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Emocionado, Lula confirma participação no Soletrando do Caldeirão do Huck

Lula aceita participar mas sua assessoria pede que a produção de Luciano Huck exclua algumas palavras

Lula aceita participar mas sua assessoria pede que a produção de Luciano Huck exclua algumas palavras

Publicado impagavelmente no G17

O Ex-Presidente Luís Inácio da Silva, ou somente Lula, confirmou participação no programa Soletrando do Caldeirão do Huck. O convite foi feito pessoalmente pelo apresentador, Luciano Huck. Lula aceitou, se emocionou com o convite e ainda chorou.

Lula aceitou o convite com algumas condições propostas pela sua assessoria. Uma das exigêcias é excluir as palavras “mensalão” e “corrupção”, visto que, para Lula, estas palavras não existem e ele não saberá soletrar.

A participação de Lula no soletrando ainda será datada. Por enquanto o ex-presidente se dedica a escrever sua coluna no jornal New York Times.

Pastor Marcos Pereira é preso acusado de estupro

Ainda há acusações por homicídio, envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O pastor Marcos nega as acusações (foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)

O pastor Marcos nega as acusações (foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)

Leonardo Barros, em O Globo

RIO – Com dois mandados de prisão preventiva expedidos com base em acusações de estupros, o pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, na noite de terça-feira. Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) realizaram a prisão quando o pastor estava em seu carro, um Passat branco, indo para o seu apartamento, na Avenida Atlântica, em Copacabana. A investigação, que durou um ano, ainda aponta a participação de Marcos Pereira em mais quatro estupros, quatro homicídios, além de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Esses últimos três crimes baseados em denúncias do coordenador do Afroreggae, José Júnior.

Os mandados foram decretados pelos juízes Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota Lima, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca, na última quinta-feira. De acordo com informações da DCOD, o pastor realizaria ‘orgias’ no apartamento de Copacabana, avaliado em R$ 8 milhões. A maior parte das vítimas seria fiéis da igreja, chamadas até o local para a realização de cultos, em que Marcos Pereira, com ações violentas, obrigava as mulheres a fazerem sexo com ele e com outros homens da igreja. Também haveria sexo de mulheres com mulheres e homens com homens.

Das seis vítimas, três teriam sido atacadas quando eram menores de idade. Os crimes foram denunciados na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de São João de Meriti. Uma jovem relatou que foi estuprada pelo pastor dos 14 aos 22 anos. Em um dos seis casos de estupro, a vítima seria a sua própria ex-mulher, Ana Madureira da Silva, que também revelou ter sofrido abuso sexual. Os dois ficaram casados até 1998.

Um dos homicídios que o pastor está sendo acusado seria de uma jovem que descobriu as ‘orgias’ e teria tentado fazer denúncias. De acordo com o delegado da da DCOD, Márcio Mendonça, um sobrinho de Marcos Pereira também está envolvido no assassinato.

O pastor não possui formação em teologia e, por isso, deverá ser encaminhado, nesta quarta-feira, para uma prisão comum no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste. A Polícia Civil vai conceder uma entrevista coletiva para apresentar mais informações do caso.

Seguido por fiéis

O pastor Marcos Pereira no momento em que foi fichado pelos policiais (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

O pastor Marcos Pereira no momento em que foi fichado pelos policiais (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Na sede da delegacia, o pastor Marcos Pereira não quis falar com a imprensa. Porém, atendendo ao seu chamado, cerca de 30 dos seus seguidores foram até o local, além de seis advogados. Entre os fiéis, o ex-cantor de pagode, Waguinho, que é missionário da Assembleia de Deus dos Últimos Dias há nove anos. Ao sair da delegacia, Waguinho fez críticas a ação da polícia e as denúncias de José Júnior.

