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Marilena Chauí: Classe média é fascista, violenta e ignorante

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Publicado no Portal Vermelho [via Brasil 247]

O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes estão sendo analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. O primeiro deles ocorreu no último dia 13, em São Paulo, e contou com presença de Lula, Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.

Sem as sutilezas filosóficas das aulas emocionantes que costuma dar em eventos desse tipo, ela foi direto ao assunto. Chauí falou sobre o Bolsa Família para exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior de pobres e negros.

Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, concluiu ovacionada.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

A última foto de famosos em vida

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Publicado no Papo de Homem

Todo artista que morre tem — para o bem ou para o mal — sua obra colocada num patamar acima dos outros (ou do que deveria) e sua figura é celebrada nos anos seguintes. Uns mais e outros menos, claro, mas o que importa é a figura do artista sendo exaltada em fotos clássicas, em imagens poderosas.

Mas todos eles foram humanos como outra qualquer. Além dessas fotos em seu auge artístico, temos também por aí fotos mais humanas, mais mundanas dos heróis que conhecemos.

Tenho aqui alguns deles retratados nas últimas fotos conhecidas em que eles aparecem.

Steve Jobs

Steve Jobs

Marilyn Monroe

Marilyn Monroe

Kurt Cobain

Kurt Cobain

John Lennon

John Lennon

James Dean

James Dean

Heath Ledger

Heath Ledger

George Harrison

George Harrison

Freddy Mercury

Freddy Mercury

Amy Winehouse

Amy Winehouse

Fatalidade, debilitados, contentes. São algumas das derradeiras imagens de pessoas conhecidas como conhecemos.

No Facebook, Danette alfineta SPFC por eliminação

A imagem trazia a frase: “Poderia ser Danette, mas foi um chocolate no seu time do coração”, fazendo referência indireta à goleada de 4 a 1 sofrida pelo Tricolor paulista.

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Publicano no Máquina do Esporte

A Danette, marca de sobremesa do grupo Danone, fez nesta quinta-feira uma ação de marketing esportivo, no mínimo, arriscada. Em sua fan page na rede social Facebook, a empresa compartilhou uma imagem ironizando a derrota do São Paulo para o Atlético Mineiro pela Copa Bridgestone Libertadores.

A imagem trazia a frase: “Poderia ser Danette, mas foi um chocolate no seu time do coração”, fazendo referência indireta à goleada de 4 a 1 sofrida pelo Tricolor paulista na noite de quarta, que determinou a eliminação da equipe na fase de oitavas de final do torneio continental. Como inscrição da foto, a marca trazia a provocativa chamada: “Tudo bem, né, gente? Ano que vem tem mais.”

Na última segunda, a empresa já havia feito uma ação semelhante ao publicar outra imagem com os dizeres “Seu time foi eliminado do campeonato? Só chocolate salva!”.

Procurada pela Máquina do Esporte, a Danette ainda não divulgou uma posição oficial sobre o assunto, mas a imagem foi retirada do ar minutos após o contato da reportagem com a assessoria de imprensa da marca.

A “brincadeira” não foi bem recebida pelos seguidores da página, que conta com mais de 215 mil “curtidas”. Antes de excluída, a postagem já tinha mais de 500 comentários, a maioria deles repreendendo a ação da empresa.

a empresa publicou um pedido de desculpas:

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O amor é uma escolha de investimento na vida

As Damas do Bosque de Boulogne

As Damas do Bosque de Boulogne

título original: Para além do niilismo

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

O leitor sabe que meu pecado espiritual é o niilismo. Enfrento-o dia a dia como qualquer moléstia incurável. O tema já foi tratado por gênios como Nietzsche, Turguêniev, Dostoiévski, Cioran. Deixo meu leitor em companhia desses gigantes, muito melhores do que eu.

A tragédia também me acompanha em todo café da manhã, essa concepção grega de mundo que julgo a mais correta já pensada. Aqui tenho grandes parceiros como o autor da tragédia ática Sófocles (entre outros), o filósofo Nietzsche, o dramaturgo Shakespeare e os escritores contemporâneos Albert Camus e Philip Roth.

Ambos, niilismo e tragédia, são visões de mundo que arruínam a vida. Diante deles, ateísmo é para iniciantes. O ateísmo só é aceitável quando blasé e sem associações de ateus
militantes. Para niilistas como eu, o ateísmo crente em si mesmo é brincadeira de meninas com fita cor-de-rosa amarrada na cabeça.

