim estar na série e ser parte de algo que estava tirando sarro de tópicos do nosso mundo, onde realmente existem problemas para muitas pessoas”, disse Jones na mais recente entrevista, a uma rede de TV local de Houston, nos Estados Unidos.

“Eu era um hipócrita pago, porque não concordava com isso [atuar em 'Two and a Half Men'] e ainda estava fazendo.”

No sábado (15), Jones discursou a paroquianos de uma igreja em Houston. Ele tem viajado pelos EUA para divulgar a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Mesmo assim, o ator afirmou se sentir mal por ter criticado abertamente “Two and a Half Men” e seu criador, Chuck Lorre.

“[A série] era tipo o bebê dele, e eu falei muito mal do bebê dele. Por isso, eu me arrependo, mas fora isso, não retiro nada do que disse.”

dica do Ailsom Heringer

Quem doa à Igreja e rouba o Estado é falso cristão, diz Papa Francisco

Pontífice afirmou que há diferença entre ser pecador e ser corrupto.
Ele criticou cristãos que levam ‘vida dupla’.

Papa Francisco acena durante o Angelus no Vaticano (Foto: Reuters)

Papa Francisco acena durante o Angelus no Vaticano (Foto: Reuters)

Publicado no G1

O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (11), na homilia da tradicional missa matutita na Casa Santa Marta, que quem doa à Igreja e rouba o Estado é um falso cristão porque leva uma vida dupla.

Na homilia, da qual a Rádio Vaticano publicou alguns trechos, o Papa argentino afirmou que se pode ser “pecador”, porque todos somos, “mas não corrupto”.

Jorge Bergoglio dedicou sua homilia ao perdão e assegurou que “Jesus não se cansa de perdoar e nos aconselha fazer o mesmo com os demais”, mas especificou que o pior é quem não se arrepende de seus pecados.

“A vida dupla de um cristão é algo tão mau, tão mau…”, disse o Papa, que citou as pessoas que asseguram que são “benfeitoras da Igreja, abrem o bolso e dão para Igreja, mas com a outra mão roubam o Estado, os pobres”.

“Isto é uma injustiça. Isto é levar uma dupla vida, porque estas pessoas enganam. Esta é a diferença entre os pecadores e o corruptos e quem tem uma vida dupla é um corrupto”, sentenciou.

“Todos conhecemos alguém que se encontra nesta situação e o mal que fazem à Igreja. Cristãos corruptos, sacerdotes corruptos …Que grave é isto para a Igreja. Porque não vivem no espírito do evangelho, mas no da mundanidade”, acrescentou.

Na sexta-feira passada, o Papa também falou em sua homilia em Santa Marta contra “o deus da corrupção” ao explicar que a dignidade vem do trabalho digno, do trabalho honesto e não desse caminho mais fácil.