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A culpa por ser pobre e não ter estudado é totalmente sua

Publicado por Leonardo Sakamoto

A culpa por você ser pobre é totalmente sua.

A frase acima raramente traduz a verdade. Mas é o que muita gente quer que você acredite.

Aí a gente liga a TV de manhã para acompanhar os telejornais por conta do ofício e já se depara com histórias inspiradoras de pessoas que não ficaram esperando o Maná cair do céu e foram à luta. Pois a educação é a saída, o que concordo. E está ao alcance de todos – o que é uma besteira. E as cotas por cor de pele, que foram fundamentais para o personagem retratado na reportagem alcançar seu espaço e mudar sua história, nem bem são citadas.

Pra quê? No Brasil, não temos racismo, não é mesmo? Até porque o negro não existe. É uma construção social…

Quando resgato a história do Joãozinho, os meus leitores doutrinados para acreditar em tudo o que vêem na TV ficam loucos. Joãozinho, aquele self-made man, que é o exemplo de que professores e alunos podem vencer e, com esforço individual, apesar de toda adversidade, “ser alguém na vida”.

(Sobe música triste ao fundo ao som de violinos.)

Joãozinho comia biscoitos de lama com insetos, tomava banho em rios fétidos e vendia ossos de zebu para sobreviver. Quando pequeno, brincava de esconde-esconde nas carcaças de zebus mortos por falta de brinquedos. Mas não ficou esperando o Estado, nem seus professores lhe ajudarem e, por conta, própria, lutou, lutou, lutou (contando com a ajuda de um mecenas da iniciativa privada, que lhe ensinou a fazer lápis a partir de carvão das árvores queimadas da Amazônia), andando 73,5 quilômetros todos os dias para pegar o ônibus da escola e usando folhas de bananeira como caderno. Hoje é presidente de uma multinacional.

(Violinos são substituídos por orquestra em êxtase.)

Ao ouvir um caso assim, não dá vontade de cantar: Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooooooor?

Já participei de comissões julgadoras de prêmios de jornalismo e posso dizer que esse tipo de história faz a alegria de muitos jurados. Afinal, esse é o brasileiro que muitos querem. Ou, melhor: é como muitos querem que seja o brasileiro.

Enfim, a moral da história é:

“Se não consegue ser como Joãozinho e vencer por conta própria sem depender de uma escola de qualidade, com professores bem capacitados, remunerados e respeitados, e de um contexto social e econômico que te dê tranquilidade para estudar, você é um verme nojento que merece nosso desprezo. A propósito, morra!”

Uma vez, recebi reclamações da turma ligada a ações como “Amigos do Joãozinho”. Sabe, o pessoal cheio de boa vontade genuína e sincera, mas que acredita que o problema da escola é que falta gente para pintar as paredes. Um deles me disse que acreditava na “força interior” de cada um para superar as suas adversidades. E que histórias de superação são exemplos a serem seguidos.

Críticas anotadas e encaminhadas ao bispo, que me lembrou de que eu iria para o inferno – se o inferno existisse, é claro.

O Brasil está conseguindo universalizar o seu ensino fundamental, mas isso não está vindo acompanhado de um aumento rápido na qualidade da educação. Mesmo que os dados para a evolução dos primeiros anos de estudo estejam além do que o governo esperava no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), grande parte dos jovens de escolas públicas têm entrado no ensino médio sabendo apenas ordenar e reconhecer letras, mas não redigir e interpretar textos.

Enquanto isso, o magistério no Brasil continua sendo tratado como profissão de segunda categoria. Todo mundo adora arrotar que professor precisa ser reconhecido, mas adora chamar de vagabundo quando eles entram em greve para garantir esse direito.

Ai, como eu detesto aquele papinho-aranha de que é possível uma boa educação com poucos recursos, usando apenas a imaginação. Aulas tipo MacGyver, sabe? “Agora eu pego essa ripa de madeira de demolição, junto com esses potinhos de Yakult usados, coloco esses dois pregadores de roupa, mais essa corda de sisal… Pronto! Eis um laboratório para o ensino de química para o ensino médio!”

