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“Ninguém deveria se preocupar se o parceiro transa com outra pessoa”, diz psicanalista

Vladimir Maluf, no UOL

A psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, autora do recém-lançado “O Livro do Amor”

Você sente calafrios só de pensar que não tem domínio sobre a vida sexual do seu parceiro ou parceira? Segundo a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, acreditar que é possível controlar o desejo de alguém é apenas uma das mentiras do amor romântico.

“É comum alimentar a fantasia de que só controlando o outro há a garantia de não ser abandonado”, afirma ela, que lançou recentemente  ”O Livro do amor” (Ed. Best Seller). Dividida em dois volumes (“Da Pré-História à Renascença” e “Do Iluminismo à Atualidade”), a obra traz a trajetória do amor e do sexo no Ocidente da Pré-História ao século 21 e exigiu cinco anos de pesquisas.

Regina, que é consultora do programa “Amor & Sexo”, apresentado por Fernanda Lima na Rede Globo, acredita que, na segunda metade deste século, muita coisa ainda vai mudar: “Ter vários parceiros será visto como natural. Penso que não haverá modelos para as pessoas se enquadrarem”, diz ela. Leia a entrevista concedida pela psicanalista ao UOL Comportamento.

UOL Comportamento: Na sua pesquisa para escrever “O Livro do Amor”, o que você encontrou de mais bonito e de mais feio sobre o amor?
Regina Navarro Lins: Embora “O Livro do Amor” não trate do amor pela humanidade, e sim do amor que pode existir entre um homem e uma mulher, ou entre dois homens ou duas mulheres, a primeira manifestação de amor humano é muito interessante. Ela ocorreu há aproximadamente 50 mil anos, quando passaram a enterrar os mortos –coisa que não ocorria até então– e a ornamentar os túmulos com flores. O que encontrei de mais feio no amor foi a opressão da mulher e a repressão da sexualidade.

UOL Comportamento: Como você imagina a humanidade na segunda metade deste século?
Regina: Os modelos tradicionais de amor e sexo não estão dando mais respostas satisfatórias e isso abre um espaço para cada um escolher sua forma de viver. Quem quiser ficar 40 anos com uma única pessoa, fazendo sexo só com ela, tudo bem. Mas ter vários parceiros também será visto como natural. Penso que não haverá modelos para as pessoas se enquadrarem. Na segunda metade do século 21, provavelmente, as pessoas viverão o amor e o sexo bem melhor do que vivem hoje.
UOL Comportamento: Você fala sobre as mentiras do amor romântico. Quais são elas?
Regina: O amor é uma construção social; em cada época se apresenta de uma forma. O amor romântico, que só entrou no casamento a partir do século 20, e pelo qual a maioria de homens e mulheres do Ocidente tanto anseia, não é construído na relação com a pessoa real, que está ao lado, e sim com a que se inventa de acordo com as próprias necessidades.Esse tipo de amor é calcado na idealização do outro e prega a fusão total entre os amantes, com a ideia de que os dois se transformarão num só. Contém a ideia de que os amados se completam, nada mais lhes faltando; que o amado é a única fonte de interesse do outro (é por isso que muitos abandonam os amigos quando começam a namorar); que cada um terá todas as suas necessidades satisfeitas pelo amado, que não é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, que quem ama não sente desejo sexual por mais ninguém.
A questão é que ele não se sustenta na convivência cotidiana, porque você é obrigado a enxergar o outro com aspectos que lhe desagradam. Não dá mais para manter a idealização. Aí surge o desencanto, o ressentimento e a mágoa. Continue lendo

Falta de dinheiro leva casais ingleses a fazerem mais sexo, diz pesquisa

O sexo é opção barata e divertida para quando não se pode sair de casa. Foto: Getty Images

Publicado originalmente no Terra

Em época de crise econômica, a vida sexual ganha força. Pelo menos é o que indica nova pesquisa publicada pelo jornal online Mirror. De acordo com o site, mais de um entre três britânicos têm relações sexuais cinco vezes pro semana, e dois entre três fazem sexo ao menos uma vez por mês.

“É bom saber que algumas coisas boas da vida ainda são de graça”, disse ao jornal Tracey Cox, autora de Sex SOS. Para ela, o sexo melhora entre os casais porque eles procuram um entretenimento barato quando o dinheiro aperta. “Não há nada mais barato e mais divertido do que muito sexo”, falou.

Mas não é só isso. Mais da metade que respondeu à pesquisa afirmou que tem assistido à mais filmes eróticos e quase o mesmo número admitiu que pratica sexo ao ar livre.

E não só os jovens aproveitam esse passatempo prazeroso. Mais de 80% dos entrevistados falaram que não há idade para o desejo sexual e para ter uma vida sexual ativa, e 67% das mulheres afirmaram que são os parceiros quem têm mais apetite sexual.

Ainda segundo a pesquisa, o lugar mais “sexy” da Grã-Bretanha é a região rural de East Anglia, onde 5,8% dos casais fazem sexo todos os dias.

foto: Getty Images

Mulheres não devem tocar em bananas e pepinos, defende religioso: ‘Fazem pensar em sexo’

Publicado originalmente no Radar Pop

Um religioso islâmico defendeu que mulheres não devem tocar em bananas, pepinos, cenouras ou quaisquer outros vegetais que se assemelhem a órgãos sexuais masculinos. “Eles fazem as mulheres pensarem em sexo”, justificou.

O religioso, que não se identificou, foi entrevistado no jornal el-Senousa. Segundo ele, se mulheres que gostarem desses alimentos devem pedir ao marido ou pai para cortarem para elas e, só assim, comer.

Via Bikyamars