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Pastor de igreja protestante, pai de Katy Perry diz que cantora é ‘filha do diabo’ e precisa ser ‘curada’

O religioso afirmou que a cantora é “filha do diabo” e que precisa de “cura” para poder alcançar o perdão de Deus e entrar no céu

fonte: Getty Images

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Publicado originalmente no Virgula

O pastor Keith Hudson, pai da cantora Katy Perry, não aprova a profissão que a filha escolheu. Segundo informações do jornal The Sun, o religioso afirmou que a cantora é “filha do diabo” e que precisa de “cura” para poder alcançar o perdão de Deus e entrar no céu.

Hudson, ao lado de Mary Hudson, que é mãe da estrela, criticaram a filha por ter uma música que fala sobre beijar outra garota, o hit I Kissed A Girl And I Liked It. “Me perguntam como posso pregar se eu sou pai de uma garota que canta sobre beijar outra mulher?”, disse durante um culto na Califórnia, nos Estados Unidos.

“Eu estive em show da Katy onde estiveram 20 mil pessoas. Fiquei observando essa geração que vai a esse tipo de lugar. A apresentação quase parecia uma igreja. Eu estava lá e fiquei apenas lamentando. Eles estão amando e adorando a coisa errada”, finalizou.

 

 

Angola proíbe operação de igrejas evangélicas do Brasil

imagem: O País

imagem: O País

Patrícia Campos Mello, na Folha de S.Paulo

O governo de Angola baniu a maioria das igrejas evangélicas brasileiras do país.

Segundo o governo, elas praticam “propaganda enganosa” e “se aproveitam das fragilidades do povo angolano”, além de não terem reconhecimento do Estado.

“O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa”, disse à Folha Rui Falcão, secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e porta-voz do partido, que está no poder desde a independência de Angola, em 1975.

Cerca de 15% da população angolana é evangélica, fatia que tem crescido, segundo o governo.

Em 31 de dezembro do ano passado, morreram 16 pessoas por asfixia e esmagamento durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus em Luanda. O culto reuniu 150 mil pessoas, muito acima da lotação permitida no estádio da Cidadela.

O mote do culto era “O Dia do Fim”, e a igreja conclamava os fiéis a dar “um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas.”

O governo abriu uma investigação. Em fevereiro, a Universal e outras igrejas evangélicas brasileiras no país — Mundial do Poder de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém– foram fechadas.

No dia 31 de março deste ano, o governo levantou a interdição da Universal, única reconhecida pelo Estado.

Mas a igreja só pode funcionar com fiscalização dos ministérios do Interior, Cultura, Direitos Humanos e Procuradoria Geral da Justiça. As outras igrejas brasileiras continuam proibidas por “falta de reconhecimento oficial do Estado angolano”. Antes, elas funcionavam com autorização provisória.

As igrejas aguardam um reconhecimento para voltar a funcionar, mas muitas podem não recebê-lo. “Essas igrejas não obterão reconhecimento do Estado, principalmente as que são dissidências, e vão continuar impedidas de funcionar no país”, disse Falcão. “Elas são apenas um negócio.”

Segundo Falcão, a força das igrejas evangélicas brasileiras em Angola desperta preocupação. “Elas ficam a enganar as pessoas, é um negócio, isto está mais do que óbvio, ficam a vender milagres.”

Em relação à Universal, a principal preocupação é a segurança, disse Falcão.

Luteranos mantêm igreja só para negros há 85 anos no Sul

A origem da divisão está na proibição, no início do século 20, de ex-escravos e seus descendentes frequentarem os cultos dos imigrantes que vieram da Europa.

Ismael de Souza Matos, 17 anos (esq.), o presidente da associação quilombola Marco Antônio Matos, 40 (centro) e Candido Nunes, 65 anos, em frente à Igreja Luterana Manoel do Rego. (Isadora Brant/Folha Press)

Ismael de Souza Matos, 17 anos (esq.), o presidente da associação quilombola Marco Antônio Matos, 40 (centro) e Candido Nunes, 65 anos, em frente à Igreja Luterana Manoel do Rego. (Isadora Brant/Folha Press)

Por Daniel Cassol, na Folha de S.Paulo

Ladeado por plantações de fumo e milho, um distrito rural no extremo sul do país mantém a rara tradição de dividir os fiéis luteranos em duas igrejas, separadas por apenas um quilômetro. Uma delas é “dos negros” e a outra, “dos alemães”.

