Padres levam vida de caminhoneiro para celebrar missas

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Publicado no Estadão

Levar a palavra de Deus pelas estradas do país é a missão de três padres que se dedicam à Pastoral Rodoviária. Para isso percorrem 7 mil postos de combustíveis espalhados pelo Brasil ao longo do ano. Cada um desses locais tem uma missa a cada 12 meses, celebrada dentro de um caminhão-baú, dirigido pelo próprio padre.

Desde que o trabalho começou já foram mais de 3 milhões de quilômetros percorridos. Na noite desta quinta-feira, 4, foi a vez dos caminhoneiros se reunirem em um posto na Rodovia MG-050, em Uberaba (MG), para assistirem à missa que somente voltará a ser celebrada daqui a um ano.

“Pra gente que vive na estrada é uma bênção ter uma oportunidade assim”, contou João César da Silva, que encostou sua carreta e interrompeu a viagem para assistir à celebração. Ele foi um dos que se sentaram nas cadeiras do restaurante do posto às margens da rodovia no Triângulo Mineiro.

Na estrada. O padre Arno Longo, com seu caminhão capela, após este e outros postos e restaurantes de beira de estrada em Minas, estará ainda este mês em cidades de São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Pará. Assim como seus dois colegas que optaram pela pregação pela via rodoviária, ele faz as refeições nos restaurantes da estrada e toma banho nos postos de combustíveis.

Os gastos com as despesas de viagem, incluindo combustível e cuidados com o caminhão, vêm de ajuda dos fiéis. A pastoral foi fundada pelo padre Mário Litewka, que após trabalhar sozinho por anos passou a ter outros dois sacerdotes que, assim como ele, vivem como religiosos, mas numa vida de caminhoneiro.

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Papiro citando a Santa Ceia pode ser o mais antigo amuleto do cristianismo

Fragmento indica que cristãos adotaram costume egípcio de usar amuletos contra perigos (foto: University of Manchester, John Rylands Research Institute)
Fragmento indica que cristãos adotaram costume egípcio de usar amuletos contra perigos (foto: University of Manchester, John Rylands Research Institute)

Publicado no UOL

Um fragmento de papiro com referência à Santa Ceia pode ser o mais antigo amuleto do Cristianismo. O pedaço de papel foi descoberto por uma pesquisadora entre milhares de papiros mantidos na biblioteca da Universidade de Manchester, no Reino Unido.

A responsável pelo achado, Roberta Mazza, diz que ele provavelmente foi usado dobrado em um pingente como amuleto de proteção. “Foi uma descoberta importante e inesperada. Trata-se de um dos primeiros registros de uso de magia no contexto do cristianismo e o primeiro amuleto com referência à Santa Ceia”, diz Mazza.

O fragmento é provavelmente originário de uma cidade do Egito. Seu texto traz uma mistura de trechos dos Salmos e do evangelho de Matheus. “Na época, cristãos começaram a utilizar passagens da Bíblia como amuleto de proteção”, diz Mazza. “Por isso, este achado marca o início de uma importante tendência”, completa.

Análises de carbono indicam que o papiro data de período entre os anos de 574 e 660. O criador provavelmente transcreveu trechos da Bíblica de que lembrava de cabeça, ao invés de copiá-los. Segundo a pesquisa, há erros de ortografia e palavras que não estão na ordem correta, como estão na Bíblia.

A íntegra do texto diz:

“Temei o que governará sobre a terra.

Saibam nações e povos que Cristo é o nosso Deus.

Pois ele falou e tudo veio a ser, ele mandou, e tudo foi criado; ele colocou tudo sob os nossos pés e nos libertou da cobiça de nossos inimigos.

Nosso Deus preparou uma Ceia Sagrada no deserto para o povo e deu o maná da Nova Aliança para comermos, o corpo imortal do Senhor e o sangue de Cristo derramado por nós para a remissão dos pecados”.

A passagem foi originalmente escrita na parte de trás de um recibo usado para pagamento ou cobrança de imposto. Um texto quase ilegível faz referência à coleta de tributos da vila de Tertembuthis, localizada no interior de Hermópolis, cidade da antiguidade onde hoje está localizada El Ashmunein, no Egito.

“Provavelmente, a pessoa que utilizou as costas do papiro para escrever o texto do amuleto era dessa mesma região”, diz Mazza.

A descoberta será apresentada por Roberta Mazza em conferência internacional. Em seu estudo, ela mostra que cristãos adotaram a prática egípcia de usar amuletos para proteger seu portador e afastar perigos. Segundo a pesquisadora, a prática pode ser verificada ainda hoje, no uso de escapulários e orações em santinhos.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik.it.

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Por que a religião não é saída?