É possível ter boas aula sem estrutura? Claro. Há professores que viajam o mundo com seus alunos embaixo da copa de uma mangueira, com uma lousa e pouco giz. Por vezes, isso faz parte do processo pedagógico. Em outras, contudo, é o que foi possível. Nesse caso, transformar o jeitinho provisório em padrão consolidado é o ó do borogodó.

Pois, como sempre é bom lembrar, quem gosta da estética da miséria é intelectual, porque são preferíveis escolas que contem com um mínimo de estrutura. Para conectar o aluno ao conhecimento. Para guiá-lo além dos limites de sua comunidade.

“Ah, mas Sakamoto, seu chato! Eu achei linda a história da Ritinha, do Povoado To Decastigo, que passa a madrugada encadernando sacos de papel de pão e apontando lascas de carvão, que servirão de lápis, para seus alunos da manhã seguinte. Ela sozinha dá aula para 176 pessoas de uma vez só, do primeiro ao nono ano, e perdeu peso porque passa seu almoço para o Joãozinho, um dos alunos mais necessitados. Ritinha, deu um depoimento emocionante ao Globo Repórter, dia desses, dizendo que, apesar da parca luz de candeeiro de óleo de rato estar acabando com sua visão, ela romperá quantas madrugadas for necessário porque acredita que cada um deve fazer sua parte.”

Ritinha simboliza a construção de um discurso que joga nas costas do professor a responsabilidade pelo sucesso ou o fracasso das políticas públicas de educação. Esqueçam o desvio do orçamento da educação para pagamento de juros da dívida, esqueçam a incapacidade administrativa e gerencial, o sucateamento e a falta de formação dos profissionais, os salários vergonhosamente pequenos e planos de carreira risíveis, a ausência de infraestrutura, de material didático, de merenda decente, de segurança para se trabalhar. Esqueçam o fato de que 10% do PIB para a educação está longe de sair do papel.

Joãozinho e Ritinha são alfa e ômega, os responsáveis por tudo. Pois, como todos sabemos, o Estado não deveria ter responsabilidade pela qualidade de vida dos cidadãos.

Vocês acham sinceramente que “a pessoa é pobre porque não estudou ou trabalhou”?

Acreditam que basta trabalhar e estudar para ter uma boa vida e que um emprego decente e uma educação de qualidade é alcançável a todos e todas desde o berço?

E que todas as pessoas ricas e de posses conquistaram o que têm de forma honesta?

Acham que todas as leis foram criadas para garantir Justiça e que só temos um problema de aplicação?

Não se perguntam quem fez as leis, o porquê de terem sido feitas ou questiona quem as aplica?

Sabem de naaaaada, inocentes!

Como já disse aqui, uma das principais funções da escola deveria ser produzir pessoas pensantes e contestadoras que possam colocar em risco a própria estrutura política e econômica montada para que tudo funcione do jeito em que está. Educar pode significar libertar ou enquadrar – inclusive libertar para subverter.

Que tipo de educação estamos oferecendo?

Que tipo de educação precisamos ter?

Uma educação de baixa qualidade, insuficiente às características de cada lugar, que passa longe das demandas profissionalizantes e com professores mal tratados pode mudar a vida de um povo?

O Joãozinho e a Ritinha acham que sim. Mas eu duvido.

‘Eu posso ser responsável pelo primeiro gol alemão, mas não pelos outros seis’, diz Mick Jagger

Mick Jagger no Mineirão ao lado do filho Lucas - Chris Brunskill Ltd / Getty Images

Mick Jagger no Mineirão ao lado do filho Lucas – Chris Brunskill Ltd / Getty Images

Publicado em O Globo

Nem adianta culpar Mick Jagger. Notório pé-frio, o vocalista disse, em entrevista ao tabloide britânico “The Sun”, que não pode ser a razão da derrota vergonhosa do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa. Jagger assistiu ao jogo no Mineirão ao lado do filho Lucas, fruto do relacionamento com a apresentadora brasileira Luciana Gimenez.