A origem da divisão está na proibição, no início do século 20, de ex-escravos e seus descendentes frequentarem os cultos dos imigrantes que vieram da Europa.

Entrar em uma ou em outra igreja não é mais proibido. O costume de rezar em templos separados, porém, permanece em Canguçu, município de 53 mil habitantes a 300 km de Porto Alegre.

A cidade tem o maior percentual de habitantes na zona rural do país (63%) e é o segundo maior produtor nacional de fumo. A maioria dos agricultores é de descendentes de alemães ou de remanescentes de quilombos.

No quarto domingo da Quaresma, em março, a Folha visitou um culto da congregação Manoel do Rego, fundada em 1927. A maioria dos 28 presentes, de sobrenomes Silva, Borges e Souza, eram negros quilombolas.

Perto dali, andando por uma estrada de terra margeada por casas simples do distrito de Solidez, chega-se à congregação Redentora, dos alemães. O pastor de ambas igrejas é Edgar Quandt, 62, descendente de europeus.

RARIDADE

Os principais ramos luteranos em atuação no país, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil –à qual pertence a Manoel do Rego–, não têm registros de outro grupo com características semelhantes.

Segundo o professor Ricardo Rieth, da Universidade Luterana do Brasil, o caso de Canguçu é isolado, pois as igrejas luteranas não permitiam a entrada de negros.

Rieth diz que embora a igreja tenha desenvolvido no mesmo período outras missões em comunidades negras e indígenas do Rio Grande do Sul, havia resistência de imigrantes alemães para as tentativas de integração promovidas pelos pastores.

Com a expansão das igrejas luteranas, não é rara a presença de negros entre os seguidores no Brasil.

Hoje, as duas congregações realizam festas e outras atividades conjuntas. O coral masculino da congregação Redentora tem integrantes das duas comunidades.

“Não há discriminação, como às vezes parece de fora. Eles gostam de ter [cada um] a sua congregação. Há uma integração muito boa em toda a nossa igreja”, afirma o pastor Quandt.

A ideia de unificar as duas igrejas foi debatida. Embora a relação seja definida como boa, a decisão foi de manter “cada um na sua”, diz o presidente da associação quilombola do local, Marco Antônio Matos, 40.

Áurea de Souza é a primeira a chegar na Igreja Luterana Manoel do Rego; igreja de origem alemã é formada por maioria negra, em Canguçu (RS) Foto: Isadora Brant/Folha Press

Áurea de Souza é a primeira a chegar na Igreja Luterana Manoel do Rego; igreja de origem alemã é formada por maioria negra, em Canguçu (RS) Foto: Isadora Brant/Folha Press

Primeiras fiéis a chegarem na Igreja Luterana Manoel do Rego, em Canguçu (RS) Foto: Isadora Brant/Folha Press

Primeiras fiéis a chegarem na Igreja Luterana Manoel do Rego, em Canguçu (RS) Foto: Isadora Brant/Folha Press

Resistência alemã contra integração gerou a fundação de uma igreja de maioria negra. Foto Isadora Brant/Folha Press

Resistência alemã contra integração gerou a fundação de uma igreja de maioria negra. Foto Isadora Brant/Folha Press

Editoria de Arte/Folha Press

Editoria de Arte/Folha Press

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

Almeidinha escreve a Feliciano

O Cristo Vingador só existe na cabeça de Feliciano e Almeidinha

O Cristo Vingador só existe na cabeça de Feliciano e Almeidinha

Matheus Pichonelli, na CartaCapital

Caro Feliciano,

Vou te confessar uma coisa. Por puro receio, nunca frequentei um culto evangélico. Nada contra, tenho até alguns amigos evangélicos, mas só de ver pastores como o senhor já coloco o cadeado no bolso e me vacino. Fora isso, sempre me dei bem com todo mundo. Tive, durante um tempo, um funcionário da firma que era crente. O apelido dele era Crente. Ele explicava, todo santo dia, que nem todo crente era evangélico, e que nem todo evangélico fazia sessão de descarrego. Nunca dei a mínima: sou católico, apostólico e paulistano, brinco com todos, faço piada igual: chamo os crentes de crentes, os católicos de papa-hóstia, os ateus de vagabundos, os brancos de branquelas e os negros de macacos. A maldade está no ouvido de quem ouve. Para mim, que não sei distinguir na mesma rua um papa Francisco de um Edir Macedo, o importante é não perder a esportiva.