— Ficamos surpresos com a forma em que foi feita a prisão contra uma pessoa que comparece toda vez que é convocada para explicar essas acusações. Foi uma ação, em via pública. São acusações antigas que não há provas. Porém, todos nós aqui sabemos que existe uma guerra pública que foi declarada há cerca de dois anos, pelo José Júnior. O Afroreggae faz as suas ações e gasta milhões. O pastor Marcos Pereira faz o seu trabalho com o amor, sem receber nenhum dinheiro por isso. Quero ver o José Júnior explicar isso — disse Waguinho, defendendo Marcos Pereira.

— Todos que convivem com o pastor sabem que ele é uma pessoa que só faz o bem. O trabalho dele já tirou oito mil pessoas das drogas. Na história, várias pessoas que fizeram o bem já sofreram esse tipo de injustiça. Quem é do bem, conhece quem é do bem — encerrou o missionário, que disputou a prefeitura de Nova Iguaçu, nas eleições do ano passado.

José Júnior, do Afroreggae, elogia polícia por prisão do pastor Marcos: ‘Arrebentou’

Publicado no Extra [via O Globo]

O coordenador do Afroreggae, José Júnior, elogiou no Twitter a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) pela prisão do pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, na noite desta terça-feira.

A prisão do pastor Marcos, acusado de seis estupros, é resultado de uma investigação que começou após uma denúncia de José Júnior sobre o suposto envolvimento do pastor com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, há cerca de um ano.

“Quero agradecer a NOVA GESTÃO da DCOD pelo excepcional trabalho nessa prisão. Dr. Márcio Mendonça num curto espaço de tempo arrebentou”, afirmou o coordenador no microblog.

Renascer deve pagar R$ 1 mi a irmãos que perderam mãe em desabamento

Desabamento do teto da sede da igreja Renascer deixou nove mortos; irmãos receberão R$ 1 mi após perderem a mãe e a avó (foto: Rubens Cavallari-20.jan.2009/Folhapress)

Desabamento do teto da sede da igreja Renascer deixou nove mortos; irmãos receberão R$ 1 mi após perderem a mãe e a avó (foto: Rubens Cavallari-20.jan.2009/Folhapress)

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

A Justiça de São Paulo decidiu que a igreja Renascer em Cristo terá que pagar R$ 1 milhão para três irmãos que perderam a mãe e a avó no desabamento de um templo na zona sul de São Paulo, em 2009. A igreja disse que vai recorrer da decisão.

A mãe dos três irmãos, Maria Amélia de Almeida Megnis, e a avó, Acir Alves da Silva, aguardavam o início de um culto religioso quando ocorreu o desabamento do teto da igreja, em 18 de janeiro daquele ano. Ao todo, mais de cem pessoas ficaram feridas e nove morreram.

Na decisão, o juíza Priscilla Buso Faccinetto aponta que “o desabamento poderia ter sido facilmente evitado, tendo ocorrido pela falta de manutenção do prédio”. Ela destaca ainda que a Renascer “agiu de forma negligente, derivando daí sua responsabilidade pelo evento.”

Segundo o advogado Marcus Vinicius Moura, que representa os três irmãos, eles deverão receber, além dos R$ 1.071.000, por danos morais, mais R$ 609,92, por danos materiais, devido a gastos que a família teve em decorrência das mortes. Os valores deverão ser divididos igualmente entre os irmãos.

O advogado que representa a igreja, Roberto Ribeiro Júnior, afirmou que “o acidente se deu em função de uma reforma em que as empresas contratadas, inclusive o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), não fizeram reforço da estrutura”. Por conta disso, ele conclui, a responsabilidade seria delas.

O defensor aponta ainda que a reforma teria ocorrido dez anos antes do acidente e que na época o instituto chegou a emitir um laudo confirmando que a estrutura estava reforçada. A reforma na ocasião teria ocorrido após a constatação de fungos na estrutura de madeira.

Apesar disso, a juíza diz que “a ausência de avaliação técnica por um período superior a dez anos ensejaria medidas como a suspensão dos cultos religiosos até que a situação fosse regularizada e não simplesmente continuar utilizando o templo para reuniões, colocando em risco a integridade física dos fiéis.”