O budismo light vai bem com vinho branco no calor. Nas redes sociais, a religião combina com Coca Zero

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Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

Por que a religião não é mais uma saída? Afirmei há algumas semanas nesta coluna (“O Impasse Conservador”, de 11 de agosto) que a religião não era mais saída. Muitos leitores me perguntaram o que eu queria dizer com isso.

No contexto do pensamento conservador é muito comum associar tradições religiosas à defesa do hábito como instrumento contra os excessos do “racionalismo político” herdeiro da Revolução Francesa e sua “engenharia social”.

Muitos conservadores (mas, evidentemente, não todos) são religiosos ou defendem uma adesão religiosa de alguma forma. Entendem que a vida pautada por alguma tradição religiosa responde a uma necessidade profunda do ser humano e que, portanto, o anticlericalismo iluminista francês atrapalha o homem quando o faz pensar que a religião seria atraso de vida ou coisa de gente estúpida ou ignorante.

Voltaire, por exemplo, típico iluminista do século 18 francês, via a religião como uma superstição das trevas. A crítica de Voltaire se aplicaria bem ao caso do Estado Islâmico no Iraque e seus horrores como cortar cabeças e clitóris.

Sei que muitas pessoas inteligentes são religiosas e que não se pode afirmar definitivamente nada sobre a existência de figuras como o Deus israelita, que o cristianismo abraçou na figura de Cristo. Vejo muitas das tradições religiosas do mundo como grandes exemplos de sabedoria. Nem tudo é o Estado Islâmico em religião.

Como dizia Chesterton, autor inglês do início do século 20, não há problema em deixar de acreditar em Deus; o problema é que normalmente passa-se a acreditar em qualquer bobagem como história, política, ciência, ou, pior, em si mesmo, como forma de salvação. Eu acho que não há salvação para o homem.

Existe também a literatura mística que descreve experiências diretas de Deus e que é marcada por grandes transformações na vida dessas pessoas, muitas vezes de modo enriquecedor. Sou um leitor apaixonado dessa tradição.

Mas, então, por que digo que a religião não é saída? Antes de tudo para mim, pessoalmente. Não nasci com o órgão da fé, como dizia o filósofo Cioran no século 20. Mas, de modo mais amplo, entendo que as religiões no mundo contemporâneo ou se acomodam aos ditames da sociedade de mercado e viram mais ou menos produtos dela (e acabam ficando meio inócuas), ou entram em choque com o mundo contemporâneo e caem na tentação fundamentalista.

Existem tipos de religião. Um deles é a “nova era”, forma de espiritualidade ao portador, com alto poder de consumo e baixíssimo comprometimento, do tipo “budismo light”. Vai bem com vinho branco no calor. Também há o tipo de religião nas redes sociais –vai bem com Coca Zero.

Outro é a adesão “dura”, que muitos chamam de fundamentalismos. Podem ter viés político, como no Oriente Médio, ou os católicos comunistas da América Latina (que reclamam do capitalismo e viram MST), ou moral, como no caso dos evangélicos. Ou mesmo os católicos “praticantes”.

Há também os sensíveis e cultos, que podem deixar qualquer ateu chocado com como são mais inteligentes do que os ateus militantes (um tipo basicamente chato).

Há também os que creem em “transes”, do kardecismo doutrinário, meio sem graça, aos cultos afro-brasileiros, mais interessantes e “coloridos”. Claro, há também os conversos às religiões orientais, que, na maioria das vezes, têm baixo comprometimento ou viram monges de adesão “dura”.

Há também os que entendem que as religiões falam todas a mesma coisa: amor, generosidade, compreensão. A ideia é boa, mas não é verdade. Na prática, as religiões não falam a mesma coisa. Por exemplo, um judeu e um cristão podem concordar sobre como a guerra é ruim, mas é melhor que não discutam sobre se Jesus é ou não o messias.

No mundo contemporâneo, uma religião, para ser bem-comportada, tem que se submeter à lógica do Estado democrático laico, como diria John Stuart Mill no início do século 19. Por isso, deve “baixar a bola” e entrar na competição do “mercado de sentido da vida” e jamais questionar a sociedade laica. Se o fizer, cai na tentação fundamentalista. Um beco sem saída.

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O problema das Santas Casas é o problema dos santos

Atirador do CinemaPublicado por Ricardo Alexandre

Que se escancare, que se puna, que se apure a questão dos 2100 hospitais sem fins lucrativos brasileiros, que acumulam uma dívida de 15 bilhões de reais, que ameaçam baixar as portas e deixar milhares de pessoas sem atendimento.

Mas há uma questão periférica no problema que convém ser lembrada, especialmente depois que o maior de todos eles, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (foto acima), fechou temporariamente seu pronto-socorro porque seus fornecedores recrudesceram diante de uma dívida de 45 milhões de reais. É claro que, em tempos eleitoreiros, foi fogo no rastilho: onde está o repasse do governo federal, onde está o dinheiro que o governo federal disse que repassou ao governo estadual etc. Tudo importante, e tudo da maior importância.