“Eu posso ser responsável pelo primeiro gol alemão, mas não pelos outros seis”, brincou ele.

A reputação de azarado de Jagger começou na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando ele torceu para Inglaterra, EUA e Brasil em jogos diferentes. Todos os times perderam as partidas.

Em maio deste ano, o roqueiro disse em um show em Lisboa que achava que Portugal iria ganhar a Copa do Mundo. A seleção portuguesa, no entanto, foi eliminada ainda na primeira fase da competição. No mês passado, ele apostou com 70 mil fãs em uma apresentação em Roma que a Itália iria ganhar do Uruguai. Os italianos perderam por 1 a 0 e foram obrigados a ir para casa. Ele também tuitou seu apoio à Inglaterra frente ao Uruguai, e os ingleses acabaram perdendo por 2 a 1.

Ao longo da Copa, Mick tem sido alvo do bom humor de torcedores que o transformaram em cartazes para ‘secar’ os adversários:

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8 conselhos profissionais clássicos que você pode ignorar sem culpa

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Publicado no Brasil Post

Quando converso sobre assuntos profissionais com a minha mãe, muitas vezes sinto como se viéssemos de dois planetas diferentes. Ela trabalha como advogada há mais de 30 anos e, muitas vezes, foi uma das poucas, se não a única, mulher fazendo o que ela faz, no lugar em que trabalha. Eu, por outro lado, trabalho para uma revista com uma seção dedicada exclusivamente às Mulheres, publicada em um formato que não existia quando a minha mãe começou a trabalhar (as interwebs), e a maioria das pessoas com quem trabalho diretamente, inclusive chefes, são mulheres. Mais uma vez, planetas totalmente diferentes.

Considerando esses fatores, muitas das “regras” de carreira que faziam sentido para a minha mãe e sua geração não funcionam para mim e para a minha geração. Aqui estão algumas dicas profissionais tradicionais que as mulheres deveriam questionar, ou simplesmente ignorar — seja por estarem ultrapassadas ou, sinceramente, por nunca terem feito muito sentido mesmo.

1. “Nunca recuse uma oportunidade de fazer networking.”

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É bom estabelecer conexões profissionais (as estimativas sugerem que aproximadamente 70% dos empregos são conseguidos através de networking), mas a ideia de “fazer networking só por fazer”, está equivocada, segundo Vanessa Loder, palestrante, coach executiva e CEO da empresa Akoya Power. “As pessoas acham que precisam tomar um café e fazer contato com todo mundo, e acabam se desgastando bastante”.

Loder (que tem um MBA de Stanford e trabalhou no mercado financeiro antes de começar a A-koya) aconselha aos clientes que aceitem reuniões com pessoas que despertam a sua curiosidade, ainda que não saibam explicar por quê. “Talvez você ache alguma pessoa ou função fascinante, e tenha a intuição de que você gostaria de conversar com a pessoa e descobrir mais”, ela disse. “Eu realmente aconselho as mulheres a seguir essa intuição e ouvir aquela voz interna”.

2. “Acima de tudo, pense de forma estratégica.”

É claro que a estratégia tem os seus limites. Se você só explora as oportunidades de carreira que parecem ter uma ligação direta com o seu emprego, você acaba perdendo muita coisa boa. “Siga o seu coração e a sua intuição, e vá para reuniões ou aulas que você sente que são certas para você, ao invés de forçar a barra”, disse Loder. Talvez não haja nenhum resultado daquela aula de fotografia, ou da entrevista de emprego em outra área totalmente diferente. Mas talvez isso te leve por um caminho inusitado e interessante. Ou como Steve Jobs comentou certa vez — “você não consegue ligar os pontos olhando para frente; você só consegue fazer isso olhando para trás”.