Pastor brasileiro é preso por suspeita de tráfico de menores na África

O pastor, há 4 meses na cadeia, teve habeas corpus negado (Foto: Terceiro / Agência O Globo/Acervo Pessoal)

O pastor, há 4 meses na cadeia, teve habeas corpus negado (Foto: Terceiro / Agência O Globo/Acervo Pessoal)

Rafael Soares, no Extra

Uma missão evangélica liderada por brasileiros virou caso de polícia no Senegal. O pastor José Dilson da Silva, da Igreja Presbiteriana Betânia de Niterói, e a missionária Zeneide Moreira estão presos há quatro meses em Thiès, a 70 quilômetros da capital do país, Dakar. Os religiosos, há 22 anos pregando na África, são acusados de formação de quadrilha, aliciamento e tráfico de menores no projeto Obadias, criado pelo pastor em 2011. A iniciativa consistia em dar abrigo, comida e educação evangélica a 17 crianças de origem islâmica recolhidas nas ruas de Dakar.

A denúncia chegou à polícia em novembro do ano passado por Abdou Fall, pai de um dos meninos acolhidos. Segundo ele, os missionários não tinham autorização dos pais para levarem as crianças. Há 12 dias, a Justiça senegalesa negou um pedido de habeas corpus feito pelos advogados dos religiosos.

José Dilson está preso há 4 meses Foto: Arquivo pessoal

José Dilson está preso há 4 meses Foto: Arquivo pessoal

O pastor numa obra de casas do projeto Mibur (Foto: Arquivo pessoal)

O pastor numa obra de casas do projeto Mibur (Foto: Arquivo pessoal)

 

O pastor Josué Oliveira, da mesma igreja do missionário e interlocutor da família no Brasil, afirma que em sua viagem ao Senegal, no ano passado, encontrou um clima hostil sobre o caso:

— Como a religião predominante no Senegal é o islamismo, missões evangélicas são vistas com maus olhos.

Enquanto o processo se desenrola na Justiça senegalesa, José Dilson reclama das condições precárias do presídio, em Thiès, a 60km da capital. Cartas do pastor à família, obtidas pelo EXTRA, revelam que ele está em uma cela compartilhada com 30 pessoas, sem janelas.

O religioso teria tido problemas para se adaptar às refeições da cadeia por ser diabético. Há um mês, ganhou o direito de receber comida especial enviada diariamente por sua mulher, Marli.

“Todas as noites são quentes, sem espaço pra me virar, desconfortáveis ao extremo. Com tudo isso, sei que Jesus está ao meu lado e isso me conforta”, escreveu ele.

O pastor José Dilson com a mulher, Marli, e as crianças (Foto: Arquivo pessoal)

O pastor José Dilson com a mulher, Marli, e as crianças (Foto: Arquivo pessoal)

 

Crianças da Guiné

O caso veio à tona na imprensa senegalesa quando o jornal “Le Populaire” publicou a manchete “Pastor brasileiro convertia crianças ao cristianismo”, em novembro. Os menores recolhidos são da Guiné Bissau, país vizinho onde se fala português.

Governo brasileiro

A assessoria de imprensa do Itamaraty alega que o órgão não pretende pressionar o governo senegalês: “Essa é uma questão jurídica, e não política. O efeito de uma possível pressão poderia ser contraproducente, até porque há uma questão religiosa envolvida”.

Até seis meses

A Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, que financia o projeto Obadias e cuida dos trâmites jurídicos para o pastor, afirma que vai recorrer contra a prisão até a última instância. No Senegal, acusados por um crime podem ficar até seis meses em prisão preventiva.

Não legalizado

Segundo a família do pastor, os problemas com a Justiça se deram porque o escritório contratado pelos brasileiros em 2011 para conseguir as autorizações para a permanência dos menores não era legalizado.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

neste link, abaixo-assinado da ONG Rio de Paz pedindo a libertação do pr. José Dilson. #assinado