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A Revolução dos Nerds

nerd2Nesse documentário você acompanha a ascensão da cultura “geek”, desde a década de 70 até os dias atuais, relacionando comportamento, tecnologia e sociedade de consumo.

O nerd de hoje é o cara rico de amanhã
O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã
O nerd de hoje é o bom marido de amanhã
Garota, escolha já seu nerd!

Escolha já seu nerd, Os Seminovos

Ser nerd ou geek está na moda. Basta você curtir The Big Bang Theory e “Bazinga!”, já se acha a pessoa mais nerd das galáxias! Mas, será?

2305Tipos-Nerd1Entenda melhor o que é um nerd, o que é um geek e como eles são caracterizados atualmente.

E aí? Será que você é um nerd?

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Vanessa da Mata vai interpretar Tom Jobim em shows gratuitos

Projeto “Viva Tom Jobim” prestará homenagem ao compositor em seis capitais do Brasil. 

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Publicado originalmente no Catraca Livre

Depois de homenagear Elis Regina em 2012, por meio de um projeto com shows da filha, Maria Rita, a marca Nívea lançou nesta quarta-feira, 27, o projeto “Viva Tom Jobim”, no Museu da Imagem e do Som (MIS), na zona sul da capital.

De acordo com informações do UOL Entretenimento, o projeto deste ano terá novamente a direção artística de Monique Ganderberg. A cantora Vanessa da Mata será a intérprete do repertório do maestro e compositor carioca (1927-1994) em shows com entrada Catraca Livre, em seis capitais do Brasil.

A turnê celebra os 50 anos de “The Composer of Desafinado, Plays”, primeiro disco solo de Tom, gravado nos EUA. Será inciada com show para convidados no Rio de Janeiro, e depois seguirá para Salvador, Recife, Brasília, Porto Alegre e São Paulo, entre abril e junho. A capital fluminense receberá a apresentação de encerramento.

Os locais e datas serão divulgados em breve.

Pregar a Palavra. Que Palavra?

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Jung Mo Sung, no Novos Diálogos

Não há dúvida: a principal tarefa das igrejas cristãs é o anúncio da boa-nova de Jesus, a pregação da Palavra de Deus. Proclamar a palavra de fé e levar a pessoa a “confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos” e assim ser salvo (Rom 10.9).

Quando levei a sério essa proclamação, eu senti um entusiasmo que não sabia explicar bem. Aliás, a própria palavra “entusiasmo” (palavra de origem grega en + theos, em Deus, ser possuído por Deus) se refere à experiência de ser possuído por algo mais forte que nós mesmos, forças divinas, à experiência difícil de ser explicada. Mas, tempos depois, comecei a me perguntar: por que “confessar com a sua boca que Jesus é Senhor” é tão especial que nos daria a salvação eterna? Que poder mágico tem essas palavras? Seria porque nos revelaria uma verdade, e a aceitação dessa verdade no nosso intelecto e coração seria o caminho da salvação?

Essas perguntas são difíceis de serem respondidas e, mais do que isso, nos incomodam porque colocam sombras sobre a nossa certeza de que a salvação vem pela aceitação da Palavra e nossa missão é anunciar essa Palavra.

Com o tempo, após muitas leituras, estudos, debates e crises, descobri que há diferentes formas de compreender as noções de “Palavra” e “verdade”. De acordo com a tradição filosófica grega, que está no cerne da nossa cultura Ocidental, a verdade é a qualidade de uma afirmação que corresponde à realidade das coisas. Isto é, uma afirmação é verdadeira na medida em que descreve “perfeitamente” o objeto. É assim que a ciência lida com a verdade. Dentro dessa cultura, anunciar a Palavra de Deus, que é a Verdade, é entendido como afirmar algo que corresponde à realidade (seja ele no campo terreno ou sobrenatural); e aceitar essa proclamação de que “Jesus é o Senhor” é descobrir intelectualmente e aceitar no coração uma verdade que desconhecia. Conhecida essa verdade que nos salva, a missão que dela decorre é anunciar essa verdade para pessoas que ainda não a conhecem, até que todas as pessoas do mundo saibam dessa verdade e sejam salvos pela confissão pública dessa verdade. Todo o resto se torna secundário.

Eu vivia a minha fé dentro dessa perspectiva sem maiores problemas até que comecei a pensar seriamente em uma afirmação de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Como alguém pode ser verdade? Verdade é uma afirmação que descreve corretamente o objeto referido. Sendo assim, uma pessoa não pode ser verdade. A não ser que tenhamos outras noções do que é a verdade. A minha fé me levava a aceitar como verdade a afirmação de Jesus: “Eu sou a verdade”, afinal acreditava e ainda acredito que a Bíblia nos revela a Palavra de Deus. Porém, se Jesus é a verdade — e ele não é uma frase, conceito ou uma afirmação —, ele só pode estar usando a palavra verdade em outro sentido.