3. “Reduza o seu plano de cinco anos.”

Ao ponderar o “plano de cinco anos”, aquele que ninguém gosta, não pense pequeno; pense em expansão. “Quando eu encorajo os meus clientes a visualizar como eles querem que as suas vidas estejam em cinco anos, eu peço que eles pensem tanto na vida profissional quanto pessoal – e aí peço que eles pensem ainda maior”, disse Loder. Imagine o que você quiser e depois acrescente um “alvo de superação”, além disso. E peça aos seus amigos que se envolvam também, já que talvez consigam imaginar possibilidades para você que você mesmo não consegue ver. A tendência é pensar no plano de cinco anos como uma forma de simplificar as coisas. “[Mas] o objetivo é pensar o mais abrangente e ousadamente possível”, afirmou Loder.

4. “É bom fazer várias tarefas ao mesmo tempo…”

Como a Presidente e Editora Chefe do HuffPost Arianna Huffington disse: “Nós achamos que fazer várias coisas ao mesmo tempo é ser eficiente, que nos poupa tempo. Mas na verdade, a ciência mostra que não é possível fazer múltiplas tarefas ao mesmo tempo — o que fazemos é trocar de tarefas e é uma das coisas mais estressantes que fazemos”. E além de estressante, é ineficiente. “As pesquisas indicam que leva de 10 a 20 minutos para focar a nossa energia novamente em um projeto quando ele é interrompido”, disse Emily Seamone, conselheira de transição de carreira e de trabalho e estilo de vida. Concentre-se em apenas uma coisa ao mesmo tempo. É mais eficaz e você manterá a sua sanidade.

5. “…e intervalos longos sem trabalhar não ficam bem no currículo”.

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Ficar um tempo sem trabalhar, seja por escolha ou devido às circunstâncias, antes era considerado um sinal de alerta em um currículo, mas isso mudou. Não importa se você passou tempo viajando, desenvolvendo um novo projeto, criando um filho ou ajudando a sua família e amigos, a chave é “vender” esse tempo de intervalo para os recrutadores. Seamone sugere ser breve, profissional e se possível, ligar a sua experiência com algo profissional. E não sinta-se nem um pouco culpado. “Se você sentir-se inseguro, a pessoa que vai lhe entrevistar vai perceber, ao invés, de você dizer ‘Eu tive uma oportunidade incrível, ou, eu desenvolvi tal projeto, ou eu ajudei a cuidar da minha irmã”, Loder afirma. “Assumir a experiência com confiança é bem mais importante do que o ‘intervalo’.”

6. “Preparação, preparação, preparação.”

Katty Kay e Claire Shipman argumentam na recente matéria da capa da revistaAtlantic, “Homens sub-qualificados e despreparados não pensam duas vezes sobre mergulhar de cabeça. Qualificadas demais e superpreparadas, muitas mulheres ainda ficam receosas. As mulheres só sen-tem-se confiantes quando acham que são perfeitas. Ou praticamente perfeitas.

Por conta disso, Loder encoraja os clientes a “ir mais devagar” e entender a diferença entre estar suficientemente preparado e ficar enlouquecido. Ela citou um de seus mentores, uma professora na universidade de Stanford que experimentou improvisar uma palestra. Ela descobriu que con-seguiu se sair muito bem, e ficou até mais relaxada e tranquila.

7. “Você precisa seguir a sua paixão.”

Não há dúvida de que fazer algo que você simplesmente adora, profissionalmente, é maravilhoso — “mas lembre-se de que isso nem sempre garante um emprego estável ou um bom salário”, Seamone disse. Não sinta-se derrotada se o seu emprego atual não é necessariamente tudo aquilo que você sonhou, nem sinta-se obrigada a transformar cada uma de suas paixões (o seu amor por escrever, ou, quem sabe, cozinhar) em uma carreira.

