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A inveja dos outros

blingring_32Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo

Anos atrás, decidi que, salvo necessidade absoluta, em voo internacional, eu não viajaria mais de classe econômica. Quando não posso pagar pela executiva, é simples: não viajo.

A passagem de executiva dá direito ao uso de uma sala de espera confortável, que no Brasil é chamada de sala VIP (sigla de “very important person”, pessoa muito importante). Há um quê de idiota na ideia de que alguém se torne importante por pagar uma passagem mais cara que os outros.

Mas o que me interessa agora é o fato de que os passageiros de classe executiva, confortavelmente instalados na sala VIP, poderiam esperar até o fim do embarque da classe econômica; aí eles iriam ao portão já esvaziado e subiriam no avião.

Não é o que acontece. Convidados a embarcar antes dos outros, eles entram no avião sob o olhar dos passageiros de classe econômica e ocupam seus assentos espaçosos, situados na parte da frente da aeronave, de forma que os passageiros de econômica, a caminho de suas poltronas-suplício, são obrigados a contemplar o privilégio dos que já estão instalados na executiva.

Por que essa irracionalidade? É que o passageiro de executiva não compra apenas um tratamento mais humano e um espaço compatível com as formas médias de um corpo: ele compra também a experiência (desejável, aparentemente) de ser objeto da inveja dos outros.

Numa recente viagem à Europa, eu já estava instalado na executiva, tomando suco e lendo um livro quando uma senhora chinesa, a caminho de seu lugar na econômica, passou do meu lado e espirrou molhada e barulhentamente em cima da minha cabeça. Por sorte, não era época de gripe aviária. Mas é isto: a inveja é uma mistura de idealização, amor e ódio.

Circulando de madrugada, passo pela entrada de uma balada. Há uma longa fila de espera, há seguranças imponentes e há uma “hostess” que escolhe quem pode entrar. Em Nova York, entram até desconhecidos, se forem bizarros, interessantes e decorativos. Em São Paulo, parece que a lista de clientes VIPs é soberana. Os outros esperam noite adentro, tentando ganhar a simpatia da “hostess”. Vale a pena? O que acontecerá se eles forem admitidos? Pois é, será uma noite sensacional: eles tirarão fotos que postarão no Facebook e no Instagram.

Em geral, com as fotos, eles esperam receber a mesma inveja que eles destinam aos VIPs: por isso, exibirão poses parecidas com o que eles imaginam que os VIPs (os que entraram na balada há tempos) fazem quando se divertem (loucamente).

E o que fazem os VIPs? Pois é, essa é a parte mais estranha: os VIPs imitam as poses dos que os invejam e imitam, pois, eles constatam, essas são as poses que mais suscitam inveja.

De fato, na balada, muitos, VIPs e mortais comuns, apenas esperam a ressaca de amanhã. Mas, no círculo vicioso da inveja, a experiência efetiva é irrelevante; não é com tal ou tal outra vida e história concretas que se sonha: sonha-se ser o que os outros sonham.

A inveja é, por assim dizer, uma emoção abstrata: o privilégio não precisa dar acesso a uma fruição especial da vida (sensual ou espiritual, tanto faz), ele só precisa suscitar inveja. Ou seja, privilégio não é o que faço ou o que acontece de extraordinário em minha vida, mas o olhar invejoso dos outros.

Nesse mundo, em que a inveja é um regulador social, as aparências são decisivas porque elas comandam a inveja dos outros. Por exemplo, o que conta não é “ser feliz”, mas parecer invejavelmente feliz.

Nesse mundo, o ter é mais importante do que o ser apenas porque, à diferença do ser, o ter pode ser mostrado facilmente. É simples mostrar o brilho de roupas e bugiganga aos olhos dos invejosos. Complicado seria lhes mostrar vestígios de vida interior e pedir que nos invejem por isso.

O Facebook é o instrumento perfeito para um mundo em que a inveja é um regulador social. Nele, quase todos mentem, mas circula uma verdade de nossa cultura: o valor social de cada um se confunde com a inveja que ele consegue suscitar.

Comecei a escrever essa coluna depois de assistir a “Bling Ring: A Gangue de Hollywood”, de Sofia Coppola (uma tradução por “Bling Ring” seria “A Turma do Deslumbre”). A não ser que outro tema se imponha com força, voltarei a falar sobre o filme. Mas digo já: saí do cinema muito feliz por não ter levado nenhum adolescente comigo (respeitando a indicação para acima de 16 anos).

A única coisa que importa saber

Para aqueles que conhecem a Deus, basta-lhes o dom de um dia o haverem conhecido. Esses servem a Deus por nada. Para eles tudo já está feito. Sim, esses são prósperos até quando passam fome.

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Caio Fábio

Deus é amor. E amor é o que todo ser humano quer. Portanto, quando alguém quer amor/amor, tal pessoa quer Deus, mesmo que não saiba.

