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As coisas não caem do céu

Publicado por Leoni

“Uma democracia funciona quando seus cidadãos estão contentes o bastante para não ir às ruas; quando o fazem, é sinal de que alguma coisa não está certa.” Clay Shirky

Escrevi “As coisas não caem do céu” para lembrar que só a ação modifica o mundo. As pessoas na rua disseram isso de forma muito mais impactante e coletiva. Esse vídeo, feito em família, é a nossa forma de demonstrar nosso orgulho por todos que estão se manifestando e tomando posse do país para todos nós.

Espalhem, compartilhem. Não há nenhum direito reservado.

Carolina, Luciana e Leoni

Site lista 10 leis absurdas relacionadas ao sexo nos EUA

Leis americanas pra lá de estranhas proíbem determinadas práticas sexuais

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Publicado originalmente no Terra

Considerado o país da liberdade, alguns lugares dos Estados Unidos praticamente superam países considerados ultraconservadores, como os islâmicos, com suas leis relacionadas às práticas sexuais.

Muitas delas são antigas e nunca foram levadas à sério. Mas, mesmo assim, é bizarro pensar que já existiram em uma superpotência ocidental, que, como já foi dito, prega tanto os valores da democracia. Quer ver? A compilação das leis bizarras é do site da revista Cosmopolitan.

Oh, não!
Na cidade de Bakersfield, Califórnia, todas as pessoas que fizessem sexo com satã deveriam usar camisinha

Bela Adormecida
Os rapazes no Colorado poderiam se dar mal ao beijar uma mulher que estivesse dormindo. Isso era completamente fora da lei há um tempo

Dê a ideia
No estado do Alabama, as mulheres não tinham permissão para tomar a iniciativa na hora do sexo

Cobertos
Enquanto dormir pelado torna-se um “movimento” cada vez mais natural, no estado de Minnesota, ser pego nessas condições já foi ilegal

Vibração ruim
Certa vez, foi terminantemente proibido, no estado da Georgia, comprar brinquedinhos sexuais como vibradores e dildos para apimentar a relação

Fique alerta
Em vários estados, como Arizona, Indiana, Nova York e Ohio, entre outros, ter uma ereção visível em público já foi ilegal

Cuidado com a boca
Em uma cidade do Oregon, a um homem não é permitido xingar, tendo relações sexuais com sua esposa

Hey, táxi!
Os motoristas de táxi em Maine eram proibidos de cobrar a tarifa de táxi de uma passageira, se ela oferecesse um favor sexual em troca da carona para casa, na saída de bares e boates

Muito estranho!
Em Wisconsin, a lei proibia que o homem homem disparasse sua arma enquanto sua parceira estava tendo um orgasmo. Oi?

Fique em posição
Em Washington, DC, algumas posições sexuais são ilegais

“Seria legal se você parasse de enganar as crianças” – menina de 9 anos ao CEO do McDonald’s

Hannah foi ao evento acompanhando sua mãe, Kia Robertson, blogueira que incentiva hábitos de alimentação saudável.

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Publicado originalmente no Blue Bus

No encontro anual de investidores do McDonald’s, que aconteceu na semana passada em Chicago, nos EUA, Hannah Robertson foi a 1ª a fazer uso do microfone quando a sessão foi aberta a perguntas. “Seria legal se você parasse de tentar enganar as crianças para que elas queiram comer a sua comida o tempo todo”, disse a menina de apenas 9 anos de idade ao CEO da rede de fast-food.

E continuou – “Sr. Thompson, você não quer que as crianças sejam saudáveis para que elas possam viver uma vida longa e feliz?” Ouch, essa doeu!

Em resposta, Don Thompson defendeu os esforços da empresa de oferecer opçoes saudáveis no cardápio – “Nós vendemos muitas frutas e vegetais e estamos tentando vender ainda mais”, disse Thompson, que mais tarde chamou a pequena Hannah de “corajosa”. “Em 1º lugar, nós nao vendemos ‘junk food’. Os meus filhos também comem no McDonald’s”, acrescentou o CEO, argumentando ainda que a empresa nao usa o marketing de maneira injusta com as crianças.