E, lembre-se também, de que pode levar algum tempo para descobrir qual é essa paixão. As pessoas precisam de tempo para conhecerem a si mesmas “profissionalmente”, afirmou Seamone. Ainda que o seu emprego não acenda uma chama ardente dentro do seu coração, ele ainda pode lhe conduzir por caminhos novos e interessantes.

8. “A sua personalidade de trabalho e a sua personalidade real são pessoas diferentes.”

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Existem limites para o quanto você pode se soltar no escritório e o que é aceitável em uma empresa tipo startup é provavelmente bem diferente do que é aceitável em um ambiente de trabalho coxinha. Mas a ideia de que você precisa de alguma maneira ser uma versão mais séria de si mesma (ou de praticamente qualquer coisa) quase não existe mais — e não faz nenhuma falta.

“O papel do sucesso no mundo profissional pertencia tradicionalmente a um homem branco durante muito tempo, e muitas culturas ainda consideram que esse é o padrão”, disse Loder. “Mas a maneira de ser mais feliz — e de causar um impacto — é ser autêntico”.

Jovens criam páginas na web para mostrar itens furtados

Nova comunidade na web reúne mulheres que sentem orgulho de furtar e exibem roupas e produtos de beleza como prêmios

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Uma nova comunidade, liderada por jovens mulheres, está ganhando força na internet e criando muita polêmica. Chamado de “Tumblr´s Bling Ring” – uma referência à gangue de adolescentes obcecados pela fama, que usavam a internet para rastrear as casas de celebridades e levar de lá roupas e objetos – o grupo reúne páginas na web dedicadas aos furtos realizados por suas administradoras.

De acordo com o site norte-americano Jezebel, uma lista com esses perfis foi revelada pelo Tumblr “We Unhallowed”: “Encontrei um círculo de ladras adolescentes do Tumblr. É hilário. Elas postam fotos de tudo que roubam”, escreveu a dona da página na última quarta-feira (23). Após a publicação, vários endereços foram desabilitados, outros reclamaram por não estarem na ranking e alguns fizeram piada: “Acabo de ver o post que nos chamam de “Tumblrs Bling Ring” e estou lisonjeada. Fiquei famosa. Gratuitamente”, escreveu a administradora da página “New Lifterr”.

Além das imagens dos itens furtados, geralmente produtos de beleza e peças de roupa assinadas por estilistas famosos, os donos dos Tumblrs compartilham dicas de como levar os objetos sem ninguém perceber, quais ferramentas são úteis na remoção de dispositivos de segurança e sugestões de lugares fáceis de roubar. Eles também publicam os preços de cada item e a soma de cada furto. São milhares de dólares em apenas alguns dias.

SEM VERGONHA
A nova onda de Tumblrs não é uma exclusividade norte-americana. Australianas e britânicas também fazem parte da comunidade. O encontro entre elas na web é facilidado pelos posts tagueados pelas hashtags #lift, #haul, #shoplift, #retail redistribution, #steal, #fivefingerdiscount and #stickyfingers.

Além dos furtos, as usuárias têm em comum a ausência de culpa ou vergonha. Muitas delas definem o ato de furtar como um estilo de vida ou passatempo. “Esta é uma maneira para eu ter oportunidade de usar algumas peças de estilistas. Vamos encarar o fato de que eu sou muito boa para ficar usando peças da H & M”, escreveu a dona do Tumblr “Life Witch”.

“Eu não robo porque preciso, é só porque é engraçado e um desafio. Gosto de me gabar sobre isso aqui porque não tenho com quem falar sobre o assunto”, postou a dona do “Cash or Card”. “Eu sei que muitas pessoas não concordam com as minhas escolhas, mas são minhas escolhas e tenho minha justificativas para elas. Não, eu não me sinto culpada por isso. O único momento em que sinto alguma coisa é quando pego meu dinheiro no banco pelas vendas dos produtos que fiz no Ebay“, completou.