Por isso tiro o chapéu para o senhor.

Tirando o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili, não é todo dia que vemos na tevê um sujeito de coragem dizer as verdades que doem mas precisam ser ditas.

Por exemplo: todo mundo sabe, só não tem coragem de dizer, que a África é um continente amaldiçoado. Minha cunhada, uma feminista lésbica incapaz de casar e procriar, como observa o mandamento, me esfregou, dia desses, o mapa africano e mostrou como tudo ali é linha reta, resultado do fatiamento acertado entre as potências colonialistas do século sei lá qual. Disse que, se eu quisesse entender os problemas da África, era melhor ler a história da Inglaterra, e não a Bíblia. Como se existisse Inglaterra no tempo de Noé – além de feminista e lésbica, minha cunhada é burra.

Deixa ela pra lá.

Em casa, comemoramos feito gol em Copa do Mundo a sua declaração sobre a ditadura gayzista – durante muito tempo achei que a autoria dessa frase era minha; não patenteei mas tomei posse por usucapião. Faça dela bom proveito.

Concordo com o senhor quando fala da podridão dos sentimentos dos homossexuais. Esses dias postei no Facebook duas mensagens. Uma delas, uma frase atribuída ao Arnaldo Jabor: “No Brasil, o homossexualismo (minha cunhada diz que “ismo” é errado, mas ela é intolerante até com a gramática) já foi proibido, tolerado e agora é aceito. Vou embora daqui antes que seja obrigatório”. Choro de rir só de reproduzir a frase. A outra é uma foto em defesa do senhor. Tinha a imagem de um bando se abraçando, mostrando a língua, as partes baixas e outros penduricalhos. A conclusão era: “para ter respeito é preciso, primeiro, se dar ao respeito”.

Esse é meu décimo primeiro mandamento.

Digo isso porque me preocupo com meus filhos. Daqui a pouco vai ser comum andar com eles na rua e encontrar marmanjo de barba beijando outro marmanjo sem uma única lampadazinha fosforescente para colocar pudor na bagunça. O senhor sabe como é: as crianças não têm filtro pra essas coisas. Não têm desejo próprio: se veem mulher beijando homem, logo saem beijando também. É automático. Se veem pássaro voando pelos fios de transmissão, logo sobem no poste, se atiram, se arrebentam. Se veem alguém cuspir no chão, cospem também. Se veem atropelamento, logo se enfiam debaixo dos caminhões. Logo, se virem homens beijando homens nas ruas, logo vão agarrar os amiguinhos. O senhor já pensou que fim será disso?

Por isso é preciso combater a ditadura da gayzice. Não é porque sou católico, apostólico e paulistano que não temos um objetivo em comum. Nossa Bíblia é a mesma. Mas, como sou observador atento da Palavra, devo dizer que ando em um dilema. Dias atrás, pinçaram no YouTube um vídeo em que o senhor diz exatamente o que eu disse aos meus filhos a vida toda. Que esse povo do meio artístico tem pacto com o Demo. E o maior exemplo disso foi o assassinato do John Lennon, aquele vagabundo que nunca pegou na enxada e vive dizendo que os Beatles eram mais populares do que Cristo. Pagou com a própria vida. Por isso eu digo para meus filhos: “não falem mal de Deus se não Deus te ferra”.

Fico feliz em saber que não sou o único a defender que a morte do sujeito, como a de tantos outros, foi um castigo divino. Imagina se Deus não intervém? Um sujeito que defendia um mundo sem conflito, o amor livre, que botava o dedo na cara dos chefes de Estado, que reunia multidões nas ruas pra dizer que a “guerra já era” e alertava que a vida era o que nos acontecia enquanto estávamos ocupados fazendo outros planos? Que mundo ele queria? Um mundo pacífico, cheio de cordeirinhos sem graça pulando felizes, pelados, cantando que a vida é bela, que tudo é lindo e que era melhor fazer amor do que fazer a guerra? Quem ia dar jeito nos comunistas do Vietnã? Quem ia combater a ditadura da gayzice? Como eu digo, Deus sabe o que faz. Santo Mark Chapman.