Assim é que João, um dos apóstolos de Jesus, já idoso, mais ou menos aos 90 anos de idade, resumiu tudo o que de Deus em Cristo Jesus aprendeu e apreendeu, apenas dizendo:

Deus é amor. Quem ama é nascido de Deus e naturalmente conhece a Deus. Mas como Deus é amor e tanto Deus quanto o amor são invisíveis e inconfináveis, o único modo de se expressar o amor a Deus e à tudo quanto seja Vida em Deus, é amando o próximo e a toda a criação do Criador/Pai.

Desse modo é que se pode dizer que se Deus tem uma religião, ela tem apenas Um Dógma: amor segundo Deus.

Ora, o amor segundo Deus é entrega. Para Deus amar é dar vida e até a própria vida!

Entretanto, esse amar/dar/vida só se torna significativo no encontro do homem com outro humano ou com outra criatura, ainda que menor supostamente na percepção do existente.

O homem não tem como amar a Deus sem ser através do próximo!

Eu só expresso amor se minha vida for uma dádiva ao mundo no qual eu habito; seja esse mundo do tamanho que seja; grande ou pequeno; ou mesmo ínfimo.

Não adianta amar o Infinito se não se ama o finito!

O amor ao Infinito só é possível aos humanos como amor ao finito!

Afinal, de acordo com o espírito do Evangelho, quem não ama o pequeno, não ama o grande, assim como quem não é fiel no pouco, não é fiel no muito.

Desse modo se reconhece um filho de Deus: pela sua existência em estado de entrega ao amor como serviço sincero aos vivos e à vida.

E para que isto aconteça basta que a pessoa se dê em amor onde quer que esteja!

Em certas pessoas isto só acontece quando são chocadas pela pregação do Evangelho e se convertem. Há outras, todavia, que nunca tiveram essa informação, mas cresceram segundo o caráter dela, da informação. Com certeza apenas por causa de um segredo de Deus inexplicavelmente falado no silêncio de seus corações sinceros. Esses são os filhos de Deus que os religiosos insistem em chamar de “criaturas” de Deus, a fim de diferenciar um humano do outro; ou seja: o religioso do não religioso, ou do indiferente à religião.

O Pai, no entanto, sabe quem são os Seus filhos apenas e tão somente pela prática da fé que atua pelo amor, mesmo que tal fé na vida em amor não decorra de um ensino direto do corpo organizado do Evangelho.

Ora, isto é tudo que os “crentes” não gostam, ou mesmo abominam. Sim, pois tal liberdade de Deus lhes mata o discurso de “poder e detenção” da verdade e de sua aplicação “conquistadora” na existência do próximo.

Foi por esta razão que alguns entenderam no passado que a igreja — como ente social e visível — tem a muitos que Deus não tem; ao mesmo tempo em Deus tem muitos que a igreja não permite entrar.

Ou seja: a igreja pode estar cheia de gente sem Deus, enquanto Deus é Deus de muita gente sem “igreja”!

Nele, porém, todos os que são do amor, são da Igreja!

Nele, do mesmo modo, todos os que não são do amor, não são Dele; ainda que tenham igreja entre os homens.

É esta realidade prática do amor como confissão encarnada da fé que os “crentes” abominam; pois é melhor dizer que se crê num corpo de doutrinas do que entregar o corpo/ser para ser a encarnação do dogma de Deus: o amor.

Se o Evangelho não produz esse fruto em mim, saiba: é porque em mim o Evangelho de Deus não habita… ainda.

fonte: site do Caio Fábio

Estresse no trabalho pode deixar as mulheres sem sorte no amor

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título original: Sem sorte no amor? Talvez seu trabalho seja o culpado

Ana Claudia Cichon, no HypeScience

Mulheres com empregos de alta pressão podem sofrer mais para encontrar um parceiro. Um estudo sugere que os níveis elevados de um hormônio do estresse – cortisol – torna os rostos femininos menos atraentes para os homens, em comparação com as que possuem a face mais relaxada.

Poderia ser uma má notícia para aquelas que detêm posições estressantes e estão em busca de um amor. O efeito provavelmente ocorre porque os rostos transmitem sinais fortes sobre a saúde e a fertilidade de uma pessoa. Aqueles que têm altos níveis de estresse são geralmente menos saudáveis.

No entanto, os pesquisadores descobriram que a força do sistema imunológico da mulher não afeta sua atratividade para o sexo oposto. Já estudos anteriores demonstraram que os homens são considerados mais atraentes se eles têm baixos níveis de estresse e têm sistemas imunológicos fortes.