Aos poucos fui descobrindo que os gregos pensam a verdade a partir ou centrado no conceito do “ser”, daquilo que é; por isso uma afirmação é verdadeira quando descreve corretamente a realidade que é. Enquanto que a revelação de Deus recolhida na Bíblia ocorreu no mundo semita, que pensa a verdade em função do que deve ser, em função da vontade ou desígnio de Deus. Para a Bíblia, a verdade que interessa não está nos conceitos, sejam eles filosóficos ou científicos, mas na vida realmente vivida, nos atos de caminhada do reino de Deus. Por isso é que Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele é a pessoa que vive plenamente de acordo com os desígnios de Deus; por isso é a Verdade que é, e ao mesmo tempo o Caminho que nos conduz à Vida. Se quisermos viver a Vida, devemos seguir o Caminho de Jesus, pois ele é a Verdade.

Na medida em que a verdade, para a Bíblia, não é descrição do que existe, mas a realização dos desígnios de Deus, do dever-ser, a Palavra de Deus que anunciamos não é descrição de uma realidade sobrenatural ou do mundo divino, mas sim um chamado à transformação de nossas vidas, de criação de novas realidades humanas e sociais que mostrem a presença do reino de Deus entre nós. É por isso que no início do livro de Gênesis está escrito: “Deus disse…e assim se fez”. O proferir a palavra cria ou transforma a realidade para que a vida seja possível e agradável. A Palavra que sai da boca de Deus não descreve algo, transforma, cria, gera vida.

Encontramos essa mesma ideia no início do evangelho de João. O evangelista, que está escrevendo em grego, usa a palavra logos na frase que diz “No princípio era o logos…” (Jo 1.1). Há traduções da Bíblia que usam “Verbo” e outras “Palavra” para se referir a esse logos. O mais importante não é a escolha entre essas duas possibilidades de tradução, mas não cair na “armadilha” da cultura Ocidental e achar que essa Palavra descreve uma realidade divina. Não! Esse logos, que estava com Deus e era Deus, é ação e fez o mundo: “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito” (Jo 1.3) A Palavra, a verdade, tem a ver com fazer, transformar, criar! Porém, nem todo tipo de fazer procede do Verbo ou é movido pelo Espírito de Deus. Por isso, o evangelho de João continua: “O que foi feito nele era a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4).

A verdade que nos liberta (cf Jo 8.32) não é a palavra que descreve corretamente, mas a que nos liberta das situações de trevas e morte para a luz e vida! E há algo de estranho na afirmação de João que é fundamental: “a vida era a luz dos homens”. Para pensadores da linha da filosofia grega, o que ilumina a vida é a razão, o conceito verdadeiro. Por isso, a razão é chamada também de “luz” e a época conhecida como “iluminismo” foi a da revalorização da razão. Só que para a Bíblia, a relação é outra: não é a luz (conceito ou razão) que ilumina a vida; é a vida que é a luz para os seres humanos. O critério da verdade não é o conceito correto, é a vida vivida de acordo com o desígnio de Deus.

Essas reflexões mais teóricas nos ajudam a compreender melhor a missão das igrejas cristãs de anunciar a Palavra. Só que a Palavra que proclamamos não pode ser tecida por conceitos e nada mais, mas deve ser encarnada na vida concreta e nas ações pessoais e da comunidade que transformam pessoas e a sociedade e geram mais vida. Pois a Palavra se fez pessoa e viveu entre nós, e com sua vida nos revelou que Deus é Amor que ama a todos sem distinção (cf Rom 2.11) e quer que todas as pessoas tenham vida e vida em abundância (cf Jo 10.10). Com a sua vida, Jesus nos revelou uma imagem de Deus que contradizia o que era ensinado no Império Romano. Deus não é o onipotente insensível às dores e sofrimentos dos pobres e vulneráveis, que se revelaria na pessoa do imperador romano, o único que no Império Romano poderia ser chamado de Senhor (Kyrios).

O Império Romano tinha seu próprio evangelho, a boa-nova: o anúncio de que o Império tinha conquistado novos povos, levando-lhes a “paz romana”, a adoração aos deuses do império e a confissão de que só o imperador é o Senhor. Contra esse mundo que oprimia e explorava em nome da paz, os seguidores de Jesus, aqueles que creram que Deus tinha ressuscitado a Jesus e, com isso, revelado que Deus estava com ele na cruz e não com o imperador ou no Templo, confessava que o Senhor é Jesus e não o imperador. Essa confissão significa uma profunda mudança na visão do mundo e no modo de viver. Hoje seria dizer que Deus não está presente nos palácios dos bancos ou mansões de milionários, mas nos lugares onde as pessoas mais vulneráveis, as que são exploradas e oprimidas, são crucificadas no dia a dia.

A proclamação da Palavra que leva as pessoas a essa conversão radical são palavras que motivam e estão encarnadas nas práticas e ações que testemunham o amor de Deus a todas as pessoas, especialmente as que mais sofrem. Só palavras encarnadas na vida e ações são Palavras que transformam vida das pessoas.

Por tudo isso, eu penso que a missão das igrejas de proclamar a Palavra de Deus não pode ser realizada sem testemunho do amor de Deus através de modos de viver e ações individuais e comunitárias que denunciam a falsidade do senhorio da riqueza e poder neste mundo e revelam o Senhorio de Deus-Amor que se nos revelou na vida de Jesus, aquele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

O uso reto do corpo

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Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo

Em tese, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) luta para que cada cidadão e cada grupo de cidadãos possam exercer plenamente sua diferença (claro, à condição de que essa diferença não atrapalhe a liberdade dos outros).