Quando a sua pregação foi parar no YouTube, eu mostrei para o meu filho caçula. Pra quê? Ele ficou aterrorizado. Agora anda com medo de ser alvejado na rua pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. Toda vez que se benze, fecha os olhos e espera o balaço. Disse que se receber um tiro para cada pecado que cometeu alguém lá de cima vai precisar de uma garrucha calibre 12. Eu achei até bom. Toda vez agora que o moleque faz arte eu mando baixar a cabeça que o céu vai descarregar o tiroteio. O bichinho se benze e se treme todo – pra tomar banho, agora só de sunga e em dois minutos. Até água economizei. Se alguém coloca Beatles perto dele, ele se borra. “Não quero morrer que nem o John Lennon”, ele repete.

Até aí tudo bem.

O problema foi que a professora, provavelmente outra feminista lésbica, soube dos desassossegos do menino, o chamou pra conversar e perguntou se ele conhecia os Dez Mandamentos. De cor, ele respondeu. “Então avisa o trouxa do seu pai, o trouxa daquele pastor, e qualquer trouxa que te vier com essa história de John Lennon de novo que pecado é usar o Santo Nome em vão para falar bobagens.”

Pra quê? Quando soube, rasguei os corredores da escola, empurrei a segurança, avisei que pagava mensalidade todo mês e ia fazer o que quisesse ali dentro. Falei um monte para a velha. E troquei o menino de escola.

Nessa vida, é bom saber com quem se anda. Se a professora não dá educação pro menino, quem vai ensinar o menino? É o que te pergunto: pra que pagamos tantos impostos, tantas mensalidades escolares? Para sustentar a ditadura da gayzice?

Só por cima do meu cadáver. Do nosso.

Siga firme nesta comissã antes dominada por Satanás. E que Deus nos proteja e siga alvejando os Johns Lennons desta vida.

Um abraço,

Almeidinha

Após protestos em Franca, deputado Marco Feliciano retira agenda do site

Parlamentar e a família foram hostilizados ao deixarem igreja, diz assessoria.
Ele foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos sob críticas.

Publicado por G1

O novo presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), divulgou uma nota de repudio em seu site oficial em razão das manifestações contrárias à sua eleição para o cargo, ocorridas na noite de domingo (10), durante um culto religioso em Franca (SP). A assessoria de imprensa do parlamentar afirmou que, em razão dos frequentes protestos organizados por ativistas homossexuais contra ele, a agenda de Feliciano, atualizada diariamente em sua página na internet, foi retirada do ar.

Feliciano afirmou que repudia ‘qualquer ato de violência e que roga a oração das igrejas para que todos tenham paz’.

O deputado que é pastor e líder da Assembleia de Deus participa na noite desta segunda-feira (11) de uma celebração e de uma reunião em Ribeirão Preto (SP) com lideranças evangélicas, onde será ‘debatido o futuro das igrejas’. Grupos ligados ao movimento LGBT e contrários à permanência do parlamentar na comissão organizam uma nova manifestação.

O presidente da comissão é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF): um inquérito que o acusa de homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.

Em Franca

Cerca de 150 pessoas se reuniram na noite de domingo em frente à Igreja Catedral do Avivamento em Franca para protestar contra o deputado. Feliciano causou polêmica em 2011, quando publicou declarações em seu Twitter sobre africanos e homossexuais. “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome… Etc”, escreveu o deputado na ocasião. Ele também havia publicado na rede social que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição”.

Os manifestantes se organizaram por meio das redes sociais e foram apoiados por estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Eles permaneceram o tempo todo do lado de fora da igreja, e gritaram palavras de ordem. Ao fim do culto, o carro em que o deputado deixou o local foi cercado pelo grupo. De acordo com a assessoria do parlamentar, a família do parlamentar também estava no veículo e os filhos dele se assustaram com os protestos.

Desde que foi eleito presidente da Comissão, deputado enfrenta protestos pelo país (Foto: Stella Reis/EPTV)

Desde que foi eleito presidente da Comissão, deputado enfrenta protestos pelo país (Foto: Stella Reis/EPTV)

A assessoria informou ainda que o deputado foi agredido com palavrões, ameaças de violência e depredação. Em nota, Feliciano afirmou que vai procurar as autoridades para tomar todas as medidas cabíveis e que manterá todos os compromissos já agendados.

Organizadores do protesto afirmaram que as críticas feitas ao deputado não têm ligação religiosa, mas sim às afirmações feitas por um político que agora tem a missão de defender as minorias.

Cerca de 150 pessoas protestaram contra o deputado Marco Feliciano em Franca, SP (Foto: Stella Reis/EPTV)

Cerca de 150 pessoas protestaram contra o deputado Marco Feliciano em Franca, SP (Foto: Stella Reis/EPTV)