Ando de saco cheio do niilismo e da tragédia, apesar de continuar experimentando-os todo dia. Em termos morais, a virtude máxima para ambos é a coragem, e o vício mais a mão, a covardia.

Nos últimos tempos, tenho me interessado por outra virtude, a confiança, essa, tão difícil quanto a coragem, uma vez tomada a alma pelo niilismo e pela tragédia. É sobre ela que quero falar nesta segunda-feira, dia normalmente difícil, acompanhado do “bode” do domingo e da monotonia do dia a dia que recomeça imerso num sono que nunca descansa, porque sempre atormentado pela dúvida com relação ao amor, à família, ao trabalho e à viabilidade do futuro.

Meu maior pecado como escritor é jamais enganar, jamais querer agradar. Essa é minha forma de prestar respeito a quem me lê semanalmente. O caráter de alguém que escreve é medido pela ausência de desejo de agradar a quem o lê.

Amar cães e confiar neles é mais fácil do que amar seres humanos e confiar neles. Por isso, num mundo atormentado pela dúvida niilista, ainda que em constante denegação dela, tanta gente se lança à defesa melosa de cães e gatos e exige carne de frangos felizes na hora de comer em restaurantes ridículos.

Quero propor a você duas obras. Um filme e um livro que julgo entre os maiores exemplos da arte a serviço da confiança na vida.

O filme “As Damas do Bois de Boulogne”, do cineasta francês Robert Bresson, de 1945, é uma pérola sobre a confiança na vida e nos laços afetivos. Bresson é um cineasta muito marcado pelo pensamento do escritor George Bernanos, grande anatomista da alma e especialista em nossa natureza vaidosa, mentirosa e, por isso mesmo, desesperada. Coisa para gente grande, rara hoje em dia, neste mundo governado por adultos infantis.

O filme trata da vingança de uma mulher belíssima contra seu ex-amante (que a abandonou), um homem frívolo e covarde por temperamento. Essa vingança se constitui na aposta de que ele e a mulher que ela “contrata” para sua vingança agirão do modo esperado. Sua intenção é fazer com que seu ex-amante se apaixone por essa mulher “contratada”, uma prostituta.

O homem é mantido na ignorância da vida pregressa de sua noiva até depois do casamento. O que a mulher abandonada não contava é que a prostituta se apaixonasse pelo covarde, levando-o a transformação inesperada de caráter.

O amor também é personagem central da obra do dinamarquês Soren 806916Kierkegaard “As Obras do Amor“, da Vozes. Esse livro é o texto mais belo que conheço sobre o amor na filosofia ocidental.

Segundo nosso existencialista, o amor tudo crê, mas nunca se ilude porque, assim como a desconfiança e o ceticismo, o amor sabe que o conhecimento não é capaz de nada além do que fundamentar o niilismo, o ceticismo e o desespero.

O amor é um afeto moral, não um ato da razão. A razão não justifica a vida. O amor é uma escolha de investimento na vida, uma atitude, mesmo que a razão prove a falta de sentido último de tudo.

Ingênuos são os niilistas e céticos que consideram a desconfiança um ato livre da vontade. A desconfiança é uma escravidão. A aposta na vida é que mostra o caráter maduro de mulheres e homens. Boa semana.

Noivos processam fotógrafa por registro de casamento incompetente

Evette e Gary Crack acusam fotógrafa de ter arruinado o casamento deles.

Reprodução/ The Sun

Reprodução/ The Sun

O casal inglês Evette e Gary Crack terão de guardar as imagens do casamento deles apenas na memória, uma vez que as fotos do grande dia foram realizadas por uma profissional incrivelmente incompetente. De acordo com o jornal The Sun, os pombinhos estão processando a fotógrafa Louise Garrett alegando que ela, além de deixar de registrar momentos importantes da cerimônia, fez imagens sem foco e com cortes errados.

De acordo com Evette e Gary, Louise deixou de fotografar a troca de anéis e o beijo. Além disso, eles dizem ter recebido fotos sem foco, imagens com os convidados de costas e até uma foto com as cabeças dos noivos cortadas.

“É horrível. Ela roubou tudo de nós. Nada vai trazer nosso grande dia de volta. Ela disse ser uma profissional, mas nem tirou fotos dos avós de Gary, que vieram de Londres”, reclamou Evette, em entrevista ao jornal. “Agora, nós teremos de economizar dinheiro para fazer a recepção e uma nova sessão de fotos. Não tem uma única foto decente”, complementou Gary.

A fotógrafa alega que o local do casamento não era “o melhor para se fotografar”.

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Reprodução/The Sun

Fonte: Virgula