Parece lógico que a comissão seja presidida por um espírito libertário. Isso não exclui pastores, padres, imames e moralistas rigorosos, à condição de que, por cultura, experiência de vida e qualidades morais excepcionais, eles saibam colocar a liberdade dos outros antes de suas próprias convicções.

Esse não parece ser o caso do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), pastor evangélico, que acaba de ser eleito presidente da CDHM. Na notável série de suas declarações boçais citadas nestes dias, minhas preferidas são: 1) “Os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato.”; e 2) “O reto não foi feito para ser penetrado -não sou contra o homossexual, sou contra o ato homossexual.”

1) No texto bíblico que eu li, Cam zombou do pai Noé, o qual condenou Cam e sua descendência à servidão. Mais tarde, os defensores da escravatura decidiram que Cam era o antepassado dos africanos e se serviram dessa história para justificar a posse e o comércio de escravos.

Terminar a evocação de um relato bíblico com um “isso é fato” já é ingênuo. Terminar da mesma forma a revisão do relato bíblico proposta pelos defensores da escravatura é para além de ridículo.

Feliciano, formado em teologia, talvez leia a Bíblia no grego da Septuaginta e no hebraico do texto massorético. Eu me viro em grego antigo, mas, por hábito, leio a Bíblia no latim de São Jerônimo ou no inglês do rei James. Será que ele tem acesso a fontes que eu ignoro?

2) Cada deputado recebe uma verba considerável para que possa opinar com conhecimento de causa. Mas Feliciano parece não saber que uma porcentagem substancial de homossexuais não gosta de sexo anal, enquanto, inversamente, o sexo anal faz parte das fantasias e das práticas sexuais de muitos homens e mulheres heterossexuais. Isso, sem entrar no vasto capítulo das penetrações (fantasiadas ou reais, solitárias ou não) com objetos inanimados ou outras partes do corpo.

O deputado Feliciano poderia se corrigir, generalizando: “hétero ou homo, tanto faz: o reto não foi feito para ser penetrado”. Eu entenderia melhor.

Mesmo assim, fico curioso. Será que, para o deputado Feliciano, as mãos foram feitas para carícias, solitárias ou não, recíprocas ou não? E como fica a boca? Sem pensar muito longe, será que ela foi feita para ser invadida pela língua do parceiro ou da parceira?

O deputado Feliciano poderia se entrincheirar atrás da ideia de que tudo o que não serve para a reprodução deveria ser banido do sexo. É uma opinião difícil de ser sustentada, pois, justamente, somos os únicos mamíferos cujo desejo sexual não depende nem um pouco da fertilidade da fêmea e, portanto, da reprodução. Mas é uma opinião respeitável e não incompatível com a presidência da CDHM, à condição de ser, para o próprio Feliciano, apenas uma opinião.

Em outras palavras, o deputado Feliciano tem o direito de ser impenetrável, para maior glória divina. Que diga, então, que SEU reto não foi feito para ser penetrado, e ninguém protestará.

Imaginemos que eu faça parte de um culto satânico que só permite atos sexuais que desprezem a finalidade reprodutiva, e isso justamente para contrariar um eventual plano divino. Ou imaginemos que eu pense, simplesmente, que o melhor uso do meu corpo é o prazer e o gozo.

Será que Marco Feliciano, presidente da CDHM, vai defender meus direitos? Se a resposta não for um sim retumbante, a CDHM deve trocar de presidente.

Agora, quem colocou o deputado Feliciano na presidência da CDHM? Seis deputados se retiraram assim que Feliciano foi eleito; entre eles, Domingos Dutra (PT), Luiza Erundina (PSB) e Jean Wyllys (PSOL). Mas, apesar do gesto dos seis, quem entregou a comissão ao PSC e a Feliciano foi a base aliada do governo.

A presidente Dilma disse que, nas eleições, “a gente faz o diabo” –ou seja, qualquer aliança vale para ganhar. De fato, nas eleições, a maioria de nossos políticos supostamente laicos e progressistas não fazem o diabo, fazem o santinho. Para conquistar votos fundamentalistas, beijam anéis e frequentam cultos; no fim, eles recompensam, de alguma forma. Por exemplo, com comissões.

dica do Nilton Medeiros

foto: Campanha Foto-Protesto #ForaFeliciano!

HappyMaiko e suas miniaturas baseadas na cultura japonesa

publicado no Criatives

No post de hoje, vamos conhecer um pouco do trabalho de HappyMaiko, uma artista apaixonada pela cultura “kawaii” japonesa e que através de suas criações mini e únicas (sim, cada peça é feita sob encomenda, e possui apenas um exemplar),  feitas de argila e de polímero resinado, tais como anéis, pulseiras, colares e muitos outros meios de artesanato, espalha sua delicadeza por onde passa. Vale a pena acessar o site da artista em http://happymaiko.etsy.com e ver como ela faz seus trabalhos: