Lauriete e Magno Malta finalmente assumem o namoro

título original: Deputada e senador Magno assumem namoro em Tocantins

Publicado no site da Agência Congresso

O que todo muito comenta no ES e Brasília há mais de seis meses, acabou sendo confimado em Tocantins, num encontro evangélico.

Lá o senador Magno Malta (PR) e a deputada federal Lauriete Almeida (PSC) assumiram o relacionamento amoroso, conforme noticiam sites de lá:

Foram tratados inclusive como casados.Na última segunda-feira o casal acabou atrasando um vôo da Gol que saia de Vitória porque não apareceram.

Os dois tem viajado juntos constantemente e desenvolvidos ações políticas conjuntas. Magno deve apoiar a reeleição de Lauriete em 2014

Lauriete foi eleita com 69.818 votos, numa eleição dificil para a Câmara Federal. Segundo o site http://musica.gospelmais.com.br, Lauriete se dirvorciou há quatro meses.

Cantora gospel, foi casada por 20 anos com Reginaldo Almeida, político e pastor evangélico. Muito bonita, é dona de uma voz impecável.

Em 27 anos de carreira, já gravou 24 CDs. Lauriete se destaca no meio gospel capixaba, nacional e internacional.

Ao longo de sua carreira, conquistou alguns prêmios como discos de ouro e de platina. Magno anda rindo à toa.

Os dois já pensam em morar juntos e tem feitos diversas visitas a municípios do Brasil – menos ES – O senador admite que deseja concorrer a presidência da República em 2014.

Neste mesmo ano ele pretende apoiar a reeleição do governador Renato Casagrande (PSB-ES).

Mas em 2018 quer concorrer ao governo capixaba, o que mostra que nem ele mesmo acredita em sua eleição para a vaga de Dilma.

O casal foi a Tocantins, dia 10 do mês passado, apoiar o candidato tucano a prefeito de Porto Nacional, Otoniel Andrade (foto)

Ele acabou eleito com 10.184 votos, e derrotou o segundo colocado, Paulo Mourao (PT), com 8.312, 29,40% votos e Clyeton Maia (PMDB) com 7969 votos.

Mas a eleição foi tumultuada. Segundo a imprensa local, o candidato eleito foi acusado de compra de votos e até invasão de residências.

dica da Rina Noronha

refrescando a memória:

durante a conturbada separação da cantora-deputada, magno malta chamou o ex-marido dela de “canalha, vagabundo e nojento”. o irmão de lauriete foi contratado no gabinete do pagodeiro, assim como aconteceu antes com músicos de sua banda.

depois é só mandar um “grandioso és tu” na tribuna que fica tudo certo, neam…

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TRE cassa mandato de deputada evangélica

Altino Machado, no Blog da Amazônia

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), os juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre cassaram na noite desta quinta-feira (10) o diploma da deputada federal Antônia Lúcia Câmara (PSC-AC).

Missionária da Assembléia de Deus, Antonia Lúcia é casada com o deputado federal Silas Câmara (PSC-AM). Os juízes do TRE também decidiram por declarar a inelegibilidade do casal por três anos.

O juiz federal Marcelo Bassetto, relator da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, afirmou durante a leitura que R$ 472 mil apreendidos pela Polícia Federal em uma caixa de papelão foram enviados por Silas Câmara para a campanha de Antonia Lúcia.

A defesa da deputada disse que vai recorrer da decisão. Caso a cassação de Antonia Lúcia seja mantida, a cadeira dela será ocupada por Solange Pascoal (PMN), prima do ex-coronel e ex-deputado Hidelbrando Pascoal.

foto: site da deputada

vamos lembrar o prontuário currículo do casal gospel?

impossível esquecer tb quem é hildebrando, aquele da motosserra.

Dinheiro de Antonia Lúcia apreendido pela Pol�cia Federal

Dinheiro de Antonia Lúcia apreendido pela Polícia Federal

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Myrian Rios ‘leva’ Deus para a Alerj e nada aprova

Publicado originalmente em O Globo

No gabinete 201 da Assembleia Legislativa do Rio, as imagens de São Miguel Arcanjo e de Nossa Senhora de Fátima, além do inseparável terço ao lado da xícara de chá sobre a mesa, não deixam dúvidas: a cadeira é ocupada pela “missionária deputada” Myrian Rios (PDT), como é conhecida pelos colegas de parlamento.

Integrante há pelo menos oito anos do Movimento Católico da Renovação Carismática, na comunidade Canção Nova, a atriz e apresentadora de TV, de 52 anos, recorre à fé e à religião na nova profissão. Porém, o fervor não é o mesmo quando se trata de cumprir as obrigações do primeiro mandato.

Dos 20 projetos de lei propostos por Myrian Rios, nenhum chegou sequer a ser votado em plenário, mesmo ela pertencendo à base do governo, maioria na Casa. Apenas oito deles passaram por análises na Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo aliado Rafael Picciani, do PMDB, e continuam em tramitação em outras comissões.

Entre as ideias de Myrian, estão a criação do Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais no Estado do Rio. Tem também projetos de lei que estabelecem o Dia do Gestor Ambiental e o Dia do Ferroviário. Mas, segundo ela, um dos mais importantes trata da reserva de vagas de emprego em órgãos públicos estaduais para adolescentes que passaram por medidas disciplinares.

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

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O teste da caneta e o motorista gay

Eliane Brum, na Época

Deve ter sido um junho tenebroso para os católicos que vivem verdadeiramente o evangelho. Para quem não é católico, para os que praticam outra religião, para os agnósticos e os ateus também. Para qualquer pessoa minimamente decente, confrontar-se com o discurso da crueldade – travestido de fé – é uma experiência aterradora. Foi o que aconteceu quando Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da diocese de Guarulhos, no estado de São Paulo, falou em entrevista sobre o estupro de mulheres. Depois, o choque se repetiu no pronunciamento de Myrian Rios, deputada pelo PDT do Rio de Janeiro e, segundo ela mesma, “missionária católica da Canção Nova”, ao discursar sobre gays e pedofilia – e confundir as duas coisas.

Quando duas pessoas públicas, com responsabilidade e ressonância de pessoas públicas, dizem o que Dom Bergonzini e a deputada Myrian Rios disseram, é preciso prestar atenção. Não é banal, não é folclórico. É sério – e tem consequências.

Primeiro, Dom Bergonzini – que, em seu blog, aparece várias vezes com o título de “o leão de Guarulhos”. Em entrevista à repórter Cristiane Agostine, do jornal Valor Econômico, publicada em 13 de junho, o bispo afirmou que há “uma ditadura gay” em curso e que uma “conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais”. Esta forma de ver a conjuntura internacional poderia, por si só, chocar boa parte dos leitores, mas o bispo se supera no trecho da reportagem que reproduzo aqui:

“Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil”, comenta. O bispo ajeita os cabelos e o crucifixo. “Já vi muitos casos que não posso citar aqui. Tenho 52 anos de padre… Há os casos em que não é bem violência… [A mulher diz] ‘Não queria, não queria, mas aconteceu…’”, diz. “Então sabe o que eu fazia?” Nesse momento, o bispo pega a tampa da caneta da repórter e mostra como conversava com mulheres. “Eu falava: bota aqui”, pedindo, em seguida, para a repórter encaixar o cilindro da caneta no orifício da tampa. O bispo começa a mexer a mão, evitando o encaixe. “Entendeu, né? Tem casos assim, do ‘ah, não queria, não queria, mas acabei deixando’”. (…) O bispo continua o raciocínio. “A mulher fala ao médico que foi violentada. Às vezes nem está grávida. Sem exame prévio, sem constatação de estupro, o aborto é liberado”, declara, ajeitando o cabelo e o crucifixo.

Sim, no teste do bispo, a vagina da mulher é uma tampa e a caneta é o pênis do estuprador. Se a mulher não quer ser violentada, basta que ela não permita que a tampa encaixe na caneta. Simples assim. É com esta humanidade que Dom Bergonzini escuta, há 52 anos, como ele faz questão de enfatizar, as católicas violadas que buscam acolhida e compaixão na sua igreja. E então passam por uma acareação através do método da tampa-vagina e da caneta-pênis.

Agora, Myrian Rios. Aliás, só descobri nesse episódio que hoje ela é deputada estadual. Até então, só a conhecia como ex-atriz e ex-mulher do cantor Roberto Carlos. A deputada do PDT apresentou-se como “missionária católica” e discursou no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 21 de junho, sobre a PEC-23, que inclui a orientação sexual entre as características pelas quais um cidadão não poder ser discriminado. Reproduzo um trecho do seu discurso aqui, mas sugiro que o leitor ouça da própria deputada, na íntegra, em vídeo de menos de 12 minutos, postado no YouTube.

O vídeo é todo coberto por textos em amarelo, num discurso sobreposto em defesa da deputada. Pede apoio a ela e faz, inclusive, um alerta: “Cuidado com a imprensa e a mídia”. Sugiro escutar Myrian Rios, sem prestar atenção ao texto. E, em seguida, assistir ao vídeo novamente, só lendo os textos em amarelo. Ambos – o discurso e a defesa do discurso – são muito reveladores. Para alguns, pode parecer uma perda de tempo, mas vale a pena o esforço para compreender o mundo onde estamos metidos.

A seguir, uma amostra da fala de Myrian Rios no plenário da Alerj:

“Eu não sou preconceituosa e não discrimino. Eu prego o amor e o respeito ao próximo. (…) Se somos todos iguais, com os mesmos direitos, eu também tenho que ter o direito de não querer um funcionário homossexual na minha empresa. (…) Digamos que eu tenha duas meninas em casa, que eu seja mãe de duas meninas, e eu contrate uma babá. E esta babá mostre que a orientação sexual dela é ser lésbica. (…) Se minha orientação sexual não for esta, for contrária, e querer demiti-la, eu não posso. (…) O direito que a babá tem de mostrar que a orientação sexual dela é lésbica eu tenho como mãe na minha casa de não querer que ela seja babá das minhas filhas, dá licença? (…) Com esta PEC, eu não tenho esse direito. Eu vou ter de manter a babá na minha casa, cuidando das minhas meninas, e sabe Deus se ela não vai inclusive cometer a pedofilia com elas. (mais…)

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