Dr. Markus Rantala, biólogo da Universidade de Turku, na Finlândia, liderou o estudo e disse: “Talvez, então, os baixos níveis de cortisol sejam sinal de saúde em rostos femininos”. Isso seria consistente com muitos estudos em humanos que descobriram que o estresse tem um forte efeito negativo sobre a saúde, incluindo a função imunológica, doenças cardíacas e câncer.

Os cientistas vacinaram 52 jovens da Letônia com uma idade média de 20 anos contra o vírus da hepatite B. Eles, então, recolheram amostras de sangue para medir a sua resposta imune e os níveis de cortisol. Eles pediram a 18 estudantes heterossexuais do sexo masculinos para avaliarem a atratividade de cada mulher a partir de uma fotografia de seu rosto.

Enquanto puderam encontrar nenhuma correlação entre a resposta imune das mulheres e sua atratividade facial, aquelas com níveis mais baixos de cortisol no sangue foram classificados como mais atraentes.

O cortisol é um hormônio que desempenha certo número de funções no organismo, incluindo a supressão do sistema imunitário e auxiliar o metabolismo. É conhecido por ser produzido quando o corpo está sob estresse ou quando um indivíduo está ansioso.

Os pesquisadores também descobriram que as mulheres consideradas mais atraentes possuem uma quantidade ideal de gordura – nem muito nem pouco.

Dr. Rantala acrescentou: “Nosso estudo sugere que atratividade facial em mulheres não indica a capacidade de resposta imune contra a hepatite B, mas está associada a dois outros aspectos da saúde a longo prazo e da fertilidade; os níveis de cortisol, o hormônio do estresse em circulação, e o percentual de gordura corporal”.

No entanto, se altos níveis de estresse de fato tornarem as pessoas menos atraentes, isso pode ser uma má notícia para os homens. Um estudo publicado há três anos descobriu que os níveis de cortisol em homens aumentam quando eles estão na companhia de uma bela mulher.[Telegraph]

Série fotográfica mostra que o nosso lixo vai parar dentro dos animais

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Valerie Scavone, no Hypeness

Esta série fotográfica é de cortar o coração. Trabalhado por Chris Jordan, o Midway é uma exposição assustadora do resultado da inconsciência do ser humano quanto à má educação em jogar o lixo por aí e também o consumo desenfreado.

No atol de Midway, no vasto Oceano Pacífico, um conjunto de ilhas com mais de dois mil quilômetros do continente mais próximo, Chris Jordan retrata a morte de milhares de albatrozes que foram alimentados por seus pais que confundiram o lixo flutuante com comida.  Uma tragédia ambiental espantosa!

Para mim, ajoelhado sobre as carcaças dos albatrozes, é como olhar para um espelho macabro. Estas aves refletem um resultado espantoso do transe coletivo do nosso consumismo e do crescimento industrial descontrolado.“, diz Chris Jordan.

O fotógrafo tem visitado este lugar com uma equipe e iniciou o projeto de um filme intitulado A Jornada Midway. Este, tem como objetivo fazer o telespectador sentir as justaposições de uma beleza deslumbrante e o nascimento da morte de milhares de albatrozes. Uma visita guiada às profundezas dos nossos espíritos que entrega uma mensagem profunda de reverência a amor que já está atingindo pessoas de todo o mundo.

O albatroz está entre as maiores aves do mundo e voam grandes distâncias com pouco esforço. Vale aqui uma reflexão sobre sua educação em relação ao seu lixo produzido e, também, sobre seu consumo.

Mulher troca casamento de 11 anos para viver com 19 ratos

Chantal não esconde seu amor pelos pequenos roedores. (Foto: Reprodução / TLC)

Chantal não esconde seu amor pelos pequenos roedores. (Foto: Reprodução / TLC)

publicado no Yahoo!

Uma norte-americana abriu mão de um casamento de 11 anos devido à sua paixão pelos seus bichos de estimação. O amor de Chantal Banks, porém, é destinado a animais pouco comuns dentro de casa: nada menos que 19 ratos.

Participante de um programa de televisão da emissora “TLC”, a mulher chegou a dizer que não conseguiria mais viver sem seus pequenos amigos.

“Eu amo ratos mais do que amo pessoas. Meus ratos não me julgam. Eles me amam pelo que eu sou. Quando eu choro, eles lambem minhas lágrimas e quando estou com fome eu lhes dou de comer”, afirmou Chantal durante o programa “My Crazy Obsession” (Minha Louca Obsessão, em inglês).

A paixão da norte-americana por ratos começou aos seus 16 anos. Mesmo após se casar, a mania de Chantal se agravou, levando seu marido Chester a desistir da união de 11 anos.

Após sua mulher adotar ainda mais roedores, o homem se recusou a ajudá-la e decidiu sair de casa. Já o filho do casal, Kevin, criado ao lado dos ratos, diz não se incomodar com a presença dos animais em sua vida. “Literalmente, meus irmãos eram os ratos”, concluiu.