‘Feminismo não é uma guerra entre homens e mulheres’

Naomi

Nana Queiroz, no BrasilPost

Naomi Wolf é uma das maiores pensadoras vivas da terceira onda do feminismo. No sábado, tive um delicioso (e polêmico) encontro com ela, no qual ela me falou de uma visão de feminismo em que cabem homens e mulheres. Vejam a nossa conversa.

Você acredita que existam roupas vulgares?
Nós vivemos em um mundo mergulhado na pornografia e em que o corpo da mulher está em todo canto. Mas ninguém tolera que as mulheres ganhem o poder sobre o próprio corpo e digam: “Meu corpo não é erótico, ele é o que eu quiser que ele seja!”

Sou uma libertária, cresci em São Francisco! Era muito comum que homens gays andassem com calças de couro e furos atrás que deixavam seus bumbuns totalmente expostos. Não era nenhum fator de desestabilização social, eles não incomodavam ninguém, apenas expressavam sua moda. Ninguém nunca disse que isso era uma desculpa para abusar sexualmente deles. As pessoas deviam ser livres para se vestir como quisessem. Claro, há limites, como não fazer sexo na frente de crianças ou ver pornografia com elas. Mas, com o mínimo de bom-senso, é possível ter uma liberdade imensa ao se vestir.

Você acredita na existência de homens feministas?
Claro, fui criada por um e casei com outro. Como não poderia haver homens feministas? Se acredita no tipo de feminismo em que acredito — que é apenas uma extensão lógica da democracia, ou seja, todos merecem os mesmos direitos –, não é uma coisa de gênero, só inclui prestar atenção à situação especial da mulher e se importar com seu bem-estar e equidade.

Você tem algumas críticas à segunda onda do feminismo…
Primeiro, tenho que celebrá-las. A segunda onda do feminismo foi a que mais trouxe conquistas para as mulheres na história de nossa espécie – e em muito pouco tempo. Só temos mulheres presidentes hoje graças a elas.

Mas já criticou a visão que elas têm dos homens.
Sim. Todo movimento precisa de críticas para crescer, principalmente, porque os tempos mudam. As feministas da segunda onda acreditavam que o feminismo era uma oposição aos homens. Eu rejeito isso. Feminismo é uma questão humana, não é uma guerra entre homens e mulheres. Às vezes, também criam imagens de mulheres como anjos inocentes e homens como bestas predadoras. Essa ideologia foi inventada no século 19 e é muito perigosa. Essa visão vitimiza as mulheres e está afastando os homens; eles sentem que não há um lugar para eles nessa luta.

É possível ser de direita e ser feminista?
Sim. Você pode ser militar e ser feminista, pode ser a favor do livre mercado ou empresária e ser feminista. A mídia quer que acreditemos que o feminismo é uma linda festa de verão em que todas temos que ser grandes amigas. Feminismo não é uma festa. O feminismo também não dita regras sobre suas visões políticas. Temos que amadurecer e entender o que é “afiliação parcial”. Isso é uma estratégia para trabalhar o que o grupo tem em comum e deixar de fora questões que não cabem ao tema. Depois, fora do grupo, podem brigar à vontade sobre as outras questões.

 

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Tim Maia vira desenho animado: curta conta sua história

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Publicado no Radar Pop

Tim Maia ganhou uma animação que conta a sua história. O vídeo foi feito pelo estúdio holandês Heroes Amsterdam e conta com a narração do cantor norte-americano Devendra Banhart, admirador confesso do músico brasileiro.

A animação, que tem pouco mais de dois minutos, foi feita para o lançamento mundial da coletânea The Existencial Soul of Tim Maia, que conta com 15 canções de sua fase racional.

Assista:

 

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Desenho animado da valsa Danúbio Azul

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Publicado originalmente no Musitech

O estúdio americano Warner Brothers foi um dos primeiros estúdios a produzirem desenhos animados para o cinema e televisão. Uma animação amplamente transmitida no inicio da década de 60 foi “High Note”, que recebeu indicação à 33ª edição do Oscar como melhor curta de animação.

A animação foi dirigida por Chuck Jones conhecido por escrever, animar e dirigir as animações Looney Tunes e Merrie Melodies para a WB. Neste curta-metragem as notas musicais da partitura estão vivas e trabalhando para construir a música. O maestro tenta organizar e reger a valsa Danúbio Azul de Johann Strauss II, mas encontra problemas, pois as notas animadas preferem se abrigar na partitura da canção “Little Brown Jug” – típica canção que reverencia bebidas alcoólicas composta em 1869 por Joseph Winner. Assista a animação “High Note”.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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HQ conta como seria o nascimento de Cristo em tempos de internet

Publicado originalmente no Correio Braziliense

Como seria se o filho de Deus nascesse em 25 de dezembro de 2012? Em um mundo repleto de computadores, celulares e tablets, a história de Cristo transcende gerações e, hoje, se reflete na internet, usada por 2,4 bilhões de pessoas.

Nesta época do ano, os ensinamentos de fé e amor ao próximo se espalham por redes sociais, cultos e missas on-line, vídeos e nos 140 caracteres do Twitter, utilizado até pelo líder do catolicismo, o Papa Bento 16, que aderiu à rede este mês.

Criador da maior religião do planeta e profeta no islamismo e no judaísmo, Cristo foi tão importante que a contagem do tempo se divide em A.C. e D.C. Confira abaixo o que o Diario de Pernambuco/Correio Braziliense preparou para você vivenciar essa data relevante. Portanto, compartilhe solidariedade, retuíte esperança e curta a paz. Feliz Natal!

 (Kleber Sales/CB/DA Press)

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