Mas não me escapou o fato de que o agigantamento de uma Santa Casa tem muito a ver com o agigantamento das denominações religiosas, e a complexidade da questão com a velocidade de tempos em que sequer paramos para pensar no óbvio de que uma obra de filantropia (que tem todo o direito de buscar parcerias tanto na iniciativa privada quanto no governo) é, sim, um problema público, mas é um problema dos santos.

“Santos” (“separado”, “destacado”) era como os primeiros cristãos referiam-se uns aos outros nos tempos em que a palavra “cristão” ainda não havia sido cunhada. Na Bíblia, os apóstolos escreviam “aos santos de Corinto”, “aos santos de Tessalônica”etc. É por isso que a Santa Casa chama-se Santa Casa: porque foi obra de santos, gente destacada para uma missão muito específica, que buscou no governo apoio, mas que não esperou do governo o seu sustento.

A importância do cuidado com os pobres na igreja cristã primitiva era pivotal. Há um episódio na Bíblia que me espanta em particular. Conta que, um belo dia, aparece em Jerusalém um ex-oficial romano, algoz de vários cristãos, dizendo-se convertido ao cristianismo. Pior: dizendo ter encontrado o próprio Jesus Cristo ressuscitado, conversado com ele e tendo por ele próprio sido enviado para falar de sua mensagem. Em outras palavras, se dizendo tão apóstolo quanto os apóstolos originais. Depois de quebrar o gelo e se entenderem, o ex-oficial romano, hoje conhecido como São Paulo, saiu com uma única recomendação do grupo original de cristãos: que não se esquecesse dos pobres (Gálatas 2.10).

Nos séculos seguintes, a ideia de curar os doentes e cuidar dos pobres foi seguida tão a risca que logo após a descriminalização do cristianismo, os monastérios começaram a abrir suas portas para andarilhos e doentes pobres. Lá pelo século quarto, os monges já cultivavam ervas medicinais que seriam usadas para tratar os viajantes em alas chamadas “infirmitorium”, que é a raiz da palavra “enfermaria”.

Embora não seja muito correto dizer que os hospitais sejam criação cristã (há registros bissextos de reunião de médicos na Ásia, na Índia  e no império romano), foi definitivamente na cristandade que eles começaram a se espalhar. Acredita-se que só a Ordem de São Bento (do lema “ora e trabalha” e seus votos de pobreza e amparo aos peregrinos) tenha inaugurado mais de 2 mil deles.

O primeiro hospital brasileiro, aliás, foi criação dos jesuítas, a Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 1543. “Criado” é um eufemismo para dizer que os monges limpavam o chão, atendiam os colonos, faziam cirurgias e manipulavam os remédios – na falta de profissionais que quisessem se aventurar em um país selvagem daqueles.

Nos anos 1960, o surgimento da teologia da libertação rachou a igreja católica. De uma hora para outra, quem tinha agenda social virou “marxista”. Quem não tinha virou alienado – não que não o fosse antes. Há poucos meses, o papa Francisco matou a charada: “O socialismo roubou a bandeira dos pobres dos cristãos”. Pior do que isso, os santos contemporâneos se esqueceram dos pobres, e aprenderam a fazer filantropia desde que seja com o dinheiro do estado.

A tradição protestante, com sua teologia da missão integral, aparentemente conseguiu acomodar as questões sociais dentro da ortodoxia. Eu, que não sei de nada, gosto muito da ideia por trás da Rede Ibab Solidária, da Igreja Batista de Água Branca, zona oeste de São Paulo, por exemplo: angariar dinheiro e contingente humano em sua própria comunidade e enviá-los a mais de 30 ONGs de São Paulo. Quando lancei meu livro mais recente, o Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar, o lucro das noites de lançamento foi doado para a Casa de Acolhedora de Vinhedo, também uma parceria entre uma igreja e uma prefeitura. Em vez de servir “para dentro”, os cristãos servem “para fora”, conforme desejou o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer. Mas é apenas um modelo possível. Sei que há outros mais institucionais, outros mais pessoais, frutos do mesmo espírito. Curiosamente, mesmo dentro deles a prática hospitalar tem tido cada vez menos espaço.

Hoje, discute-se muito sobre a isenção fiscal em relação a instituições religiosas. Semana passada, um vídeo do grupo Porta dos Fundos foi ao ar, no qual um sujeito camuflava uma padaria de igreja, a fim de não pagar impostos. É uma discussão boa, mas que não precisaria avançar para muito além do próprio entendimento do que é filantropia: amor ao ser humano, ao desfavorecido. O governo cuida das pessoas por intermédio de instituições que cuidam das pessoas, e as viabiliza por meio de certas isenções fiscais. A discussão razoável seria menos sobre o sentido da isenção e muito mais sobre quais instituições são, de fato, filantrópicas.

A dificuldade das Santas Casas é, em parte, a dificuldade de uma prática religiosa que, com o avançar dos séculos, se transformou em algo cada vez mais individualista, imediatista e distante de sua mensagem original. É falta de governo, é corrupção, é desvio de dinheiro, mas também é falta de mulheres e homens santos, dispostos a, literalmente, colocar as mãos nas chagas da sociedade.

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Laços religiosos não justificam aliança com Israel, diz líder batista

Com placa escrita 'paz agora' em hebraico, grupo Habonim Dror pede solução pelo diálogo, não pela guerra em ato em Higienópolis (foto: Patrícia Dichtchekenian/ Opera Mundi)
Com placa escrita ‘paz agora’ em hebraico, grupo Habonim Dror pede solução pelo diálogo, não pela guerra em ato em Higienópolis (foto: Patrícia Dichtchekenian/ Opera Mundi)

João Fellet, na BBC Brasil [via UOL]

As afinidades entre o cristianismo e o judaísmo não justificam que cristãos se alinhem politicamente com Israel, diz o pastor Edmilson Vila Nova, um dos principais representantes da Igreja Batista no Brasil.

Em entrevista à BBC Brasil, Nova – que é presidente da Convenção Batista Nacional – afirma que “qualquer igreja evangélica ou católica no mundo tem uma identificação profunda com a história de Israel e do judaísmo”.

“Mas o fato de judeus constarem na Bíblia como o povo escolhido não dá a Israel o direito de agir dessa maneira (em Gaza)”, diz o pastor – que, na entrevista, disse expressar sua opinião pessoal sobre o conflito, já que um posicionamento oficial da Igreja Batista exigiria um amplo processo de consultas.

Uma reportagem da BBC Brasil publicada nesta quarta-feira mostrou que a condenação do governo brasileiro aos ataques israelenses em Gaza – simbolizada pela decisão da presidente Dilma Rousseff de convocar o embaixador brasileiro em Tel Aviv – gerou forte reação contrária de líderes de igrejas evangélicas neopentecostais.

Além dos laços religiosos com locais sagrados de Israel, eles citaram em defesa do país argumentos semelhantes aos que são usados pelo governo israelense – como o de que as ações em Gaza visam proteger os israelenses de ataques do Hamas, o grupo palestino que controla o território. Os líderes disseram ainda temer que a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e Israel afete o fluxo de peregrinos brasileiros para a Terra Santa.

Para o pastor Edmilson Vila Nova, no entanto, “o que Israel está fazendo é desumano”.

“Israel usa uma força muito grande contra quem não tem força, o que termina penalizando pessoas que são inocentes e não têm nada a ver com a situação”.

“O fato é que bombardear um lugar pequeno e populoso como Gaza mata pessoas inocentes. Isso se constitui uma ação agressiva, violenta e desproporcional”, diz Nova.

Para o pastor, o Hamas é um grupo terrorista e Israel tem o direito de se defender de seus ataques.

Ele avalia, no entanto, que o país “deveria encontrar outro caminho que não fosse a retaliação por meio de bombardeios”.

Nova diz que o Exército israelense poderia se infiltrar em Gaza para desmantelar o Hamas, minimizando os impactos de suas ações na população civil.

O governo israelense diz que os alvos de bombardeios são escolhidos após análise criteriosa e que as ações são necessárias para destruir instalações militares do Hamas. Afirma ainda que as forças israelenses evitam ao máximo atingir civis, mas que o Hamas usa “escudos humanos” para proteger suas bases.

Até agora, mais de 1.800 mil palestinos morreram no conflito, em sua maioria civis. Já do lado israelense morreram 67 pessoas, três civis. No momento, um cessar-fogo entre as partes trouxe horas de “tranquilidade” à região.

Para o pastor Nova, a solução do conflito requer o reconhecimento do Estado Palestino. “Desde o ano 70, quando Israel foi praticamente destruído pelo Império Romano, até 1948, quando os judeus tiveram reconhecido seu direito de voltar ao território de onde tinham saído, Israel sofreu muita truculência na história”, diz.

“O mesmo ato de justiça deveria ter contemplado os palestinos, que enquanto povo também têm o direito a um território.”

A BBC Brasil também questionou outras igrejas sobre sua posição em relação ao conflito em Gaza e a postura do governo brasileiro no episódio.

Em nota, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representante máxima da Igreja Católica no país, disse que “a violência, a morte de inocentes não se justificam, nem de uma parte nem de outra”.

Questionado sobre a decisão de Dilma de chamar o embaixador brasileiro em Tel Aviv para consultas, o órgão afirmou que o governo “é livre para convocar seus embaixadores”.

Outras igrejas contatadas não responderam aos questionamentos.

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