Hannah foi ao evento acompanhando sua mae, Kia Robertson, blogueira que incentiva hábitos de alimentaçao saudável e faz parte da Corporate Accountability Internacional, organizaçao sem fins lucrativos responsável por campanhas que defendem a saúde pública, o meio ambiente e a democracia.

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Dupla vitória da democracia

O pedido para votação em regime de urgência do projeto de lei que acaba com o fundo partidário e o tempo de TV para os novos partidos não foi votado no Senado por falta de quorum.

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Publicado no Brasil em Rede

A democracia venceu duas vezes nesta quarta-feira (24/4). A primeira vitória foi no Senado. A segunda, no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido para votação em regime de urgência do projeto de lei que acaba com o fundo partidário e o tempo de TV para os novos partidos não foi votado no Senado por falta de quorum. Paralelamente, o ministro do STF, Gilmar Mendes, suspendeu a tramitação da proposta, em resposta a um mandado de segurança protocolado pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) no dia anterior.

Acompanhada de perto por Marina Silva e outros membros da Rede Sustentabilidade, a resistência dos senadores ao golpe contra a democracia foi forte. A reação contou, inclusive, com parlamentares do próprio governo, que pressionou sua bancada a aprovar o pedido de urgência e o projeto, como já havia feito na Câmara. Mesmo ciente de que pode ser punido pelo partido, Eduardo Suplicy (PT-SP) votou contra o pedido de urgência e declarou que não trairia sua consciência. Anteriormente, Jorge Viana (PT-AC), também havia se declarado contra o projeto e anunciado que proporia uma emenda para que a medida, se aprovada, valesse apenas depois das eleições de 2014.

Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu com veemência na tribuna sua posição contrária à aprovação do projeto. Em seu discurso, ele comparou a articulação do governo para a aprovação da proposta ao Pacote de Abril de 1977, imposto pelo então presidente Ernesto Geisel. “Isso que está aí é um Pacote de Abril de quinta categoria. Havia uma ditadura, um ato institucional, havia cassações, havia marechais, havia todo mundo”, afirmou Simon. À época, a medida criou a figura do senador biônico para impedir a vitória do MDB, o único partido de oposição.

A mobilização dos senadores parece ter surtido efeito e chamado os parlamentares a refletir sobre os princípios essenciais da democracia. Embora 76 senadores estivessem presentes, apenas 23 votaram quando foi decidida a urgência, o que derrubou a sessão, já que era necessária a participação de 41.

Em sua decisão Gilmar Mendes, afirmou que: “a aprovação do projeto de lei em exame significará o tratamento desigual de parlamentares e partidos políticos em uma mesma legislatura. Essa interferência seria ofensiva à lealdade da concorrência democrática, afigurando-se casuística e direcionada a atores políticos específicos”.

O senador Rollemberg lembrou que o STF já havia se manifestado de maneira semelhante na ação que envolvia o Partido Social Democrata (PSD), definindo como inconstitucionais normas que firam o princípio da pluralidade partidária e cooperem para a co-existência de “partidos de primeira e segunda categoria”.

A tramitação do projeto agora está suspensa até que o plenário do Supremo decida se a proposta pode ou não ser votada pelos senadores.

 

Para além da Comissão de Direitos Humanos

Fazem da boa nova de Jesus um anúncio da condenação alheia, esquecendo que a mensagem de Jesus é a maravilhosa notícia de que Deus não faz acepção de pessoas

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Caio Marçal, no Novos Diálogos

Para além de da Comissão de Direitos Humanos, há uma série de interesses inconfessáveis nas disputas políticas que corroem por dento a democracia brasileira. Nas entrelinhas, fica patente que o que está em vista é a antecipação do ano eleitoral de 2014. Conchavos e interesses diversos ao bem comum, modelos de representação que revelam o quão longe estamos de ver a causa da Justiça e da Equidade sendo representadas. Nada mais e nada menos denunciam também o jeito como nós conduzimos em amplas esferas da vida brasileira nossas relações sociais.