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14 sinais de que o seu perfeccionismo está exagerado demais

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Carolyn Gregoire, no Brasil Post

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e você já chorou alguma vez sobre tirar uma nota 8,5 ou ficar em segundo lugar em uma competição, é bem provável que você seja um perfeccionista.

A tendência vigente em nossa cultura é recompensar os perfeccionistas por sua insistência em estabelecer padrões altos e pela busca incessante de alcançar esses padrões. E de fato, os perfeccionistas muitas vezes têm alto desempenho – mas o preço desse sucesso pode ser a infelicidade e insatisfação crônicas.

“Ao tentar alcançar as estrelas, os perfeccionistas podem acabar apenas correndo atrás do vento”, alertou o psicólogo David Burns em um ensaio na revista Psychology Today em 1980. “[Os perfeccionistas] são especialmente propensos a terem relacionamentos conturbados e transtornos de humor”.

O perfeccionismo nem precisa chegar no nível Cisne Negro para detonar a sua vida e saúde. Mesmo aqueles perfeccionistas casuais (que talvez nem se julguem perfeccionistas) podem experimentar os efeitos colaterais negativos da demanda pessoal por excelência.

1. Você sempre tentou agradar os outros.

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Muitas vezes o perfeccionismo começa na infância. Desde cedo somos desafiados a tentar alcançar o céu – os pais e professores encorajam seus filhos a terem um alto desempenho escolar e recompensam o trabalho bem feito com aquelas estrelinhas douradas (ou em alguns casos, com uma punição se não alcançam o resultado esperado). Os perfeccionistas aprendem muito cedo a viver de acordo com as palavras “Eu realizo, logo eu sou” – e nada lhes dá maior satisfação do que impressionar os outros (ou a si mesmos) com o seu desempenho.

Infelizmente, viver sempre correndo atrás da nota 10 – seja na escola, no trabalho ou na vida – pode resultar em uma vida de constante frustração e auto-questionamento.

“A busca pela perfeição pode ser dolorosa porque muitas vezes ela é motivada tanto pelo desejo de ter um bom desempenho e também o medo das consequências de ter um desempenho insatisfatório”, diz a psicóloga Monica Ramirez Basco. “Essa é a faca de dois gumes do perfeccionismo”.

2. Você sabe que a busca pelo perfeccionismo está te prejudicando, mas você acha que isso é apenas o preço que precisa pagar para ter sucesso.

O protótipo do perfeccionista é alguém que fará de tudo (e muitas vezes fará coisas nada saudáveis) para evitar ser comum ou medíocre. É a pessoa que tem uma mentalidade “sem dor, sem conquistas” na busca pela grandeza. Apesar de nem sempre os perfeccionistas terem alto desempenho, o perfeccionismo está frequentemente ligado ao excesso de trabalho, aquelas pessoas denominadas de workaholics.

“O perfeccionista reconhece que os seus padrões altíssimos causam estresse e são pouco razoáveis, mas ele acredtia que eles os motivam a atingir níveis de excelência e produtividade que de outra forma ele nunca atingiria”, escreve Burns.

3. Você é um grande procrastinador.

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A grande ironia do perfeccionismo é que apesar da característica de grande motivação para alcançar o sucesso, ele pode ser justamente o que impede a pessoa de ter sucesso. O perfeccionismo está fortemente ligado ao medo de errar (o que geralmente não é um bom motivador) e a comportamentos de auto-sabotagem, como a procrastinação excessiva.

Pesquisas mostram que o perfeccionismo voltado para o outro (uma forma distorcida do perfeccionismo motivada pelo desejo da aprovação social), está ligado à tendência de postergar o cumprimento de tarefas. Para esse tipo de perfeccionista, a procrastinação parece ter origem principalmente no temor da desaprovação vinda de outras pessoas, segundo pesquisadores da York University. Por outro lado, os ‘perfeccionistas adaptivos’ estão menos propensos à procrastinação.

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