Para além dos interesses inconfessáveis das disputas políticas, torna-se mais visível certos segmentos evangélicos que traem a contribuição protestante para o processo de laicização do Brasil. Um protestantismo sem reforma, deformado e que parece querer usar a força do Estado para cristianizar o povo na marra. Que usam o evangelho contra os outros e combinam uma proposta de espiritualidade anacrônica, uma santidade que odeia. Fazem da boa nova de Jesus um anúncio da condenação alheia, esquecendo que são igualmente humanos e que a mensagem de Jesus é a maravilhosa notícia de que Deus, em seu amor, não faz acepção de pessoas e que, portanto, todos somos igualmente amados por Deus, independente de nossa condição. Seus líderes, elevados à condição de total infabilidade, parece que esqueceram que o discipulado de Jesus convoca a não agredir, a oferecer a outra face e tocar aqueles que estão à margem.

Para além desse segmento do campo evangélico, há ainda alguns ativistas que ainda desconhecem a herança e legado pacifista deixados pelos grandes defensores dos direitos humanos. Embora com palavras em defesa da igualdade, liberdade e fraternidade em seus discursos, suas posturas às vezes denotam uma agressividade que reproduz o comportamento que dizem achar inaceitável, e que acaba “validando” o discurso que se contrapõe ao deles.

Para além de alguns ativistas raivosos, temos uma mídia que trata o imbróglio como um espetáculo circense, que frequentemente faz análises rasas e pouco isentas. Concentrada na mãos de um poucos poderosos, com raras exceções, parece gostar de alimentar o caldo belicoso que hoje nos envolve a todos. Pior é ver que parte dessa mesma mídia que tentou abrandar as declarações de Feliciano, critica agora Nicolas Maduro por chamar seu opositor de “princesinha” na Venezuela. Maduro não pode fazer declarações homofóbicas, mas Feliciano pode? Há algo de podre no Reino de Terra Brasillis.

Para além da falta de profundidade e isenção da mídia, existe um grupo de cristãos protestantes inquietos que compreende que o mundo evangélico é diverso e não aceita os “Sumos Pontífices dos crentes”, intocáveis que agem como caciques de uma tribo qualquer. Discorda dos encabestramentos e encajadamentos que deixam nódoas na imagem pública da igreja. Não se vê representado nem pelos “evangélicos que odeiam” nem pelos maniqueísmos doentios ou o tom agressivo desnecessário no debate sobre direitos humanos.

Embora perplexos, teimam em propor o caminho do respeito, da tolerância e do entendimento. Sabem que esse país ainda tem uma enorme dívida com os mais pobres e excluídos, e que o papel da igreja não é alimentar projetos de Poder, pois entende que o único projeto deixado pelo Mestre é servir, amar e doar a vida. Reconhecem que é pelo lavar de pés dos outros que o Reino de Deus é revelado. Que os cristãos não podem se mancomunar com os tronos dos Césares, e que se opõem conscientemente às lógicas dos Reinos desse Mundo, que só querem tiranizar e controlar toda Criação.

Esses irmãos e irmãs sabem que a unidade cristã é importante, mas não a qualquer custo e, com uma coragem cheia de fé, proclamam a Paz nesse tempo de conflito e guerra. Mesmos incompreendidos pelos seus próprios irmãos que ou optaram ficar em cima do muro ou do lado cômodo do corporativismo religioso, oram e agem para que o bom senso prevaleça.

Para além de tudo isso, há um Deus nos Céus, esperança nossa. Pai Nosso, que deseja que vivamos como uma Grande Família redimida e reconciliada. Que nos convida para o abraço terno e caloroso, nos quer como filhas e filhos queridos e tem “pensamentos de paz, e não de mal” (Jr 29.11).